Eis um vídeo que Deltan Dallagnol, senador eleito pelo Estado Paraná, divulgou sobre o resultado das urnas na última eleição para presidente.
Flávio não perdeu para as urnas, perdeu para a compra de votos com o dinheiro público, perdeu para a máquina de terrorismo eleitoral petista, movida com a queda da gasolina, da difusão das fake news e para o abuso de poder judicial.
Este aqui é o meu primeiro vídeo que faço depois das eleições, e olha eu pensei muito antes de me manifestar.
Eu vou te mostrar tudo isso que eu te disse agora com dados, com evidências. Mas, deixa eu começar aqui com uma comparação: dois boxeadores entram no ringue, um dá golpes baixo sucessivos e o outro luta de acordo com as regras do jogo. O juiz deixa os golpes baixos rolarem até que o lutador que joga limpo cair em razão do jogo sujo. E aí você dá a Vitória pra quem?
A vitória do trapaceiro não deve ser reconhecida. Quem foi que ganhou essa luta de verdade? Não é justo e legítimo contestar essa vitória e buscar a anulação do resultado?
Vamos às provas agora do primeiro golpe baixo: o uso do dinheiro público em 2026 e ao longo da campanha eleitoral. Lula anunciou um conjunto de medidas, um conjunto de benesses que somaram 463 bilhões de reais.
Nessa matéria, o economista Marcos Mendes disse o óbvio; os programas do governo têm motivação eleitoral, teve uma nova indústria Brasil. O programa reforma casa, aplicativos, desoneração do diesel, isenção de imposto de renda, ampliação do Minha Casa, Minha Vida, desenrola 2.0, desenrola 3.0, prospera MEI, Brasil soberano, pé-de-meia, o fim da taxa das blusinhas, subvenção da gasolina, adicional de bolsa família, gás do povo, move agrícola, renegociação de dívida rural, gás do povo, e por aí vai.
Lula intensificou a sua ofensiva ainda mais quando ele viu que poderia perder eleição. Apenas uma semana atrás, no dia 19 de outubro, Lula anunciou a antecipação do bolsa família, reajustado, para pagamento até a quarta-feira passada. Isso com a justificativa de possíveis impactos climáticos do el Niño, a menos de uma semana da eleição. Será que o perigo era mesmo el Niño ou o perigo que se chamava Flávio Bolsonaro?
Olha o calendário, gente, porque é no calendário que está o golpe. O bolsa família ficou quase 4 anos sem reajuste. O próprio Lula disse em entrevista que ele não sabia disso, que ele achava inexplicável. Pois bem, o reajuste de 15% saiu justamente no mês da eleição e o governo ainda antecipou o pagamento para que todo mundo recebesse até o dia 21 de outubro, 4 dias antes do segundo turno, 12 dias antes da votação.
Veio também um pacote pro microempreendedor. Um mega pacote com perdão de 12.6 bilhões de reais em dívidas e mais um Pix de até 5000 reais que a pessoa não precisa devolver, que estava na conta, líquido. Atenção, veja, nenhuma das medidas pro MEI aponta de onde vai sair o dinheiro para isso.
Quero ser muito claro aqui, porque ninguém neste canal é contra ajudar quem precisa. O Bolsa Família ia continuar existindo, seja quem fosse o presidente. A pergunta é outra; por que um governo que esqueceu o benefício durante 4 anos, lembrou dele exatamente na semana da eleição?
Quando o dinheiro de todos nós é usado para comprar gratidão do eleitor, na véspera do voto, isso tem nome, e o nome é: compra de voto com o dinheiro público. E a conta não desaparece, a conta vai chegar, vai chegar para você que trabalha, que paga imposto, na farmácia, na gasolina, no mercado, porque o próprio governo prevê um rombo de 80 bilhões de reais nas contas em 2026.
Mas a história dos golpes baixos não pára aí. O segundo golpe foi o terrorismo eleitoral promovido por meio da disseminação de notícias falsas. Enquanto com uma mão o governo entregava o benefício, a outra mão dizia ao eleitor que se Flávio ganhasse, o eleitor perderia tudo. Olha a linha fim da informação, de que Flávio cortaria programas sociais. Claro que não procedia essa informação, mas ela foi disseminada. O mote era: se o Flávio vence, você perde. E o vídeo afirmava que haveria corte do pé-de-meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, e até na merenda escolar.
O ministro André Mendonça mandou tirar o vídeo do ar em 3 horas, porque não encontrou nenhuma proposta ou fala do Flávio nesse sentido, e o programa de governo dele previa justamente a manutenção dos programas sociais.
No perfil da primeira-dama circulou um outro vídeo dizendo que o Flávio colocaria a jornada de 7 dias por semana, e o presidente do TSE mandou remover. O Tribunal ainda deu o direito de resposta para o Flávio, contra o perfil oficial do Lula e fixou uma multa de 10000 reais para novas postagens sobre o mesmo tema, mas o problema é que você até tira o vídeo e a informação falsa de um perfil oficial grande como o da Janja ou do Lula, mas isso se dissemina na base em contas menores. Milhares, milhões de contas menores em todo o país.
No canal do Janone no WhatsApp e até em panfletos, eu fiz um vídeo na minha rede social mostrando que vários amigos meus encontraram nos seus carros, parados no estacionamento, foram colocados no para-brisa ou então na maçaneta de abertura da porta, panfletos anônimos com essas mentiras. E o medo, gente, o medo de perder um programa social, o medo da sua vida é ser arruinada, é uma das principais motivações humanas para a decisão. Repara na engenharia, dá com uma mão e ameaça tirar com a outra. Quem recebe o benefício, ao mesmo tempo ouve que vai perdê-lo, não está votando em liberdade, está votando com medo, está votando refém de um terrorismo eleitoral.
Para se ter ideia de como essas fake news se disseminam, apenas no caso daquela da Nossa Senhora Aparecida contra o Flávio, só naquela houve mais de 1125 publicações disseminando a mentira. Isso contando só as maiores. Nas redes de apoio correu a mentira de que o Flávio tiraria da Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Mentira!
Tem ainda o terceiro golpe, o abuso de poder judicial. Teve a decisão do Zanin, ex-advogado do Lula, prorrogando por 2 horas o horário da votação em todo o país, proferida depois do horário de término da votação, às 17:01 e que só foi juntada ao processo às 17:34, o que fez com que as urnas ficassem abertas seletivamente. Mas tem mais. Quando a gente olha para o árbitro, sendo justo, o árbitro até apitou algumas faltas, como você acabou de ver. Mas ele apitou tarde, quando o vídeo já tinha rodado o país.
Deixa eu passar o golpe mais pesado, que foi o uso da máquina. Veja a diferença entre tratamentos dentro do mesmo tribunal e pelas mãos do mesmo ministro corregedor. Quando a campanha de Lula reclamou das plataformas da Direita, eles tiveram 24 horas para responder, sob multa de 500000 reais por dia. Mas quando foi o Flávio quem acusou Lula de abuso de poder, aí a resposta foi pedir mais informações e esclarecimentos em 72 horas e dar 5 dias para organizar as provas antes de sequer analisar o pedido de urgência. E essa ação era muito importante, porque apontava o governo usando o Gov.BR, plataforma oficial no WhatsApp, plataforma oficial do governo, com os dados de milhões de beneficiários, de brasileiros, para disparar mensagens em massa sobre o Bolsa Família e o Gás do Povo em plena eleição. E mais ainda, de acordo com a ação, havia até mensagem do INSS dizendo ao aposentado que votasse para ter a prova de vida, atualizada automaticamente. Por isso que a abstenção diminuiu. Eu mesmo vi mensagens desse tipo, que pessoas me mandaram. Isso está provado, e o pedido para suspender os disparos foi negado, porque o ministro considerou que as mensagens eram informativas. É sério isso? Mensagens informativas para reduzir a abstenção eleitoral, focada nos mais pobres, que recebem pensões e aposentadorias do INSS, que teriam medo de perder seus benefícios de acordo com o terrorismo eleitoral, próprio PT?
No mesmo período, quando o Presidente do TSE suspendeu o canal Exército do Lula, do Janones, que é alguém que se orgulhou de espalhar fake news eleitoral no passado, o mesmo corregedor derrubou a suspensão do canal no mesmo dia, liberando o canal para funcionar.
Aqui está o contraste que mais incomoda. Em 2023, esse mesmo Tribunal tornou Jair Bolsonaro inelegível por suposto abuso de poder, nas comemorações de um único dia o 7/09/2022. Em outro caso julgaram inelegível Bolsonaro por conta de uma reunião com embaixadores. Agora, em 2026, um pacote de centenas de bilhões pagos às vésperas do voto, anunciado pelos canais oficiais do governo, abuso de meios de comunicação social, não mereceu, agora, nada disso, uma medida de urgência. Gente, a regra é a mesma, mas o peso que se dá a ela muda, conforme o lado.
Diante de tudo isso é mais do que legítimo contestar o resultado das eleições. Apresentar ações contra Lula, contra a campanha do Lula, para que a sua decisão seja derrubada por abuso de poder político, por abuso de poder econômico. Que essas medidas de 400 bilhões de reais, abuso de meios de comunicação social, com a difusão de mensagens em massa como foi feito pelos canais oficiais, e o WhatsApp Gov.BR do governo.
E antes que alguém queira dizer que isso é golpe, isso é algo previsto na legislação. Em toda eleição há inúmeras ações desse tipo, inclusive foi o que aconteceu com Jair Bolsonaro. Só o que nós queremos é que a lei seja respeitada e aplicada igualmente para todos. Para mim está muito claro que Flávio Bolsonaro não perdeu para o voto livre do brasileiro. Não, ele perdeu sim, para um sistema que usou dinheiro público, que espalhou medo, que contou com o árbitro que preferiu olhar para o outro lado.
Agora vou ter que fazer essa pergunta e que você deve estar fazendo também. A gente tem alguma chance, quando o petismo aparelhou os tribunais ao longo de 20 anos? A minha resposta aqui é dupla: primeiro, eu acredito que a razão, o direito, está do nosso lado; segundo, tudo pode mudar em questões de dias, semanas, meses, e já está mudando.
Lula ganhou a eleição e o dólar disparou, a bolsa caiu, tudo indica que não vai ter dinheiro para pagar o básico no ano que vem, porque o Lula quebrou e está quebrando o país. É um cenário parecido com aquele de Dilma Rousseff. Ela tinha um Congresso contrário a ela, assim como nós temos hoje um Congresso mais à direita.
Quero voltar a história do boxe. Num ringue onde um lado bate abaixo da linha de cintura a luta inteira, o outro lado respeita as regras do jogo, e o árbitro finge que não ver. O braço levantado de vitória, do vitorioso que usou o jogo sujo, levantado no final, diz quem ganhou a luta ou diz apenas quem bateu mais sujo?
As vitórias e as derrotas, e como elas acontecem, mostram o nosso caráter. A nossa reação, também, a tudo o que acontece, mostram o nosso caráter. Mostra o que vai dentro de nós. Aluno das eleições em que eu fui perseguido, proibido de fazer campanha, todos os dias eu orava e pedi a Deus que as adversidades e os desafios permitissem que as pessoas vissem Deus em mim, vissem o meu caráter, e que isso de alguma forma fosse usado para o bem.
A gente vê o mal, mas tem a hora de Deus. Esperamos em Deus, no Deus da nossa salvação. Um caminho Deus abre, uma porta que se abre, que rumos se mudam. Quando o lutador do começo deste vídeo, da história que eu contei, caiu depois de tanto tomar golpe baixo, aquele boxeador sou eu, é você, é o Flávio. Somos 60.000.000 de brasileiros que lutamos para o Brasil vencer, o que eu sempre fiz, depois de eu ser derrubado, e eu já fui derrubado várias vezes, inclusive por muitos golpes baixos. O que eu fiz foi me reerguer, machucado, doído, como eu me sinto hoje, e continuar lutando.
E você? Você acha que essa luta foi justa?
Acho que estamos vivendo num regime de exceção, onde todas as pessoas que ele nomeia para algum cargo já são militantes da sua ideologia. Mesmo quando é escolhido alguém que não pertence a ideologia, mas que ver o que está acontecendo e mesmo assim resolve participar desse tipo de governo, deixa de ser um cidadão honesto e passa a ser um comparsa, um membro de quadrilha, que não respeita a missão da instituição em que foi colocado, mas os interesses, por mais funestos que sejam, daquele chefe que o colocou lá.