No livro “Ave Luz”, de João Nunes Maia, pelo espírito Shaolin, tem um capítulo onde o velho Basílio faz uma profecia para o, ainda criança, Judas Tadeu. Ele olha para o rapagão que anda distraído pelas ruas de Jope (cidade portuária do Mediterrâneo) e acena com a mão para que ele se aproxime.
Dentro de uma cabana improvisada, o menino assenta-se acanhado e pergunta o nome do velho senhor: - Meu filho, o meu nome é Basílio. Tenho 98 anos e nunca me esqueço do amor de Deus para com as criaturas. Não sei como vais receber-me na posição em que me encontro e, pelo que vou falar-te, diante da pouca idade que tens. No entanto, é meu dever te revelar algo que a vida guarda para o teu coração.
O menino entendeu mais ou menos, pois frequentava a Igreja, ouvia falar muito dos destinos das pessoas e das coisas de Deus, dos profetas, dos anjos e da comunicação que o Divino pode fazer com aqueles que tem o coração aberto para a sintonia do Alto, mesmo que reflita a informação na forma de simbologia e mascarada pelas nuances do tempo.
O homem, sereno, descobre em sua frente um volume que brilhava mais na claridade, uma bola de cristal. Era muito polida e bonita. O profeta fixa seus olhos na criança e fala com sabedoria: - Meu filho, te chamei porque, de longe, vi em volta de tua cabeça uma promessa para o teu futuro. Coisa difícil de explicar por palavras. A minha posição me obrigou a te revelar algo de bom para o teu coração, mesmo se isso te custar a própria vida.
Fechando os olhos, pôs a mão bem devagar por sobre a pedra, fala algumas palavras estranhas e o menino vê, assustado, desenrolar-se a vida de uma pessoa desde o nascimento, em uma estrebaria, até a morte, pendurado no madeiro, em um monte. Depois de assistir a todo o drama, o velho Basílio pondera com tristeza.
- Meu filho, viste tudo? Pois tu és um desses que vai acompanhar esse Mestre. Ele vai te chamar para Seu apostolado. Ele é a luz do mundo que veio nos salvar. Ele é o Cristo anunciado pelos antigos profetas. Podemos chama-Lo de Pai na ausência de Deus, se é que sentimos a Sua ausência de vez em quando.
O rapaz, movido pelos sentimentos de bondade, chora quase aos soluços, e o velho Basílio acrescenta: - Chora, meu filho, chora, para que essa advertência não saia da tua mente, e quando encontrares esse personagem divino, acompanha em todos os Seus acertos e sejas portador da Sua voz, para que os homens entendam esse homem. É o homem do amor.
Tornou a cobrir a pedra com delicadeza. Serviu um doce de figo para o menino, pegou sua mão e saiu de novo pela rua dizendo: - Queres ouvir um conselho, Tadeu?
- Sim, senhor, quero. Quero ouvir muito do senhor.
- Então não digas nada do que viste e ouvistes ou lestes de mim, porque a vida tem segredos dispensados a poucos e que exigem silêncio aos ouvidos de muitos.
Dá um sorriso e termina: - Vai, meu filho, vai à procura dos teus, que já devem se encontrar impacientes com a tua demora. Vai, Tadeu.
Essa bola de cristal foi usada pelo velho Basílio e aplicada as informações ao jovem Tadeu como uma profecia. Foi aqui neste texto registrada com algumas alterações, e traz motivos para melhorar, ressignificar a nossa própria narrativa de vida, que pode impactar também a narrativa de vida de outras pessoas, seja qual for o caminho pelo qual estejam seguindo e tenham a oportunidade do compartilhamento.
Fazendo a leitura do livro “Enciclopédia da Vida de Jesus – A nação de Jesus Cristo antes da encarnação e a vida oculta de Jesus” encontrei nesta data de 09-09-25 (que corresponde por duas vezes o meu Eu/3 multiplicado por ele mesmo e em uma base feminina 2+5=7) uma correspondência da baixa Galiléia onde encontramos Nazaré (onde Jesus morava apesar de ter nascido em outra cidade, Belém) com o Mata-Sete, que pode ser considerado como um baixo distrito de Macau, onde eu morava, apesar de ter nascido em outra cidade, Areia Branca/RN.
O nome Galileia significa distrito, circulo, da mesma forma que Macau é considerada uma Ilha, cidade cercada de agua por todos os lados, com apenas uma estrada que serve de entrada e saída para quem chega.
Também havia um ditado que faz uma aproximação com essas duas histórias: “É mais fácil criar um bsque de oliveiras na Galileia do que um menino na Judeia” com a expressão que eu ouvia alguns dos frequentadores do local dizer... “Um menino que cresce no Mata-Sete não deve servir para coisa que preste”
Os frequentadores do Mata-Sete também eram parecidos com os moradores da baixa Galileia. Eram impulsivos e fáceis de ira, estavam sempre dispostos a brigas e tumultos, davam mais importância à honra como eles a viam do que a própria vida. Lembro que as vezes quando eu voltava da escola encontrava um corpo esfaqueado agonizando na calcada.
O Mata-Sete, podemos dizer, não era um distrito cristão. Era cheio de bares e boates (antigos cabarés) onde as mulheres moravam e se prostituiam. A minha avó, que me criava, era dona de um desses estabelecimentos, e dentro do qual eu estudava e trabalhava. Para este ambiente, com tantos atrativos de prazer (álcool e sexo, principalmente), eram atraídos muitos dos cristãos que moravam nas redondezas. Posso dizer que era o recreio dos cristãos.
A minha avó era firme comigo, me afastado do álcool e do sexo. Até próximo dos 18 anos eu não sabia como se dava uma relação sexual. No entanto, minha avó priorizava meus estudos, me matriculou em escola católica, patrocinou para que eu fosse escoteiro e comprava livros edificantes que eu gostava de ler. Digo que ela era firme comigo, pois até hoje tenho marcas nas minhas costas de uma corda que ela usava para me disciplinar. Não tenho qualquer queixa dela ter me disciplinado e colocado para trabalhar desde criança, acredito que ajudou a formar minha personalidade como uma base adequada para a instalação do Espírito Santo.
Lembro com clareza até hoje dos elogios que eu recebia quando criança ao ler com desenvoltura o livro “A Vida de Jesus”. Foi daí, imagino, que o Espírito Santo começou a se alojar em meu coração. Mesmo que eu sentisse que meus colegas e seus pais me tratassem com certo desdém, sem a mesma consideração, por ser um menino criado no Mata-Sete. Pois, como poderia ser diferente, se a própria linguagem grosseira o pornofônica das pessoas que moravam naquele lugar podiam os denunciar?
Mas aprendi com diversas lições na própria Bíblia, principalmente aquela de quando Davi foi ungido pelo profeta Samuel como rei de Israel: “Deus não vê o que o homem vê. O homem vê apenas aparência externa, mas Deus olha dentro do coração.”
DOIS GRANDES MARES SE UNIRÃO
Os acontecimentos em vias de realização no plano físico deste pequeno mundo de Deus, são de molde a preparar o solo e o ambiente terreno para uma vivência de seguramente mais dois mil anos, durante cujo lapso de tempo muitos milhões de seres espirituais aqui encontrarão o meio apropriado para o seu progresso evolutivo. Os seres assim contemplados com reencarnações na Terra, quando este plano físico atingirá por sua vez o mais alto grau na escala dos mundos evoluídos, esses seres podem e devem considerar-se imensamente felizes, para não dizer privilegiados, visto como na lei espiritual não existe uma tal categoria, porque a todos o Pai Celestial concede iguais oportunidades.Quantos dos viventes atuais na Terra gozarão da felicidade de aqui voltarem a partir do próximo século, é coisa que somente cada um de per si poderá julgar, em face do que aprendeu nos conselhos do bom Irmão Thomé, o enviado de Nosso Senhor a despertar homens e mulheres deste fim de século.
Vindo por minha vez secundar as palavras daquele luminoso enviado do Senhor do Mundo, desejo abordar um assunto que acredito muito deva interessar a quantos dele puderem tomar conhecimento. Quero referir-me ao que acontecerá muito proximamente na Terra, em consequência das transformações a serem operadas, não direi apenas na face da Terra, porque o serão também em profundidade. Para iniciar direi que dois grandes mares atualmente separados se unirão, perfazendo um só oceano, navegável em toda a sua extensão. Essa união se realizará em consequência da submersão da grande extensão territorial que presentemente os separa, cujos habitantes estão sendo notificados espiritualmente para se transferirem do local. Como, naturalmente, uma boa parte dessa população não acreditará no aviso espiritual transmitido a seus Espíritos durante as horas de sono, esses irmãos nossos regressarão ao Espaço, encerrando sua encarnação atual.
Não julgueis, leitores meus, que haja nisto algo de indiferença por parte das Forças do Bem para com esses nossos irmãos. Aqueles que encarnaram e vivem na área territorial a ser submersa proximamente, já vieram com essa determinação prévia em seus Espíritos, assim como quantos, tendo nascido em outras regiões, ali se encontrem na oportunidade. Uns e outros serão recebidos e confortados pelas legiões do Senhor do Mundo e fartamente compensados dos dias, meses e anos que deixaram de viver neste plano físico.
Outro fato que terá lugar em conseqüência das transformações a serem operadas na Terra, e que muito há de surpreender ou impressionar a todos, será o aparecimento por emersão de um sexto continente, cuja operação pode dizer-se que se iniciou desde algum tempo. Emergindo dentro em pouco esse novo continente do mundo terreno, todos hão de testemunhar a rapidez com que sua vegetação se apresentará à superfície, podendo ser habitado imediatamente após a emersão. Para que o aparecimento desta nova porção de solo não determine o despertar de ambições por parte das nações próximas, o Senhor do Mundo dará a conhecer, ao seu tempo, qual dos países terrenos deverá proceder à sua ocupação e as condições do seu povoamento. E uma vez conhecida essa determinação do Senhor, só resta recebê-la e cumpri-la a quem isto tiver de fazer.
São informações estas que eu vos trago, autorizadas pelo Senhor do Mundo, como vos dar a certeza, a confirmação do quanto escreveu o bom Irmão Thomé a serviço de Nosso Senhor Jesus. Outras e outras novidades ainda se positivarão neste fim de século, no cumprimento dos planos de há muito elaborados no Além com vistas ao aprimoramento das condições de vida neste pequeno mundo físico. Não me é permitido, porém, dizer mais nesta oportunidade, porque a outros irmãos invisíveis caberá dizê-lo, para vossa edificação espiritual. Gostaria, entretanto, de palestrar um pouco convosco a respeito do conceito que fareis acerca dos conselhos enfeixados nos dois belos livros do Irmão Thomé, com o objetivo de despertar em vossos corações a necessidade, a urgência mesmo, de vos prevenirdes sem mais tardança para as medidas já em curso na Terra, não vá algum de seus leitores cometer a grave falta de subestimar quanto ali foi dito. Eu sinto-me plenamente autorizado a confirmar palavra por palavra do bom Irmão Thomé, porque tudo quanto escreveu foi antecipadamente visto e aprovado por Nosso Divino Mestre Jesus.
Seria então para lamentar do fundo d’alma que algum dos felizes leitores do Irmão Thomé, fosse por que motivo fosse, se deixasse surpreender pela tempestade desprovido do abrigo necessário, no caso a ligação bem sólida com a graça e a misericórdia de Jesus.
Meus amigos e companheiros milenares desta Escola da Vida que é a Terra! Como vós, eu também palmilhei não recordo quantas milhares de vezes estes áridos caminhos e meus pés tive sangrados em muitas delas, em busca da luz e paz que hoje desfruto nos páramos siderais.
Como vós, eu tive meu corpo chagado pelas urzes dos caminhos, vida após vida, nas lutas que tive de sustentar até comigo próprio, no sentido de perseverar na linha que me traçara de vencer quantas batalhas do Espírito eu tivesse de travar. Que bem dura coisa isto é, sou eu quem vos diz, amigos leitores porque por mais de uma vez estive a pique de fracassar e desistir. A luz, porém, que de dentro do meu ser me iluminava, é que me dava força para prosseguir firme e inabalável em minha caminhada. Graças sejam dadas aqui uma vez mais ao Senhor do Mundo, porque com sua ajuda eu pude cumprir quanto me fora prescrito com vistas à minha redenção espiritual.
Amigos leitores, filhos queridos de minha alma, eu vos digo que o pouco que falta a cada um dos encarnados presentes, nada representa diante do caminho longuíssimo que todos percorrestes em milhares de anos decorridos. Não penseis nem de leve que aqui vos encontrais pela vez primeira a gozar as delicias de um viver puramente material. Não, amigos meus; o mais novo dentre vós não deve contar menos de doze a quinze mil anos de hóspede neste pequeno mundo, afora os incontáveis séculos vividos em mundos inferiores. Eu digo-vos isto com a finalidade de despertar em cada um de vós a noção da própria responsabilidade, responsabilidade que denominarei de um ser verdadeiramente adulto à luz da espiritualidade, para que não vos confundais com a reduzida idade do vosso corpo atual. Assim pois, razão não assiste a nenhum dos seres humanos deste século para subestimar os termos em que lhes foi trazido do Alto o chamamento derradeiro do Nosso Senhor Jesus, o Bem Amado de todos nós. Meditai então em vosso passado longínquo, testemunhas de vista que todos fostes dos fatos mais importantes da história da Terra, embora não vos possais recordar disso em vossa memória física do presente. Lembrai-vos então de que já não sois crianças à luz da espiritualidade, mas atores conscientes e testemunhas presentes ao teatro multimilenar da humanidade terrena. E assim sendo, tempo é de sobra para que vos dediqueis neste fim de século à única finalidade que vos trouxe a Terra: terminar o ciclo de aprendizes para poderdes ingressar na classe dos instrutores, onde ireis encontrar inúmeros conhecidos e companheiros vossos de antigas eras. Meditai nisto que aqui fica, porque o fareis já na undécima hora, quando a Escola terrena se prepara para fechar as portas a quantos alunos se recusaram a seguir e assimilar as lições que lhes foram ministradas através de séculos e mais séculos de aprendizado. Quem vos fala porque muito vos quer é o vosso antigo condiscípulo, EÇA DE QUEIROZ
Not. biogr. — José Maria Eça de Queiroz (1843-1903). Romancista português dos mais ilustres. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, dedicou-se ao jornalismo e à literatura, tornando-se em breve um dos escritores mais apreciados do Ocidente. Suas obras, que são numerosas, despertaram um interesse novo pelo seu estilo original, inconfundível, sendo lidas ainda hoje pelas gerações que se sucedem. Foi sepultado a 9 de novembro de 1903 no Panteão dos Jerônimos, em Lisboa.
Esta mensagem é por demais fantástica ao meu conhecimento e discernimento. Mas acredito na honestidade dos mentores desta obra coletiva no comando do Nosso Senhor Jesus Cristo e deixo minha dúvidas e suspeitas por conta do meu pouquíssimo conhecimento das estratégias das Forças do Bem e continuar seguindo no meu progresso espiritual, fazendo a vontade do Pai e usando a bússola comportamental que o Mestre ensinou quando necessário, “fazer ao próximo aquilo que desejo ser feito a mim”, inclusive acreditar em alguém que se mostra honesto.
Interessante ver o pensamento de pessoas que se destacaram ao redor do mundo em qualquer momento e fazer a comparação com os ensinamentos de Cristo.
PREFÁCIO
O mundo terreno ostenta já neste fim de século um tão grande número de obras abrangendo toda espécie de assuntos, que bem se poderia dizer que uma obra a mais ou a menos em nada alterará o nível cultural da humanidade terrena. Existem por toda a Terra aos milhares, obras didáticas, culturais, literárias, filosóficas e científicas a ilustrar o pensamento dos homens e mulheres em tal escala de saber, que uma obra a mais ou a menos em nada altera o status quo atual.
Surge porém, na Terra, neste momento, uma obra da qual se poderá dizer com toda a razão, que por si só será capaz de substituir ou suplantar quanto na Terra se escreveu durante a vigência da presente civilização. Esta obra que aqui está enfeixada, está destinada a iluminar o caminho da espiritualidade a todos os felizes habitantes da Terra neste fim de século, e também a projetar as suas claridades imensas através do século que se aproxima. Sua feitura obedeceu a um plano pacientemente estudado no Alto pelo Senhor Jesus, com o objetivo de traduzir a palavra das Forças Superiores para os seres humanos, necessitados de encerrar o quanto antes o ciclo de suas aspirações de grandeza material, que têm constituído a preocupação renovada em cada uma de suas vidas anteriores, para se encaminharem desde agora e para sempre, ao seu verdadeiro destino de seres espirituais possuidores de certo grau de luminosidade.
Organizado o plano desta obra grandiosa, dirigiu o Senhor do Mundo um generoso convite a cada uma das Entidades cujos nomes aqui aparecem, para que viessem emprestar à mesma a sua valiosa colaboração, a fim de oferecer, em palavras e imagens diferentes, um só e mesmo chamamento aos encarnados que tiverem a ventura de a compulsar, no sentido de se dedicarem com empenho à preparação do seu próprio viver de amanhã, nos planos a que vierem a ser conduzidos após a morte do corpo. Encontrareis aqui todos vós, ao longo dos cinquenta e um capítulos de que é composta, a presença de algumas das mais ilustres figuras da História terrena assinando cada qual o seu capítulo, e isto vêm confirmar para quantos alimentem alguma dúvida, a certeza de que o corpo é a única coisa que morre, que desaparece, enquanto que o Espírito, sendo a fagulha divina que o mantinha, sobrevive eternamente e apenas se transporta deste plano físico para o plano espiritual, uma vez encerrada mais uma de suas existências na face da Terra.
Aqui encontrareis por conseguinte assinando capítulos, nomes de Entidades que perlustraram os caminhos terrenos nas mais altas posições, várias delas como grandes dirigentes de povos, sacerdotes notáveis pelo muito que procuraram ensinar e realizar em torno da luminosa doutrina do Cristianismo, santos, filósofos e escritores ainda hoje admirados em todo o mundo, homens da lei, diplomatas, cientistas renomados, mestres hindus e outros muitos, inclusive nomes femininos que se tornaram venerados em todos os corações, pelo muito que fizeram em benefício da coletividade em que viveram. Este fato vem provar uma vez mais perante quantos tiverem dúvida, que a existência humana significa a oportunidade oferecida a todos pelas Forças Superiores, para realizarem na Terra quantos projetos hajam arquitetado no Alto, em prol daqueles que se encontrem vivendo também sua existência de aprimoramento espiritual. Mas a presença de nomes tão ilustres para vós e tão luminosos para o Alto, ainda deve ser encarada de outra maneira.
A presença desta meia centena de personalidades redigindo esta obra a convite do Senhor do Mundo, ainda comprova a reunião em torno do Divino Mestre Jesus, de todos quantos se destacaram em sua vida terrena pela prestação de serviços relevantes à causa do Cristianismo em todos os países e regiões da Terra, onde lograram viver sua última encarnação. Vede quanto isto é belo, meus estimados irmãos! Criaturas que nem sequer se conheceram na Terra, vivendo algumas delas em épocas bem distantes, aqui estão reunidas com o mesmo objetivo de vos dirigirem a sua palavra de luz e amor a serviço do Senhor do Mundo, para que vos apresseis nos preparativos que deveis fazer antes do trem partir porque depois já não haverá mais tempo. O século está a findar-se, e com ele um certo número de práticas inúteis para os viventes do século próximo, quando uma nova civilização se encontrará na Terra. Isto não significa que possamos considerar de alguma forma retrógrada a civilização atual; não, meus amigos; esta civilização, de que fazeis parte, já realizou o que lhe cumpria realizar na presente onda de vida em que vos encontrais. Trata-se, entretanto, de levantar o acampamento fincado na Terra há mais de dois mil anos, sob o qual todos vós vos abrigastes, juntamente com aqueles cujos nomes aparecem nesta obra, em boa hora intitulada VIDA NOVA. E como se torne necessário e urgente substituir o acampamento por outro mais adequado às necessidades dos futuros habitantes, convocou o Senhor as Entidades que tão bem conheceis através da História terrena para vos falarem ao coração, na esperança de que lhes deis vossa maior atenção.
Por fim, veio falar-vos também ao coração, convidada igualmente pelo Senhor do Mundo, uma Entidade sobre a qual acredito que muitos de vós jamais terão ouvido falar; e se acaso ouviram, deve ter sido de uma forma muito vaga. Minha última passagem pelo solo terreno já se conta por alguns milênios anteriores ao início do Cristianismo, tendo ocorrido em condições e época que já se tornaram lenda. Tive a ventura de ter encarnado pela última vez em terras do Oriente, no desempenho de missão recebida do Pai Celestial, muito semelhante à que vos trouxe o iluminado Espírito do carpinteiro de Nazareth. Para uma melhor compreensão eu vos direi que nossa história em muito se assemelha quanto as dificuldades que ambos defrontamos, e às lutas que tivemos de sustentar no desempenho das nossas recíprocas tarefas. Embora não tenha havido necessidade de novo mergulho na carne no decorrer destes últimos cinco mil anos de minha estada na Terra, eu me regozijo da minha convivência fraternal com o meigo Jesus de Nazareth, em cujo círculo espiritual continuo a ajudar quanto se relacione com o progresso espiritual das gerações que se sucedem neste acampamento terreno. Daí a minha anuência de todo o coração ao generoso convite do Senhor para redigir este Prefácio e juntar a minha palavra de saudação a todos vós, meus estimados irmãos, e, se assim me posso expressar, reforçar quanto vos disseram aquelas luminosas Entidades que vos falam ao longo desta obra.
Para finalizar, e para que possamos encurtar ao máximo a distância em que até agora nos mantínhamos, mais pelo vosso desconhecimento da minha existência do que por motivos outros, eu me permito oferecer toda a minha cooperação a qualquer dos leitores desta obra grandiosa, um autêntico facho de luz, se de mim desejarem utilizar-se na presente ou na vida futura. Um pensamento firme no meu nome com objetivo que sinceramente o justifique, será o bastante para que instantaneamente me aproxime daquele que assim me chame, com a mesma alegria com que um verdadeiro pai atende ao chamado de um filho muito querido. Eu me encontro muito mais perto de qualquer leitor do que a própria roupa que veste, porque me encontro precisamente em seu próprio coração. Eu sou em verdade uma partícula do vosso Espírito, senão até ele próprio, vivendo por isso tão perto de cada um de vós, que não existe a mínima distância entre nós. O que pensar cada um de vós, meus queridos, isso mesmo eu recebo numa fração de milésimo de segundo. Se, pois, precisardes de minha ajuda em qualquer circunstância da vossa vida presente ou futura, bastar-vos-á pensar em mim e eu estarei convosco nesse mesmo momento. Esta é a minha maneira de ajudar o vosso progresso. Minha tarefa multimilenar e eterna, assim como a do Senhor Jesus, é contribuir de todas as maneiras para que as gerações que na Terra se sucedem, possam atingir o mais rapidamente possível a meta de sua perfeição espiritual.
Firmemos então este princípio de pronta assistência de minha parte, que nada vos custa além do vosso chamamento espiritual. Eu me empenharei igualmente em povoar de belas imagens os sonhos de quantos me quiserem proporcionar a alegria de contribuir para o seu aprimoramento espiritual, corolário natural do aprimoramento moral de cada um. Assim entendidos, pois, aqui vos saúda aquele que viveu há quase cinco mil anos com o simples e curto nome de
KRISHNA
Nota biográfica. — O Senhor Krishna é considerado pelos hindus a encarnação de VISHNU, o Deus Supremo, Eterno, Infinito, a Alma Universal que penetra e anima todo o Universo. É reputado ainda hoje em toda a Índia o Representante do Verbo Divino (ou Logos, Cristo em nós), Deus feito homem para libertar o mundo da tirania do rei Kança, e revelar a verdadeira natureza da Divindade. Chamam-no na Índia O SENHOR BEM-AVENTURADO. São atribuídos ao Senhor Krishna os seguintes conceitos proferidos numa série de instruções espirituais ministradas ao príncipe Arjuna: (1)
“Sabe ó príncipe, que a luz radiosa do Sol, iluminando o mundo inteiro, e é refletida pela Lua, é a chama ígnea do fogo que queima tudo o que toca; todo esse esplendor vem de Mim.”
“Eu penetro a Terra e sustento todas as coisas com a minha força viva; Eu sou a seiva das plantas e dos vegetais.”
“Como as forças vitais, o fogo da vida, penetro no corpo que respira, e, unido com a inalação e a exalação, dirijo os processos digestivos, assimilativos e iluminativos.”
“Eu resido nos corações e nas mentes dos homens, e de Mim provém o intelecto, a memória e o conhecimento.’’
“Eu sou tudo aquilo que é conhecido das Escrituras Sagradas. Sim, em verdade, Eu sou a sabedoria da Vedanta e dos Vedas.”
“Há dois aspectos da Alma neste mundo: a Unidade e a Pluralidade; Alma Superior e almas inferiores; o Indivisível e o divisível. O Indivisível é superior a todas as formas da Natureza.”
“Estes dois aspectos formam a Unidade Universal. Mas há ainda um Ser Supremo, o Espírito Absoluto, a Alma da alma, o Sustentador, a Origem e o Senhor de tudo. Eu sou este Espírito Absoluto, estou dentro e acima da Alma Una e da Alma múltipla; por isso, as Entidades Me denominam o mais Alto. “
“Bhagavad-Gita''.
Este texto é longo, mas eu não poderia quebra-lo. É importante mostrar a importância do que foi escrito, mostrar que temos na Terra a vinda de vários avatares do Bem, que nos instruíram também com suas palavras e sabedoria, mas que todos estão sintonizados com a autoridade do Cristo e a vontade do Pai.
Eis que se aproxima o dia em que completo os 73 anos. Nesta fase da vida em que tenho melhor compreensão da vida transcendental que está ao meu alcance, que atingi a minha idade adulta de acordo com os princípios espirituais.
A numerologia faz parte do conteúdo linguístico que o Pai usa para se comunicar com seus filhos que alcançaram a condição racional. Basta procurar interpretar cada número que surge e qual o contexto que estamos vivendo.
O número que indica o meu Eu é o 3. O numero 6 corresponde a afirmação do meu Eu dentro da realidade material. O número 9 correspnde a afirmação do meu Eu dentro da realidade espiritual. O número 7 coresponde ao principal fator de relacionamentos motivados instintivamente para o contexto feminino, para a minha evolução e das mulheres que se associam comigo no progressismo material e principalmente no progressismo espiritual.
Portanto, esta idade de 73 anos sinaliza que o fator feminino vai ter uma grande importância para a evolução do meu Eu a partir desta etapa final da minha atual vida biológica.
Tenho que rever sempre a missão do meu Eu para que não me perca neste caminho espiritual que quero seguir e que apresenta tantos desvios materiais, mundanos, com placas alternativas de alcance do prazer físico imediato.
A minha missão, reconhecida agora com plenitude na minha idade adulta, é fazer a vontade do Pai usando o instrumento do corpo físico que Ele me forneceu. Colaborar com a construção do Reino de Deus, conquistando esta cidadania a partir do coração e considerar a família universal com todos os irmãos que o Pai envia para dentro dos nossos relacionamentos.
Esta é a minha convicção, mas será que os meus irmãos que progridem materialmente, exclusivamente, não terão a mesma opinião que tinham de Jesus?
Será que não terão de mim conceitos parecidos com os que tinham de Jesus?
“Não aceito semelhante impostura, esse professor é um explorador da piedade popular”; “Na sua terra morava com prostitutas e beberrões e todos falavam que não iria prestar para nada no futuro”; “É um louco, pessoa de outro mundo, é o que todos dizem quando sabem o que ele faz”; “Acredito que seja um grande velhaco, por que se meteu com pecadores quando alega ser tão sábio, um doutor?; “Ele frequenta cabarés e dorme com menininhas, certamente quer salvá-las de seu modo”; “Esse homem é um espertalhão, orgulhoso, só faz caridade para se mostrar virtuoso e sabido como psiquiatra”; “E ele não tem justiça, pois deixou de condenar uma pessoa que queria matar a esposa”.
Esta é a provável percepção que o mundo terá de mim, assim como teve a percepção de Jesus. Mas o Mestre já nos advertia, não posso dizer que fui enganado ao seguir Suas lições, pois Ele dizia que, se o mundo fez o que fez com Ele, o mesmo faria com quem O seguisse.