A síndrome de Alice no País das Maravilhas, também conhecida como síndrome de Todd, é uma síndrome que afeta a forma como as pessoas percebem o mundo à sua volta e pode distorcer a sua experiência dentro do próprio corpo e o espaço que ele ocupa. Ela pode incluir distorções da visão e do tempo.
Imagine passar a vida observando os rostos das pessoas se transformando em dragões. Este sintoma é apenas um dos 40 tipos de distorções visuais características da síndrome.
Alguns pacientes descrevem ver diferentes partes do corpo sendo acrescentadas às pessoas à sua frente, como um braço mais curto fixado ao rosto da pessoa sentada à frente deles. Outros sintomas incluem ver pessoas ou objetos se movendo em câmera lenta ou de forma rápida e não natural, ou ainda imóveis.
O escritor Magnaldo de Castro usou o termo no seu livro “Presente no Inconsciente”, quando o protagonista diz para uma jovem que procura novo emprego:
- Você está com a famigerada síndrome de Alice. Os portadores dessa síndrome não sabem que caminho seguir. Marcham como zumbis arrastando suas existências sem propósitos. Tampouco possuem projetos preestabelecidos que iluminem seu ser. São presas fáceis do capitalismo selvagem, do materialismo casual...
A moça reclama dessa comparação com zumbi, mas o professor continua com seus argumentos.
- Você não precisa saber tecnicamente do que trata a síndrome, mas não deixe as necessidades mundanas egoístas a modelarem. O que importa é você se conhecer. O conhece-te a ti mesmo nunca foi levado a sério, deixando as pessoas vulneráveis, caminhando como gado, sendo manipuladas e iludidas.
Esse trecho do livro chamou a minha atenção. Eu não tinha visto ainda esta síndrome e achei muito parecido com as pessoas que se iludem com falsas ideologias que lutam para construir uma sociedade ideal, mas que deixam no rastro de suas ações miséria e destruição.
Essas pessoas iludidas continuam lutando contra uma ideia fantasmagórica que existe na realidade, mas que só percebe o que a ideologia aponta como errado. Temos o exemplo do capitalismo e do cristianismo. Essas pessoas não conseguem ver a construção positiva que essas duas correntes fizeram e fazem dentro dos relacionamentos humanos. Só conseguem ver os erros e que só podem ser corrigidos pela força, pelas armas, pela violência, aprisionamentos e mortes.
Os resultados negativos que as antíteses dessas duas correntes provocam na sociedade estão bem claras às nossas vistas, mas essas pessoas não conseguem perceber. O que justifica essa cegueira psíquica é a existência de um transtorno psicológico, patológico, que essas pessoas adquiriram com a absorção da ideologia nefasta e agora não conseguem livrar suas mentes dessa prisão cognitiva, com as algemas de delírios irracionais.
É importante que consigamos ver essas pessoas como doentes, como pacientes psiquiátricos, cujo transtorno pode ser transmissível como acontece com as doenças infecciosas. Não podemos tratar essas pessoas com brutalidade, devemos ser compassivos e procurar fazer uma psicoterapia com base em uma reestruturação cognitiva, para alcançar um correto discernimento cognitivo, ajustando a coerência mental com os dados da realidade, identificando as falsas narrativas que servem de instrumento de contaminação e adoecimento.
Somente quando a pessoa alcançar capacidade de ver os dados da realidade e confrontar com suas falsas crenças, criando uma dissonância cognitiva, é que estar apta para retomar autonomia de pessoa humana com sua dignidade restabelecida, conforme o Criador planejou, de amarmos uns aos outros, os mais fortes ajudando os mais fracos, e não os escravizando para conquistar ou manter mordomias.
CONVERSAR
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graças aos que a ouvem.”
Paulo. (EFÉSIOS, capítulo 4, versículo 29.)
O gosto de conversar retamente com as palestras edificantes caracterizam as relações de legítimo amor fraternal.
As almas que se compreendem, nesse ou naquele setor da atividade comum, estimam as conversações afetuosas e sábias, como escrivaninhas vivas de Deus, que permutam, entre si, os valores mais preciosos.
É o que procuramos fazer nas reuniões semanais do Conselho Consultivo da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) que se reúne nas segundas-feiras no Departamento de Medicina Clínica, terceiro subsolo do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) onde funciona o Projeto de Extensão Universitária Foco de Luz.
A palavra precede todos os movimentos nobres da vida. Tece os ideais do amor, estimula a parte divina, desdobra a civilização, organiza famílias e povos. Jesus legou o Evangelho ao mundo, conversando.
Por isso fazemos convites a pessoas que mostram um talento especial dentro da comunidade, para que venham conversar conosco, e, se possível, alinhar os seus talentos aos nossos, na integração com a Vontade de Deus, seguindo o Caminho da Verdade que o nosso Mestre Jesus nos ensinou.
E quanto atingirmos mais elevado plano de manifestação prática, mais prezaremos a palestra amorosa e esclarecedora. Pelo gosto de conversar com alguém, da nossa associação ou da comunidade, podemos avaliar se estamos no Caminho correto do progresso espiritual, ou se estacionamos ou entramos em desvios inesperados.
Fizemos recentemente uma festa para nossas crianças, organizada pela AMA-PM (Pr Luzimar), coordenada pela Igreja Atos 2 (Pr William) e apoiada por nossa Cooperativa (Paulo Henrique), além de diversos outros patrocinadores e colaboradores, e que devemos fazer em seguida um evento para expressar nossos sinceros agradecimentos.
Vamos começar a organizar a nossa tradicional festa de final de ano, com um jantar oferecido à comunidade, e também estamos empenhados em conseguir a verba para a compra da nossa sede própria. Tudo isso implica em que devemos conversar muito entre nós e com os diversos irmãos que também estão sintonizados com Deus e que procuram alguma forma de fazer a Sua vontade.
A palavra, dessa forma, é dádiva tão santa que revela aos ouvintes corretos a qualidade do espírito que nos anima, o trabalho que realizamos, ao Deus que servimos, os resultados que atingimos na matéria e a recompensa que esperamos na Vida eterna.
Portanto, conversar é possibilidade sublime. Não relaxemos, pois, essa concessão do Altíssimo, porque pela nossa conversação seremos reconhecidos.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 03-11-25
Quando estamos seguindo na trilha do amor incondicional, no Caminho da Verdade ensinado por nosso Mestre, o Senhor Jesus, vamos sempre encontrar obstáculos na forma de conflitos que tendem a desorganização do pensamento, gerando emoções inflamadas que forçam nossa saída do Caminho da Verdade.
Lembro que na festa do meu aniversário de 73 anos, passei por esse teste na minha consciência. A minha atual companheira se mostra bem dedicada e sintonizada com minha missão, de construir a família universal/Reino de Deus, com base no amor inclusivo associado ao amor incondicional, e não ao amor exclusivo associado ao instinto animal, o que é esperado pela quase totalidade das pessoas, principalmente as mulheres.
Nesse aspecto, ela está ciente de todas as implicações emocionais que iria sofrer dentro desse relacionamento, e resolveu promover essa festa utilizando os seus talentos de organização de festas dessa natureza.
Eu achei que tudo foi muito bom, apesar de algumas interrogações no meu pensamento, mas considerando que ela se esforçou ao máximo, dentro de sua natureza, dei esse conceito bom que não alcançou a nota máxima, por causa das falhas que sempre existem em qualquer evento que decidimos promover.
Não falei nada das faltas/erros que pude perceber na hora, mas achei que poderia ser concertado por mim, chamando a atenção em outros eventos como esse.
Acontece que houve a exteriorização de críticas feitas por meus irmãos, em off, e que gerou conflito entre mim e minha companheira quando falei pra ela. Ela achava que estava perfeita a festa e recebeu elogios nesse sentido; eu concordei com meus irmãos, reconheci que eles estavam corretos em suas críticas. Por esse motivo achei necessário para fazer este texto colocando as falhas que eu observei e não comentei com ninguém, mas talvez seja Deus querendo que eu faça esta avaliação, conectada com o que deveria ser feito de acordo com a empatia com todos os convidados, e com os que não foram convidados.
Primeiro, quanto o horário. Não ficou bem esclarecido na minha consciência e para os convidados, a partir de mim, qual seria a hora do início. Eu fazia o convite de forma genérica, que iria começar após as 18h quando eu chegasse do trabalho. Isso acarretou atraso em algumas pessoas que vieram de áreas mais distantes, de outros municípios, e que não poderiam ser culpadas com objetividade. Inclusive, alguns nunca vieram em minha casa, e eu não dei para eles o endereço antecipado ou link de localização, e que perderam muito tempo procurando encontrar o local.
Segundo, quando eu fazia o convite, eu focava no atrativo de um churrasco, pois sabia que iria ter dois carneiros para assar com todos os seus atributos: carne de carneiro torrada e picado. Mas não atentei que viriam pessoas que não comem carneiro e o churrasco deveria ter uma variedade de carnes. Foi minha falha principal.
Terceiro, o som que possuímos devia estar devidamente instalado e não ser necessário o próprio convidado que veio para cantar ir procurar na dispensa, de última hora, para viabilizar sua participação com o violão, e evitar a gambiarra que foi instalada.
Quarto, o convite deveria ter sido feito para todos do convívio íntimo, para evitar o constrangimento da irmã do cantor não ter vindo com ele.
Quinto, o carneiro que gosto de comer dever ser torrado de forma apurada, sem estar com muito líquido na forma de cozinhado; também não gosto do carneiro assado, acho uma carne muito seca para o meu paladar. Não comi o carneiro assado e comi pouco do carneiro torrado/cozinhado e do picado.
Sexto, a comida foi pouca, o caldo não serviu a quem chegou atrasado e as outras opções logo se acabaram, deixando sem alternativa os que não comiam carneiro e chegaram mais tarde.
Não vou colocar aqui os pontos positivos, pois já está colocados no conceito de bom que foi aplicado ao evento pela maioria das pessoas, que falaram de uma festa perfeita, sem motivos para críticas.
Mas, a grande lição espiritual é a que buscamos. E a lição quem nos traz são as críticas que surgem como forma de nos atentar para o correto, como se fosse a voz de Deus nos advertindo pelas pessoas que mais gostam de nós.
Não vou colocar aqui como alvo das críticas a minha companheira que estava organizando. O maior alvo das críticas sou eu, que era o aniversariante o foco da festa, que devia ter me preocupado com o bem estar de meus convidados, que eu não servisse como foco de mordomia na festa, que tudo fosse feito para atender os meus desejos. Isso me deixou humilhado frente ao Pai, pois sei que Ele reconhece como o maior aquele que serve a todos, e não aquele que quer ser servido por todos. Sou eu que estou na cadeira do réu, pois eu deveria ter monitorado tudo para ver se meus convidados realmente seriam bem atendidos nas suas expectativas.
Reconheço de imediato as minhas falhas e peço desculpas a todos por se sentirem frustrados. Que me aceitem como a pessoa imperfeita que ainda sou, mas que me arrependo dos meus erros e estou disposto a compensar a todos que eu prejudiquei, inclusive a minha companheira que pode ter sido acusada pela falha que foi minha.
Isso levou a um conflito com minha companheira, pois ela não quer aceitar, e com razão, uma crítica que deveria ser dirigida a mim e não a ela, que dentro dos limites dela, fez tudo com perfeição.
Com esse conflito na minha mente, fui dormir, e ao acordar pela manhã, ao ler o livro “Presente no Inconsciente”, de Magnaldo de Castro, encontrei o trecho onde os protagonistas são atacados pelas forças trevosas do mundo transcendental. Isso arriscava o sucesso de suas missões evangélicas que eles tinham de cumprir seguindo a vontade do Pai. Para sair desse risco a protagonista citou para seu companheiro as belas e profundas lições do Sermão da Montanha, dito pelo Senhor Jesus.
Como nada acontece por acaso, vou digitar aqui alguns trechos como se estivessem sendo ditados pelo próprio Jesus, para mim e minha companheira, em busca da estabilização da nossa harmonia ameaçada:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus: sim, somos pobres no espírito, ainda nos faltam grandes virtudes para fortalecer nossa alma, para que consigamos ouvir qualquer tipo de crítica e isso não afetar a nossa capacidade de amar, de aprender, de tolerar;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus: devemos evitar que a frustração pelos erros, voluntários ou involuntários do próximo, não se transforme em raiva, em briga, em destruição;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia: ser tolerante com aquele que errou, principalmente quando não houve intenção;
Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados: com certeza o Pai está providenciando o consolo para os meus convidados que se sentiram injuriados;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos: o Pai não deixará ninguém injustiçado, qualquer que seja o tamanho da injustiça; e
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra: este será o nosso destino, de herdar a nova Terra onde o bem superará o mal, não levando brigas ou discórdias onde o relacionamento falho do irmão nos trouxer frustrações.
Sim, Pai, acolho as Tuas lições e estou pronto para corrigir minhas falhas.
Pai, começo a entender um pouco da forma que o Senhor tem para me ensinar, apesar do meu raciocínio lento e assim chegar atrasado em uma conclusão. Estou me referindo ao que aconteceu na festa do meu aniversário de 73 anos, que foi organizado por minha atual companheira. Surgiram críticas dos meus irmãos que causou reação negativa na organizadora. Quando eu argumentei que meus irmãos ou qualquer pessoa podia fazer crítica de algo que poderia ter saído melhor, enfrentei a crítica da organizadora porque eu estava defendendo o direito dos convidados a fazerem a crítica que achassem pertinentes. Talvez, Pai, eu tenha ficado incomodado por também ser criticado, por estar defendendo a crítica feita por alguém, inclusive dos familiares, e que eu entendo que devem ter toda a liberdade de criticarem aquilo que percebem como falha. Fui incentivado no íntimo a fazer um texto que retratasse o que eu considerei falho e que não coloquei como críticas, estava no combo da tolerância. Tinha colocado tudo que encontrei como falho no subconsciente, estava no programa de tolerância total, mas acredito Pai, que o Senhor concordou com as críticas feitas pelos meus irmãos, pois eram justas, e que queria que eu também fizesse as minhas críticas, principalmente as autocriticas. Acredito que tenha sido assim, Pai, pois a principal crítica que foi feita foi com relação ao churrasco que eu tinha feito aos meus convidados reforçando esse atrativo, e no entanto não me preocupei em verificar como estava a quantidade e diversidade das carnes. O Senhor viu que eu estava me refugiando na tolerância às críticas feitas à minha companheira, para não surgir na minha consciência a minha própria culpa. Então o Senhor fez da mesma forma como agiu com o Faraó do Egito, endurecendo o coração dele para não aceitar as propostas de Moisés para assim poder demonstrar a Sua força e todos pudessem reconhecer o Seu poder divino, acima das forças da natureza. Pois comigo o Senhor impediu a minha memória de funcionar, pois eu estava com a geladeira cheia de espetos que eu havia comprado os mais diversos tipos de carnes, justamente para ocasião como essa. Mais o Senhor forçou para que surgisse na minha consciência a necessidade da autocrítica, como aconteceu, e eu fiz um texto sobre isso que irei colocar na próxima data, neste diário. Não foi assim, Pai?
Sim, filho, me alegra que você já esteja percebendo a minha presença constante perto de você e a minha forma de ensinar, que envolve diversos meios, inclusive o sofrimento em algumas pessoas, para despertarem nelas a necessidade de correção de algumas falhas que impedem o devido florescimento das virtudes. Gostei de ver o texto que você fez e somente quando ele estava delineado é que liberei sua memória para a presença dos espetos dentro da geladeira. Isso é para que você se torne sempre vigilante, e não deixe a responsabilidade de algum fato, em que você esteja envolvido diretamente, fique completamente sobre a responsabilidade de outra pessoa, sem nenhum tipo de supervisão ou monitoramento da sua parte, apesar dos inúmeros trabalhos que você tem que realizar. O bem-estar das pessoas ao nosso redor, principalmente aqueles que estão de posse de algum convite especial, não podem ficar à deriva. E outra obrigação que deixo agora na sua consciência. Na primeira ocasião que surja, leia esses dois textos para os convidados que se sentiram frustrados, o peso de sua responsabilidade, além da responsabilidade de sua companheira que deve ser advertida por você, preventivamente, de alguma falha que pode ocorrer devido a sua forma peculiar de pensar.
O que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023, foi considerado pela nova administração federal um ato golpista, uma intentona bolsonarista. Foi uma acusação injusta, vingativa, contra uma multidão de pessoas que se reuniam em Brasília e nas principais capitais do país, para protestar contra a fajuta eleição que não mostrava para os eleitores onde estavam seus votos.
Era uma manifestação pacífica, como sempre ocorreu em todo o país. Os manifestantes não portavam armas de qualquer tipo, e sim bandeiras do Brasil e Bíblias cirstãs. Eu mesmo fui para frente de igreja em Ceará-Mirim e nos portões do exército em Natal, com um quadro de Nossa Senhora Aparecida, rezando para que ela nos livrasse das garras do comunismo, com a ajuda dos militares, como aconteceu em passado recente.
Portanto, essa acusação foi veiculada por um jornalismo descompromissado com a verdade e alinhado com as falsas narrativas, divorciada da justiça que estava mancomunada com os verdadeiros golpistas que estupraram nossa frágil democracia.
Empurraram nas massas hipnotizadas pelas telas de televisão pagas magistralmente por nosso dinheiro público para justificar as prisões devido a um crime que nunca existiu.
A população que não faz parte da gangue e consegue discernir a verdade da mentira, sabemos que nunca existiu o crime pelo qual se aplicaram penas escabrosas com o objetivo de amedrontar as pessoas que saiam as ruas na defesa da liberdade, e sempre dentro dos direitos constitucionais.
Sobre essa injustiça se organizou uma frente de reivindicacoes pedindo que se aplique a anistia aos presos devido o 8 de janeiro. Acredito que esse pedido esteja equivocado, pois se não houve crime, não poderia haver prisão. E se houve prisão indevida, não se deve pedir por anistia e sim por reparação.
Assim, podemos pedir ajuda aos princípios de Alcoólicos Anônimos que tem em seu oitavo passo o seguinte teor: “Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas”.
Esta é a atitude mais coerente com a verdade, com a justiça. Trazer o reconhecimento dos danos causados aos inocentes. É um passo em direção à honestidade e responsabilidade. O Estado reconhece os prejuízos que causou às pessoas em consequência da luta desonesta pelo poder, causando danos físicos, emocionais, financeiros e morais.
Dessa forma se dá uma preparação para o perdao e reparação, agindo para se dispor sinceramente para compensar os erros, e que exige humildade e coragem, atributos que não se verifica nos golpistas de togas, faixas e colarinhos brancos.
Ah, se eles tivessem essa hombridade, seriam curados das dores de consciência, se tivessem. Montariam a lista de pessoas prejudicadas e passariam a curar suas consciências das culpas e ressentimentos, abrindo espaço para relacionamentos mais saudáveis.
Mas essas pessoas estão muito longe da humanidade que os alcoólicos demonstram. Eles não são capazes do amor e empatia, não conseguem se colocar no lugar do outro, daqueles que fizeram sofrer injustamente por suas atitudes no passado. Não conseguem crescer espiritualmente, pois isso exige princípios como justiça, humildade e boa vontade.
Isto é o que devemos lutar para ser aplicado aos nossos irmãos que até hoje se encontram presos ou condenados injustamente. Que sejam reconhecidos os erros cometidos sobre os inocentes, transformando a culpa dos algozes em suas responsabilidade para fazer as devidas reparações.
Anistia não, reparação sim!