Estava nos últimos dias interessado em fazer a árvore genealógica de minha família, para mostrar, principalmente as crianças e adolescentes qual era a nossa origem biológica.
Mas foi hoje, durante a leitura do primeiro livro da coleção “História da Santa Igreja Católica” do Padre Alfredo Saenz, SJ, que veio o insight dirigido pelo Pai, de que eu deveria ter a compreensão mais ampla da família, aquela que eu já fui ensinado a entender como acima da família biológica, a família universal.
A minha família universal teve início com aquela resposta que o Cristo deu quando lhe informaram que sua mãe e irmãos estavam chegando: “Qualquer um que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão e irmã, e mãe.” (Mateus 12:50).
A partir desse momento, que aceitei a informação, procuro consolidar este laço de parentesco espiritual, desejo alinhar as minhas escolhas diárias, o amor ao próximo e a busca por Deus com a vontade divina.
Jesus me mostrou que o acesso a Ele e ao Pai não depende de herança de sangue, de sobrenome ou de regras rígidas de exclusividade. É um convite aberto e imediato para qualquer pessoa.
Ao me considerar parte dessa família, passo a compartilhar a mesma filiação com todas as outras pessoas no mundo que também buscam viver o amor e a vontade Deus, tornando-os meus irmãos espirituais.
Portanto, quando essa informação do Mestre gerou em mim o desejo sincero de seguir e praticar esses princípios, já posso me considerar parte desta família universal a partir de agora. É uma transição que começa no coração e que passa a se refletir na forma como irei viver.
Por isso, quando eu tenho desperto em mim o interesse de construir a árvore genealógica da minha família biológica, deverei ter o interesse ainda maior de construir cognitivamente a árvore espiritual de minha família universal.
Tudo inicia ali, naquela reunião didática sobre o Reino de Deus, que era o tema central do Mestre, quando Ele diz quem são os seus parentes espirituais: “Quem faz a vontade do Pai”. E qual é a vontade do Pai? “Amar ao próximo como a si mesmo”.
A partir daí, como eu quero construir a árvore da minha família espiritual, devo compreender quem são meus primeiros parentes, que não depende de sobrenome, de genes ou de qualquer característica social ou biológica.
O meu primeiro parente é o próprio Jesus Cristo. A partir daí todos aqueles que aceitam intelectualmente a sua mensagem e se comportam coerentemente com ação prática e vivência no dia-a-dia.
Essas pessoas podem agir individualmente entendendo que Deus está instalado em seus corações ou se reunir em assembleias ou congregações (igrejas) para o propósito comum de fazer a vontade do Pai.
A igreja tem um potencial maior de agir coletivamente na comunidade em busca da construção do Reino de Deus dentro da sociedade. Foi assim que entendemos a congregação dos primeiros apóstolos e sua dispersão pelo mundo, criando igrejas, com a participação efetiva do apóstolo Paulo.
Por esse motivo a leitura do livro que citei acima é uma importante fonte de informações sobre a minha família espiritual e conhecer os benefícios que trouxe à sociedade e os ataques que sofreu por parte daqueles que não fazem a vontade do Pai.