De certa forma posso aplicar o sonho dos viajores, citado no texto de ontem, às dificuldades que existem dentro da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM).
Nós estamos dentro da AMA-PM procurando nos comportar como os primeiros apóstolos, usando nossos talentos e esforços físicos para levar ao irmão o que podemos fazer para atenuar as suas necessidades.
Sabemos que somos um grupe pequeno, mas com grande potencial. Sabemos que somos os portadores das sementes da Vida eterna, que nos foi dada por Jesus. Agora somos responsáveis por semeá-las nos corações dos nossos irmãos.
Como fazer nossos irmãos entenderem que o nosso trabalho junto a eles é para cuidar deles, como se estivéssemos cuidando de nós mesmos. E, se ele tiver vocação, intuição ou disposição, pode entrar em nosso grupo com seus talentos e reforçar o nosso trabalho de evangelização, ampliando a família universal e se tornando cidadão do Reino de Deus.
O sonho com os viajores aponta para uma estratégia que podemos utilizar. A base do nosso trabalho está entre a comunidade da Praia do Meio, zona leste de Natal, e o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) onde se localiza, no Departamento de Medicina Clínica (DMC) o Projeto de Extensão Universitária “Foco de Luz”. Este Hospital tem endereço por sua entrada principal, em Petrópolis, mas pela sua entrada por trás, tem o endereço da Rua do Motor, na Praia do Meio.
Observamos que essa simbologia do Meio está sempre presente. O HUOL que está entre a rua Getúlio Vargas e a rua do Motor, entre Petrópolis e Praia do Meio.
A própria Praia do Meio, entre as praias da zona sul e as praias da zona norte; está entre o mar e seus pescadores e a terra com seus empresários e moradores.
Assim somos nós, estamos no meio do caminho, entre a vontade do nosso ego, de fazer aquilo que dar prazer aos nossos corpos, e, por outro lado, a vontade do Pai que está sendo exigida por nossa consciência para ser realizada, de fazer ao próximo aquilo que nosso ego quer fazer a nós mesmos.
Estamos próximos de um cruzamento com 4 entradas, próprio para um trabalho coordenado de evangelização na prática, oferecendo um serviço voluntário, mas que pode receber donativos
Então, que tal trabalhar com os viajores domésticos que se locomovem dentro da cidade? Que param nos cruzamentos? Que sofrem o assédio de tantos que se mostram uteis em limpar os vidros dos carros, mesmo que seus motoristas não queiram? É nesta dúvida e conflito que os viajores domésticos se encontram que encontro o paralelo com o sonho. Como oferecer algo que seja útil a esse viajor, além do seu vidro do carro limpo?
Primeiro, é bom conversar com esses “trabalhadores” voluntários dos cruzamentos. Mostrar uma forma de conexão com o trabalho cristão dentro da AMA-PM. Encontrar uma forma de informar aos viajores a importância desse trabalho de natureza cristã e que o próprio viajor pode se tornar um voluntário também, com os seus talentos, dentro da messe divina.
Nós éramos um pequeno grupo que nos reuníamos para ir as estradas, as BRs, para abençoar os viajores em seus destinos, quaisquer que fossem suas religiões.
Também nós não estávamos ali em nome de determinada igreja ou religião, estávamos querendo fazer a vontade do Pai, fazendo ao irmão que estava em viagem, aquilo que gostaríamos de receber se estivéssemos em seu lugar.
Esta atitude nos foi ensinada pelo Mestre Jesus, que nos informou da existência do Pai universal, Criador de tudo que existe, e que nós, como filhos, devemos fazer a Sua vontade. Para isso o Mestre nos ensinou o Caminho da Verdade, que nos tira do progressismo material, ilusório, que nos levará inevitavelmente à morte do corpo físico. Ensinou que o mais importante é seguir no progressismo espiritual, indo pelo Caminho da Verdade que nos levará à Vida eterna, para uma aproximação cada vez maior da essência do amor incondicional do Pai.
Assim, nossos irmãos que estavam conosco neste trabalho, independente de suas religiões, de suas igrejas, estavam conosco irmanados na vontade de Deus e procurando levar aos viajores a lembrança que todos nós possuímos uma pequena fagulha da essência criadora do Pai, colocada dentro de nós, no ato da criação pelo Seu sobro na essência material dos nossos corpos.
O grupo que era pequeno, agora nesta última reunião missionária, com cerca de 70 pessoas, estávamos batendo cabeça para encontrar a melhor forma de realizar nosso trabalho em sua finalidade.
A começar as dificuldades pelo local escolhido. Era uma parte da estrada que antes de passar pelo nosso grupo tinha uma bifurcação, o viajor podia se manter na estrada principal e passar por nós, mas podia pegar o desvio e evitar passar por nós.
Se nós estivéssemos no lugar do viajor, o que poderíamos pensar? Que grupo tão grande é esse e que não vejo nenhuma identificação? Serão comerciantes? Membros de alguma igreja? Pedintes? Bandidos? Será prudente passar por entre eles ou pegar esse desvio?
Com tais dúvidas, não seria o mais prudente pegar o desvio? Eu imaginava essas preocupações dos viajores e ficava em postura de oração. Alguns companheiros exibiam símbolos cristãos ou cartazes de suas igrejas, mas era insuficiente para trazer segurança ao viajor, em tempos tão cheios de maldade.
Este passou a ser o problema crucial dentro de nosso grupo de abordagem cristã aos viajores das estradas: como faze-los sentirem-se seguros quanto ao que iam receber, que iriam ser tratados da mesma forma que aquele que estava lhe abordando gostaria de ser tratado?
Esta foi a essência do sonho, que trouxe na simbologia das estradas o que podemos fazer dentro do nosso espaço na cidade para levar adiante o nosso projeto de evangelização, trazendo dessa forma a informação do Reino de Deus e a inclusão daqueles que se sentissem intuídos de participar com todos os seus talentos.
Por que tive a oportunidade de conhecer a vinda de Cristo, do Deus vivo na Terra, encarnado entre nós e disposto a nos ensinar o caminho da Verdade que nos levará à Vida eterna no regaço do Pai?
Foi porque existiu um grupo de 12 homens, apóstolos, que conviveram na Sua intimidade, foram abençoados pelo Espírito Santo e adquiriram a coragem de saírem evangelizando pelo mundo, como Jesus instruiu.
Foi devido a isso que os Templários chegaram em Portugal e sob a nova denominação de Ordem de Cristo, patrocinaram as navegações. Foram através deles que os jesuítas chegaram ao Brasil, trazendo a mesma missão de evangelizar o mundo, levar a Boa Nova a todos os povos.
Foi sob a orientação vinda do papado, que tivemos a pureza dos ensinamentos do Cristo, devido a tradição apostólica vinda desde Pedro. São essas pessoas vocacionadas a fazer a vontade de Deus que encontram em Jesus Cristo o melhor Caminho para alcançar este objetivo.
Eu, como pessoa também vocacionada para fazer a vontade do Pai, reconheço a Verdade transcendental que o Mestre nos trouxe e passo agora ao desejo de conhecer todos os principais documentos pontifícios, originados da vontade de todos os papas que se sucedem desde Pedro até Leão XIV.
Hoje passamos por certas dificuldades, pois os papas mais recentes não estão observando com o rigor merecido a tradição apostólica, de realizar a missão evangélica, de ensinar sobre a existência do Deus único, Criador universal, e de qual seja a Sua vontade enquanto Pai.
Este trabalho evangélico, apostólico, é bem esclarecido pelos primeiros documentos pontifícios, como podemos ver na Carta de São Clemente I aos Coríntios.
Este esforço apostólico tem como objetivo a tirar o mundo do progresso material de natureza animal onde estávamos vivendo, sem outras perspectivas.
Foi com a vinda de Jesus, que ensinou sobre o Caminho da Verdade que nos levará a Vida eterna na proximidade com a essência do amor divino, que fez a nossa inteligência optar pelo progressismo espiritual, de natureza angelical, que nos salvará da morte física, material, e que assim entraremos na imortalidade espiritual.
Este era o trabalho pontifício realizado durante os primeiros séculos, de atrair a natureza humana, animal, do progressismo material para o progressismo espiritual. Nestes últimos séculos, principalmente depois do Concílio Vaticano II, observo uma tendência contrária, um esforço pontifício no sentido de colocar dentro da Igreja o progressismo material, com suas democráticas reuniões onde a vontade da maioria dos participantes podem apontar caminhos para o atual Papa.
Os documentos pontifícios de hoje parecem destoar bastante dos documentos pontifícios dos primeiros séculos... a quebra dessa tradição apostólica parece nos desviar do progressismo espiritual que o Cristo ensinou para o progressismo material que é a base de nossa existência animal. Será que os novos apóstolos (bispos) continuam coerentes com os ensinamentos do Cristo?
A autora, canal do livro “Cartas de Cristo – A Consciência Crística Manifestada”, coloca no Prefácio do livro as explicações do motivo pelo qual usou a palavra CANAL em lugar do seu nome real.
Ela não tinha dúvidas enquanto escrevia as Cartas de que elas emanavam do Cristo. Ele prometeu nas Cartas que um elo se formaria entre a mente do leitor e Mente Crística e que esse leitor receberia ajuda no profundo significado oculto por trás das palavras. Muitas pessoas relataram terem experimentado este contato. Muitas estão conscientes do fluxo desta nova compreensão.
Enquanto as Cartas estavam sendo escritas, foi dito ao Canal para permanecer anônimo, pois as Cartas de Cristo deveriam destacar-se por si próprias. As pessoas devem decidir por elas mesmas se as Cartas soam como verdadeiras ou se sentem que são falsas.
Ele reconhece que apenas escreveu as informações que recebeu e procurou leva-las a público para que sejam minuciosamente examinadas e, seja o que for que aconteça depois disso, ficará apenas entre o leitor das Cartas e a Consciência Crística.
Assim, como não tem importância o nome de uma secretária numa transação de negócios, o nome do Canal e a sua identidade também não são importantes. O que é verdadeiramente importante é se o leitor pode sentir que este é o Cristo autêntico que ascendeu em consciência espiritual até os portais do Equilíbrio, enquanto ainda mantém a Sua individualidade, para permanecer em contato com o mundo da individualidade.
Em segundo lugar, o Canal informa que houve divisão de opiniões em relação a formatação por vezes estranhas das Cartas. Ela explica que, enquanto Cristo impregnava a sua mente, com as palavras e imagens dEle, era necessário para o Canal construir em palavras o que ele via.
O Canal sentia até certo ponto, as emoções que o Cristo sentiu quando passou pelos eventos que descrevia. Pois, ao voltar naquela época, sentindo as vibrações daquele tempo, o Cristo as transmitia à mente do Canal.
Não haveria modo de escrever as Cartas com letras normais ou usando apenas o itálico. Frequentemente, quando uma nova e maravilhosa percepção entrava na mente do Canal, ele se perguntava: “Como posso transmitir isso?”
O trabalho desse Canal usado pelo Cristo para transmitir Suas Cartas, tem certa semelhança com aquele trabalho executado pelo professor Rivail, na França, o Codificador da Doutrina Espírita. Ele também se considerava um Canal para transmitir a informação vinda dos Espíritos, através dos médiuns, para o mundo material. Por esse motivo usou o pseudônimo de Alan Kardec e isto corresponde a mais um dado de compromisso com as Forças do Alto.
Depois de ter tido o conhecimento do Evangelho de Cristo, da exposição de Sua vida e ensinamentos feitos pelos primeiros apóstolos, aprendi que devo seguir os Seus passos e aperfeiçoar o máximo possíveis na minha vida prática, nos meus relacionamentos, nas minhas circunstâncias.
Reconheço que um Ser da importância divina de Jesus Cristo, conforme relatos que acredito como fidedignos, não vai deixar de estar constantemente conosco, como Ele mesmo advertiu.
Portanto, novas informações e manifestações de Sua presença entre nós, quer seja direta (por Ele mesmo) ou indireta (por pessoas próximas, como as aparições de Nossa Senhora, ou dos diversos discípulos que se manifestam, quer sejam na dimensão espiritual através dos médiuns ou em nossa dimensão material através de pessoas iluminadas, santificadas), eu tenho condições de verificar cotidianamente.
As novas instruções que possam chegar ao meu conhecimento, que tenham as características dos ensinamentos do Mestre, e assim coerentes com a missão que Ele desenvolveu entre nós, servem para que eu tenha uma consciência cada vez mais aprofundada da consciência do próprio Cristo, como reconheço ser este o objetivo dEle.
O livro “Cartas de Cristo – A consciência Crística Manifestada”, escrita por uma autora que não deseja ser identificada e prefere ser apenas a canalizadora das informações recebidas, é um exemplo da manifestação direta do Cristo entre nós.
Ela, a canalizadora, informa que um dia, enquanto andava nas colinas de sua fazenda, implorando que o Universo lhe respondesse, pouco tempo depois vieram as respostas. Começou com momentos de iluminação, seguidos por mais de 40 anos de contato com Cristo, para a desprogramação e instrução.
Em 2000, início do século 21, foi-lhe dito para transcrever o ensinamento do Cristo sob a forma de Cartas, e garantir que elas fossem rapidamente divulgadas a todos que procuram a Verdade. A canalizadora deveria permanecer anônima.
Agora, com 25 anos passados desde o início deste trabalho, temos a internet para facilitar a difusão dessas Cartas que em 2010 já havia sido traduzida em 9 linguas e distribuídas em todo o mundo.
No meu trabalho como professor universitário, dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tenho como obrigação descobrir e reconhecer a Verdade onde quer que ela esteja, seja por métodos científicos ou relatos coerentes com os fatos observados. Divulgar e ensinar essa Verdade aos alunos de graduação/pós-graduação e ao público em geral através dos projetos de extensão universitária.
Neste sentido, reconheço Jesus de Nazaré como a personalidade mais importante que surgiu entre nós, com seus ensinamentos e comportamentos capazes de elevar nossa consciência da natureza animal para a natureza angelical.
Assim, do meu compromisso institucional, profissional, no progressismo material em que estou inserido, vejo que a minha consciência dá um salto para um compromisso transcendental, divino, e assumindo como prioridade o progressismo espiritual, sem deixar de honrar os compromissos materiais, desde que esses não sejam contrários aos compromissos do progressismo espiritual, de essência divina.