No “Pai Nosso” existem sete petições. As três primeiras têm por objeto a glória do Pai: a santificação do Nome, a vinda do Reino e o cumprimento da divina vontade. As outras quatro petições apresentam-Lhe os nossos desejos: pedidos concernentes à nossa vida para alimentar ou para curar do pecado, ou relativos ao nosso combate para a vitória do Bem sobre o Mal.
Ao pedirmos: “santificado seja o vosso Nome”, entramos no desígnio de Deus, que é a santificação do Seu Nome. Isso foi revelado a Moisés e depois à Jesus, que através do Mestre, que nos ensinou esta oração com a santificação divina em primeiro plano, para que o Pai esteja em nós, em cada homem, onde quer que ele esteja.
Na segunda petição (Venha a nós o Vosso Reino), visa nos preparar para a construção do Reino de Deus, a partir da transformação do nosso coração, deixando de agir com exclusividade no progressismo material e passar a agir com prioridade no progressismo espiritual, contribuindo com os alicerces do Reino na dimensão material.
Na terceira petição (Seja feita a Vossa vontade), pedimos ao Pai que una a nossa vontade à Sua Vontade, para que, deixando a nossa vontade em segundo plano, conforme nossas intenções e determinação pelo livre arbítrio, eu consiga agir como vem à minha consciência o que sinto como a Sua vontade.
Na quarta petição, ao dizer “dai-nos”, exprimimos, em comunhão com os nossos irmãos, a nossa confiança filial no nosso Pai dos céus. “O pão nosso” designa o alimento terrestre necessário à subsistência de nós todos, mas também significa o Pão da Vida: a Palavra de Deus e o Corpo de Cristo. Ele é recebido no “Hoje” de Deus, como alimento indispensável e substancial do banquete do Reino, antecipado na Eucaristia.
A quinta petição implora para as nossas ofensas a misericórdia de Deus, a qual não pode penetrar no nosso coração sem nos termos sido capazes de perdoar aos nossos inimigos, a exemplo e com a ajuda de Cristo.
Ao dizermos: “não nos deixeis cair em tentação”, pedimos a Deus que não permita que enveredemos pelo caminho que conduz ao pecado. Esta petição implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final.
Na última peticao: “mas livrai-nos do Mal”, nós rogamos a Deus, com a Igreja, que manifeste a vitória já alcançada por Cristo, sobre o “príncipe deste mundo”, Satanás, o anjo que se opõe pessoalmente a Deus e ao seu plano de salvação.
Pelo “Amém” final, exprimimos o nosso “fiat” em relação às sete petições: “Assim seja...”.