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02/11/2026 00h01
CAPAS

CAPAS



“E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus.”



(MARCOS, capítulo 10, versículo 50.)



O Evangelho de Marcos apresenta interessante notícia sobre a cura de Bartimeu, o cego de Jericó. Ele usava a capa, símbolo do Império Romano que significava impureza que trazia uma frase escrita em latim: “Este homem é um miserável, mendigueiro, vive de esmola”.



Para receber a bênção da divina aproximação, lança fora de si a capa, correndo ao encontro do Mestre, e com sua fé alcança novamente a visão para os olhos apagados e tristes.



Mostra essa ação do cego Bartimeu um exemplo de profunda fé. Será que nós, membros da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), não estamos usando exageradamente as nossas capas, não tanto miseráveis, para nos relacionar com as pessoas humildes que esperam a nossa caridade, e também com os prováveis parceiros com bom potencial de praticar a caridade?



O Cristo está sempre no meio de nós, acompanha nossas ações tanto com os humildes e ignorantes, quanto com os letrados e abastados  



As pessoas humanas exibem no mundo as capas mais diversas, sabemos disso, mas sabemos que para o Cristo isso não importa, resta saber ser simples como as pombas e prudentes como as serpentes.



Existem mantos de reis e de mendigos. Existem as nossas capas que usamos no cotidiano material. Não somos reis nem mendigos, somos apenas discípulos do Cristo para quem essas capas materiais não tem importância, e sim o que está “circuncisado” nosso coração, afastado da primazia dos interesses materiais, para usar qualquer capa sem isso implicar sair fora do Caminho da Verdade, pois assim poderemos caminhar com qualquer capa ao lado do Cristo.



Há muitos amigos do crime que dão preferência a “capas de santos”.



Raros os que não colam ao rosto a máscara da própria conveniência.



Alega-se que a luta humana permanece repleta de requisições variadas, que é imprescindível atender à movimentação do século; entretanto, se alguém deseja sinceramente a aproximação de Jesus, para a recepção de benefícios duradouros, lance fora de si a capa do mundo transitório e apresente-se ao Senhor, tal qual é, sem a ruinosa preocupação de manter a pretensa intangibilidade dos títulos efêmeros, sejam os da fortuna material ou os da exagerada noção de sofrimento.



A manutenção de falsas aparências, diante do Cristo ou de seus mensageiros, complica a situação de quem necessita.



Nada peçamos ao Senhor com exigências ou alegações descabidas.



Dispamos a nossa capa mundana e apresentamo-nos a Ele, sem mais nem menos.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 02-11-26


Publicado por Sióstio de Lapa
em 02/11/2026 às 00h01