Encontrei um vídeo na internet, produzido por IA, intitulado: “Jesus mostrou que o lugar secreto de Deus está dentro de você – A chave gnóstica que foi ocultada”. Como trouxe informações interessantes sobre a compreensão do Reino de Deus, que é o foco da minha missão, vou interagir com o texto, sendo esta a segunda parte.
Deus pode abrir uma porta dentro de nós que nem imaginávamos estar prestes a se abrir, mas esse santuário não é encontrado com pressa. Ninguém entra no lugar secreto carregando o barulho do mundo nas mãos, ninguém atravessa essa porta enquanto está completamente dominado pela vaidade, pela ansiedade, pelo desejo de aparecer, pela necessidade de ser visto, aprovado e aplaudido.
Por isso Jesus fala do secreto. O secreto purifica a intenção, o secreto revela se nós buscamos Deus ou se buscamos apenas a imagem de alguém que parece buscar Deus.
No secreto não há plateia, não há aplauso, não há competição espiritual, não há máscara, é só nós, com nossa consciência, nossas sombras, nossas perguntas e com aquela presença silenciosa que parece observar tudo com uma paciência infinita.
Talvez seja por isso que muita gente evita o silêncio, porque no silêncio a pessoa começa a escutar o que fugiu durante anos, no silêncio aparecem memórias, dores, arrependimentos, desejos escondidos, medos que foram empurrados para dentro.
Muitos confundem um lugar secreto com um lugar confortável, mas ele nem sempre começa assim. Às vezes a entrada do lugar secreto parece uma descida para dentro das partes que não queremos olhar, uma descida para atravessar os corredores internos onde nossa alma foi fragmentada por tantas experiências, mas é ali justamente ali que a chave começa a aparecer. Porque Deus não habita apenas na parte bonita que podemos mostrar ao mundo, Deus também nos chama nos lugares internos, onde nós nos sentimos perdidos.
A luz verdadeira não é aquela que ignora a escuridão, mas aquela que entra nela e a transforma. Quando Jesus dizia que o Reino de Deus não viria com a aparência exterior, ele estava quebrando uma expectativa muito comum, a de que Deus chegaria apenas como espetáculo visível, poder político, domínio externo, sinal grandioso, o que todos seriam obrigados a reconhecer.
Mas Jesus desloca o olhar. Ele aponta para dentro, ele diz em essência: vocês estão procurando fora o que precisa nascer dentro de vocês, esperam ver um evento no céu, mas não percebem que ele começa como uma chama no coração, vocês querem encontrar Deus em sinais distantes, mas não aprenderam a reconhecer a presença dele no íntimo da consciência.
Isso muda tudo, porque nosso lugar secreto está dentro. Então a jornada espiritual não é apenas subir, é também aprofundar, não é apenas olhar para o alto, é entrar no centro, não é apenas pedir respostas, é se tornar capaz de escutá-las.
Existe uma diferença enorme entre pedir respostas e estar preparado para ouvir a resposta. Muita gente pede a Deus uma direção, mas se assusta quando a direção exige mudança; pede luz, mas foge quando a luz revela aquilo que precisa ser curado; pede paz, mas continua alimentando a guerra interior; pede verdade, mas se apega à mentira que oferece conforto.
Por isso o lugar secreto não é acessado apenas por curiosidade, ele exige sinceridade e aqui está uma das partes mais fortes desse mistério. Jesus não ensinou que o homem precisava fugir de si mesmo para encontrar Deus, Ele ensinou de formas diferentes que o homem precisava morrer para o falso eu, e morrer para o falso eu não significa destruir quem você é, mas deixar cair aquilo que você confundiu com sua verdadeira identidade, a máscara que você usa para ser aceito, a culpa que você carregou como se fosse sua natureza, a imagem de si mesmo construída pelo medo, o personagem que aprendeu a sobreviver, mas esqueceu de viver.
O eu que reage a tudo, se ofende com tudo, deseja controlar tudo, teme perder tudo, esse falso eu é barulhento. Ele ocupa o espaço interior, como um mercado cheio de vozes e enquanto ele governa o lugar secreto permanece fechado.
Por isso a chave gnóstica não é apenas: Deus está dentro de você. Essa frase sozinha pode ser bonita, mas também pode ser mal compreendida. A chave mais profunda é que existe dentro de você um centro que não pertence ao medo, não pertence ao mundo, não pertence às ilusões que te fizeram esquecer sua origem.
Existe um ponto de luz, uma centelha, uma presença uma mônada interior, uma semente divina que reconhece o Pai, porque veio dEle. Mas essa centelha está coberta, ela precisa ser despertada. E o despertar não acontece apenas por acreditar em algo, mas por atravessar a si mesmo até chegar ao lugar onde a alma volta a lembrar.
É por isso que tantos ensinamentos de Jesus parecem simples na superfície e infinitos por dentro. Ele fala de semente, mas a semente é a alma; Ele fala de terra, mas a terra é o coração; Ele fala de luz, mas a luz é a consciência; Ele fala de porta estreita, mas essa porta também pode ser o caminho interior, que poucos escolhem atravessar.
Ele fala de Tesouro escondido no campo, mas talvez o campo seja o próprio ser humano e o Tesouro seja a presença divina enterrada sob as camadas da vida comum; Ele fala de Pérola de grande valor, mas essa Pérola pode ser a verdade interior pela qual alguém abandona tudo aquilo que é falso.
Como o Reino de Deus vai ser instalado em nossos corações, dentro daquela centelha, um foco de luz, a semente divina, no lugar secreto, mas que está soterrada por nossas preocupações materiais. Quando encontramos esta Luz e percebemos a riqueza que ela nos traz, é muito coerente que deixemos para trás todos os valores materiais que podem nos impedir de possuir a Luz, de sermos considerados, intimamente, como cidadãos do Reino de Deus, mesmo que, por muitos ou por todos, sejamos considerados como loucos, por desperdiçar tantos bens materiais, deixar de viver no conforto e na vaidade ao lado de orgulhosos e presunçosos, e vivermos em humildade em qualquer lugar que sejamos conduzidos pela vontade do Pai.
Ao acreditar nas lições do mestre Jesus, passei a reformular a minha vida com base nos seus ensinamentos, principalmente na obediência da primeira lei que Ele ensinou, que deveria estar acima de qualquer outra lei: “Amar a Deus sobre todas as coisas a amar ao próximo como a si mesmo”, acima de quaisquer preconceitos políticos, religiosos, acadêmicos, culturais de forma geral.
Isso foi me deixando cada vez mais à margem conceitos e preconceitos da cultura predominante, mesmo obedecendo com fidedignidade, honestidade e transparência a principal lei ensinada pelo Mestre e referendada nas igrejas ao redor do mundo.
Com essa nova mentalidade e forte convicção, passei a me considerar um cidadão do Reino de Deus que foi se instalando em meu coração. Como consequência, a semente jogada pelo Cristo fez germinar em meu coração a Árvore do Amor Inclusivo que vem se desenvolvendo lentamente. De início não a percebi como tal, mas depois que foram surgindo as pessoas alcançadas pelo Amor Incondicional, foi que comecei a vê-la como tal e qual seria sua projeção no futuro.
Hoje posso imaginar com mais clareza este cenário do futuro com o desenvolvimento pleno da minha Árvore. Sei que ela está se fortalecendo apesar dos conflitos internos e da oposição externa. Ela está evoluindo dentro do Progresso Espiritual, enquanto todos, imagino, estão se desenvolvendo dentro do Progresso Material. Até mesmo as pessoas que passo a incluir neste meu projeto espiritual, elas permanecem com fortes tendências materialistas e daí surgem os conflitos internos.
Mas, imagino que, mesmo sem um tronco rígido desta minha Árvore, por não encontrar uma companheira capaz de resistir as pressões do mundo material, eu procuro me manter firme para que os ramos se desenvolvam suficientemente para dar os seus frutos. Um desses frutos, o principal deles, é que a pessoa consiga germinar em seu coração a semente desta mesma árvore e assim ela vai passar pelo mesmo trabalho de evoluir de forma contrária à cultura contemporânea, e formar a floresta da Família Universal, alicerce material para o Reino de Deus entre nós.
POR QUE DORMIS?
“E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.”
(LUCAS, capítulo 22, versículo 46.)
Nos ensinos fundamentais de Jesus, é imperioso evitar as situações acomodatícias, relaxantes, prazerosas em detrimento das atividades do bem, mesmo que o corpo necessite de repouso para sua recuperação, mas saibamos observar as urgências do Espírito.
O Evangelho de Lucas, nesta passagem, conta que os discípulos “dormiam de tristeza”, enquanto o Mestre orava fervorosamente no Horto. Vê̂-se, pois, a discrepância: enquanto o Senhor estava entregue à grande pressão, sabendo que se aproximava o martírio da cruz, os discípulos estavam entregues ao relaxamento do corpo.
Nós que participamos da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), que procuramos ser aprendizes do Evangelho, devemos entender a comunidade, o mundo, como sendo o campo de trabalho para a construção do Reino de Deus, onde devemos nos esforçar, operosos e vigilantes, compreendendo que o Cristo prossegue em serviço redentor para o resgate total das criaturas, mesmo que estejam marginalizadas pela sociedade.
Recordando a prece em Getsêmani, somos obrigados a lembrar que inúmeras comunidades de alicerces cristãos permanecem dormindo nas convivências pessoais, nos mesquinhos interesses, nas vaidades efêmeras.
Falam do Cristo, referem-se à sua imperecível exemplifícação, das dores e humilhações que Ele sentiu em direção ao Gólgota, sob o peso dos nossos próprios pecados, como se fôssemos sonâmbulos, inconscientes do que dizemos e do que fazemos, mergulhados no progressismo material.
Talvez alguns de nós consigamos despertar somente no instante da morte corporal, em soluços tardios pelo tempo perdidos para a nossa evolução espiritual.
Ouçamos a interrogação do Salvador (Por que estais dormindo?) e busquemos a edificação espiritual e o trabalho necessário, onde não existem lugares vagos para o que seja inútil e ruinoso à consciência.
Não esqueçamos enquanto estamos ainda aqui na carne; não durmamos em espírito, desatendendo aos interesses do Redentor. Levantemo-nos e esforcemo-nos, porque é no sono do corpo que se encontram as mais perigosas tentações, através de pesadelos ou fantasias.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 17-08-26
Durante a digitação do texto anterior, vi que o relógio estava mostrando a hora 05:05 e como a minha mente estava sintonizada no que Deus estava querendo comunicar comigo, imaginei que seria isso uma forma de complemento ao que eu estava fazendo. Por isso pedi permissão aos meus leitores para fazer esses parênteses e que concluo aqui.
O "05:05" possui significados distintos dependendo do contexto. Como hora invertida (05:05), simboliza amor, liberdade de expressão e a necessidade de quebrar velhos padrões.
Como portal numérico (5 de maio), representa um momento astrológico de forte expansão, movimento e coragem para buscar novas experiências.
Na Numerologia e Horas Iguais/Invertidas
Ver frequentemente as 05:05 no relógio é considerado um sinal espiritual ou uma mensagem de anjos. Os principais pontos incluem:
O "Portal" 05/05 (Dia 5 de Maio)
No calendário, a data potencializa a vibração do número 5. Astrologicamente, é vista como uma janela de energia pura e propícia para:
Sim, acredito que é uma boa complementação do texto anterior, ressaltando a necessidade do amor, liberdade de expressão e a quebra de velhos padrões. Preciso de coragem para movimentar as novas experiências, sem medo do julgamento de terceiros, soltar o que me prende e abraçar novas oportunidades, me abrir mais para a vida afetiva e fortalecer o meu amor-próprio. Tenho que dar os saltos que imagino na fé, seguindo com firmeza e honestidade os princípios cristãos na sua prioridade máxima, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo, saindo da zona de conforto e me arriscando em novos projetos.
Perfeito!
Ave Cristo!
Como pode a queda de um teto devido à chuva, em casas diferentes, ser uma forma de comunicação com Deus?
Mas Deus/Jesus, não disse que Ele é o Deus que governa as pequenas coisas do dia a dia, que conta os nossos cabelos e sem cuja vontade não cai ao chão sequer um passarinho do céu, quanto mais um teto de nossas casas?
Para quem mantém a sintonia com Deus, com a sua administração das pequenas coisas (foi neste momento que o relógio sinalizou que estava passando o tempo em 05:05 – notei para verificar em seguida a este texto, o que significava. Desculpe por interromper o fluxo deste texto, mas é porque considerei importante devido achar que pode complementar ou fazer parte do que estou digitando agora), isso é só um fenômeno natural, completamente explicado pela ciência, pela meteorologia, ciências exatas, corrosão, erosão etc. Para quem acredita no Deus das pequenas coisas, existe um mistério, uma mensagem a ser distinguida cuidadosamente.
O mundo está transformado, não é mais como aquele da Cristandade, onde os reis procuravam obedecer à vontade de Deus. Hoje, ao contrário, o humanismo/naturalismo/modernismo destronou, com o auxílio das revoluções, iniciada pela Revolução Francesa, os reis católicos, colocando nos seus lugares a Deusa Razão. Esta persiste até hoje na sua trajetória racional de produzir armas poderosas para destruir os inimigos que somos nós mesmos.
Mas, o Deus da Providência que continua a existir entre nós, continua a ver as pequenas coisas e toda a Sua criação, inclusive o cenário geopolítico atual e as pequenas coisas, com as pequenas criaturas que desejam fazer a Sua vontade, como aqueles crentes e reis do passado.
Por que o Deus da Providência que era o Senhor da história, que determinava a vitória militar a pequenos exércitos, não pode determinar hoje “vitória militar” às pequenas pessoas, dentro das pequenas coisas? Afinal, toda autoridade não provém de Deus? Não é Ele que determina o destino dos povos, como dizia Santo Agostinho, apontando para a Cidade de Deus?
Será que os arquitetos do mal serão suficientemente fortes, poderosos para anular a vontade de Deus, ao mandar o Seu Filho para nos ensinar o Caminho da Verdade que nos levará à Vida eterna na sintonia da Sua essência, do Amor Incondicional? Acredito que nao!
Acredito que a cristianização do mundo que levará à fraternidade dos povos, depende de uma Nova Evangelização, aquela que faça germinar em cada coração a Árvore do Amor Inclusivo, capaz de amparar todos ao derredor como uma família universal. Assim, trará o Reino de Deus, que vigora em nossos corações, para o campo material dos relacionamentos.
É isto que esses eventos naturais apontam para nós, cristãos que queremos fazer a vontade do Pai, que está em curso um renascimento espiritual, que as coisas que caem do céu também podem causar destruição.
E nós, que temos olhos e ouvidos para ver e ouvir, temos que alinhar os nossos propósitos evangélicos, sem medo e com providência, para colaborar na reunificação do ser humano, com veracidade e honestidade intelectual, com a formação de um governo previdente e justo sobre todos os indivíduos.