Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
02/06/2026 00h01
PARÁBOLAS DE JESUS NOS DIAS ATUAIS – 4. O FERMENTO

 



O Monitor do Mestre



Jesus ensinou a parábola do fermento para reforçar a mensagem que Ele deu sobre o Reino de Deus. Foi uma ilustração curta, mas poderosa, que foi registrada por Mateus (13,33).



Jesus disse que o Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher misturou em 3 medidas de farinha até que tudo estivesse levedado. Ele usou uma imagem simples e familiar, que todos ali entendiam bem.



As mulheres na multidão assentiram com a cabeça, elas já tinham feito isso muitas vezes. Adicionar só um pouco de fermento à massa e ver tudo se transformar.



Imagine agora uma mulher em sua casa preparando o pão para seus familiares. Ela pega um punhado pequeno de fermento, quase invisível perto do restante da farinha. Amassa tudo com cuidado e espera. No começo nada parece mudar, mas aos poucos, de forma invisível aos olhos, o fermento começa a agir, hora após hora. A massa cresce, amolece e se transforma completamente. aquela pequena porção de fermento acaba modificando. Três medidas de farinha, suficiente para alimentar 100 pessoas. O processo é silencioso, escondido. mas incrivelmente poderoso, e uma vez iniciado não pode ser desfeito. A massa nunca mais será a mesma.  



Dessa mesma forma ensinava Jesus. O Reino de Deus não chega com força bruta ou conflitos externos, que começa nos corações das pessoas e se espalha de dentro para fora, transformando vidas, e com o tempo, comunidades inteiras.



É notável que Jesus tenha escolhido algo do cotidiano doméstico, algo feito por mulheres para explicar uma verdade tão profunda sobre como o seu Reino funciona enquanto muitos imaginavam o Reino de Deus chegando como um exército poderoso.



Jesus o descreveu através do trabalho simples e cuidadoso feito nas cozinhas. As medidas de farinha que ele mencionou, podiam alimentar mais de 100 pessoas. Ficou a lição que mesmo uma pequena quantidade de fermento tem poder para influenciar algo muito maior do que ela mesma.



Mais uma vez Jesus contrariava as expectativas da maioria sobre o Messias. As pessoas esperavam grandes exibições, vitórias militares e triunfos políticos, mas Ele dizia que o Reino é como o fermento. Ele age em silêncio, começa dentro das pessoas e se espalha devagar. Com certeza o fermento não transforma a farinha pela força, ele se mistura com ela, age por dentro mudando tudo, desde o interior.



Do mesmo modo, o Reino de Deus não se imponha as pessoas. Ele se transforma começando no coração. O fermento também representa a influência de apenas algumas pessoas, que vivendo os valores do Reino, podem deixar uma marca duradoura em toda uma sociedade.



Um pequeno grupo de discípulos verdadeiros pode impactar uma cidade inteira. A mensagem era clara, nunca subestime o que começa pequeno, se move em silêncio e cresce com constância.



naquele dia Jesus terminou suas histórias deixando as pessoas mergulhadas em reflexões. Mateus (3,34-35) registra que Jesus falou todas essas coisas as multidões usando parábolas.



Ele não ensinava sem usar histórias, isso cumpria o que havia sido anunciado pelo profeta: “falarei por meio de parábolas, revelarei coisas ocultas desde a criação do mundo”.



A luz do entardecer banhava o mar da Galiléia em um tom dourado, suave. As pessoas começaram a voltar para casa, algumas caminhando em duplas ou pequenos grupos, conversando sobre o que tinham ouvido, o que Ele quis dizer com o fermento, perguntou alguém. Você acha que somos o trigo ou joio? Como posso saber que tipo de solo é o meu coração? Outros se perguntavam em voz alta.



Jesus observava com um sorriso cheio de entendimento. Ele sabia que nem todos compreenderiam o significado de imediato, mas as sementes estavam na terra. As histórias que ele contou tinham o poder de alcançar o mais profundo do coração das pessoas, como o fermento que age em silêncio na massa, mudando aos poucos a forma como viam o mundo.



Naquele dia à beira-mar, Jesus plantou verdades que cresceriam por muitos anos. Ele mostrou que o Reino de Deus começa como algo minúsculo, como uma semente de mostarda. Age em silêncio como o fermento misturado à farinha, cresce mesmo em meio a oposição, como o trigo entre os joios e tudo depende de quão aberto está o coração de cada pessoa, como os diferentes tipos de solo.



essas primeiras parábolas prepararam o terreno para tudo o que Jesus ensinaria depois. Elas descreviam um Reino que não seguia os padrões do mundo. Esse Reino valorizava o que é pequeno, gentil, paciente e interno, em vez do que é barulhento, orgulhoso, imediato e externo. Era um Reino que começava no coração e se espalhava, transformando tudo o que tocava.



Agora podemos aplicar essas mesmas histórias nos dias atuais, refletindo no que construímos até hoje, no que existe e como pensamos e agimos, mesmo sabendo da existência de Deus, do Mestre e do Caminho da Verdade que Ele nos ensinou.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 02/06/2026 às 00h01