A grande maioria da humanidade foi treinada para obedecer ao dinheiro. Desde cedo ouvimos frases como: dinheiro não dá em árvore; tem que suar para merecer. Essas palavras se transformarão em ordens subconscientes gravadas no sistema nervoso e cada vez que se tenta enriquecer a mente repete o velho comando e associa a recompensa do trabalho realizado com ações de natureza egoísta.
O controle da mente colocando os valores do espírito acima dos interesses do corpo material é importante para que o pensamento saia da prisão do egoísmo, deixando o domínio do medo que é a prisão mais cara que existe.
A mente domesticada pelo espírito faz o dinheiro obedecer, ele não tem espaço para ser o feitor de quem o conquista pelo trabalho ou outras ações nefastas. Entende que a prosperidade espiritual é uma consequência do alinhamento entre intenção de servir ao Pai e emoção por estar conseguindo.
Não basta querer é preciso sentir-se digno de lidar com os talentos que o Pai nos deu para conquistar os recursos advindos do trabalho, porque assim o dinheiro obedece a vibração da dignidade do filho de Deus que quer fazer a vontade do Pai. O dinheiro reconhece quando eu estou agindo sintonizado com a vontade de Deus e não como alguém que procura atender os próprios desejos mundanos. Dessa forma o dinheiro percebe que não pode me dominar, que eu irei fazer tudo para alcançá-lo, pois não é ele que me usa como instrumento, pelo contrário sou eu que o uso como instrumento para o cumprimento da minha missão junto ao Pai.
A mente que está firme no progressismo espiritual, domesticada para esses fins, não se desculpa por querer mais dinheiro, pois sabe que ele será alocado no benefício dos irmãos que estão dele necessitados. MEu espírito atua como um comandante que tem o dinheiro como seu soldado. Portanto, como comandante diante de meus soldados, não vou ficar a gaguejar, falando sem firmeza, pois assim ninguém iria me seguir. Mas se falo com firmeza. todos soldados obedecem e com o dinheiro é igual. O dinheiro é o exército invisível das minhas ideias, cada nota, cada oportunidade, cada aplicação é um soldado cumprindo ordens. E a ordem não é um pedido desesperado, é a decisão tranquila, é o universo que se curva diante de quem sabe o que quer.
Por isso, eu preciso tratar o dinheiro como um soldado, energia obediente. Não vou correr atrás dele. Vou convidá-lo com clareza mental usando o pensamento para dizer que eu preciso dele no exercício de minha missão. Quando eu vibrar escassez para o meu projeto, quando o pensamento diz que preciso administrar algumas necessidades, o dinheiro, sensível como um radar, identifica imediatamente a frequência do comando e providencia na esfera dos trabalhos a minha disposição, sua vinda guiada pela fé racional. Mostra uma confiança transcendental que pensa, sente e age na mesma direção.
Cada vez que escolho confiar nos desígnios de Deus, a realidade começa a se reorganizar a meu favor. O dinheiro passa a ser não recompensa, mas um eco, um som que retorna depois que a mente fala. Por isso eu sei que se quero mudar o som do eco, devo mudar a voz interior, começar a afirmar mentalmente com calma e convicção que sou um centro de valor, que administro o que tenho com sabedoria e o que me pertence é dádiva de Deus que eu devo cuidar como se fosse o próprio Deus administrando.
Aprendi que o esforço é importante, mas a mente é soberana e quando a mente governa sintonizada com Deus o trabalho deixa de ser prisão e se torna a expressão divina em minha vida.
O dinheiro obedece a quem domina os três comandos mentais: clareza, fé e direção. Esses três princípios são as chaves invisíveis que transformam simples esforço em força multiplicadora. Sem eles o trabalho é peso; com eles o trabalho vira poder, principalmente associado ao divino.
O universo criado por Deus não responde ao desespero responde à convicção e convicção é a soma de pensamento, emoção e ação em perfeita harmonia e sintonia com Deus. Quando esses três pontos se alinham da forma divina, a realidade começa a se dobrar diante da minha vontade, que é a vontade de Deus, conforme meu livre arbítrio decidiu. Mas se um deles está desalinhado tudo desmorona, por isso o primeiro comando é clareza.
Clareza não é apenas saber o que se quer, é saber o que se quer e por que se quer. Eu quero fazer a vontade de Deus aqui no efêmero mundo material para que, quando eu chegar no eterno mundo material esteja mais próximo do Criador. Muitas pessoas dizem querer prosperar, mas dentro delas existe culpa, medo, crenças antigas sussurrando: isso não é para mim. Esses ruídos são ordens inconscientes que neutralizam todo o progresso.
Se a pessoa diz que quer ser livre financeiramente, mas seu subconsciente acredita que o dinheiro corrompe, ele te protege da riqueza. A mente não te sabota, ela te obedece.
Por isso clareza é o primeiro comando da abundância. Quando o desejo é limpo, saudável, fraterno, a energia flui sem resistência. Pessoas prósperas sabem descrever seus objetivos como quem descreve algo inevitável. Assim, falo do futuro com a calma de quem já chegou, porque a clareza é o antídoto contra a dúvida.