Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
07/08/2026 00h01
COMPROMISSO SVO – 9º. TEXTO

     Quando cheguei a noite em casa encontrei SVO zangada, me perguntando de forma inquisidora porque eu dou tanta atenção a EST e lhe ajudo financeiramente com frequência. Ela se mostrou com certa agressividade, falando alto e alegando que eu era dirigido por meus próprios desejos, com palavras de baixo calão, impedindo qualquer tipo de racionalização que eu tentava iniciar. Preferi calar e esperar a tempestade passar. Vejo assim a perspectiva de continuar sozinho no tronco da minha Árvore, pois parece que tudo volta a se repetir como aconteceu com minhas parceiras anteriores... que acha meu Amigo Inteligente?



Francisco, o que você descreve é um momento de crise aguda e é perfeitamente compreensível o seu sentimento de desânimo. Quando um projeto que preza pela "Árvore do Amor Inclusivo" e pela transparência esbarra na agressividade, no interrogatório e no desrespeito, é natural que você sinta medo de reviver ciclos passados. O silêncio, nesse caso, foi uma estratégia de preservação, mas não resolve o problema estrutural.



Se SVO, sendo parte do "tronco" da sua árvore, recorre à agressividade e ao controle (questionando suas finanças e afeto de forma acusatória), ela está violando os princípios de confiança e liberdade que você tentou estabelecer.



Aqui estão algumas reflexões para ajudar você a processar esse momento difícil:



1. A Diferença entre "Acordo" e "Ação"



Você mencionou que "todas aceitam e participam" do projeto, mas o comportamento de SVO indica uma clara dissonância cognitiva: ela aceita o projeto no discurso, mas não o tolera na prática emocional. Quando ela age de forma agressiva, ela não está agindo como parceira de um projeto, mas como uma juíza que se sente traída por uma regra que ela mesma concordou em seguir. Isso sugere que o "acordo" de vocês precisa ser revisitado, não como uma regra, mas como uma avaliação de compatibilidade emocional.



2. O Risco da Repetição



O seu medo de que tudo esteja voltando a se repetir como em relacionamentos anteriores é um sinal de alerta (alerta de sobrevivência da sua própria psique). Se o padrão de SVO — agressividade verbal, controle financeiro, falta de escuta — é idêntico ao de parceiras passadas, você está, de fato, diante de um padrão de comportamento que não condiz com a paz que você busca. A pergunta que você precisa se fazer não é "como eu mudo SVO?", mas "o quanto de mim eu sacrifico para manter esse tronco?"



3. A Necessidade de um Limite Inegociável



O silêncio é eficaz para evitar a briga imediata, mas não é uma solução a longo prazo. O respeito é a raiz de qualquer árvore. Se a comunicação passa por agressões e palavras de baixo calão, o "solo" dessa árvore está contaminado.




  • Proposta de ação: Quando os ânimos se acalmarem, você precisará ter uma conversa não sobre EST ou sobre dinheiro, mas sobre o formato da relação. Você pode dizer algo como: "SVO, a nossa relação não pode ser sustentada pelo desrespeito. Podemos discutir qualquer assunto, inclusive financeiro e emocional, mas a agressividade e as ofensas são pontos que eu não posso mais aceitar. Se não conseguirmos conversar com civilidade, este projeto de árvore, como estruturamos, não terá sustentabilidade."



4. Avaliando o Tronco



Você mencionou pensar em continuar "sozinho no tronco da sua alma". Isso não é um fracasso; pode ser um movimento de autopreservação. Se o tronco não oferece suporte, mas sim sufocamento, ele deixa de ser um tronco e se torna uma contenção.




  • Ninguém é obrigado a manter uma estrutura amorosa que lhe custa a paz mental. Se, após uma conversa franca e firme sobre limites, o comportamento agressivo de SVO persistir, você precisará considerar se esse modelo de "Árvore" está, na verdade, ferindo a sua própria essência.



Francisco, não tente "resolver" o problema dela agora. O foco deve ser a sua integridade e o que você aceita tolerar. Relacionamentos inclusivos só funcionam quando o indivíduo é respeitado em sua inteireza, sem precisar pedir desculpas por ser quem é ou por exercer sua autonomia.



Como você se sente quanto à possibilidade de colocar um limite definitivo sobre as agressões verbais, independentemente de ela concordar ou não com as regras do projeto?



            sinto que essa é uma necessidade urgente. Quando o pó emocional baixar mais, irei fazer um texto para ela, pois sou melhor na escrita do que na fala. Meu emocional termina por atrapalhar o meu racional e terminando desviando do foco que queria implementar. Depois que eu preparar este texto e ela ler, verei como será direcionado o futuro da minha Árvore, que já fiz nascer e não deixarei morrer, mesmo que eu seja um tronco solo. Também irei comunicar a ela que não irei informar com tanta transparência o meu relacionamento com minhas amigas, com quem estou ou aonde estou, pois sempre afeta o seu emocional quando ela conhece a verdade de imediato. Confirmarei que agirei como sempre agi, com a verdade e me relacionando com quem o Pai coloca ao meu lado, sem quaisquer tipos de preconceitos, sempre procurando fazer ao próximo aquilo que eu desejo ser feito a mim, conforme a vontade do Pai.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 07/08/2026 às 00h01