A ignorância ainda hoje permite colocar em nossas mãos uma espécie de instrumento que podemos chamar de “Espada da Ignorância”.
No passado ela caminhava ao nosso lado, pendurada numa bainha na nossa cintura, e nos levava muitas vezes a empunha-la e guerrear de uma forma ou de outra, defendendo uma bandeira que nos levava a lugar nenhum. Apenas ia colocando manchas no corpo espiritual que carregamos, que é o nosso código genético espiritual para sempre.
Deste modo, aquelas batalhas nos levavam à discórdia, à destruição, colocando irmão contra outro irmão, e por uma determinada razão rasgava aquele tecido biológico com as lâminas que eram ali penetradas, fazendo com que o sangue fosse derramado e vermelhando o chão.
Um certo dia as espadas foram silenciando à medida que uma estranha luz foi penetrando pela Terra, abrindo novos horizontes, criando uma fenda sem igual que o homem jamais poderia imaginar. É na sensibilidade do amor que ela acende dentro dos fatores humanos e abrindo imenso leque dentro da humanidade.
Os homens de bons corações, principalmente, olhavam para aquela luz e foram se aperfeiçoando. Abandonaram então a espada, por algum tempo as guerras silenciaram na medida do contato bruto, e os homens em todos os sentidos ainda vinham buscando um equilíbrio geral.
A espada foi abandonada, mas o pensamento continuava com ela dentro dele. Isso garantiu dar forças às nossas imperfeições instintivas, maléficas ao convívio social. Mas, tudo aquilo que os olhos dos homens, mascarados pelas personalidades não veem, os olhos de Deus veem.
Neste sentido criou-se um rastreamento geral de uma forma totalmente equivocada, de que estes que usavam força instintiva e com uso da espada disfarçada e civilização e cultura, é que levavam vantagem, porque era o pensamento a linguagem geral do espírito.
Neste momento, então, os homens em geral pecavam pelo seu próprio pensamento. Os homens, focalizando o pensamento instintivo, não sabiam que haviam passado pela amnésia da reencarnação.
Assim, aquele espírito colocado de volta à vida física, mesmo longe dos seus inimigos que foram criados na lei forte da espada, a memória inconsciente dos erros, favorece a uma inimizade que vai ressurgir na Terra e favorecer o aparecimento de novas guerras fratricidas.
Aquela luz quando entra pela erraticidade dentro daqueles fatores, apaga da sua mente a memória daqueles espíritos perseguidores, de todos os espíritos que se colocaram naquele momento na força do desequilíbrio geral como inimigos um do outro.
O espírito arrependido daquelas infrações mergulha imediatamente em nova reencarnação, e nela se esquece de tudo aquilo que provocou no passado como a força da espada, a luta, a dor, o sangue derramado.
Toda dívida adquirida na Terra, somos obrigados a pagar, porque a lei é perfeita para todos, ela vem de uma justiça divina e dela ninguém escapa. Não tem outra forma de fugir desta dívida porque como já foi dito, o nosso pensamento é a nossa linguagem espiritual quando penetramos no plano espiritual.
Mesmo que não usemos a espada em nossas vestimentas físicas, mas se ela está presente em nosso pensamento, ela está bem visível aos olhos do Criador que faz a sondagem diária de nossos corações.
GUARDAI-VOS
“Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.”
(JUDAS, 10.)
Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem.
Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.
E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais.
Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.
Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.
Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura. O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.
Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.
Este é o maior trabalho que nós, membros e amigos da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) procuramos fazer.
Não é procurar corrigir o próximo, o irmão que vive na ignorância, pois isso é tarefa dele. É procurar corrigir a nós mesmos, perdoando os comentários ingratos daqueles que não sabem nosso propósito; procurando ensinar as almas levianas e inconstante da importância do Caminho da Verdade ensinado pelo Cristo; procurar nos proteger daquelas almas irracionais que se comportam como animais irracionais, que as vezes tentam nos explorar, subjugar ou mesmo destruir, tanto as pessoas como os assuntos mais sagrados, as intenções mais generosas, ridicularizar os feitos mais nobres; tenhamos cuidado com os murmuradores irresponsáveis, que em tudo ver a obrigação dos outros e não as suas.
Jesus nos deixou o Seu Evangelho para ser o nosso guia, para que sejamos simples, mas prudentes; com esse conhecimento devemos caminhar na claridade da vida, com o dom de entender a mensagem viva de cada ser, o significado de cada coisa ou pessoa, quais são os frutos produzidos, bons ou maus.
Procuramos ser capazes de nos aguardar e ajuizar acerca de nossa própria ignorância, daqueles do nosso entorno na comunidade, e daqueles que nos visitam por mais distantes que sejam as suas origens; quais são os frutos que estamos produzindo e se é permissão divina que os possamos compartilhar as dádivas que recebemos do Pai.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 24-11-25
Todos nós, cristãos, sabemos dos benefícios do perdão. Que não traz benefícios principais ou exclusivos para aquele que nos ofendeu, machucou de qualquer forma.
Aprendemos que o maior beneficiado pelo ato de perdão, somos nós mesmos, os seus executores. Agora, porque temos tanta dificuldade de perdoar?
Parece que o nosso instinto animal fica a resmungar, que aquele que nos ofendeu deve receber a ofensa da mesma forma, como assim nos ensinou o grande profeta da antiguidade, Moisés: “Dente por dente, olho por olho”.
Mas agora, com nosso aprendizado moderno, envolvendo a ética e consequências dos comportamentos mal adaptados, podemos imaginar que tal forma de comportamento ensinado pelo profeta Moisés, se aplicado como ensinado, iríamos ter uma comunidade de cegos e desdentados.
Os ensinamentos de Jesus, de unânime dificuldade de aplicação, parecem ser melhores adaptados para uma comunidade com vida em harmonia. Ao invés da lei do Talião, “olho por olho, dente por dente”, devemos aplicar a lei do perdão, não sete vezes como foi perguntado por Pedro, mas setenta vezes sete. Isto significa que o perdão deve ser uma constante em nossas vidas.
A sogra de Pedro, que podemos chamar de Sara, apesar de não constar na Bíblia o seu nome, estava incomodada com o vizinho que ficava chateado e ameaçava denunciá-la às autoridades judaicas, devido o barulho que as pessoas em busca de cura, que superlotavam a casa dela quando Jesus estava presente. Em represália, Sara estava dispostas a ir às mesmas autoridades denunciar tal vizinho que, nas noites em que se embriagava batia na esposa e seus gritos perturbavam toda a vizinhança.
Mas ela ouviu a reposta de Jesus a Pedro quando este perguntou quantas vezes seriam necessárias para aplicar o perdão. Jesus respondeu que o perdão deveria ser uma constante na vida das pessoas. Essa resposta refreou o ímpeto vingativo de Sara, mas mesmo assim ela ficou incomodada com a situação. Na primeira oportunidade ela se aproximou de Jesus e falou de sua dificuldade de perdoar, se assim era mesmo necessário.
Jesus ao ouvir a indagação da mulher, aparentemente desviou a conversa, dizendo sentir o aroma delicioso de sua sopa de lentilhas. Perguntou a Sara como ela fazia uma sopa tão saborosa e nutritiva. Sara explicou que escolhia as melhores lentilhas, usava água pura e temperos adequados. O Mestre perguntou sobre a panela que iria aprontar a sopa, se era necessário fazer antes a sua limpeza. Sara disse que sim, pois se tivesse alguma sujeira iria tornar a sopa intragável, impura, e deveria ser jogada fora.
Jesus aproveitou essa resposta para dizer que assim funciona o nosso coração com relação à nossa vida. Ele é o caldeirão no qual devemos colocar as coisas puras, como os Seus ensinamentos, por exemplo. Mas para isso o caldeirão, nosso coração, deveria estar limpo. Mas se ele estivesse sujo de ira, ressentimentos, mágoas e desejo de vingança, o que poderia acontecer? Poderia sair um comportamento bom, como uma boa sopa?
Lembrou o exemplo de uma límpida gota de orvalho que ao cair sobre uma pétala de rosa, reflete o brilho do sol com todo seu esplendor; no entanto, se essa mesma gota límpida de orvalho cair no chão impuro, irá se transformar em lamaçal, incapaz de refletir qualquer sinal de nobreza ou divindade.
Não foi preciso maiores explicações, cabia a cada um daqueles ouvintes, naquela ocasião, saber da necessidade de limpar o seu caldeirão, seu coração das impurezas, e isso só poderia ser feito com o detergente do perdão, seu principal benefício, capacitando o coração humano para a reflexão do amor do Criador.
Vento... que me acolhe o corpo
Refrigera meus sentidos, a minh’alma
Que nas tempestades que atinge o horto
Entre raios e trovões, a mim acalma
Vento... que me informa, me ensina
Que das paixões que meu instinto excita
O que mais vale está na minha sina
De seguir para o Pai, a via bendita
Vento que me acolhe... és o hálito do meu Pai
Na noite mais escura, ou dia mais brilhante
Nunca sinto, Senhor, que de mim estás distante
Vento acolhedor, que sustenta a minha vida
Na recorrência da minha obediência oferecida
Vejo sentir, meu pai, na respiração seu entra e sai.
Estava no Rio de Janeiro com um grupo heterogêneo, certamente participando de um passeio contratado. As pessoas que ficaram mais próximas de mim e meus acompanhantes eram ligadas a área educativa, senhoras que se identificaram como diretoras de escolas. Não consegui precisar quem estava me acompanhando, parece que o objetivo dessa mensagem onírica era ver o contexto de determinada tarefa dentro do relacionamento com a pessoas que estavam incluídas.
Ficamos acomodados no hotel para onde fomos programados, cada qual com destino ao seu respectivo apartamento. Na hora do almoço nos reunimos e não tínhamos guia, aparentemente quem estava conduzindo o grupo era eu. Não apareceu qualquer pessoa com esse comportamento de guia. Talvez por eu sentir que era o mais idoso e talvez quem tivesse mais renda financeira, foi que eu senti a necessidade de condução do grupo.
Entramos no restaurante onde já existia diversas pessoas, ficamos todos numa mesma mesa, e foi nos apresentados pelo garçom uma bandeja com alguns quitutes. Experimentamos alguns e logo resolvemos descer para ir ao local de compras e com diversas opções de alimentação.
Descemos do hotel e pedimos um carro para nos conduzir, e antes de sair chegou um funcionário apresentando um valor de 200 reais para podermos nos deslocar. Achei o valor elevado, procurei na carteira a quantia em espécie, mas não encontrei, e não liguei para a tentativa de outras pessoas pagarem o que era exigido. Pedi a maquineta e paguei com o meu cartão de crédito.
Fomos em direção ao objetivo fora do hotel e que não estava bem claro, usava o GPS do meu celular para acompanhar o meu deslocamento como eu sempre faço e logo percebi que a bateria estava acabando. Desliguei o GPS para não ficar com o celular inativo. Lembro bem de ver o trajeto que o GPS apresentava no nosso deslocamento por dentro da cidade, mas não consigo identificar nada do que realizamos, nem compras, nem alimentação.
Voltamos ao nosso hotel e ao chegar no restaurante uma pessoa amiga nos ofereceu algumas sobras do almoço que foi oferecido. Peguei um prato e coloquei alguns filés de frango com arroz e paguei um valor no caixa. Depois, um dos membros de nossa viagem disse que tinha ido em outro setor do restaurante, ainda existia mais alimentos que ele colocou no prato, e ao se dirigir ao caixa teve a surpresa que nós não devíamos pagar nada no restaurante, estava todo incluído no contrato do passeio.
Este sonho parece difuso, parece não ter nenhum sentido. Mas, dentro do meu subconsciente, onde estão guardadas tantas informações que trazem ao meu consciente algumas informações e que podem ser aplicadas ao sonho.
Primeiro, parece ter o sentido de que eu faça reestruturações cognitivas no sentido de trazer mais efetividade aos meus objetivos de vida. Tenho que dar o devido valor as ações coletivas, aos compromissos do conjunto. Tenho a tendência de levar o conjunto de acordo com os meus pensamentos, sem avaliar corretamente os compromissos que envolvem o coletivo. Isso pode fazer com que eu tenha dificuldade em cumprir uma meta que depende do conjunto e de não receber os benefícios que estão implícitos dentro da tarefa conjunta.
Segundo, lembrando que a vontade do Pai está relacionada com o conjunto da humanidade e não com o sucesso de uma pessoa individualmente, tenho que ajustar a minha forma de pensar e o meu comportamento. Se o Pai me dá uma missão individual, tenho que ter a consciência que a minha competência no sucesso da missão está relacionada com os benefícios que trarei ao conjunto, e não o meu sucesso individual simplesmente.
Este foi um recado que tento compreender de alguma forma, vejo a necessidade, a coerência da crítica ao meu pensamento e comportamento, e estou disposto a fazer essa avaliação e correção do raciocínio, a reformulação cognitiva.