Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
16/10/2026 00h01
 SD.2 – PRECE NO LIMIAR

            Eis a prece feita por Emmanuel na abertura do livro “Sexo e Destino”



            Pai de infinita bondade!



            Este é um livro em que permitiste ao nosso André Luiz traçar, em lances palpitantes da existência, alguns conceitos da Espiritualidade Superior, em tono de sexo e destino – fotografia verbal de nossas realidades amargas que entremeaste de esperanças eternas.



            Entregando-o aos companheiros reencarnados no mundo, queremos recordar Jesus – o Enviado de Tua Ilimitada Misericórdia – naquele dia de sol em Jerusalém.



            Na praça repleta de acusadores, escribas e fariseus apresentaram-lhe sofredora mulher que diziam haver apanhado em transgressão, ao mesmo tempo em que o inquiriam, experimentando-lhe a conduta.



            - Mestre, esta mulher foi encontrada em adultério. A lei manda apedrejar. Tu, porém, que dizes?



            O Mestre contemplou demoradamente os zeladores de Moisés, e, porque nada mais adiantaria explicar-lhes ao cérebro embotado de preconceitos, disse-lhes, alongando a palavra a todos os moralistas dos séculos porvindouros:



            - Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!...



            Este é um comportamento que devo aplicar em muitos momentos, quando aqueles que estão dispostos a apedrejar os meus pensamentos nao estão preparados para refletir com honestidade nas minhas explicações. Talvez seja forte essas respostas para eles, considerando que não se trata de um terceiro, de Jesus para a mulher adúltera. Se trata do meu próprio comportamento, de homem adúltero, para mulheres que entra no meu entorno e são incluídas na árvore do amor inclusivo.



            Jerusalém, agora, é o mundo!



            Na praça extensa das convenções humanas, empenha-se o materialismo na dissolução dos valores morais, com escárnio manifesto à dignidade humana, enquanto religiões veneráveis digladiam com a Natureza, tentando em vão, bloquear a vida, qual se quisessem ilaquear a si próprias. Ao tremendo conflito dessas forcas gigantesca que lutam pelo domínio moral da Terra, enviaste a Doutrina Espírita, em nome do Evangelho do Cristo, para asserenar os corações e comunicar-lhes que o amor é a essência do Universo; que as criaturas te nasceram do hálito divino para se amarem umas às outras; que o sexo é legado sublime e que o lar é refúgio santificante, esclarecendo, porém, que o amor e o sexo plasmam responsabilidades naturais na consciência de cada um e que ninguém lesa alguém nos tesouros afetivos, sem dolorosas reparações.



            Estas são orientações que procuro seguir, na construção desta árvore do amor inclusivo, ajudar essas mulheres com dificuldades de sobrevivência, que se envolvem até mesmo em profissões humilhantes, como vender o próprio corpo para garantir sua sobrevivência e de seus parentes. Este é um trabalho de formiguinha, para trazer um pouco de dignidade para elas com recursos tão escassos e as vezes sem a devida compreensão do que estão vivendo junto comigo.



            Este volume pretende afirmar, ainda que, se não podes subtrair os culpados às consequências do erro em que se tornaram incursos, não permites que os vencidos sejam desamparados, desde que te aceitem a luz retificadora para o Caminho. Mostra que em tua bênção, os delinquentes de ontem, hoje redimidos, se transfiguram em teus mensageiros de redenção para aqueles mesmos que lhes caíram, outrora, nas ciladas sombrias.



            Esta é outra condição que deverei ter em mente. Estas mulheres que sofrem esse rompimento da sua dignidade humana, pode ter sido em outras vivencias o mesmo autor de violar a dignidade humana de outras pessoas.



            Abençoa, pois, o presente relato estuante de verdades e esperança, e, ao confia-lo aos nossos irmãos do mundo, deixa possamos lembrar-lhes que a existência física, seja na infância ou na mocidade, na madureza ou na velhice, é sempre dom inefável que nos cabe honorificar e que mesmo detendo um corpo carnal rastejante ou disforme, mutilado ou enfermiço, devemos repetir diante da tua Sabedoria Incomensurável:



            - Obrigado, meu Deus!



Emmanuel (Uberaba, 4 de julho de 1963)



            Alguns trechos evocam uma consideração, mas não encontrei palavras suficientes para evoca-la, e, portando resta apenas registrar aqui esse tipo de falha que pode se repetir em todos os textos.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 16/10/2026 às 00h01