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Meu Diário
13/07/2026 00h01
MADEIROS SECOS

 



MADEIROS SECOS



“Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” — Jesus.



(LUCAS, capítulo 23, versículo 31.)



Jesus é a videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, perfumes consoladores e frutos substanciosos entre os homens, e o mundo não lhe ofereceu senão a cruz da flagelação e da morte infamante.



Desde milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência, o madeiro verde.



O que não devemos esperar, por nossa vez, criaturas endividadas que somos, representando galhos ainda secos na árvore da vida, que queremos fazer da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) um laboratório cristão onde possamos agir como santos, sem nenhuma prepotência, com o máximo de humildade?



Em cada experiência, necessitamos de processos novos no serviço de reparação e corrigenda. Eu, que escrevo essas reflexões evangélicas com a ajuda de Emanuel, preciso tirar a trave do meu olho, antes de acusar os irmãos dos erros que imagino estarem sendo cometidos.



Somos madeiros sem vida própria, que as paixões humanas podem inutilizar, em sua fúria de orgulho e vaidade destruidora, nos tornando madeiros secos, longe da seiva divina do Cristo.



Os homens do campo, na agricultura antiga, metiam a vara punitiva nos pessegueiros, quando suas frondes raquíticas não produziam frutos. O efeito era benéfico e compensador. Esse estresse causava pequenas fissuras na casca do tronco. O trauma estimulava a árvore a produzir mais seiva para se curar, o que reativava sua força e a fazia florescer novamente.



Sou como esse madeiro seco, reflito agora... Por que abandonei uma reunião, em que Jesus estava presente, somente porque o presidente da AMA-PM queria se defender e eu achava que era inconveniente naquele momento? Deixei a raiva, orgulho e vaidade tomar conta da minha alma, ressecar o meu madeiro e sair de forma intempestiva da reunião, sem explicar aos presentes os motivos que me ressequiam o madeiro. Eu precisava de uma vara punitiva para que a seiva divina voltasse a fluir em mim para me curar. Eu precisava pedir licença a todos, dobrar meus joelhos e fazer a oração do Pai Nosso, como o Mestre ensinou. Certamente o final, “perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; não nos deixeis cair em tentações, mas livrai-nos do mal”, isso serviria de vara punitiva para meu Ego, que naquele momento não me deixou ser um exemplo de cristão.



O martírio do Cristo, o madeiro verde, ultrapassou os limites de nossa imaginação. Como tronco sublime da vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante.



Como lenhos ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em favor de nós mesmos. Precisamos da vara punitiva em nosso Ego, para que a seiva do Divino Mestre volte a fluir por nossas veias espirituais.



O mundo organizou a tragédia da cruz para o Mestre, por espírito de maldade e ingratidão; mas, nós da AMA-PM, se temos cruzes a carregar no Caminho da Verdade, é porque Deus sabe, como Amoroso Pai de nossas almas, cheio de sabedoria e compaixão nos processos educativos, que precisamos com frequência de varas punitivas e assim não nos tornarmos madeiros ressequidos para sempre.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 13-07-26


Publicado por Sióstio de Lapa
em 13/07/2026 às 00h01