Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
07/05/2026 00h01
POVO DE DEUS

            Conforme aprendemos de nossa cultura judaico-cristã, ser o Povo de Deus significava na época Antes de Cristo, que este povo estava focado em Israel. Tal povo deveria mostrar fidelidade a Deus, que oferecia esperança e também castigo na desobediência.



            Com a vinda de Jesus cumpriu-se a promessa de Deus na vinda de um Messias (Salvador) para ajustar a nossa vida no progressismo espiritual, acima do progressismo material, característico dos seres animais.



            Agora Jesus reúne o Povo de Deus na grande família universal, que reconhece Deus como Pai, o Criador de toda a existência, e que, nós, como Suas criaturas devemos obediência, fazendo a Sua vontade, amando ao próximo como a nós mesmos.



            Adquirimos com Jesus uma nova compreensão. Toda a existência, todas as criaturas, inclusive nós, seres humanos, devemos reconhecer a paternidade de Deus. Aprendemos que vivemos em duas dimensões, física e espiritual. A dimensão espiritual é a fixa e eterna. A dimensão material é passageira e serve de escola/hospital para o aprimoramento do espírito.



            O processo evolutivo é uma lei divina que ocorre em ambas as dimensões. Nós fomos criados simples e ignorantes, pois Deus organizou nossa existência de tal forma que pudéssemos evoluir com nossos próprios esforços, para não sermos simples marionetes em Suas mãos. Nos deixou com livre arbítrio onde ninguém pode interferir, nem Ele mesmo.



            Assim, por sermos ignorantes, podemos acumular erros e ficarmos muito distantes do caminho do progresso espiritual, uma alma suja, imunda. Quem está no processo evolutivo mais adiantado, devemos ter a compaixão, obedecendo a vontade do Pai, ajudando esses irmãos, tanto na dimensão material quanto na dimensão espiritual. Devemos ser firmes, mas misericordiosos, com esses irmãos que muitas vezes querem tumultuar um ambiente mais saudável, chegando ao ápice de querer ocupar o corpo físico que serve de instrumento de aprendizagem para outra alma.



            Nós, como Povo de Deus, que reconhecemos o nosso corpo como templo do Espírito Santo, também devemos reconhecer a mesma condição no nosso irmão. Se ele tem o seu templo sujo e deteriorado, faz parte do nosso processo evolutivo ajudá-lo a limpar, quer seja na dimensão material ou espiritual.



            Esses nossos irmãos perdidos do caminho que leva ao progresso espiritual, não podem ser considerados como demônios, mesmo que se comportem com as energias mentais próprias do poder luciferino. Devemos ter compaixão deles e procurar levar às suas consciências a necessidade de converter a sua trajetória de vida, através do arrependimento dos erros cometidos.



            Este é o nosso momento atual. Sabendo que pertencemos ao Povo de Deus, procurar resgatar os nossos irmãos perdidos, para que todos possamos constituir a família universal e trazermos assim o Reino de Deus que está dentro de nós, para o campo material coletivo.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 07/05/2026 às 00h01