Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
10/09/2026 00h01
PONDERAR, ACREDITAR E SEGUIR

            Se acreditamos em algo, um caminho a seguir, que é melhor do que aquele que já estávamos caminhando, não é coerente que troquemos a nossa rota por esta mais satisfatória?



            Foi o que aconteceu comigo, quando pude perceber com mais profundidade o que Jesus de Nazaré queira ensinar nas suas diversas peregrinações pelas terras da Judeia.



            O Caminho que Jesus ensinou era diferente de todos aqueles que eu tinha à disposição no mundo material. Eu já estava bem encaminhado neste mundo material, tinha adquirido uma boa profissão, já começava a atuar como médico e tinha a convicção de fazer o melhor pelos meus pacientes.



            Foi por isso que entrei no mundo político partidário, filiado a partidos de esquerda, no meu caso ao PDT (Partido Democrático Trabalhista) que sempre entrava em campanhas eleitorais associado a outros partidos de igual direcionamento político. Eu fazia parte do corpo diretivo do Partido e sempre me candidatava para diversos cargos públicos, como vereador, deputado estadual, deputado federal e até vice-governador.



            Com algum tempo nesse trabalho partidário, percebi que não iria nunca ser eleito, se mantivesse minhas condições, de lutar pela Dignidade Humana, como eu deixava sempre bem explícito nas minhas propagandas eleitorais. Eu conquistava amigos nas comunidades carentes, que eram a minha base eleitoral, sabia que eles votavam em mim, mas nas campanhas políticas, por suas necessidades pessoais, eles se tornavam cabos eleitorais de algum candidato. Esse meu amigo dava o seu voto pessoal para mim, mas conquistava 100 votos, a base de troca, um benefício (cesta básica, tijolos, chapas dentárias, medicamentos, pagamentos de água e luz, ou mesmo o próprio dinheiro em espécie) pelo voto do eleitor e de sua família.



            Deixei de ser candidato e passei a apoiar e votar nos candidatos de esquerda, mantendo a minha filiação no meu Partido. Imaginava que a minha incapacidade de ser eleito devia a um tipo de rigidez comportamental, onde eu não me permitia a trocar as minhas convicções pelo alcance do cargo pretendido. Mas talvez, os meus colegas pudessem trazer os benefícios para o povo de suas ideologias pregadas na campanha, apesar do comportamento antiético praticado como uma forma dos fins justificar os meios.



            A gota d’água de minha tolerância aconteceu quando percebi que o candidato a presidência do Brasil, pelo PT que eu apoiava, venceu a eleição e no cargo de Presidente do Brasil, passou a comprar a consciência dos parlamentares no Congresso Nacional, para a aprovação dos seus projetos. Descoberto o escândalo criminoso, ele se defendia dizendo não conhecer aquilo que os seus colaboradores mais próximos praticavam. Percebi que a mentira estava na essência de sua oratória e foi nesse momento, que a sua ideologia que ele defendia e praticava, entrou no meu campo de observação crítica.



            Em função disso passei a procurar outra ideologia mais coerente com meus princípios, e foi assim que encontrei o Cristianismo e o seu ideólogo, Jesus Cristo. Foi nesse momento que voltei à leitura dos seus ensinamentos com um olhar mais crítico e percebi que a Verdade estava sempre no centro do que ele ensinava, mesmo correndo perigos os mais diversos.



            Mostrou um Caminho respaldado pela Verdade que iria proporcionar uma Vida espiritual mais coerente com o sentido da existência, que obedecia a uma evolução diferente da evolução material, uma evolução espiritual que permanece no mundo transcendental, onde tudo se origina e onde a vida real está acontecendo.



            Os meus princípios se ajustaram perfeitamente à lógica do que Jesus ensinava, mesmo que isso implicasse na aceitação de alguns argumentos e fatos que outras pessoas, sabidamente honestas, informavam, sobre a existência desse mundo espiritual que eu, com os meus cinco sentidos não conseguia captar.



            Mas a firmeza do que Jesus ensinava, da existência do Criador de toda a natureza onde estávamos incluídos, que era o nosso Pai ao qual devíamos obediência, como Ele mesmo, se mostrando na condição de Filho obediente que veio até nós, a mando do Pai, para nos ensinar essas lições.



            Fiquei impactado com tudo isso, da mesma forma que o sacerdote Nicodemos ficou. Nicodemos reconheceu a Verdade que Jesus ensinava, que Ele fazia os milagres na forma que o próprio Deus podia operar, mas não teve coragem de O seguir, como foi convidado, devido aos seus altos encargos na família e no Sinédrio.



            Para mim, seguir Jesus não foi tão difícil, pois estou dentro de uma cultura que prevalece o cristianismo. Mesmo assim, tenho dificuldades com a cultura local, mesmo me considerando cristão como os outros, devido a minha consciência apontar Caminho derivado daquele ensinado pelo Cristo, que me afasta da cultura cristã do meu entorno, mas que a lógica da principal lei ensinada pelo Cristo me coloca em situação de crítica por meus irmãos, que também querem fazer a vontade do Pai por outros meios, por outros talentos.



            Porém, estou determinado. Depois de ponderar as lições do Cristo, reconhecer a Sua verdade pelo discernimento lógico, acreditar pela fé naquilo que meus sentidos fisiológicos não alcançam, o próximo passo que deverei dar é fazer a aplicação prática do que prendi. Mesmo que eu sinta dificuldades, com minha inteligência, que não é rápida como eu gostaria, com minha sabedoria que ainda é muito imatura e com a coragem que deverei ter para enfrentar com firmeza pontos de vista contrários ou até mesmo o risco de estar colocando em perigo a minha integridade física.


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em 10/09/2026 às 00h01
 
09/09/2026 00h01
PAIXÃO FORTE NA RETIDÃO

            Há uma passagem na série The Chosen, onde Jesus orienta a Tiago e João que querem descer raios sobre pessoas que lhes apedrejaram e cuspiram, em suas caminhadas. Vejamos como se passou.



       - Turma da Samaria – Então, vocês judeus, estão muito longe de casa!



       - Jesus - Sim na verdade nós estamos. Shalom!



       - Turma apedrejando, cuspindo - Para você também, essa é a saudação judaica tradicional para vocês...



       - Tiago, João - Nos deixe fazer alguma coisa, enodaram nossa honra, nos insultaram e humilharam. Eles merecem ter uma chuva de raios e serem incinerados! Deixe que nós joguemos sobre eles o fogo dos céus, o Senhor disse que podíamos fazer coisas assim. sabíamos que não poderíamos confiar nessas pessoas, que não deveríamos ter vindo aqui, para começo de conversa. Eles não merecem o Senhor.



       - Jesus – Por que acham que eu fiz vocês trabalharem no campo do Malaquias? O que eu estava tentando ensinar é para simplesmente ajudar? Acha que foi apenas pra ser mais útil, para serem melhores agricultores? Foi pra lhes mostrar que o que estamos fazendo aqui vai durar por gerações. O que eu disse a Flotina no poço e o que ela disse a tantos outros depois, está plantando sementes que terão um impacto duradouro por gerações. Vocês não conseguem ver o que está acontecendo essas pessoas que vocês tanto odeiam? Estão acreditando em mim sem nem verem milagres. É a mensagem, a verdade que estamos dando a eles, e vocês vão atrapalhar isso porque algumas pessoas de uma região que vocês não gostam foram maldosas como vocês? Então eles não são dignos e vocês são muito melhores? Que vocês são mais dignos? Pois eu vou dizer uma coisa, vocês não são melhores. Essa é a questão, é por isso que eu estou aqui.



       - Tiago/João – Desculpe-nos, Senhor.



       - Jesus - Eu preciso que me ajudem a mostrar o caminho, que sejam humildes. vocês queriam usar o poder de Deus para queimar essas pessoas?



       - Tiago/João - Parece muito pior quando o Senhor coloca desta forma.



       - Jesus - Vocês dois são como uma tempestade no mar, trovões explodindo do peito de vocês a cada passo. Na verdade, é assim que vou chamá-los de agora em diante: Thiago e João, os filhos do trovão.



       - Tiago/João - E isso é uma coisa boa ou ruim, Mestre?



       - Jesus - Hoje não foi bom, mas uma paixão forte pode ser uma coisa boa quando canalizada para retidão.



            Isso fez direcionar minha reflexão para meu comportamento, na condição de colaborar na construção do Reino de Deus através da viabilização da Família Universal. Posso considerar que tenho a motivação do afeto pelas mulheres, para isso se realizar e que as vezes o sentimento é forte como uma paixão. Por isso chamou a minha atenção à lição do Mestre, pois Ele disse que essa paixão pode ser negativa, e que cabe a nós canalizá-la para a retidão.



            Isso significa que  a força do Beemote que convive em nós deve ser disciplinada, para não fazer simplesmente aquilo que nossos instintos deseja, mas que façamos com a força que ele tem, a vontade do Pai, e não a nossa.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 09/09/2026 às 00h01
 
08/09/2026 00h01
PRIMEIRA EMENDA

            A Primeira Emenda à Constituição dos Estado Unidos da América é um dos pilares da democracia norte-americana. Ela estabelece limitações fundamentais ao poder do governo federal em relação às liberdades individuais.



Proíbe o Congresso de criar leis que interfiram nas cinco principais áreas: Religião; Liberdade de Expressão; Liberdade de Imprensa; Liberdade de Reunião; e Direito de Petição.



No que diz respeito a religião, impede que o governo estabeleça uma religião oficial ou proíba o livre exercício de crenças religiosas.



Acontece que em 2025, o morador de Los Angeles Jack Gerritsen, processou a cidade, buscando remover ou cobrir a cruz e interromper a exibição do presépio, pois afirma que eles o ofendem e o fazem se sentir excluído como ateu.



Gerritsen argumenta que a exibição de símbolos religiosos pela cidade em propriedade pública viola a Cláusula de Estabelecimento da Primeira Emenda, que proíbe o governo de estabelecer uma religião.



A cruz de madeira de 3 metros de altura foi erguida na entrada da Olvera Street em 1929 para comemorar o aniversário de 148 anos de Los Angeles. Um presépio é exibido perto da cruz a cada mês de dezembro, enquanto a comunidade comemora a tradicional celebração de Las Posadas, um festival de Natal de nove dias.



A Olvera Street faz parte do El Pueblo de Los Angeles, o centro histórico da cidade perto de onde Los Angeles foi fundada em 1781. O mercado tornou-se conhecido por preservar e celebrar a história e a cultura mexicano-americana da região por meio de suas lojas, restaurantes e tradições de longa data.



A Primeira Emenda não exige que as comunidades apaguem sua história e patrimônio apenas porque parte disso é religiosa, como a cruz que tem presença de quase 100 anos no local e que seu significado vai além da religião.



Compreendo que a petição do morador ateu é totalmente descabida, pois não é o Estado que está obrigando os cidadãos a conviverem com um símbolo religioso, pelo contrário, é o morador que pretende que o Estado obrigue os cidadãos a respeitarem sua convicção quanto a religião.



Parece que o mais correto seria que, o morador ateu que nao consegue tolerar a cultura religiosa do pais onde quer morar, procurasse outro país onde a sua posição religiosa fosse majoritária, onde os cidadãos convivam com uma constituição que proíba qualquer ostentação pública de símbolo religioso.  



Acredito que tal cidadão, com tal nível de reinvindicação, de intolerância religiosa, seja considerada persona non grata, pois é assim que parece que minha consciência se pronunciará, se tal pessoa morasse em Natal e exigisse do poder público a retirada dos cruzeiros onde quer que eles se encontrassem.


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em 08/09/2026 às 00h01
 
07/09/2026 00h01
ENSEJO AO BEM

ENSEJO AO BEM



“Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? — Então, aproximando-se, lançaram mão de Jesus e o prenderam.”



(MATEUS, capítulo 26, versículo 50.)



É significativo observar o otimismo do Mestre Jesus, amigos da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM).



Ele realizou oportunidades ao bem, até ao fim de sua gloriosa missão de verdade e amor, junto dos homens.



Cientificara-se o Cristo, com respeito ao desvio de Judas, comentara amorosamente o assunto, na derradeira reunião mais íntima com os discípulos, não guardava qualquer dúvida relativamente aos suplícios que o esperavam; no entanto, em se aproximando, o discípulo transviado beija-o na face, identificando-o perante os verdugos, e o Mestre, com sublime serenidade, recebe-lhe a saudação carinhosamente e indaga: Amigo, a que vieste?



Seu coração misericordioso proporcionava ao discípulo inquieto o ensejo ao bem, até ao derradeiro instante.



Embora notasse Judas em companhia dos guardas que lhe efetuariam a prisão, dá-lhe o título de amigo. Não lhe retira a confiança do minuto primeiro, não o maldiz, não se entrega a queixas inúteis, não o recomenda à posteridade com acusações ou conceitos menos dignos.



Nesse gesto de inolvidável beleza espiritual, ensinou-nos Jesus que é preciso oferecer portas ao bem, até à última hora das experiências terrestres, ainda que, ao término da derradeira oportunidade, nada mais reste além do caminho para o martírio ou para a cruz dos supremos testemunhos.



Temos oportunidade de aplicar essa lição de Jesus em nossa comunidade da Praia do Meio, pois temos tantos “amigos” que se encontram transviados do Caminho ensinado pelo Mestre, que se aproximam de nós ou nós nos aproximamos deles, com o ensejo do Bem, sabendo que a qualquer momento podemos receber o beijo da traição.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 07-09-26


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em 07/09/2026 às 00h01
 
06/09/2026 00h01
VOTO EM LADRÃO SIM, E DAÍ? UM POUCO VEM PRA MIM!...

            Estamos vivendo uma situação de destruição ética no Brasil como nunca vimos em nenhum período da nossa história, e talvez no mundo não consigamos encontrar em nenhum país dito civilizado.



            Como chegamos a este estágio, onde o presidente da República é um condenado pela justiça, praticada em diversas esferas, com parte do roubo recuperado, depois é descondenado por seus cúmplices, colocados em altos postos da justiça, é eleito através de urnas eletrônicas que não podem ser auditáveis, todos os seus críticos são perseguidos pela injustiça, e os criminosos tratados como parceiros...



            Observando o comportamento das pessoas e até fazendo comparação com o meu comportamento, procurando fazer um discernimento lógico de tudo que está acontecendo, vejo que o grupo associado ao lado negro dessa história de intitula de esquerdistas. Esta é a primeira comparação que faço comigo mesmo. Comecei um trabalho político-partidário, filiado ao PDT, logo que terminei o meu curso médico. Interessado em ajudar a população que me procurava e que apenas consultas e medicação não iriam ajudar a eliminar a miséria em que viviam, foi que fiquei interessado na narrativa desse partido de Esquerda que passei a ser militante, dirigente partidário e como candidato em diversos pleitos, como candidato a vereador, deputado estadual, deputado federal e até vice-governador. Nunca fui eleito, não chegava nem perto e percebi que jamais seria eleito, com o meu lema de campanha: Pela Dignidade Humana. Isso impedia que eu trocasse qualquer benefício que eu pudesse oferecer pelo voto do eleitor necessitado. A gota d’água que transbordou a minha tolerância com essa compra de votos que meus colegas candidatos faziam sem cerimônia nenhuma, foi quando o candidato do PT que ajudei a eleger como presidente, passou a mentir descaradamente no escândalo do Mensalão, quando ele comprava os votos dos deputados para os seus projetos mais pessoais que coletivos.



            Resolvi sair do partido e escolher como líder aquela personalidade que na história sempre defendeu a Verdade, e que por causa disso foi crucificado. Dessa forma, passei a estudar o comportamento de Jesus e a absorver o que Ele ensinava.



            Agora, posso compreender melhor porque estamos em tal grau de lástima ética no país. As pessoas foram enganadas por falsas narrativas, como eu também fui no passado. Essas falsas narrativas se mostram sempre como “salvadoras da Pátria”, para tirar os miseráveis dos seus sofrimentos. Quando alcançam o poder, possuem agora nas mãos o controle do nosso dinheiro que arrecadam com os impostos. Colocam as pessoas que seguem a sua forma predatória de lidar com os recursos públicos em cargos estratégicos para uma boa gerência republicana. Esses predadores do suor público passam a sintoniza cada vez mais com os aspectos criminosos fantasiados de democracia.



            Nesse contexto, a nação se torna sequestrada, não existe a possibilidade de nenhuma pessoa honesta consertar o que está errado, pois se formou um sistema onde um cidadão que se tornou criminoso se protege, mutuamente com outros do mesmo nível, e aqueles que insistem em ser honestos são condenados por falsas narrativas que são incoerentes com qualquer lógica.



            É neste ponto que a democracia, o sistema que deveria corrigir o problema colocando no poder pessoas honestas, se torna obsoleta. As pessoas avaliam o contexto, muitos que sobrevivem com todo tipo de esmola na forma de bolsas, sem capacidade de discernimento, são enganadas por pessoas que são remuneradas para fazer o serviço de convencimento, e a situação é tão grave que afeta até o nível de pessoas que tem uma boa inteligência, que adquiriram um bom nível acadêmico, jurídico ou eclesiástico, aceitam esse tipo de coisa e colocam nos seus carros sem nenhum pudor a propaganda dos ladroes, reconhecidos ou embutidos.  



            Em tal situação é que eu imagino, se chegar perto de alguém que está convicto em votar em ladrão, e se eu perguntar pra ele, por quê? Receberia essa resposta...



            Voto em ladrão sim, e daí? Um pouco vem pra mim!...


Publicado por Sióstio de Lapa
em 06/09/2026 às 00h01
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