CAMPO DE SANGUE
“por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.” — (MATEUS, capítulo 27, versículo 8.)
Desorientado, em vista das terríveis consequências de sua irreflexão, Judas procurou os sacerdotes e restituiu-lhes as trinta moedas, atirando-as, a esmo, no recinto do Templo.
Os mentores do Judaísmo concluíram, então, que o dinheiro constituía preço de sangue e, buscando desfazer-se rapidamente de sua posse, adquiriram um campo destinado ao sepulcro dos estrangeiros, denominado, desde então, Campo de Sangue.
Profunda a expressão simbólica dessa recordação e, com a sua luz, cabe-nos reconhecer que a maioria dos homens continua a irrefletida ação de Judas, permutando o Mestre, inconscientemente, por esperanças injustas, por vantagens materiais, por privilégios passageiros.
Esta é a reflexão mais importante que nós, que fazemos a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), devemos fazer neste momento crítico de eleições político-partidárias: com quais candidatos iremos nos envolver? Com aqueles que estão mais próximos do ideal cristão? Não iremos trocar o dinheiro que nos oferecem pelo sangue do Cristo? Será nossa ação, refletida ou irrefletida, como Judas fez?
Tenhamos cuidados, meus irmãos, com as ações irrefletidas. Quando podemos examinar a extensão dos enganos aos quais cometemos, podemos ficar desesperados com os comparsas de nossas ilusões, e tentar devolver o quanto nos coube nos criminosos movimentos de nossa alma, como Judas tentou fazer.
Esses frutos amargos que podemos colher como consequências de atitudes irrefletidas, se tornam um campo de sangue das expiações dolorosas e ásperas, que nossa consciência exige, para sepulcro dos cadáveres de seus pesadelos delituosos, estranhos ao ideal divino da perfeição em Jesus-Cristo.
Irmãos em humanidade criada pelo Pai, que seguimos as lições do Mestre Jesus, procurando praticá-las na AMA-PM, que estamos em luta para enterrar em Campo de Sangue nossos crimes do passado, que não se coadunam com a Lei Eterna, não troquemos o Cristo Imperecível por um punhado de pratas misérrimas, porque, do contrário, continuaremos presos à região escura da carne sangrenta.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 14-09-26