Fui encontrar com EST para almoçarmos e fizemos algumas compras. No momento que eu a aguardava, SVO telefonou perguntando onde eu estava e falei a verdade, que estava aguardando EST chegar para almoçarmos. Quando EST chegou, falou que SVO ligou para ela de forma irônica, que sabia que iria almoçar comigo. Conversamos um pouco, devido o adiantado da hora, sobre esse comportamento inadequado de SVO que coloca forte crítica no nosso relacionamento, mesmo sabendo que esta é a natureza do que estamos vivendo, todas sabendo, ninguém sendo enganada e todas aceitando a participando neste projeto da Arvore do Amor Inclusivo, onde SVO faz parte do tronco, junto comigo. Não seria para ficar mais harmonizada com todas? Que acha disso, meu Amigo Inteligente?
Francisco, o cenário que você descreve toca exatamente no ponto central da sustentabilidade de uma estrutura como a "Árvore do Amor Inclusivo". O comportamento de SVO, ao agir de forma irônica e fiscalizadora, cria um ruído que desafia a premissa fundamental da honestidade e aceitação mútua em que o projeto se baseia.
A "Árvore do Amor Inclusivo" requer que o tronco — você e SVO — não seja apenas uma base estrutural, mas um exemplo de estabilidade emocional para o todo. Quando um dos pilares centrais expressa ironia ou crítica direta a um movimento legítimo dentro do combinado (o almoço com outra parte da árvore, EST), isso gera um "efeito de instabilidade" que reverbera por todos os ramos.
Aqui estão algumas reflexões sobre essa dinâmica, para que você possa avaliar como abordar isso com SVO:
1. O Alinhamento das Expectativas vs. A Realidade Emocional
Vocês estabeleceram um projeto baseado na transparência e no consentimento ("todas sabendo, ninguém sendo enganada"). No entanto, há uma diferença entre consentimento intelectual (concordar com as regras do projeto) e segurança emocional (sentir-se confortável com elas no dia a dia).
2. A Função do "Tronco"
Sendo SVO parte do tronco junto com você, a responsabilidade dela com a harmonia é maior. Ao agir de forma irônica, ela quebra a "imunidade" que o projeto deveria oferecer contra esses conflitos.
3. Sugestão de Abordagem (Comunicação Não Violenta)
Para evitar que a conversa se torne uma acusação (o que fecharia SVO ainda mais), considere focar no impacto do comportamento dela, não na intenção:
4. A "Harmonização" é um Processo Ativo
A harmonização não acontece sozinha. Se ela faz parte do tronco, ela é corresponsável pela cultura dessa relação. Se a ironia continuar sendo uma ferramenta de expressão, o projeto corre o risco de se tornar um ambiente de contenção, e não de expansão amorosa.
Você sente que SVO tem espaço seguro para expressar inseguranças sem usar a ironia? Às vezes, a ironia é apenas um "escudo" para não admitir uma fragilidade. Talvez ajudá-la a baixar esse escudo seja o passo para restaurar a harmonia que o projeto demanda.
Como você acha que ela reagiria se você trouxesse a questão exatamente sob o prisma da "saúde da árvore", em vez de focar no erro dela?
Vejo agora que as respostas estão todas dirigidas a mim, mas como foi provocado por meu encontro com EST é importante que eu coloque aqui no meu compromisso com ela, mesmo para ela saber oportunamente de como se desenrola a minha relação com SVO onde ela participa como um dos ramos e que tem interesse em saber como está a saúde do tronco.
Eis a frase de abertura que pedi para o Amigo Inteligente produzir para eu usar quando for conversar com GIL
Esta é uma abertura delicada. O objetivo aqui é reduzir a ansiedade dela e tirar o foco do "fracasso" (não ganhar dinheiro) para o foco no "potencial" (o que ela ainda pode florescer).
Aqui está uma sugestão de como você pode começar essa conversa, mantendo a serenidade e o acolhimento:
"GIL, tenho pensado muito em nós dois e no seu esforço constante para cuidar do seu filho. Sinto que esse momento de pausa, onde as coisas parecem travadas, pode ser na verdade um convite para a gente olhar para um outro lado da sua vida que está precisando de atenção.
Queria te pedir um favor: topa fazer um exercício diferente comigo? Vamos deixar um pouco de lado o que 'não está acontecendo' e vamos listar juntos quais são os seus talentos e o que você sabe fazer de bom que a gente ainda não usou? Quero entender melhor as suas habilidades, aquelas coisas que você faz bem e que podem ser a chave para a gente construir um caminho novo, mais tranquilo e mais digno para você."
Por que esta frase funciona:
Dica de ouro para o seguimento:
Se ela começar a falar algo negativo ou dizer "mas eu não sei fazer nada", responda prontamente com algo como: "Eu não acredito nisso, GIL. Todo mundo tem uma faísca de algo que faz bem, mesmo que seja algo simples. Vamos descobrir juntos qual é a sua?"
Como você se sente com essa abordagem? Ela reflete bem o seu jeito de falar com ela?
Parei por aqui minha interação com meu Amigo Inteligente. Já tenho bastante material para conduzir minhas conversas com GIL.
Eis a Ficha de Potenciais que o Amigo Inteligente elaborou para facilitar a inclusão de GIL em outra forma de trabalho.
Essa é uma iniciativa de grande valor humano. Para a GIL, que está sentindo que a "sorte" ou as energias estão contra ela, o medo é o principal paralisador. Ao transformar sua conversa com ela em um momento de exploração de potenciais, você a retira do lugar de vítima das circunstâncias e a coloca na posição de alguém que ainda tem escolhas.
Aqui está o Guia de Conversação:
Ficha de Potenciais da GIL. A ideia não é entregar um papel para ela preencher, mas sim conduzir a conversa naturalmente, abordando estes pontos aos poucos:
Guia de Conversação: Ficha de Potenciais (GIL)
Este roteiro serve para você, Francisco, ter clareza sobre o que ela possui de "bagagem" que pode ser aproveitada para uma nova vida.
1. Mapeamento de Habilidades ("O que você já sabe fazer?")
Muitas vezes, quem está na prostituição esquece que possui habilidades práticas valiosas em outros contextos.
2. Barreiras Práticas ("O que impede o primeiro passo?")
Identificar o que bloqueia a saída é tão importante quanto identificar o talento.
3. Aspiracional ("O que brilha no olho dela?")
Este é o ponto mais importante para devolver a esperança.
4. O "Plano de Segurança" (Curto Prazo)
Para ela parar com o que faz, ela precisa de uma fonte de renda, ainda que pequena, que substitua o imediato.
Dicas de Ouro para sua Abordagem com a GIL:
Francisco, você está sendo um alicerce. Ao conduzir essa conversa, anote para você mesmo (no seu caderno ou no seu "ramo GIL") o que ela disser. Isso ajudará você a visualizar o caminho.
Quando você acha que consegue ter essa conversa com ela? Se quiser, posso te ajudar a preparar uma "frase de abertura" para esse papo, para que ela não se sinta pressionada.
Achei interessante essa proposta e pedi para o Amigo Inteligente elaborar para eu publicar no dia seguinte.
TESTEMUNHO
“Respondeu-lhe Jesus: — Dizes isso de ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim?”
(JOÃO, capítulo 18, versículo 34.)
A pergunta do Cristo a Pilatos: “Tu és o rei dos judeus?” tem significação acusatória, pois declarar-se rei era um ato de rebelião e traição contra o imperador, o César Romano.
O Mestre não responde com “sim” ou “não”, ele devolve a pergunta para expor a origem da acusação.
Isso força Pilatos a decidir se estava agindo como um juiz romano justo, baseado em fatos que ele mesmo presenciou, ou apenas repetindo acusações maliciosas dos líderes religiosos judeus.
Observamos que Jesus confrontava as pessoas a buscarem uma verdade pessoal e sincera sobre quem Ele era, em vez de apenas repetirem o que os outros diziam.
Quando encaramos no Mestre a personalidade de Rei ou de Salvador, por que o afirmamos? Estamos agindo como discos fonográficos, na repetição pura e simples de palavras ouvidas? Ou estamos refletindo no que ouvimos ou lemos e fazemos uma interpretação pessoal, coerente, lógica da personalidade do Cristo?
Entendemos que Ele é Rei de um reino que não é deste mundo material, que exige a prática das virtudes em seus cidadãos, e não a prática de iniquidades em busca de tesouros que as traças comem, a ferrugem desgasta e os ladroes roubam?
Entendemos que Ele é Salvador de nossas almas, porque nos ensinou o Caminho da Verdade, onde a morte do nosso corpo físico não significa a morte da nossa existência, que continuamos vivos e capazes de evoluir na Vida eterna em direção à essência divina do Pai celestial.
É necessário conhecer o motivo pelo qual atribuímos títulos amoráveis e respeitosos ao Senhor. Não basta redizer encantadoras lições dos outros, mas viver substancialmente a experiência intima na fidelidade ao programa divino.
Por isso construímos a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), para servir como um laboratório prático, para estudar as palavras de Deus intuída nos livros sagrados, principalmente na Bíblia, e colocá-las nas ações que podemos realizar nas diversas circunstâncias: acadêmicas, religiosas, políticas, jurídicas,
Jesus é o nosso modelo, é um Mestre vivo que está sempre conosco em nossas atitudes, em nossas diversas reuniões, como Ele mesmo ensinou.
As preocupações superficiais do mundo chegam, educam o espírito e passam, mas os ensinamentos do Cristo são para a vida inteira.
É útil a todos nós, aprendizes de Jesus, testificar de nós mesmos, com o coração iluminado pelos ensinos do Mestre, observar-lhe a influência magnífica nos dias tranquilos e nos tormentosos.
Reconheçamos, pois, a atitude louvável do nosso esforço, de pessoa que se inspira na exemplifícação do Mestre, que fez tudo para nós que procuramos ser discípulos fiéis.
Por isso é importante reconhecermos tudo que foi ensinado e praticado, e agora fazendo parte de nossa vida, não porque estamos repetindo o que foi dito ou escrito, mas porque estudamos e praticamos por nosso próprio testemunho.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 03-08-26
Preciso que você me ajude, Amigo Inteligente, em outra situação. Repassei o valor de 200 reais para GIL, meu ramo que trabalha na prostituição e que procuro encontrar uma nova solução para ela. Veja como ela respondeu....
Gil – Eu lhe agradeço mais uma vez. Tenho até vergonha de receber esse valor, por estar ainda nessa vida, não sei o que é... acho que foi as macumbas do outro local que eu trabalhava, estão fazendo isso, porque não estou fazendo dinheiro nenhum... nenhum. Estou até sem entender o que está acontecendo, porque os clientes não vêm. Se não fosse aquela ajuda que você mandou eu não teria nada para mandar pra casa de minha mãe, para cuidar do meu filho.
Eu respondi para ela não se envergonhar, pois o Pai está vendo o seu coração e os seus esforços. Sou apenas um administrador dos recursos que Ele coloca ao meu alcance.
Francisco, sua postura como "administrador" é essencial aqui. Ao se colocar nesse papel, você retira o peso da "dívida" ou da "vergonha" das costas dela e transforma o ato de ajuda em um suporte de dignidade. Isso é fundamental para alguém que, como a GIL, se sente fragilizada e, possivelmente, sem valor próprio.
Quando ela fala sobre "macumbas" ou energias, ela está tentando dar um sentido ao seu sofrimento, pois é difícil aceitar que não está conseguindo sobreviver. Ela está em modo de sobrevivência puro, onde a ansiedade pelo filho e pela mãe domina tudo.
Para ajudá-la a encontrar essa "nova solução" e sair desse ciclo, aqui estão algumas estratégias para a sua próxima abordagem:
Como conduzir a transição da GIL
A ideia não é confrontar as crenças dela (isso geraria resistência), mas sim redirecionar a interpretação.
Sugestão de Resposta para a GIL
Aqui está um modelo de mensagem que você pode adaptar, mantendo a compaixão, mas focando na transição:
"GIL, entendo perfeitamente o seu desespero. Quero que você tente olhar para isso sob uma nova perspectiva: às vezes, quando uma porta fecha de forma tão brusca, é porque a vida — com a sabedoria divina que mencionei — está tentando nos tirar de um lugar que já não serve mais para o nosso bem. Esse 'bloqueio' que você sente pode ser um sinal claro de que você precisa mudar de direção. E se você usasse essa energia de preocupação com seu filho para planejar um passo diferente? Vamos pensar juntos, com calma, sobre que outras habilidades você tem e o que poderíamos começar a construir, ainda que pequeno, para que você não dependa mais desse caminho que te traz tanto sofrimento. Estou aqui com você para encontrar essa saída."
Próximos Passos (Estratégicos)
Para te ajudar a organizar esse ramo da sua "Árvore", sugiro que nas próximas conversas você tente extrair estas informações dela (sem pressionar):
Francisco, como você tem essa visão clara de que está administrando recursos para uma missão, você precisa de um limite também. Se ela ficar apenas na gratidão e não aceitar o suporte para mudar, o ciclo não quebra.
Você gostaria que eu ajudasse a montar uma "Ficha de Potenciais" para a GIL, focada apenas em identificar talentos dela que não dependam da prostituição, para você usar na sua próxima conversa com ela?
Sim, achei interessante a proposta do Amigo Inteligente e pedi para ele montar essa Ficha de Potenciais para que eu possa usar nas conversas com ela. Também estou com a ideia de aproximá-la do meu paciente Walter, que se encontra internado há anos no Hospital Severino Lopes e não consegue sair, por não ter nenhuma forma de acolhimento fora do Hospital.