Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
18/10/2026 00h01
MEU PAI, MEU IRMÃO, MINHA ESSÊNCIA

            Fui criado por meu Pai, por Sua imensa sabedoria, e que não consigo me aproximar nem um pouco, para entender os Seus propósitos. Sei que estou agora aqui, formado biologicamente, com uma consciência provida de inteligência, sabendo um pouco da origem de minha vida e completamente ignorante do caminho a seguir, do destino a alcançar.



            Foi necessário que viesse até mim o meu irmão, este já bem avançado em sabedoria, que já se integrou a essência do Pai, dentro de uma condição de que, tudo que é do Pai também é dEle, quem o vê, ver também o Pai. Ele chegou até mim na condição de irmão, mas com a essência inconfundível do Pai, para me ensinar e a todos os meus irmãos, ignorantes como eu, qual o único Caminho de evoluirmos com a Verdade até alcançar na intimidade do Pai, a Vida eterna.



A Sua técnica de ensino, com o próprio sacrifício, mostrando um exemplo a seguir, é perfeita. A verdade que Ele mostra e a responsabilidade que passamos a ter, motiva a nossa consciência a fazer o mesmo. Por isso é que, dois mil anos após Suas lições terem sido dadas, elas me alcançaram e fazem comigo agora o que fizeram com os Seus primeiros alunos/apóstolos.



Tenho agora a convicção do Pai espiritual, o Criador de toda a existência, que criou a humanidade com o benefício da racionalidade, onde possa garimpar conhecimentos em busca da Verdade que me traga um pouco de sabedoria a cada vez. Sei agora das forças internas e externas que tendem a desviar deste Caminho que agora estou tentando permanecer nele. Sei que o obstáculo mais forte está dentro de mim, as forças instintivas, personalizadas metaforicamente na figura monstruosa do Behemoth que habita na minha carne, para cuidar do meu corpo, veículo da minha alma. É ele que procura desviar do meu caminho em direção ao Pai, para ir em busca dos prazeres corporais, materiais. É ele que ninguém ver em mim, mas pode sentir os seus efeitos maléficos se eu não o colocar sob controle rigoroso, para não fazer mal ao próximo, pelo contrário, devo fazer o bem que eu gostaria de receber se estivesse no lugar dele.



            Agora sei que me dirijo para a essência do Pai, onde tudo é amor, incondicional. Este amor flui constantemente, se derrama sobre mim e sobre todos, quer sejam bons ou ruins. Devo ter a sensibilidade de O reconhecer, perceber e o aceitar. É esta Essência amorosa que agora percebo, que irá me preencher conforme a minha vontade e que espera que eu seja capaz de o redistribuir ao meu redor, da mesma forma que o recebi, incondicionalmente. É esta essência que representa o Pai, que a recebo agora e para a Sua fonte me dirijo, até ser capaz de me diluir nela em total integridade, como fez o Filho que me ensinou o Caminho.



Sei que estou ainda muito distante dessa meta, que ainda fico confuso e cometo erros na distribuição deste amor que recebo na forma de talentos, tanto físicos quando espirituais. Sei que não posso usa-los para conquistar os prazeres que a carne deseja, mas que nao condeno tais desejos, que podem servir de motivação para aplicação do amor incondicional, que podem até conseguir alguma recompensa quando no próximo houver tais perspectivas de complementaridade: amor espiritual, amor físico e os prazeres de ambos os lados, sem prejudicar os princípios espirituais, sem prejudicar a evolução de qualquer irmão que se aproxime de mim, pelo contrário, que tenham melhor condição de alcançar sua meta e que também é a minha.      


Publicado por Sióstio de Lapa
em 18/10/2026 às 00h01
 
17/10/2026 00h01
O LEÃO E A RAPOSA

Esta fábula é bem apropriada no momento político que vivemos. Encontrei-a nas redes sociais como uma introdução à situação política que vivemos hoje, e trago aqui para nossas reflexões.



 



Presidiário vota em presidiário!



Já o cidadão e a cidadã de bem.....



 



Conta uma velha fábula que um leão, alquebrado pelos anos e já incapaz de caçar, descobriu que a fraqueza, bem encenada, rende mais do que a força. Recolheu-se à caverna, deitou-se no chão e pôs-se a gemer como moribundo, até que a notícia da falsa agonia real correu a floresta e trouxe à sua porta os súditos comovidos que vinham prestar a última homenagem ao rei. Vieram o javali, a zebra, o antílope, a gazela, o búfalo, o chacal e a avestruz. Entraram pela inocência e pela compaixão, e não saíram nunca, porque o “enfermo”, recuperando por instantes o vigor que dizia ter perdido, saltava sobre cada visitante e o devorava na penumbra.



A procissão de piedosos já havia minguado bastante quando chegou a RAPOSA, já escaldada, que não se deixou embalar pelos gemidos nem pelo convite em voz sumida para entrar e conversar. Parou à boca da caverna e, em vez de olhar para o leão mentiroso, olhou para o chão.



 Ali estava escrita a verdade que a retórica do moribundo tentava esconder: muitas pegadas entrando, nenhuma saindo. Recusou o convite com a cortesia devida à majestade, deu meia-volta e disse adeus. Salvou-se não pela coragem nem pela força, mas pela simples recusa de acreditar no que o poder dizia de si mesmo quando os rastros diziam outra coisa.



Desta lição parte este ensaio: o poder mais perigoso é o que se apresenta como frágil, como benfeitor, como “pai dos pobres”, e a prudência política começa por ler as pegadas antes de ouvir os discursos.



Digamos o óbvio, porque o óbvio, no Brasil, virou ato de coragem: Lula não é um fim de ciclo. É um cadáver político que se recusa a ser enterrado. No dia 4 de outubro, as urnas falaram com a frieza de um laudo. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 56.104.503 votos, 47,03% dos válidos. Lula ficou com 53.879.538, 45,16%. São 2,2 milhões de brasileiros a mais dizendo não.



Não foi derrota de pesquisa nem empate de narrativa. Durante o ano inteiro, os institutos mostraram Lula na frente, e na véspera ainda lhe davam vantagem numérica. A urna desmentiu todos eles. O detalhe que a imprensa amiga varre para debaixo do tapete é que, em relação a 2022, Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos. É o seu pior desempenho percentual num primeiro turno desde 1998. O homem que se vende como inevitável está encolhendo.



Agora recue no tempo e veja as pegadas na boca da caverna. Em 1989, Lula perdeu o segundo turno. Em 1994, foi atropelado por Fernando Henrique no primeiro turno, com 27%. Em 1998, de novo no primeiro turno, com 31,7%. Foi derrota, sem segundo turno, sem a consolação do “quase”. Em 2026, saiu atrás outra vez. Essa é a quarta rejeição da sua biografia eleitoral.



Desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar virou a eleição presidencial no segundo. E a história costuma ser impiedosa com quem a ignora. Esse é o Lula real. Um político de 80 anos, três mandatos nas costas e a mesma fórmula apodrecida: fisiologia, emendas, barganha com o Centrão e um discurso eterno segundo o qual toda crítica é golpe, todo adversário é ameaça e todo eleitor contrariado é um ignorante a ser reeducado.



Para entender o “leão” mentiroso, é preciso conhecer a caverna. A Nova República nasceu de um velório. Tancredo Neves morreu antes de tomar posse, e o Brasil acordou com José Sarney no Palácio. Cresceu sob uma sucessão de planos econômicos, e um deles, o de Collor, confiscou a poupança do povo, o dinheiro suado de quem acreditava no próprio país. Amadureceu no lodo: a compra de votos pela emenda da reeleição, o mensalão, o petrolão e, por fim, a Lava Jato expondo as vísceras de um sistema que transformou a corrupção em método de governo.



Lula não esteve à margem dessa história. Ele presidiu o seu auge. O mensalão e o petrolão são o capítulo central do lulismo. Passou 580 dias preso em Curitiba, e suas condenações foram anuladas pelo Supremo por uma questão de competência do foro, não por um exame que proclamasse a sua inocência. Volta agora à cena como se o país sofresse de amnésia coletiva, como se as pegadas na entrada da caverna tivessem sido apagadas pela chuva. Daí o título deste texto. Lula vence com folga nas seções eleitorais dos presídios, onde votam os presos provisórios. Presidiário vota em presidiário. Quem conhece o crime por dentro reconhece os seus. E a pergunta que fica é desconfortável, mas inevitável: se ele é tão bom para o bandido, será que é bom para você?



Há uma crise entre os Três Poderes, e todo brasileiro a sente na pele. Lula não a enfrenta. Ele a alimenta, e vive dela. O Executivo virou balcão. O orçamento deixou de ser um instrumento de política pública e se tornou moeda de troca, distribuída em emendas a quem vota certo. O Congresso foi reduzido a uma espécie de cartório de vereadores de luxo, onde se carimba o que foi comprado e se discute o preço, não a nação. O Judiciário converteu-se numa arena de vaidades, de inquéritos que nunca terminam e de silêncios seletivos que nunca se explicam. No centro dessa engrenagem, Lula é o seu maior beneficiário. Ele prefere o conforto da cooptação ao risco de liderar. Grita que salva a democracia enquanto a dilapida com silêncio conveniente, com inquéritos eternos contra adversários e com um orçamento loteado entre os sócios do poder. Finge ser a solução para um sistema do qual é, há quarenta anos, a peça mais confortavelmente encaixada. O Brasil não precisa de mais um mandato de nostalgia e reciclagem. Precisa de alguém que enterre, de uma vez, este ciclo de esgotamento.



Sou filho de nordestinos. E é ao nordestino que eu falo agora, de igual para igual. Recentemente vi uma maravilhosa metáfora do dançarino Daniel Borges. Pense no Brasil como uma mãe de cinco filhos, exatamente as cinco regiões brasileiras. Quatro delas já olharam para o caminho e disseram: “Não é por aqui que eu quero ir.” Uma única resiste: “Papai Lula vai ser tetra.” Justamente o filho a quem mais se negou. É no Nordeste que estão algumas das cidades mais violentas do país, onde a criminalidade impera. É no Nordeste que mais gente ainda passa fome. É lá que a escolaridade é mais baixa e o IDH é o pior do Brasil.



A pergunta que ninguém em Brasília quer responder é esta: a quem interessa manter o Nordeste assim? Não sou eu quem responde. É o próprio Lula. Ele já disse, com todas as letras, que quem vota no PT é sobretudo quem ganha até dois salários-mínimos. Disse que o metalúrgico de São Bernardo que passou a ganhar oito mil reais “já não quer mais votar na gente”, porque elevou “um milímetro” o seu padrão de vida e de aprendizado. Disse ainda que quem ganha acima de seis salários-mínimos “já tem dificuldade” de votar no partido.



Releia. O líder do maior partido de esquerda do país admite que, quando o povo prospera, o povo vai embora. A conta é simples: a pobreza do Nordeste é o reservatório de votos do lulismo. A miséria é o curral, a escola ruim é a cerca, a dependência é a corrente. Você pode reclamar da direita o quanto quiser. Mas pense no incentivo de cada lado. Para a direita, a única vantagem possível é o Nordeste prosperar, porque gente que enriquece, estuda e ganha autonomia deixa de precisar de padrinho. Para o PT, um Nordeste próspero é um Nordeste perdido.



E para manter o “filho” Nordeste preso em casa, a mentira vem embalada em festa. Ouça o próprio Lula, em palanque: “Nós vamos reunir a família no domingo, fazer um churrasquinho, comer uma fatia de picanha com uma gordurinha passada na farinha e tomar uma porra de uma cerveja gelada… aí o povo entra em delírio.” Nenhuma palavra sobre programa de governo. Só o gemido do “leão” ardiloso na entrada da caverna, a voz sumida chamando para entrar. Ele tem todos os motivos do mundo para enganar você. Já eu, uma pessoa comum, sem partido e sem verba, decidi gastar energia, como muitos que estão me lendo agora, para esclarecer o vizinho, o parente, o amigo de infância. Somos filhos da mesma mãe, e queremos vê-la de pé, com os cinco filhos caminhando juntos.



Durante anos, nos chamaram de pobres de direita. De fascistas. De machistas. De racistas. De homofóbicos. Passaram anos nos humilhando, tratando-nos como cidadãos de segunda classe pelo crime de pensar diferente. Agora é “crente imundo”, “miliciano”, “CEO de MEI”. Xingaram o motorista de aplicativo, o motoboy, a manicure, o caminhoneiro, todos os que acordam antes do sol e ralam o dia inteiro para construir alguma coisa com as próprias mãos. Chamaram essa gente de ignorante, de burra, de alienada. E agora, do nada, querem dialogar. Querem pedir o nosso voto no segundo turno. Querem fingir que nada aconteceu. Alguém, em sã consciência, acredita que o trabalhador brasileiro tem memória curta?



O drama merecido da esquerda brasileira é ter se trancado tanto na própria bolha identitária que perdeu o contato com o chão. Passou tempo demais conversando consigo mesma, nas universidades, nas redes sociais e nas redações, e esqueceu como é a vida de quem pega ônibus lotado às cinco da manhã para garantir o pão do dia. O trabalhador comum não quer saber de pronome neutro nem de seminário sobre gênero. Quer entrar no supermercado e fazer a compra do mês sem escolher entre o arroz e a carne. Quer pagar menos pela gasolina e pelo gás. Quer dar uma vida digna à família sem depender de esmola do governo. Quer ser tratado como adulto, não como tutelado. É por isso que a maioria do povo brasileiro se reconhece hoje à direita. Porque ali o pedreiro vale o mesmo que o advogado. Porque ali dignidade é fruto do trabalho, e não favor do Estado. Porque ali a verdade não é crime, a honra não é piada e a justiça não depende de quem é o réu.



No dia 25 de outubro, a maior parte do povo brasileiro vai às urnas. E esse voto não será de obediência. Será de revolta. Será o Brasil real, o do ônibus das cinco da manhã, da feira de sábado, da oficina e da roça, dizendo, sem gritar, que já cansou. A revolta silenciosa. A revolução silenciosa. Pois esse mesmo eleitorado já falou o bastante. Rejeitou Lula em 1989, em 1994, em 1998 e agora em 2026. Os quatro “filhos” já escolheram o caminho. Falta apenas o quinto voltar para casa.



A moral da fábula é simples: diante de quem já nos enganou e que conhecemos muito bem, a cautela não é covardia, é sobrevivência. O “leão” desonesto e traiçoeiro continua gemendo de dentro de sua “caverna”. A voz continua rouca (e insuportável). O convite continua caritativo ( com o nosso dinheiro suado). Mas olhe para o chão. Ali estão as pegadas da inflação, do imposto extorsivo, do mensalão, do petrolão, do orçamento loteado, da criminalidade generalizada, do Nordeste mantido pobre de propósito. Todas entrando. Nenhuma saindo.



Nesta eleição, não estrague a sua vida. Não destrua o seu futuro. Repense seu voto. Aja como a raposa da fábula!



E um feliz dia de Nossa Senhora Aparecida à todos!



Francisco Carneiro Júnior



            Excelente aplicação da fábula aos embusteiros líderes da esquerdopatia brasileira, que nao reconhecem a sua doença e continuam a prejudicar o povo, aquele que sem consciência que a esmola que recebem dos seus próprios exagerados impostos, voltam como migalhas e enchem os bolsos dos seus “pais” e ainda enviam vultosos recursos para países que seguem a mesma ideologia macabra.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 17/10/2026 às 00h01
 
16/10/2026 00h01
 SD.2 – PRECE NO LIMIAR

            Eis a prece feita por Emmanuel na abertura do livro “Sexo e Destino”



            Pai de infinita bondade!



            Este é um livro em que permitiste ao nosso André Luiz traçar, em lances palpitantes da existência, alguns conceitos da Espiritualidade Superior, em tono de sexo e destino – fotografia verbal de nossas realidades amargas que entremeaste de esperanças eternas.



            Entregando-o aos companheiros reencarnados no mundo, queremos recordar Jesus – o Enviado de Tua Ilimitada Misericórdia – naquele dia de sol em Jerusalém.



            Na praça repleta de acusadores, escribas e fariseus apresentaram-lhe sofredora mulher que diziam haver apanhado em transgressão, ao mesmo tempo em que o inquiriam, experimentando-lhe a conduta.



            - Mestre, esta mulher foi encontrada em adultério. A lei manda apedrejar. Tu, porém, que dizes?



            O Mestre contemplou demoradamente os zeladores de Moisés, e, porque nada mais adiantaria explicar-lhes ao cérebro embotado de preconceitos, disse-lhes, alongando a palavra a todos os moralistas dos séculos porvindouros:



            - Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra!...



            Este é um comportamento que devo aplicar em muitos momentos, quando aqueles que estão dispostos a apedrejar os meus pensamentos nao estão preparados para refletir com honestidade nas minhas explicações. Talvez seja forte essas respostas para eles, considerando que não se trata de um terceiro, de Jesus para a mulher adúltera. Se trata do meu próprio comportamento, de homem adúltero, para mulheres que entra no meu entorno e são incluídas na árvore do amor inclusivo.



            Jerusalém, agora, é o mundo!



            Na praça extensa das convenções humanas, empenha-se o materialismo na dissolução dos valores morais, com escárnio manifesto à dignidade humana, enquanto religiões veneráveis digladiam com a Natureza, tentando em vão, bloquear a vida, qual se quisessem ilaquear a si próprias. Ao tremendo conflito dessas forcas gigantesca que lutam pelo domínio moral da Terra, enviaste a Doutrina Espírita, em nome do Evangelho do Cristo, para asserenar os corações e comunicar-lhes que o amor é a essência do Universo; que as criaturas te nasceram do hálito divino para se amarem umas às outras; que o sexo é legado sublime e que o lar é refúgio santificante, esclarecendo, porém, que o amor e o sexo plasmam responsabilidades naturais na consciência de cada um e que ninguém lesa alguém nos tesouros afetivos, sem dolorosas reparações.



            Estas são orientações que procuro seguir, na construção desta árvore do amor inclusivo, ajudar essas mulheres com dificuldades de sobrevivência, que se envolvem até mesmo em profissões humilhantes, como vender o próprio corpo para garantir sua sobrevivência e de seus parentes. Este é um trabalho de formiguinha, para trazer um pouco de dignidade para elas com recursos tão escassos e as vezes sem a devida compreensão do que estão vivendo junto comigo.



            Este volume pretende afirmar, ainda que, se não podes subtrair os culpados às consequências do erro em que se tornaram incursos, não permites que os vencidos sejam desamparados, desde que te aceitem a luz retificadora para o Caminho. Mostra que em tua bênção, os delinquentes de ontem, hoje redimidos, se transfiguram em teus mensageiros de redenção para aqueles mesmos que lhes caíram, outrora, nas ciladas sombrias.



            Esta é outra condição que deverei ter em mente. Estas mulheres que sofrem esse rompimento da sua dignidade humana, pode ter sido em outras vivencias o mesmo autor de violar a dignidade humana de outras pessoas.



            Abençoa, pois, o presente relato estuante de verdades e esperança, e, ao confia-lo aos nossos irmãos do mundo, deixa possamos lembrar-lhes que a existência física, seja na infância ou na mocidade, na madureza ou na velhice, é sempre dom inefável que nos cabe honorificar e que mesmo detendo um corpo carnal rastejante ou disforme, mutilado ou enfermiço, devemos repetir diante da tua Sabedoria Incomensurável:



            - Obrigado, meu Deus!



Emmanuel (Uberaba, 4 de julho de 1963)



            Alguns trechos evocam uma consideração, mas não encontrei palavras suficientes para evoca-la, e, portando resta apenas registrar aqui esse tipo de falha que pode se repetir em todos os textos.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 16/10/2026 às 00h01
 
15/10/2026 03h01
SD.1 – SERVIDOR PRONTO

            Esta é a primeira interação com o livro “Sexo e Destino” (SD).



            Esta foi a frase provocativa que encontrei no início do livro: Quando o servidor está pronto, o serviço aparece.



            Começo aqui, sem entrar na profundeza do conteúdo do livro, as minhas reflexões.



            Estarei pronto para desenvolver este trabalho que me proponho, de refletir sobre a minha sexualidade usando como referência o pensamento do Espírito André Luiz?



            Sei que a minha biologia é bastante aguçada neste sentido, observando o comportamento dos meus pais, principalmente do meu pai. Fui criado por minha avó, dentro de um bordel, convivendo com mulheres que usavam o corpo como instrumento de trabalho, de sobrevivência.



            Apesar disso, a minha avó era castradora, não no sentido físico ou químico, mas no sentido moral e disciplinar.



            Até os 17 anos eu não sabia como era realizado o ato sexual. Mas os meus instintos empurraram o comportamento, para alcançar o prazer sexual com as próprias mãos, literalmente.



            Lembro dos animais irracionais, que sem nenhuma explicação praticam o sexo com toda a vitalidade e com mais competência do que eu, principalmente nos períodos apropriados para a reprodução, no cio.



            Apesar disso, o mEu, espírito, estava preparado para aprender as lições do Cristo e procurar aplicá-las com honestidade no meu entorno, principalmente dentro do casamento.



            Foi neste contexto, biologia pronta, condições favoráveis, graduado em psiquiatria e aplicação da vontade procurando seguir no Caminho da Verdade ensinado pelo Cristo.



            É neste ponto que sinto que estou pronto para entrar nesta reflexão mais profunda sobre o exercício “anômalo” da minha sexualidade.



            Logo no início do livro encontro a “Prece no Limiar”, feita por Emmanuel, o mentor espiritual de Chico Xavier, que é quem está sempre avaliando o conteúdo das psicografias do seu pupilo.



            Como é importante ver também um pouco do pensamento de Emmanuel, irei reproduzir no próximo texto o conteúdo da prece e fazer minhas primeiras reflexões sobre o tema, que, acredito, seja uma boa abertura para este trabalho


Publicado por Sióstio de Lapa
em 15/10/2026 às 03h01
 
14/10/2026 00h01
SEXO E DESTINO

            Estávamos em grupo de 6, 4 homens e 2 mulheres, na reunião do Conselho Consultivo da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), que realizamos a cada mês nas dependências do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), na sede do Departamento de Medicina Clínica (DMC) onde sou o atual chefe e conduzo o Projeto de Extensão Universitária FOCO DE LUZ, como coordenador.



            Depois da leitura evangélica que sempre fazemos, de um texto feito pelo Espírito Emmanuel, através do médium Chico Xavier (“Ao Salvar-nos – Salva-te a ti mesmo e desce da cruz” – Mc, 15,30) e adaptado por mim às necessidades de nossa Associação cristã, comunitária, entramos na reflexão fraterna e terminamos por desviar o pensamento para nosso comportamento íntimo tanto afetivo quanto sexual, no relacionamento homem-mulher e suas derivações, animais e angelicais.



            Como sempre acontece quando entramos nesse campo, o meu comportamento sempre se mostra anômalo na visão de todos os presentes, mesmos que alguns simpatizem à distância. É uma situação que recebo a crítica, da minha forma de amar inclusivamente, desde que a minha consciência sinta que está obedecendo a principal lei que o Mestre Jesus nos ensinou a seguir, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Estou convicto que estou correto agindo assim, que estou obedecendo a vontade do Criador, ao permitir tantas mulheres ao meu redor, com todo o potencial de afeto, inclusive da intimidade do ato sexual, chego ainda a interpretar que assim construo a Família Universal e os alicerces na comunidade para o Reino de Deus, que já o consideramos dentro do coração.



            Quando terminou a reunião e me dirigi para a minha mesa de trabalho, ao meu computador, continuava na minha mente a crítica velada dos meus companheiros. E como sempre eu continuava a pedir a Deus sabedoria para distinguir a minha vontade da dEle, se eu estou seguindo os meus instintos em busca do prazer carnal, ou realmente é como eu penso, que estou controlando os impulsos lascivos, instintivos, usando-os como ferramenta para fazer a vontade do Pai, como Jesus ensinou.



                Foi nesse momento, ao abrir o computador, encontrei o site de um grupo de estudos espíritas (Fraternidade Espírita Gina – FEG) e dentro dele uma biblioteca onde encontrei dois livros, que logo considerei como a resposta de Deus ao meu pedido de mais conhecimentos no campo da sexualidade para que eu não fosse engando pelos instintos: “Sexo e Destino” e “Evolução em dois Mundos”. Ambos foram ditados pelo Espírito André Luiz ao médium Chico Xavier.



            Fiz de imediato o download dos dois livros e aceitei com gratidão a reposta do Pai aos meus pedidos. Irei ler ambos simultaneamente e interagindo com as informações quando eu achar conveniente, com a maior honestidade possível, na de defender de forma radical o meu pensamento, e sim tentando encontrar os pontos de coerência lógica, contra ou a favor da minha narrativa.



            Percebi que era esta a intenção do Espírito Santo, para que eu aproveitasse o pensamento do Espírito André Luiz, em contraposição ao meu, neste campo dos relacionamentos afetivos que podem levar à intimidade do ato sexual.



            Este texto é o primeiro de uma série que irá surgir e publicados neste espaço do Recanto das Letras, para que os meus leitores possam também participar da discussão, com suas reflexões e histórias de vida, que, com certeza irá trazer benefícios a todos, sempre no clima de honestidade e fraternidade


Publicado por Sióstio de Lapa
em 14/10/2026 às 00h01
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