No princípio, o Criador, Deus, criou toda a existência, inclusive nós, seres humanos, Sua imagem e semelhança.
Mas é preciso colocar neste contexto, que foi criado também o princípio evolutivo que gere a dinâmica de todos os seres.
Dessa forma, a ideia de um minúsculo ponto (de que natureza? Consciencial?) que explodiu em matéria. Ponto que a ciência passa a denominar de “Big Bang”, o grande estrondo. Uma alegoria criada por nossa cognição para tentar explicar como a consciência de Deus passou a gerar a matéria ou... do nada se formou tudo?!
Essa matéria e energia criada de uma só vez, agora se expande pelo espaço vazio obedecendo as leis da evolução, gerando o cosmo com sua harmonia funcional. E continua, neste processo de expansão e evolução até os dias atuais.
Agora, se Deus criou o homem como Sua imagem e semelhança, temos que refletir que a natureza energética dessa criação deve ter uma natureza diferente do que foi criado antes.
A nossa natureza humana sendo imagem e semelhança de Deus, deve ter sido formada de Sua própria essência: consciência.
Assim, Deus soprou a Sua essência sobre a matéria, um pingo energético diferente da natureza da matéria, pois mesmo sendo simples e ignorante, era capaz de perceber o ambiente e aprender o que estava ocorrendo. Muito parecido com o que ocorre com os bebês da Terra hoje, nascem simples e ignorantes com a essência genética dos pais, para aprenderem daí para a frente com a sua própria experiencia dentro do ambiente onde estão interagindo.
O Espírito criado por Deus, com a Sua essência divina, foi colocado no mundo material para aprendizagem e evolução. Inicialmente, esse bebê energético se fixa nos elementos mais primários, os minerais. Deve aprender a formação dos átomos, moléculas, elementos, evoluindo nesse aprendizado até a fase mais avançada dos cristais.
Alcançando a fase dos cristais e aprendendo tudo que era necessário, o Espírito está capacitado para avançar para o próximo nível evolutivo: o vegetal.
Na fase vegetal o Espírito se depara agora com uma nova forma de evolução que ele nao tivera contato antes no reino mineral: a vida.
O Espírito percebe que neste reino existem pequenos seres vivos chamados de células e que se organizam umas com as outras e formam um organismo sofisticado, com órgãos capazes de realizar funções, onde a unidade colabora com o todo.
Este organismo vivo, sofisticado, é criado por uma estrutura molecular complexa e central, dentro de cada célula individual, chamada de gene, e que determina todos os passos evolutivos para a formação do organismo. De acordo com as experiências do ambiente, as estruturas genéticas vão se diversificando e formando as diversas espécies.
Aqui neste ponto de experimentar a vida biológica, o Espírito passa pela experiencia da morte e renascimento. Enquanto estava no reino mineral, o Espírito se deslocava entre os átomos e elementos sem necessidade de deslocamento para o mundo espiritual, pois essas estruturas materiais não passavam pela experiência da morte.
Após ter absorvido essas lições do reino vegetal, o Espírito entra no novo reino animal, mais avançado evolutivamente. Neste reino o Espírito tem mais liberdade de movimentos, pode se deslocar de um ambiente para outro sem ter que estar fincado na terra por raízes. Porém, o mais importante neste reino foi a experiencia adquirida nas interações neurais que se processavam dentro do cérebro e gerava um novo fenômeno: a mente.
O Espírito entrando na arena energética mental, encontrava as energias instintivas que o organismo animal aprendeu a construir no processo evolutivo e agora podia interagir com o ambiente com muita liberdade, podia sair do roteiro da natureza, criado pelo Criador, e com a aquisição do livre arbítrio podia motivar a vontade em busca dos seus próprios interesses, sem considerar os interesses semelhantes dos seus próprios irmãos de mesma espécie.
O Espírito, portador da essência do Criador, agora se deparava na arena mental com os desejos da criatura. Esses instintos que buscavam o prazer da carne e a garantia de sua sobrevivência, antagonizavam com os princípios do Espírito, que era de evoluir moralmente em direção à essência do Criador.
Por muito temo a humanidade se debatia nessa carnificina onde os mais fortes abusavam dos mais fracos e as guerras eram tão constantes entre comunidades, países, como era constante entre os próprios indivíduos. Todos queriam evoluir materialmente, dentro de um progressismo material que estava totalmente divorciado da vontade do Criador. Como essa vivencia excessivamente material da humanidade deixava cada indivíduo e seu respectivo Espírito nessa luta inglória em direção a morte do corpo físico, sem a compreensão da imortalidade da Alma.
Foi preciso que o Criador enviasse um Espírito bem avançado, que já estava com uma boa sintonia com a Sua essência, para que viesse a Terra, incorporasse num corpo físico, para que dessa forma tivesse a condição moral de ensinar sobre o Caminho da Verdade que levaria o Espírito à vida eterna, no progresso espiritual em direção à essência do Pai, e que tínhamos o potencial de sermos deuses, ao final de nossa jornada, como demonstrava o Filho de Deus, ou Filho do Homem, como se identificava o nosso Mestre ou salvador das nossas almas.
Assim entendemos, como era no princípio e como será no futuro.