Nosso raciocínio lógico aceita a existência de uma Força não criada, sempre existente, que foi responsável por todas as criaturas existentes, em todas as possíveis dimensões, além das dimensões que já conhecemos, material e espiritual, além deste Universo no qual vivemos.
Dentro do processo evolutivo, vamos encontrar a origem da vida, a partir da matéria inerte, formando a matéria viva, racional, até alcançar o nível máximo da sabedoria, sabendo discernir a Verdade da mentira.
No processo evolutivo dos seres vivos vamos encontrar os animais e entre esses o homem, o animal humano, capaz de um processamento cognitivo privilegiado capaz de alcançar uma racionalidade superior, superando a mera luta pela sobrevivência individual, imediata, pela luta pela sobrevivência mais ampliada, que envolve família nuclear, amigos e aliados. Nessa luta mais sofisticada, o animal humano representa o nível racional mais alto das criaturas de Deus.
Esta é uma narrativa que aceito como a mais próxima da verdade, dentro do meu ponto de vista. Cada um dos meus irmãos, criados por Deus e que alcançaram a capacidade racional especial da busca pela Verdade, que é a essência do próprio Deus, constroem suas próprias narrativas.
Fica claro que nossas narrativas estão cheias de erros, mesmo por aqueles dos nossos irmãos que querem fazer a vontade do Pai, mas terminam se desviando do Caminho da Verdade e indo em busca de alcançar o prazer que nossos desejos procuram.
É importante que tenhamos essa compreensão, que não alcançamos ainda o roteiro correto para a nossa caminhada, que temos que fazer ajustes a todo momento, onde percebemos a incoerência de alguma ação que estejamos praticando.
Nesse contexto, vamos percebendo a importância da família nuclear onde fomos gerados e onde somos responsáveis por aqueles que trazemos à luz para a dimensão material onde estamos tendo mais uma oportunidade de aprendizado para o aperfeiçoamento de nossa consciência, do nosso Espírito.
Compreendemos a expansão da família nuclear para a família ampliada, e neste ponto de vista, a convivência com Lilian, Bill, Lúcio e Luan, associado a visita de Guto ao apartamento onde estamos hospedados nesta vinda que fizemos ao Rio de Janeiro, nos traz a dimensão e importância da família ampliada. São parentes ampliados pela consanguinidade, mas que já incluem pessoas que não têm a mesma origem sanguínea, como Bill e Guto. Isso deixa a família ampliada como um ela entre a família nuclear e a família universal, aquela que Jesus ensinou que era a mais importante, composta por todas as criaturas que querem fazer a vontade do Pai.
Agora compreendemos que vivemos de alguma forma dentro da família nuclear, que nos pertencemos mutuamente dentro da família ampliada, mas que, pela vontade do Pai criador de suas criaturas, devemos ser também responsáveis pela família universal, composta por todas as criaturas de Deus, que querem fazer a vontade do Pai, amando ao próximo, nosso irmão, como se fosse a nós mesmos.
Portanto, o nosso coração e mente deve ficar sempre atento à vontade do Pai, que nos criou como Suas criaturas, e como qualquer pai, deseja que seus filhos evoluam satisfatoriamente no progresso espiritual, principalmente, único Caminho que nos levará à proximidade da Sua essência divina.
O aceite de dinheiro injusto, doado para a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) sempre foi um motivo de preocupação para nós, diretores, que queremos agir com honestidade dentro dos princípios que o Cristo nos ensinou.
Encontro na leitura litúrgica de hoje, como a minha primeira leitura do dia, um texto escrito por São Lucas em seu evangelho (16, 9-15), que aguçou a minha curiosidade:
“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso (deles?)? Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. Então, lhes disse: Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus.”
Deixei em negrito o vosso e deles, pois me pareceu uma inconsistência. Vosso significa o dinheiro de quem Jesus está falando, e deles, o dinheiro de quem irá fazer a doação, que acho mais correto. Acredito, se eu estiver certo na minha interpretação, que ocorreu um erro na tradução ou digitação.
Portanto, posso aceitar a doação de dinheiro vindo de qualquer fonte, justa ou injusta. O que importa é verificar, o que irei fazer com essa doação? Afinal, todo recurso que chega em nossas mãos é permissão de Deus. E Ele está colocando esses recursos em nossas mãos e verifica se somos bons administradores do que, afinal de contas são recursos dEle, e não nossos. É neste ponto que surge a minha grande dúvida.
Esse texto se refere ao trecho anterior do Evangelho que foi lido no dia anterior (Lc 16,1-8) sobre o administrador de um homem rico que foi acusado de estar desperdiçando os seus bens.
Podemos fazer a seguinte reflexão: Só o Senhor conhece profundamente as intenções do nosso coração e pode ajuizar as nossas ações com justiça e equidade. Enquanto estamos aqui, nós precisamos do dinheiro para sobreviver. O dinheiro injusto é aquele que recebemos de pessoas injustas ou através da prática de iniquidades; o dinheiro justo é aquele que recebemos como fruto do nosso trabalho ou da misericórdia divina, recebendo daqueles que fazem a vontade de Deus, que servem como Seus intermediários. O modo como ganhamos esse dinheiro e como nós o usamos só poderá ser avaliado por Deus, que sonda os nossos corações e conhece a nossa verdade. Por isso, é necessário que façamos uma reflexão consciente dos nossos sentimentos e intenções quando praticamos as nossas ações, tendo em vista o objetivo para o qual vivemos. Dependendo do modo como usamos o dinheiro que ganhamos por nosso trabalho e permissão de Deus, ele deverá se converter em boas obras, daquilo que seja a vontade do Pai. A chave da nossa felicidade aqui na Terra está na fidelidade no pouco e no muito que Deus nos propicia ganhar, na maneira como nos relacionamos uns com os outros, na reciprocidade com que cultivamos o amor, por todos os seus filhos, cuidando daqueles que estão mais próximos pelo grau de consanguinidade, mas sem esquecer daqueles que estão mais distantes e que oram a Deus por alguma ajuda. E a quem Deus vai recorrer para atender as suas preces justas? Aos seus filhos que adquiriram maior compreensão da sua filiação divina, tendo como exemplo Jesus, que deixou a casa da sua mãe e dos seus irmãos e foi doar a sabedoria que recebeu do Pai entre perversos, ignorantes e miseráveis. Com certeza Ele teria ajudado muito mais a sua mãe e aos seus irmãos se tivesse ficado perto deles, mas com certeza hoje não estaríamos com esta atitude tão compreensiva, como filhos de Deus, obedientes ao Pai.
Na natureza criada por Deus tudo tende à perfeição dentro de um caminho evolutivo onde se formará a consciência capaz de raciocínio lógico e livre arbítrio. Este fator de liberdade que o ente criado consegue alcançar, dentro do progresso material em que está inserido como forma de aprendizagem, é o único aspecto da Natureza que Ele não intervém. Portanto, vamos encontrar no processo evolutivo o desenvolvimento de um ser capaz de ir contra o projeto de Deus, dentro da sua ignorância. Não sabe que é uma criatura, um filho de Deus, que está no processo de aprendizagem contínua, colhida com seus próprios esforços, conforme a vontade original do Pai.
Certamente que, um ser criado simples e ignorante, capaz de aprender por suas próprias forças cognitivas, irá cometer uma série de erros nesse processo evolutivo.
Vamos considerar que o mundo espiritual, transcendental, onde existe a presença não criada do Criador, de Deus, é o mundo original de onde provém a existência do mundo material também criado por Deus.
No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, existe a revelação simbólica da criação de um ser especial, formado da dimensão material, do barro da Terra, que recebeu a fagulha espiritual, divina, do Criador, através de um sopro nas suas narinas. Este é o vento que anima o ser que deve encontrar o caminho da evolução espiritual, que seja capaz de faze-lo caminhar em direção a essência do Pai, o Amor Incondicional.
Porém, parece existir outro vento estranho aos projetos do Criador e que quer nos desviar do caminho correto, construtivo, edificante, sintonizado com a realidade e em direção ao divino. Esse vento estranho não possui materialidade por si só, mas possui uma inteligência desviada, localizada na dimensão transcendental e que influencia a nossa vontade para cometer o desvio nefasto para a nossa alma.
Não sabemos com certeza a natureza desse estranho vento, mas a Bíblia já sinaliza a existência dele na história da tentação bem sucedida, sofrida por Eva, para desobedecer a vontade do Criador, e levando consigo o seu companheiro, Adão, sofrendo ambos as consequências dos seus atos.
O escritor Lewis Carroll escreve em seu livro “Alice no País das Maravilhas” sobre esse estranho vento, de forma também alegórica, que faz a pessoa saír do caminho correto. Logo na introdução do conto, lemos os versos de uma inteligência que procura conduzir as falas e “fatos” de acordo com seu próprio interesse.
O barco da vida desliza no rio da evolução, conduzido por pequenos braços e mãos. Com pouca habilidade, eles vão remando em direção ao pensamento que os estão guiando.
Mas eu, por trás da minha natureza animal, tenho uma crença que não tem ainda tanto poder contra a maldade que fazem com as pessoas, contra a impiedade com o próximo, que é barreira contra alguém de fraco sopro material, incapaz de balançar uma simples flor, mas que pode usar seus pensamentos sem conteúdos de amor.
Psiquiatra do RN defende integração entre espiritualidade e medicina na saúde mental
Médico potiguar defende que a medicina deve tratar corpo, mente e espírito de forma integrada e relata sua trajetória acadêmica, comunitária e espiritual marcada pelo compromisso com a dignidade humana
Redação
01/11/2025 | 05:37
O psiquiatra potiguar Francisco das Chagas Rodrigues, conhecido como Dr. Rodrigues, acredita que a compreensão integral do ser humano — mente, corpo e espírito — é essencial para o tratamento da saúde mental. Em entrevista à TV Agora RN nesta sexta-feira 31, ele defendeu a necessidade de integrar ciência e espiritualidade na prática médica e relatou a trajetória que o levou da vida acadêmica e política à atuação comunitária e espiritual.
“Tem uma ligação muito forte”, afirmou o psiquiatra ao comentar a relação entre espiritualidade e evolução dos quadros psiquiátricos. Para ele, compreender o sofrimento humano exige enxergar o corpo apenas como um “veículo de comunicação”, enquanto a consciência seria a verdadeira essência da vida. “Daqui a pouco, nós não teremos mais esse corpo, mas a consciência permanece viva. Ela não morre com a morte”, disse.
Médico psiquiatra e professor da UFRN, Francisco das Chagas Rodrigues em entrevista nesta sexta-feira à TV Agora RN, Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Dr. Rodrigues leciona a disciplina optativa “Medicina, Saúde e Espiritualidade”. A matéria reúne exemplos de como diferentes religiões e filosofias de vida lidam com o sofrimento humano. “Mostramos para os alunos que existem várias formas de trabalhar a saúde e a espiritualidade no mundo todo”, explicou.
A defesa dessa abordagem, segundo ele, vem da própria observação clínica e do fato de ele seguir a doutrina espírita. Para ele, desequilíbrios emocionais e doenças podem ter origem em condutas morais equivocadas, nesta ou em vivências passadas. “O que você plantar aqui, de forma correta ou incorreta, vai receber os frutos. E esses frutos podem vir depois como doenças que a pessoa ignorante pode trazer, como alucinação, delírio, demência ou doenças físicas.”
Formado pela UFRN, Dr. Rodrigues é doutor pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), onde iniciou seus estudos em psicofarmacologia. “Trabalhava com animais, com ratos e camundongos, vendo os testes dos medicamentos, trabalhando com lítio para mostrar o efeito dele na saúde mental”, lembrou. Sua trajetória acadêmica o levou ao magistério, ministrando aulas de fisiologia em diversos cursos da universidade.
O interesse pela comunidade surgiu ainda nos anos 1980, quando atuou como médico em um posto de saúde do Conjunto Santa Catarina, em Natal. “Eu percebia que o trabalho que eu fazia enquanto médico clínico, era insuficiente para tanta dificuldade que as pessoas tinham com relação à sobrevivência: trabalho, exploração, miséria”, recordou.
A partir dessa vivência, ele passou a se engajar em ações sociais e a enxergar a medicina como instrumento de transformação coletiva. “Percebi que somente o trabalho médico não iria resolver essas questões. Era preciso se envolver com a comunidade”, resumiu.
Hoje, o psiquiatra mantém esse compromisso por meio de ações voluntárias na Praia do Meio, em Natal, onde desenvolve atividades espirituais e comunitárias com base nos princípios cristãos. “A gente faz esse trabalho levando para a comunidade esses princípios, fazendo o bem sem esperar deles nada de recompensa — nem dinheiro, nem voto, nem nada. Fazendo porque eles precisam de ajuda e nós podemos ajudar”, afirmou.
O médico vê essas iniciativas como antídoto ao egoísmo e ao materialismo crescentes na sociedade. “O egoísmo fala mais alto”, alertou, destacando que muitos dos males mentais da atualidade nascem da competição animal e do isolamento fraterno.”
“Nós estamos percebendo uma grande afronta à nossa qualidade de vida nesse contexto atual. A sociedade vive um progresso materialista, e o mais importante é o progresso espiritual”, avaliou. Para ele, a saúde mental não depende apenas de medicamentos ou terapias tradicionais, mas de uma reorganização ética e moral do modo de viver.
Com mais de quatro décadas de carreira, Dr. Rodrigues observa que as doenças mentais se tornaram mais frequentes e complexas. “A sociedade está mais adoecida”, disse. Ele relaciona o fenômeno à rotina urbana acelerada, ao excesso de telas e à desconexão espiritual das pessoas.
Para o psiquiatra, o desafio contemporâneo é equilibrar o avanço da tecnologia com valores humanos. “O crescimento material é isso: tecnologia e ciência. Mas o crescimento e a evolução espiritual são morais e éticos. Onde está a moral? Onde está a ética da vida com a gente, com os próximos?”, questionou.
Medicina, tecnologia e limites da ciência
Embora reconheça o papel dos medicamentos e das descobertas científicas, Dr. Rodrigues alerta que a ciência sozinha não basta. “O que existe são alternativas que podem até ajudar. Por exemplo, a psicofarmacologia é a minha área. Esses medicamentos são produzidos e colocados no mercado, cada vez mais potentes e eficazes. Mas são caros, e nem todos podem comprar”, explicou. Ele vê a medicina moderna como um campo que precisa recuperar a dimensão humanista e ética.
Segundo o psiquiatra, o avanço tecnológico deve vir acompanhado de reflexão sobre valores e propósito. “Todos estamos evoluindo, tanto do ponto de vista material quanto espiritual. Mas o progresso moral e ético está ficando para trás”, avaliou.
Acolhimento e solidariedade
Dr. Rodrigues afirma que a espiritualidade, quando bem compreendida, amplia a empatia do profissional de saúde e o compromisso com o próximo. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Se nós fizermos isso, estamos irmanados. Não importa a religião que a gente esteja”, citou.
Essa visão o inspira a desenvolver novos projetos, como uma iniciativa voltada ao apoio de mulheres em situação de vulnerabilidade. “Estou entrando em contato com prostitutas e vou até nos bares e boates convidá-las para ver se fazemos uma atividade que lhes mostre um caminho fora desse trabalho tão árduo de profissionais do sexo, que elas proporcionam com tanta falta de dignidade”, revelou.
Ele reconhece que o projeto enfrenta preconceitos, mas insiste em seguir. “Posso até ser discriminado: ‘poxa, o doutor entrando num cabaré para falar com as prostitutas’. Mas é isso mesmo. Quero fazer o bem a elas sem esperar recompensa material”, afirmou.
Cristianismo e missão de vida
A doutrina espírita, segundo o psiquiatra, o ajudou a compreender melhor a dimensão espiritual da vida e o sentido da profissão médica. Ele vê em Cristo um modelo de transformação e liderança ética: “Jesus transformou o mundo com doze pessoas simples. A lição dele é de irmanar todos, como filhos de Deus, para crescermos juntos.”
Para o médico, a coerência entre fé e prática é o que define a verdadeira espiritualidade. “A justiça vai se cumprir quando esse cara voltar para cá e está lá sofrendo o que fez aos outros. A vida real é no mundo espiritual, não é aqui”, reforçou, “aqui na Terra é para provas e expiações, conforme a justiça de Deus que é incorrupta.”
Dr. Rodrigues acredita que o futuro da medicina caminha para a interdisciplinaridade e a humanização. “Nós podemos fazer alguma coisa no Brasil com o pensamento cristão. Quem quiser se recuperar pode vir até nós, pode ser um marginal, pode ser um bandido, ladrão ou corrupto, desde que se arrependa e procure mudar a vida, fazendo as reparações possíveis ao mau que fez”, declarou.
Na próxima semana, o psiquiatra participará do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no Rio de Janeiro, onde apresentará o trabalho que desenvolve na comunidade (Projeto de Extensão Universitária Foco de Luz e Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio ‘AMA-PM’) com base na espiritualidade. “O foco é mostrar que podemos fazer algo concreto na saúde mental, com acolhimento e transformação, assim como Paulo se transformou de perseguidor em apóstolo”, contou.
Ao final da entrevista, o médico resumiu seu propósito: unir conhecimento científico e sabedoria espiritual para devolver dignidade às pessoas. “Nós temos que trabalhar de forma honesta, seguindo a principal lição que Ele nos deu: amar o próximo como a si mesmo. Essa é a essência da saúde mental verdadeira.”
A falta de discernimento da realidade que apresenta a pessoa com Síndrome de Alice no País das Maravilhas é mostrada por um vídeo que circula nas redes sociais, onde a pessoa se mostra indignada com essa falta de discernimento do contexto social, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. Vejamos...
Você está dizendo que o povo de Tocantins da região Norte é inteligente e o povo lá de São Paulo onde você mora é burro. Porque você vota no PT e eu voto em Bolsonaro, é isso?
Você pode me explicar por que a pobreza foge para a riqueza e a riqueza não foge para a pobreza? Por que quando o muro de Berlim caiu foi a Alemanha Oriental que fugiu para a Alemanha Ocidental e não o contrário?
Por que são os cubanos que fogem para Miami e não os americanos para Cuba?
Pode me explicar que são os nordestinos e os nortistas que fogem para o sul e sudeste e não o contrário?
Você pode me explicar por que o Nordeste é governado pelo PT e há fome, miséria, desemprego e analfabetismo durante 500 anos?
Você quer lógica maior do que isso, seu burro?
Você é um idiota, cara? Você é um jumento, você não consegue ver o desenvolvimento das regiões onde o PT não governa, você não consegue ver...
Os continentes mais ricos do mundo é onde não há socialismo.
Se eu te perguntar qual é a cidade do Brasil que tem o maior IDH, Índice de Desenvolvimento Humano? Aquilo que vocês sempre dizem que trabalha para ele?
Essa cidade chama-se Sorriso, no Mato Grosso. Lá é uma cidade totalmente capitalista onde há uma superprodução, uma riqueza, onde praticamente não há fome.
Se eu te perguntar qual a cidade mais pobre, mais miserável, mais desgraçada, que existe um índice de violência gigantesca, de analfabetismo, você vai dizer, que é Belágua no Maranhão, onde 96% da população vota em Lula. Sorriso, 85% da população rejeita Lula.
Você quer prova maior do que isso? Seu velho infernal?
Você quer ver pobreza maior? Aonde tem o socialismo!
Socialismo que quebrou a Argentina, que quebrou a Venezuela, que quebrou Cuba, que quebrou a Coreia do Norte, veja a diferença da Coreia do Sul, capitalista para a socialista Coreia do Norte, velho desgraçado, filho da p...
Podemos observar em que nível de agressão está o relacionamento humano na atualidade. As pessoas que conseguem discriminar a verdade da mentira, não conseguem entender porque algumas outras pessoas não conseguem fazer isso. Então interpretam que as pessoas que não discernem bem a realidade possuem mau caráter, ou algum déficit mental. É uma possibilidade, mas interpreto como uma doença psíquica, uma forma de síndrome de Alice no País das Maravilhas, que essas pessoas adquiriram de forma sutil e que agora não percebem seus efeitos.
Isso tudo, visto dessa forma, é mais um problema de saúde psíquica do que de segurança pública, que é mais importante a participação de psicólogos e psiquiatras do que de policiais e juízes na sua resolução.