Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
28/10/2026 01h39
BRILHE A VOSSA LUZ

            Estou vivendo no Brasil, a terra designada pelas Forças do Alto para ser a Pátria do Evangelho e o Coração do Mundo. No entanto, tenho a consciência de que fomos atacados pelas forcas das Trevas, que conseguiram cooptar muitas mentes de todos os matizes, para seguir suas falsas narrativas, e infiltraram essas pessoas nas diversas instituições da administração pública, desviando a sua finalidade, do bem-estar social para aumentar o seu poder e desviar os recursos públicos para a sua meta de se manter definitivamente no poder.



            Tínhamos a possibilidade através do voto de anular a cabeça dirigente dos princípios luciferinos, porém, mais uma vez, usando de artifícios maléficos, falsos, mentirosos, conseguiram divulgar um resultado que todos sabiam ser fruto de mentira.



            Não temos a quem recorrer, todas as instancias de cuidar do bem-estar social estão inoperantes, pelo contrário, fazem o inverso do que é previsto, condenando inocentes e libertando criminosos, um retrato que repete o que aconteceu há dois mil anos, no julgamento de Pilatos, referendado pelo voto popular: condenando um inocente e libertando um criminoso.



            Eu, que sou cristão e pretendo seguir os passos do Mestre, vou usar o livro escrito pelo Espírito Emmanoel, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, “Vinha de Luz”, para ajudar a direcionar o meu pensamento conforme o Mestre ensinou.



            Colocarei como início deste trabalho, que irei repetir a cada semana, com as devidas correções feitas para ajustar o meu pensamento ao pensamento do autor, sempre na sintonia com o Mestre, sintonizado com a vontade do Pai e conforme o contexto social em que vivemos.



BRILHE VOSSA LUZ



Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.



A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.



Há sofredores inveterados que outra coisa não demanda além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.



Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.



Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.



Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.



Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...



O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...



Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.



Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.



Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.



Não é exortação, nem profecia.



É apenas convite.



Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.



Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.



 O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.



Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre. Procuremos brilhar! - repetimos nós.



Pedro Leopoldo, 25 de novembro de 1951.



Emmanuel.



            Este conselho que o amigo Emmanuel dos dá, que ultrapassa séculos e chega até nós, impregnado dos ensinos de Jesus, quando foi dEle contemporâneo, nos enche de compreensão sobre o modo de vivermos seguindo os passos do Cristo.



            A metáfora que ele coloca para que façamos brilhar a nossa luz, conforme faz a lambada e a lanterna, que se consomem no ato de iluminar.



            Sei que ainda não estou nesse nível, mas estou caminhando nessa direção.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 28/10/2026 às 01h39
 
27/10/2026 00h01
APOSTOLADO, SEGUNDO PLÍNIO CORREIA DE OLIVEIRA

O que vem a ser propriamente apostolado? Qual é o sentido da palavra apóstolo?  O apóstolo é o enviado, é aquele que é enviado. Por quem é enviado? Por Deus.



Portanto, apostolado é exercer uma missão para a qual nós somos enviados por Deus. Eu, por exemplo, estou fazendo ato de apostolado junto do senhor. É evidente que o que eu estou querendo como consequência do que eu estou dizendo, é que os senhores façam apostolados juntos a outros.



Eu quero 2 fins imediatos. Quais são os 2 fins imediatos? Tenho em vista, em primeiro lugar, que os senhores sejam bons católicos, apostólicos, romanos. Portanto, contrarrevolucionários aqui na Terra.



O que quer dizer isto? O mundo tem um rei, nós queremos derrubar esse rei, esse Satanás. Nós queremos substituir esse rei por uma rainha. Essa rainha é Nossa Senhora.



 Quero 2 fins imediatos. Cada um dos senhores ajuda a derrubar o rei e implantar a rainha, implantar o domínio da rainha.



Agora, ajuda de que jeito e ajuda para quê? Qual é o fim, por que é que eu quero derrubar o rei? Por que é que eu quero alçar esta rainha?



Em última análise, eu quero derrubar o rei e alçar a rainha para maior Glória de Deus neste mundo. Nós somos criaturas de Deus, nós não éramos nada, Deus fez-nos nascer de nosso pai e de nossa mãe. Ele nos deu uma alma espiritual, não nascida de nosso pai nem nascida de nossa mãe. Nosso corpo é nascido deles, mas a capacidade que tiveram nosso pai e nossa mãe de nos gerar já foi dada por Deus, através da natureza.



Mas foi Deus que deu a alma espiritual para cada um de nós propriamente. Somos nossa alma e o corpo faz parte de nossa pessoa. Se faz um elemento secundário.



A alma foi diretamente criada por Deus para cada um de nós, então nós somos obras de Deus. O normal para dar Glória a Deus é que nós nos voltemos a ele e que nós lhe rendamos homenagem.



Como é que se faz isso? Cumprindo a vontade dEle, por amor a Ele. Isso é Glória. Então, nós queremos que o mundo criado por Deus dê Glória a Deus. alguém dirá: mas doutor Plínio, eu não pensei que o apostolado fosse isso. Eu pensei que apostolado fosse converter um irmão, um primo, um amigo, um conhecido. Fosse uma ação individual.



O senhor está apontando uma coisa referente à uma ação coletiva, uma ação pela qual um grupo de homens quer converter uma humanidade inteira. O senhor acha que isso é apostolado também? Sim, apostolado com A maiúsculo.



Essa deveria ser a maior Glória que os homens poderiam dar a Deus, todos eles juntos, converterem-se a Deus e cumprir a vontade dEle.



Então, nós queremos que esse mundo que vive na desobediência a vontade de Deus, na afronta contra a vontade de Deus, que esse mundo, pelo contrário, se volte a Deus e que obedeça a Ele inteiramente.



O apóstolo agora é um enviado por Deus. Por quê? Onde está o chamado do homem? No que se prova que o homem é enviado por Deus para fazer esse conjunto de coisas?



Os homens são chamados por Deus da seguinte maneira. O modo seguro que o homem tem, mais do que qualquer revisão, mais do que qualquer revelação, mais do que qualquer coisa, o modo mais seguro que o homem tem de entender e conhecer a vontade de Deus, é reconhecer o ensinamento da igreja católica.



Porque a igreja católica é a igreja de Deus, e o que ela ensina é ensinado por Deus. Agora, a igreja ensina que nosso senhor Jesus que está no Evangelho repetidas vezes, quantas vezes precisarmos, está em todo o Novo Testamento.



O Antigo Testamento ensina que nós devemos amar o nosso próximo, devemos amar a Deus antes de tudo e sobre todas as coisas, e devemos amar o nosso próximo por amor de Deus.



Isso posto, nós, para amarmos nosso próximo, o que é que devemos fazer? Antes de tudo, tratar de salvar a alma dele, tratar de evitar que ele cometa pecados na Terra. Pelo contrário, pratique a virtude e tratar de que ele vá para o céu.



Deus quer isto de todos os homens, Ele quer que cada homem faça apostolado, trate de salvar outros, logo, todo homem é um apóstolo enviado por Deus para salvar os outros. Isso vem a ser apostolado.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 27/10/2026 às 00h01
 
26/10/2026 07h34
AMAS O BASTANTE?

 



AMAS O BASTANTE?



“Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?”



(JOÃO, capítulo 21, versículo 17.)



Nós, aprendizes pouco aprofundados das lições do Mestre, achamos estranho que Jesus houvesse indagado o apóstolo Pedro, por três vezes, quanto à segurança de seu amor.



O próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação repetida, entristecera-se, supondo que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.



Contudo, o ensinamento é mais profundo. A dúvida não era sobre o Pedro e sim sobre o Amor. Se Pedro O amasse suficientemente, seus temores, medo, poderiam ser controlados.



Naquele instante, confiava-lhe Jesus o ministério da cooperação nos serviços redentores. O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados do mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna.



Da mesma forma a pergunta se aplica a nós, que queremos trabalhar na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), aplicando o ministério da cooperação aos moradores da Praia do Meio, procurando parceiros que tenham a mesma intenção, a mesma intensidade de Amor



Muito significativa, portanto, a pergunta do Senhor nesse particular. Jesus não pede informação ao discípulo, com respeito aos raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, relativamente a Ele, não reclama compromisso formal.



 Pretende saber Jesus, apenas se Pedro e se nós o amamos, deixando perceber que, com o Amor, as demais dificuldades se resolvem. A ingratidão dos que beneficiamos, os colegas que possuem forma de pensar diferente da nossa e por vezes temos que perdoar o comportamento ríspido, as palavras ferinas.



Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.



É imperioso, desse modo, reconhecer que as nossas conquistas intelectuais valem muito, que nossas indagações científicas e tecnológicas são louváveis, mas, em verdade, somente seremos efetivos e eficientes cooperadores do Cristo se tivermos Amor.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 26-10-26


Publicado por Sióstio de Lapa
em 26/10/2026 às 07h34
 
25/10/2026 00h01
IRMÃOS EM BUSCA DA LUZ

            Encontrei nas redes sociais esta carta anônima, vinda do mundo espiritual, para nos orientar neste momento crítico de eleições para definir qual o caminho iremos seguir no Brasil, país estratégico na guerra espiritual onde as trevas conseguiram contaminar e controlar nossas principais instituições.



Carta aos Irmãos em Busca da Luz



Graça e paz a vós, amados irmãos, da parte dAquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.



Ouvi, pois, a voz que clama no deserto da confusão: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” [Jo 8:32].



Não durmais sob o manto da hipnose coletiva, nem deis ouvido às fábulas que aprisionam a mente e torcem o coração.



A Verdade é lâmpada para os nossos pés, luz que fere para curar, espada que corta o véu da ilusão e chama a razão a despertar.



Erguei os olhos! A Verdade não se dobra ao vento, nem teme a tormenta. Ela permanece firme quando os fundamentos vacilam [Sl 11:3].



Quem a busca com temor e tremor encontra o rumo, pois o Senhor é Deus de clareza, não de confusão [1 Co 14:33].



E onde há Verdade, há Liberdade. “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” [Gl 5:1], não para vivermos como sombras, nem como servos do medo, mas como filhos que caminham de cabeça erguida, escolhendo com consciência o bem, a justiça e a misericórdia.



Irmãos, quebrem-se as correntes invisíveis do engano. Caiam as teias que sufocam a alma. Pois só o homem livre constrói a paz, e só o coração livre pode amar sem fingimento.



Não sejamos ecos de outros, nem juízes sem misericórdia.



Chamemo-nos uns aos outros não para a contenda, mas para a edificação [Ef 4:29].



Que o nosso grito não seja de divisão, mas de convocação: “Vinde, voltemos ao Senhor” [Os 6:1].



Buscai a Verdade com coragem, ainda que doa. Vivei a Liberdade com temor, ainda que custe.



E lembrai-vos: aquele que o Filho libertar, verdadeiramente será livre [Jo 8:36].



Que o Deus da Verdade e da Liberdade vos guarde, e que a vossa luz brilhe diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem ao Pai que está nos céus [Mt 5:16].



Na esperança e na fé, um irmão que caminha convosco.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 25/10/2026 às 00h01
 
24/10/2026 00h01
A VIAGEM

            Trecho final do livro “A Ilha da Magia”, que não encontrei o que tinha digitado na época. Portanto, tive que fazer de memória o que aconteceu.



            Finalmente o encontro com Mônica/Morgana iria acontecer. Depois de algumas tentativas frustradas neste sentido, Mônica aceitou este encontro na fantasia, mas acontece que eu iria registrar tudo dentro da realidade. Peguei o avião e fui até a sua cidade. Cheguei e observei uma festa na praça da cidade, ainda referente aos festejos de fim de ano. Caia uma chuva fina e o barulho das músicas era frequente. Disse a Mônica que já estava no local que iríamos nos encontrar, que era uma praça e que estava a sua espera. Pedi que ela descrevesse onde se encontrava, qual roupa estava vestindo. Ela estava na mesma praça e o som da música no meu celular me denunciou. Ela respondeu surpresa: “Você está aqui?!...”



            Sim, respondi dizendo onde estava, no pórtico de uma igreja, localizado no ponto mais alto da praça, protegido da garoa que continuava caindo. Ela disse como estava vestida e que estava indo ao meu encontro. Fiquei na expectativa de encontrar a Morgana no corpo da Mônica. Meu coração palpitava, acelerava, a expectativa de encontrar a mulher que sabia tanto da minha vida, dos meus pensamentos sem nunca ter me visto, me deixava um pouco confuso.



            Surgia uma pessoa se aproximando, com as roupas ditas por Mônica, mas sem o corpo da Morgana... seria mesmo a Mônica, a Morgana? Enquanto a dúvida aumentava em minha cabeça a pessoa diminua a distância de mim. Não existia mais dúvida, era Mônica. Nos cumprimentamos com certa reserva, não se aproximava nem um pouco do calor erótico que existia quando eu estava na presença de Morgana, na Ilha. Ela disse que estava com uns parentes na praça e eu disse que iria pernoitar num hotel para voltar no dia seguinte à noite para minha cidade. Combinamos em nos encontrar de forma mais reservada à tarde, para aproveitar melhor a condição inédita, o relacionamento dos nossos corpos com nossas fantasias. Despedimos de forma educada, sem nenhuma demonstração de afeto, com olhares mútuos curiosos, tanto de um quanto do outro.



            Fui para o hotel, e nesta noite não houve comunicação do Comandante com Mônica. O confronto dos corpos, produtores da fantasia, parece que congelou os personagens em outra dimensão. Será este um feitiço de Morgana detonando os corpos que a produziram. Fiquei com minhas reflexões, mas sem receber o feedback de Morgana.



Eu repensava na mente os rápidos dias de nosso relacionamento, da criação dos nossos personagens, querendo saber como eles seriam. Dei os dados do Comandante como se fosse eu, o biotipo, as características físicas... agora Mônica, deu as características de Morgana retiradas dos livros de Avalon. Não perguntei sobre esse detalhe quando começamos nossa fantasia, nós não tínhamos intensão de envolvimento pessoal. Ela não poderia ser acusada de má fé. Passei a noite murmurando sobre o impacto desses dias em minha vida, principalmente no encontro presencial.



            O novo dia surgiu, me preparei para nosso encontro a tarde. Fomos pontuais no local combinado. Como ela não podia correr o risco de ser vista em conversa tão próxima com um desconhecido, combinamos ir para um motel, o local mais discreto possível. Ela concordou sem resistência, afinal ela sabia muito sobre mim. Chegamos ao motel sem nenhuma iniciativa afetiva mais intensa, apenas olhares e conversa burocrática, sobre o trabalho, família. Ela lembrou do meu nick-name do nosso primeiro encontro na sala de bate-papo, Rom-rom. Eu entrava na brincadeira e a chamava de Fl me escondendo atrás da porta quando ia ao banheiro. O nosso contato físico sobre a cama, em roupas mínimas, terminou evocando os desejos instintivos e o sexo se realizou, com carinho, mas sem o encantamento que havia entre Morgana e o Comandante. A relação entre Fred e Mônica não tinha o mesmo encanto.  



            Terminamos o nosso encontro, a deixei de volta no local do nosso encontro e a vi se afastar contra a luz do sol poente. Seus cabelos compridos esvoaçavam ao vento e os reflexos do sol sobre eles parecia trazer a imagem dos cabelos de Morgana.



            O Comandante estava perdido, Morgana deixara de existir. Voltei para casa e guardei meus registros. Não voltei a pegá-los, não tive mais contato com Morgana... nem com Mônica. Afinal a paixão que eu terminei desenvolvendo era por Morgana, não por Mônica. Voltei ao convívio com minha esposa que continuava em conflito comigo, exacerbado por causa dessa viagem que fiz, em busca de uma paixão virtual. Mas fui honesto com ela. Sempre eu dizia que podia namorar qualquer pessoa, mas o meu referencial era ela, que eu sempre voltaria para casa. Ela nao acreditava e continuava a me criticar. Dessa vez foi diferente, disse que ia ao encontro de Morgana e que se nossa sintonia fosse confirmada na realidade, eu iria ficar com ela. Mas eu não encontrei Morgana e por isso estava de volta. Talvez isso tenha aprofundado ainda mais o nosso distanciamento afetivo. Terminamos por nos separar definitivamente e passei a conviver com outra pessoa. Perdi o contato com Mônica que era o portal para Morgana.



            Agora, 20 anos depois, volto a pegar no material escrito e vejo que a fantasia tinha realidade. Quero encontrar Morgana, mas não sei como fazer. Talvez fazendo um livro com nossa história ela saia do encanto em que construiu, que volte a encontrar o Comandante, além das brumas de Avalon. Cada leitor que tiver conhecimento desta história e conhecer alquem que coincida com este perfil, é uma esperança para o Comandante que está disposto a ir com o seu submarino a qualquer lugar em que possa resgatar a Morgana dos seus sonhos, mesmo que esteja presa num corpo caquético, sem expressão, por ter violado os compromissos das bruxas de Avalon, de não ser possuída por nenhum mortal, em fantasia ou realidade. Afinal, aquela era nossa realidade.



            Hoje o Fred tem mais maturidade para entrar em qualquer portal em busca de sua musa encantada. Sei que ela estava ali, no corpo de Mônica, e por imperícia, imaturidade, fiquei impedido pelo corpo físico incompatível com a imagem criada. Mas ela estava lá, c om os pensamentos que gerou os sentimentos, que envolveu o meu coração tal qual flecha de Cupido. Quero voltar e pedir desculpas a ela, por não ter lutado contra meus preconceitos que me prenderam na imobilidade de sua busca. Ela me viu fazer sexo com Mônica sem respeitar a sua presença no mesmo local, como se ela não existisse. O animal que eu sempre evitei que ela visse em mim, terminou acontecendo com a presença de Mônica, sexo animal sem o encantamento do coração. Talvez esta tenha sido a maior punição para Morgana, ver o homem que conquistara seu coração se comportar como um animal dentro da pessoa que a abrigava.



            Deixo aqui um verso final, uma senha do meu coração para o coração de Morgana, que pode agora habitar em algum corpo deste delicado planeta azul. Espero que ela tenha compaixão de um amante tão despreparado que foi preciso tanto tempo, 20 anos para tentar reparar seus erros.



 



BUSCANDO O AMOR



 



A quem eu possa um dia perguntar



Nesta estada da vida que andando



Sempre fico a todos, assim interrogando



Sem palavras, mas com lágrimas a derramar



 



Que mais importa os meus sonhos de criança



Só a loucura dos desejos em minha alma



Disfarça dentro, os risos, o meu trauma



E faz com meu destino uma aliança



 



Por que desejo o amor em tenros braços?



Por que eu quero a Morgana em tantos laços?



Por que procuro a fantasia atras de um véu?



 



Quando cansado no caminho olho o céu



E peço a Ti, oh! Meu Pai, me seja bom



Que entenda o amor que procuro em Avalon


Publicado por Sióstio de Lapa
em 24/10/2026 às 00h01
Página 2 de 1084
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 »