Mãos à obra
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Façase tudo para edificação.”
Paulo (I Coríntios, 14:26)
A igreja de Corinto, uma das primeiras que se formou, lutava com certas dificuldades mais fortes, quando Paulo lhe escreveu a observação transcrita acima.
O conteúdo da carta apreciava diversos problemas espirituais dos companheiros da igreja primitiva que se reuniam para estudar o que Cristo ensinou.
Mas, podemos destacar o versículo acima e aplicá-lo a nossa situação de novo agrupamento cristão, formados no ambiente doméstico, buscando a Espiritualidade que o Cristo ensinou, revivendo o Evangelho.
Quase sempre notamos intensa preocupação nos aprendizes do Evangelho, por novidades em milagres e pedidos na oração.
Algumas famílias como a nossa aqui, que nos reunimos na casa da Rua Atol da Rocas, após um jantar fraterno, e lemos alguns versículos ou trazemos textos como este, que mostra o que foi escrito por algum autor.
Passamos a refletir de forma coletiva, cada um colocando a sua interpretação, mesmo que seja criança ou adolescente, pois toda impressão serve como aprendizado de alguma forma. Uma reflexão equivocada apresenta oportunidade para ser explicada de forma correta. Todos ganhamos assim conhecimento espiritual, jovens e adultos.
Pessoa nenhuma solucionará, em definitivo, o problema fundamental da iluminação dos companheiros. Nossa tarefa espiritual será sempre produtiva quando todos se sentem importantes em dar a sua opinião, por mais absurda que pareça.
Compreendam todos, que somos discípulos do Mestre Jesus, de que o trabalho e a realização do aprendizado pertencem a todos e que é imprescindível a reflexão de cada um sobre o texto que foi lido.
Quando nos reunimos, devemos lembrar que o Evangelho pode nos intuir, através do Espírito Santo, o poder de falar e de interpretar o que ouvimos ou lemos.
Vamos colocar a boca e o cérebro à obra do bem e da luz, no aperfeiçoamento indispensável do nosso pensamento e comportamento.
Há pouco tempo a boca serviu de ferramenta para alimentar o nosso corpo; agora deve servir de ferramenta para alimentar nossa alma.
Por isso, poderíamos mudar o título deste texto, de “Mãos à Obra” para “Boca à Obra”.
Qual a sua opinião?
Rua Atol das Rocas, em 08-10-2026