- Quando o casal está aberto às necessidades alheias, isso não inclui a necessidade de afeto com possibilidade sexual?
Essa é uma fronteira fundamental onde a maioria das tradições espirituais, éticas e sociais traça uma linha clara entre caridade (amor ao próximo) e intimidade conjugal.
Para entender se a abertura às necessidades alheias incluiria o afeto sexual, precisamos analisar a natureza do que está sendo compartilhado:
Na perspectiva da união “uma só carne”, o sexo não é visto apenas como uma necessidade biológica (como a fome) ou um simples gesto de carinho. Ele é considerado a entrega total da vulnerabilidade e da identidade de uma pessoa para outra.
- Se o sexo for tratado apenas como um “recurso” para suprir a carência alheia, ele perde seu caráter de aliança exclusiva e passa a ser visto como um serviço.
- Para muitos, compartilhar essa intimidade com terceiros não “soma” amor ao mundo, mas “divide” e enfraquece o vínculo singular que mantém o casal unido.
2. Necessidade vs. Desejo
Existe uma distinção importante entre o que é uma necessidade essencial e o que é um desejo de afeto.
- Necessidades Universais: Fome, sede, teto, saúde e dignidade. O amor inclusivo exige que ajudemos qualquer pessoa nessas áreas.
- Afeto Sexual: É visto como um desejo que depende de consentimento mútuo e compromisso. A ética da maioria das sociedades entende que ninguém tem o “direito” ao corpo de outra pessoa, mesmo sob o pretexto de carência ou necessidade de afeto.
3. O Risco da Desintegração
Quando o casal abre sua intimidade física para suprir carências alheias, a estrutura de “uma só carne” enfrenta desafios complexos:
- Ciúme e Insegurança: A biologia e a psicologia humana tendem a criar vínculos hormonais e emocionais fortes através do sexo (como a liberação de ocitocina).
- Foco na Família: Historicamente, a exclusividade serve para proteger o núcleo familiar e a estabilidade emocional dos filhos e do próprio casal.
Perspectivas Diferentes
- Visão Tradicional/Religiosa: O amor ao próximo deve ser exercido através da compaixão, hospitalidade e serviço, mas a sexualidade é guardada como o “jardim fechado” que sustenta a união do casal.
- Visões de Relacionamentos Abertos/Poliamor: Alguns grupos argumentam que o amor não é finito e que é possível amar e ter afeto físico com outros sem destruir o vínculo principal. No entanto, mesmo nesses casos, raramente se vê isso como uma “obrigação de caridade”, mas sim como uma busca por prazer e conexão mútua.
Ponto de reflexão: Se o afeto sexual se tornasse uma forma de “caridade” para suprir a necessidade alheia, ele ainda manteria o valor de escolha e celebração que tem dentro de um relacionamento de amor voluntário?
Gostaria que eu explorasse como diferentes filosofias ou religiões lidam com essa tensão entre o amor privado e amor ao próximo?
Sim, neste ponto eu senti que a IA estava me dando oportunidade de aprofundamento filosófico dentro da minha forma de pensar.
MINISTÉRIOS
“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.”
(1a EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 4, versículo 10.)
Toda criatura recebe do Supremo Senhor o dom de servir como um ministério essencialmente divino.
Se nós levantamos tantos problemas de solução difícil, em nossas lutas sociais, é porque não nos capacitamos, ainda, de tão elevado ensinamento recebido da Graça de Deus. Muitos querem ser progressistas materiais, sem saber da importância do progressismo espiritual.
O quadro da evolução terrestre apresenta divisão entre os que denominamos “magnatas” e “proletários”, porquanto, de modo geral, não se entendeu até agora no mundo a dignidade do trabalho honesto, por mais humilde que seja.
É imprescindível haja sempre profissionais de limpeza pública, desbravadores de terras insalubres, chefes de fábricas, trabalhadores de imprensa.
Os homens não compreenderam, ainda, que a oportunidade de cooperar nos trabalhos da Terra transforma-os em despenseiros da graça de Deus.
Nós, da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), procuramos compreender a graça dos nossos talentos distribuídos nas diversas tarefas que assumimos com nossos cargos e procuramos sensibilizar aos nossos irmãos da comunidade e dos diversos gerentes públicos e privados da importância de seguirmos o progressismo espiritual com prioridade.
Chegará, portanto, a época em que todos nos sentiremos ricos. A noção de “capitalista” e “operário” estará́ renovada. Entenderemos que a maior riqueza não é esta contabilizada nos bancos ou cartórios imobiliários, mas aquela que nos espera nos registros celestiais, por menor que seja o nosso trabalho como eficientes servidores do Altíssimo.
O jardineiro sentirá que o seu ministério é irmão do ministério confiado ao gerente da usina, ao advogado, ao engenheiro, aos acadêmicos, parlamentares.
Cada qual ministrará os bens recebidos do Pai, na sua própria esfera de ação, sem a ideia egoística de ganhar para enriquecer na Terra, mas de servir com proveito para enriquecer em Deus.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 16-02-26
- O casal que ama com exclusividade, um para o outro e vice-versa, não impede a formação da família universal que implica no amor inclusivo?
Não necessariamente. Na visão espiritual e teológica, a exclusividade conjugal e o amor universal operam em níveis diferentes e complementares:
O “perigo” só existe se o amor do casal se tornar um “egoísmo a dois”, onde o par se fecha para as necessidades alheias. Quando o casal é saudável, sua união transborda luz e serviço para a sociedade, fortalecendo a família universal em vez de impedi-la.
Você sente que a dedicação total a um parceiro às vezes acaba consumindo o tempo que você dedicaria a causas maiores ou a outras pessoas?
Ao ler a Bíblia Sagrada, no livro de Gênese, encontrei o seguinte texto: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher; e serão dois numa só carne” (Gênesis 2:24). Como entendo o desdobramento dessa informação de uma forma que não parece correta frente a nossa cultura, resolvi provocar a Inteligência Artificial (IA) para testar minhas convicções. Vejamos a 1ª. Questão.
- Tendo o homem se unido à mulher e formado um só carne, não teria a dor ou o prazer que um ou outro sentisse, o outro sentisse da mesma forma? Inclusive amar outra pessoa?
Essa expressão bíblica (Gênese 2:24) descreve uma unidade espiritual, emocional e física profunda, mas não anula a individualidade de cada um.
Veja como isso funciona na prática:
Em resumo, vocês se tornam uma unidade de propósito e coração, mas mantém suas próprias consciências. O objetivo é que a dor de um doa no outro por amor, não por uma conexão sensorial mágica.
Você acredita que essa unidade de alma é algo que acontece naturalmente com o tempo ou precisa ser construída dia após dia?
A IA procurou deixar a provocação “da carne da mesma carne” dentro dos princípios espirituais e religiosos, associando ao matrimônio e a exclusividade do amor entre o casal, e que não pode ser doado à outras pessoas.
Mas continuarei na provocação...
Continuação da entrevista do Nikolas
- Como se pode vencer o PT neste ano de eleição com o apoio da mídia, do judiciário, da classe artística? E uma dose cavalar de populismo: vale-gás, vale-eletricidade, vale-tudo...
- Vai ser muito difícil. O Lula ganhou as eleições contra o Bolsonaro, obviamente, com uma eleição conduzida parcialmente a favor dele, isso é inegável. Não vou citar aqui outras questões para não entrar em polêmicas nessa democracia que a gente tem, que eu posso ir para a cadeia, falar de urnas eletrônicas aqui, ferrou. Mas, a condução eleitoral foi extremamente parcial na minha opinião. Mas ainda assim, enfim, ele ganhou sem a estrutura do Estado. Agora ele tem a estrutura do Estado na mão, tem as questões sociais de compra de votos que alcança milhões, como a questão do vale-gás, 50 milhões de pessoas que se amplia com as famílias. Então é sinistro. Então é um desafio gigantesco que o Flávio, escolhido pelo Bolsonaro vai enfrentar. Não estou fazendo parte da organização e não tenho nenhum poder especial. Quero que os meus vídeos tenham uma conclusão. Tenho convicção que o Lula não quer largar o osso e vai usar tudo possível pra poder ganhar.
- Como se consegue entrar na cabeça desse povo para mudar a ideia deles, de tentar construir, empreender e sair do penduricalho do governo para poder mudar de vida? São 64 milhões de pessoas dependentes do governo e o governo cada vez mais dando mais dinheiro, antes do Bolsonaro era 25 bi, agora é 200 bi, daqui a pouco é 400 bi, e quanto mais tu dá tu não consegues tirar depois.
- Acho que temos que trabalhar o imaginário do povo brasileiro, tudo começa na imaginação. A esquerda faz isso. Ela promete um paraíso aqui, você vai imaginando como Cuba vai ser, nunca chegando, você morre e Cuba continua do mesmo jeito. As pessoas não têm um norte, não tem uma visão de algo diferente. Eu nasci numa favela e ainda hoje eu olho para algo e sinto que não é o meu mundo. Quando eu fui à Dubai a convite e quando cheguei na mesa do jantar, eu não sabia o que fazer. Tinha um milhão de talheres, eu não sabia o que pegar, era muito distante de mim. Em Dubai não tem um lixo na rua, em outros países a mobilidade funciona, pessoas de alta patente, até do governo, pega ônibus, pega um metrô. Isso é um luxo, chegar num lugar sem ser roubado, sem receber um tiro de bala perdida, tomar um transporte público, mas nossa gente não tem essa visão, porque elas não têm esse imaginário. Cem milhões de nosso povo vive em parede sem reboco, sem um local para fazer suas necessidades, o pai e a mãe trabalham da mesma forma a vida toda, sem um bom ambiente familiar, chega na rua é uma confusão, barulho, poluição sonora de músicas horríveis, poluição visual... essa pessoa não consegue se ver em outro lugar. A mudança do brasileiro passa pela formação do imaginário. Olhar para o menino da favela e fazê-lo imaginar uma comida muito boa, um bom perfume para sair com a namorada, que pode ter a condição de formar uma família e até mesmo pagar alguma coisa para a mãe, para o pai, que possa ter dinheiro, para pagar pela saúde necessária, ter filho numa boa maternidade. Essa pessoa precisa experimentar isso na sua cabeça primeiro, porque as coisas são formadas primeiro na cabeça. Pelé falava que durante a concentração os colegas ficavam batendo bola, mas ele ficava concentrando e imaginando como ele iria fazer os gols. É claro que ele não fazia os gols da mesma forma que imaginava, mas ele já tinha feito na cabeça, agora só bastava colocar no mundo físico. Então, para a gente conseguir mudar as coisas é preciso um trabalho de formação do imaginário. As pessoas não têm uma visão de algo diferente.
Na primeira resposta Nikolas mostra onde está a chave da nossa prisão autoritária, as urnas eletrônicas que podem ser burladas e tornar eleitos aqueles que os corruptos tiverem interesse, para desmanchar a corja.
Na segunda pergunta mostra como fazer um trabalho dentro do imaginário, para a maioria dos brasileiros se fazer representar com pessoas mais idôneas, caso superemos a manipulação das urnas.