Aspiro por liberdade, muita liberdade, mas sempre limitada pelo mesmo direito que o meu próximo deve ter.
Eu quero ser livre, mas a mesma liberdade que tanto aspiro, desejo que o meu próximo a tenha com a mesma qualidade. Isto tento aqui onde resido, no bairro da minha cidade, com minha família nuclear e ampliada, ou algures em qualquer lugar na universalidade do mundo, no sentido de criar a família universal.
Mesmo que eu esteja sofrendo o autoritarismo de pessoas perversas, que usurpam o suor e o sangue de pessoas humildes e ingênuas, não deixo de alimentar essas ideias grandiosas de pensar na universalidade fraterna das pessoas e das coisas.
Tenho a mente avançada em relação à época em que vivo, com respeito a prática generalizada do “levar vantagem em tudo” do “melhor para mim”, de não cuidar do outro em sua humanidade e destinação divina.
Não consinto em ser escravo e não tenho intenções de deixar ninguém ser escravizado por nenhum tipo de correntes, quer sejam metálicas ou cordas, quer sejam por falsas narrativas.
Participei de Partidos Políticos que preconizavam defender a justiça e a liberdade, com programas que davam esperança à socialização de valores fraternos dirigidos à universalidade dos seres humanos.
Havia direitos e deveres para todos, mesmo assim, existia a tendência de se obter vantagens pessoais em detrimento, injusto, de outras pessoas.
Quando isso acontecia, eu escapulia dessas fileiras, por não ser esse o meu ideal, por não ser essa a ardência do meu coração.
Durante o período que eu militava com minha fé nesses Partidos Políticos, adotei o slogan “Pela Dignidade Humana”. Não queria, por exemplo, trocar o benefício que eu fizesse a qualquer eleitor por seu voto.
Sempre orientei ao eleitor, que apesar de ele ter recebido da minha parte qualquer benefício, ele deveria usar a consciência e votar naquele candidato que ele considerasse ser mais útil à comunidade.
Assim, eu estava contribuindo para unificar os bons valores para a universalização benéfica das pessoas. Mas, comecei a me sentir sozinho, perdi a confiança nos líderes que eu considerava como justos.
Os companheiros que às vezes surgiam ao meu redor, tinham ideias estreitas e o egoísmo gritante que logo se manifestavam em suas ações. Não tinham o empenho na solidariedade, sem que o comércio predador entrasse em cogitação, e isso maltratava os meus ideais.
Nesse contexto, passei a reconhecer a figura de Jesus sob uma nova perspectiva, diferente da que tive na juventude, período no qual participava das atividades religiosas como escoteiro, auxiliando o padre Penha nas procissões da igreja católica em Macau/RN.
Agora, Jesus me aparecia como um líder confiável, que ensinou com propriedade, firmeza, coragem, transparência e honestidade, todos os princípios que eu defendia. Foi com a lição que Ele deu de seguir a principal lei para a nossa existência, para orientar o nosso Caminho, que devemos reconhecer, amar e obedecer ao Pai, obedecendo ao próximo como se fosse a nós mesmos, pois no próximo também existe a presença de Deus que não conseguimos ver, mas conseguimos sentir.