CONVÉM REFLETIR
“Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”
(TIAGO, capítulo 1, versículo 19.)
Analisar, refletir, ponderar são modalidades do ato de ouvir. É indispensável que a criatura esteja sempre disposta a identificar o sentido das vozes, sugestões e situações que a rodeiam.
O atual período eleitoral que passamos na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), é o grande teste para seguirmos com atenção essa boa orientação dada pelo apóstolo Tiago.
Os candidatos adversários têm uma tendência de apontar os erros, falhas e omissões um do outro, e isso gera sentimentos de raiva, de reagir da mesma forma. Não seria este o momento de ser tardio no falar, oferecer a outra face para esse esbofeteamento moral? Seguiríamos a dupla lição, de Tiago e de Jesus.
Sem observar com rigor as lições evangélicas, é impossível executar a mais simples tarefa no ministério do bem. Corremos o risco de agir como os pagãos, mesmo que tenham a vestimenta do Cristo. Somente após ouvir, com atenção, observar a justiça ou injustiça da crítica, podemos calar ou falar de modo edificante, permanecendo no Caminho da Verdade, na estrada evolutiva espiritual.
Quem ouve, aprende. Tanto para corrigir o que a crítica correta aponta, como para tolerar com compaixão o que o irmão desordenado nos fere. Se tivermos que falar que seja para evangelizar, e principalmente com o nosso comportamento exemplar. Vamos aprender a guardar as boas palavras que ouvimos e espalhar melhores palavras ainda.
Esta eleição se torna o grande teste que o Pai coloca em nossas consciências. Ele quer saber se estamos agindo realmente com fraternidade ou com hipocrisia, falando com tanta energia sobre os ensinamentos do Mestre e fazendo tudo errado com os irmãos.
Só́ aquele que, com prioridade guarda no coração as coisas boas que os irmãos realizam, ajunta na boa experiência, o que pode espalhar com êxito.
O conselho do apóstolo é, portanto, de grande oportunidade.
E forçoso é convir que, se a pessoa deve estar pronta nas observações e comedida
nas palavras, deve ser tardia em irar-se.
Certo, o caminho humano oferece, diariamente, variados motivos à ação enérgica;
entretanto, sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparece.
Tenhamos em mente que todo homem nasce para exercer uma função bem definida. Ouvindo sempre, pode estar certo de que atingirá serenamente os fins a que se destina, mas, falando, é possível que abandone o esforço ao meio, e, irando-se, provavelmente não realizará coisa alguma.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 08-06-26