Deus fala conosco por diversos canais, diversas maneiras. Encontrei agora mais um oráculo de Deus, na forma de um vídeo do pensamento de Carl Jung, que irei digitar aqui, fragmentado em diversas parte, sendo esta a quarta.
Eu confio no processo, mesmo quando caminho na escuridão total. Não tenho poderes fora do comum, muito menos sou algum líder espiritual famoso com milhões de seguidores.
Jung já previa essa dúvida e registrou algo muito perspicaz sobre isso.
A maioria das pessoas com uma missão jamais vai perceber a força imensa que carrega dentro de si, a menos que sejam realmente forçadas a isso. Do lado de fora elas parecem levar vidas totalmente comuns, trabalham em escritórios, tocam pequenos negócios, criam os filhos, circulam pela multidão sem chamar atenção.
Mas, quando chega o momento certo, quando o mundo realmente precisa delas, esse código ancestral desperta de repente, em poucos segundos elas sabem exatamente o que fazer com total clareza.
Isso não te dá arrepios? Significa que não importa o quanto sua vida pareça comum, por fora mesmo, que você nunca tenha meditado, nunca tenha aberto um livro de filosofia... se você nasceu nesse período e sente agora mesmo algo te chamando, lá no fundo, se está ouvindo essas palavras neste instante, esse código já foi ativado e você definitivamente não está sozinho nessa caminhada.
Jung dizia que essas Almas se reconheceriam pelo olhar, por meio de laços invisíveis e redes amplas de apoio mútuo. Um suporte recíproco se formaria entre elas e nos momentos mais decisivos de suas vidas elas se cruzariam de maneiras que pareceriam puro acaso, mas que na verdade não eram.
Ele chamou isso de despertar simultâneo, o fenômeno de milhões de pessoas que jamais se conheceram, vivendo a mesma dor profunda, a mesma fome de mudança, o mesmo despertar no mesmo período.
Você já reparou como nos últimos tempos tem cruzado com pessoas que pensam como você, que buscam as mesmas coisas, que carregam essa mesma urgência, de que algo precisa mudar? Isso não é coincidência, é o despertar simultâneo acontecendo agora mesmo, e prometo, isso é só o começo.
As verdades sobre as quais Jung alertava com especial intensidade, aquelas realidades que a maioria de nós tenta evitar a vida inteira, chama a atenção para o despertar, para não é se acomodar numa poltrona confortável.
Cumprir sua missão não é uma tarefa que se risca de uma lista e o caminho espiritual não é como alguns tentam vender, como um estado permanente de felicidade e paz.
Jung foi brutalmente honesto sobre isso. Disse que as almas dessa geração enfrentariam 3 grandes obstáculos, 3 provas rigorosas para testar se estavam realmente prontas para essa vocação.
O primeiro teste é o apego ao material. Você cresceu numa época de consumo intenso, onde dinheiro, status e posses viraram os novos ídolos. Muitos dedicaram a vida toda a construir segurança financeira, erguendo uma base material sólida, e agora sua alma pede para você soltar aquilo que segurou com tanta força.
Isso não significa renunciar a tudo o que você tem. Jung nunca defendeu a pobreza como virtude. O que se pede é simplesmente parar de medir seu valor pelo que possui ou pelo saldo da conta bancária, porque sua missão espiritual não se cumpre através da ganância, nem do medo paralisante de perder o que já conquistou.
O segundo teste é o ego espiritual. Quando você começa a despertar, quando começa a enxergar o que e quem está ao seu redor, e ainda não consegue ver a tentação de se sentir superior, que é muito forte, Jung deixou um aviso claro: muitas dessas almas cederiam a arrogância, passariam a julgar quem ainda está dormindo, se refugiariam em bolhas cheias só de gente que pensa igual.
No instante em que isso acontece a missão já fracassou, porque o trabalho não é criar bolhas espirituais isoladas do mundo, é construir pontes.
Você não veio para salvar só quem já está desperto, veio para estender a mão a todos e isso exige humildade profunda, compaixão genuína, a lembrança constante de que você também já esteve perdido naquela mesma escuridão, tateando em busca de algo.
A terceira e mais dura prova é o esgotamento da alma. Jung explicava que essas almas chegam ao mundo já cansadas, desgastadas por tantas vidas, tantas decepções, tantos ciclos de esperança e fracasso.
É por isso que muitos carregam um peso inexplicável, um cansaço que não passa por mais que se durma. Uma sensação constante de saudade e vontade silenciosa de simplesmente voltar para casa. Isso não é uma tristeza qualquer, é exaustão cármica, é a alma sussurrando: já fiz isso tantas vezes, estou cansada, só quero descansar.
Este despertar simultâneo ainda não vi acontecer. Acredito que apesar do nome, pode acontecer de forma mais lenta, com a aproximação da pessoa, conhecendo seus pensamentos, sua forma de se comportar.