Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
13/01/2026 00h01
A PROMESSA

            Dentro da minha formação médica, a promessa que fazemos a Deus ou aos santos não tem nenhum valor prático, tudo se restringe ao psiquismo da pessoa que faz a promessa e que não repercute fora dela.



            Os anos de academia que eu gastei nos estudos da graduação e pós-graduação, formataram o meu pensamento dentro da dimensão material da vida, cheguei até a militar em partidos de esquerda direcionados por pensamentos revolucionários cujos ideólogos consideram a espiritualidade como uma droga usada pelo povo.



            Acontece que tudo isso não conseguiu que eu apagasse da memória um fato que aconteceu na minha vinda à luz, no parto que a minha fez pela primeira vez para me colocar dentro deste mundo material. Devido as dificuldades ginecológicas da cidade interiorana onde ela residia, o parto feito em casa assistido por uma parteira, a dificuldade da minha cabeça não conseguir passar pelo canal do parto estava ameaçando a minha vida e a vida da minha mãe.



            Não havia a quem recorrer, não havia maternidade, não havia obstetra, a parteira usou todos os seus recursos, puxando com sua mão a minha cabeça, que até hoje tenho o desvio da minha cabeça em relação à coluna e as marcas dos seus dedos nos ossos do crânio. Era apenas esperar o inevitável, a morte da mãe e do filho sobre uma cama cheio de estertores das dores...



            Mas quando tudo no mundo material falha para acudir as necessidades de quem sofre, o mundo espiritual pode oferecer o socorro, principalmente quando é instigado por promessas, por um compromisso a ser cumprido se tal pedido for realizado.



A promessa foi feita ao santo mais conhecido do mês de outubro, São Francisco, da cidade de Assis na Itália. Foi a quem meus familiares recorreram, e se ele me salvasse, na sua intercessão ao próprio Jesus com quem ele tanto se identificava aqui na Terra, então eu seria batizado com o seu nome: Francisco.



            Consegui nascer, promessa cumprida, como posso esquecer ou desprezar uma memória deste tipo, se toda vez que assino meu nome lembro dessa história? Nem todo conhecimento moderno, científico ou tecnológico pode passar uma borracha nessa história que me foi contada e tem como testemunha o meu registro de nascimento.


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em 13/01/2026 às 00h01
 
12/01/2026 00h01
LUCROS

 



LUCROS



“E o que tens ajuntado para quem será?” — Jesus.



(LUCAS, capítulo 12, versículo 20.)



Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar algum bem material.



O espírito de lucro alcança os setores mais singelos.



Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.



A atualidade conta com mães numerosas que abandonam seu lar a desconhecidos, durante muitas horas do dia, a fim de experimentarem a mina lucrativa.



Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante em busca desses lucros materiais, que são importantes para a nossa vida biológica com dignidade, mas não podemos esquecer da vida espiritual.



Por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os corpos que saíram do berço e voltam a compor a matéria prima da terra, a Verdade aguarda a pessoa no mundo espiritual e a interroga:



— Que trouxeste?



A pessoa, confusa, responderá que reuniu vantagens materiais, que se esforçou por assegurar a posição tranquila de si mesmo e dos seus.



Examinada, porém, a bagagem dessas pessoas, verifica-se, quase sempre, que as vitórias que elas imaginavam, não passam de derrotas fragorosas dentro dos critérios espirituais.



Não constituem valores da alma, dos talentos que o Pai nos deu, nem trazem consigo os bons frutos, o selo dos bens eternos que os talentos poderiam proporcionar.



Atingida tal conscientização, a pessoa de bom coração olha para trás e sente arrependimentos. Estava presa de maneira inocente, ao progressismo material, aos resultados de tudo o que amontoou na Crosta da Terra.



A consciência inquieta enche-se de nuvens e a voz do Evangelho soa-lhe aos ouvidos: Pobre de ti, porque teus lucros foram perdas desastrosas! “E o que tens ajuntado para quem será?”



Esta é a tarefa que procuramos cumprir aqui na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM). Alcançar lucros que possamos apresentar quando voltarmos para o mundo espiritual, mesmo que estejamos militando em qualquer bandeira de igreja, católica ou protestante, ou qualquer denominação religiosa, desde que estejamos cumprindo a principal lei que nosso Mestre ensinou: “Amar ao Pai acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 12-01-26


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em 12/01/2026 às 00h01
 
11/01/2026 00h01
ROUBO PREMEDITADO – sonho e realidade

            Estava com meu irmão e demais parentes dentro de uma grande e rica instituição, mistura de restaurante com loja de utensílios. Veio à minha cabeça a ideia, que dividi com meu irmão, de fazer um furto que não tinha possibilidade de ser descoberto. Tiraria o alarme de uma roupa valiosa, a esconderia nos meus pertences e simularia uma estratégia para enganar a vigilância com uma falsa narrativa. Eu tinha certeza de que seria um roubo que ninguém perceberia.



            Havia apenas um problema, eu sabia que isso iria contra a lei de Deus, e mesmo sabendo que ninguém iria descobrir, a minha consciência não iria permitir, pois eu já estava convicto de seguir a vontade do Pai, conforme o que Cristo ensinou.



            Essa instituição agia com honestidade, cobrava o correto aos clientes, para cobrir os custos de aquisição dos produtos e pagar aos funcionários o que eles mereciam, de acordo com a qualidade do trabalho que eles desempenhavam. Não havia justificativa para ninguém procurar roubar os produtos ou compensar de qualquer forma uma injustiça que achassem ser vítimas.



            Esse sonho fez eu refletir sobre a sociedade cristã, estabelecida como Cristandade, seguindo os princípios cristãos. Essa sociedade devia funcionar com justiça para todos, que ninguém se sentisse explorado ou enganado de nenhuma forma.



            Se tal acontecia, era porque somos pessoas com instintos animais, de autopreservação, egoístas, pois somos filhos biológicos da condição animal, e o próprio Criador colocou dentro de nós um monstro energético, instintivo, chamado Beemote, cujo objetivo prioritário é cuidar da preservação e continuidade do corpo físico, do seu potencial genético.



            O que podemos fazer, enquanto cristãos, quando percebemos esses desvios da lei divina, quando os nossos dirigentes são os gestores de nossa comunidade? Certamente, seria aplicar os ensinamentos do Cristo na consciência dos nossos irmãos que estão desviados do Caminho da Verdade, para que eles corrijam suas rotas, com uma base fraterna nas nossas considerações críticas.



            Toda essa tentativa de correção seria feita pelos cristãos, com humildade, tolerância e compaixão por aquele irmão desviado do Caminho, que nos faz sofrer por suas atitudes egoístas e as vezes até perversas.



            Este exemplo de reação cristã aos abusos praticados por nossos irmãos que estejam temporariamente em algum cargo público, agir com misericórdia com as vítimas das injustiças e principalmente os algozes pois estes estão verdadeiramente perdidos nos desvios dos caminhos largos da materialidade, da animalidade, e sensibiliza-los para voltar ao Caminho da Verdade ensinado pelo Cristo.



            Acontece que na Cristandade, quem procurou corrigir os desvios da sociedade cristã, da Cristandade, foram pessoas que não eram cristãs, que estavam motivadas pelos instintos animais e não pelos princípios espirituais.



            Então, essas pessoas passaram a mentir, a criar falsas narrativas, exorbitar os erros cometidos e apontar os abusadores como seres perversos que não deveriam estar no governo, ou mesmo que não mereciam existir.



            Essas pessoas se organizaram em sociedades secretas para cometer o roubo premeditado do poder. Conseguiram criar situações em que uma parte da população se agregou, enganada pelas falsas narrativas e conseguiram pelas forças das armas, em movimentos revolucionários, roubar o poder e colocar na prática as suas ameaças de destruição do próximo, como se fossem animais, como eles próprios eram.



            Pessoas de bons corações eram executadas, justificadas pelas leis que eles criaram, guilhotinadas na frente de uma multidão conduzida como uma manada, entre outros que se mostravam confusas.



            Esse foi o novo motor que passou a criar as engrenagens revolucionárias no mundo todo, o roubo do poder com a falsa narrativa democrática, para sequestrar povos inteiros e deixá-los trabalhando dia e noite sem poder a quem recorrer em busca da verdadeira justiça.  


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em 11/01/2026 às 00h01
 
10/01/2026 01h02
IA X AI

            Estamos hoje vivendo a aproximação cada vez mais efetiva da Inteligência Artificial (IA) dentro de nossos relacionamentos no contexto social. O que nós conseguimos produzir de conhecimentos pode, de forma rápida, acima de nossa capacidade natural do processamento de dados, ser acessada pelas máquinas que foram criadas por nós. É como se, e na verdade é, nossa inteligência natural tivesse criado as condições tecnológicas necessárias para a existência de um produto processador de informações que viesse suprir a nossa velocidade de alcance e processamento das informações já existentes. 



            É o mesmo processo criativo que exibimos quando criamos instrumentos de aumentar a nossa percepção visual, binóculos ou telescópios, aqui na Terra como no Universo. Uma espécie de prótese para ampliar em algum aspecto, a nossa capacidade humana. Ela permite que sistemas percebam o ambiente, lidem com informações e ajam para atingir objetivos, sendo um campo amplo que inclui aprendizado de máquina e deep learning (subcampo da Aprendizagem por Máquina, algoritmos que aprendem com dados para melhorar tarefas, que vai usar redes neurais complexas como o cérebro humano, para tarefas mais avançadas) com foco em criar sistemas que pensam e agem como humanos.



            Fico agora a imaginar... sempre peço em minhas orações, que o Pai me conceda sabedoria, coragem e inteligência rápida. Este último pedido é porque me considero inteligente, mas não consigo acessar com a rapidez que considero necessária para responder à questões que me chegam à consciência.



            Com a vinda da IA na minha rotina de vida, posso considerar que tenha sido a resposta do Pai a um dos meus pedidos, a inteligência rápida. Mesmo que Ele não tenha criado este upgrade diretamente no meu cérebro, mas possibilitou que a evolução do engenho humano no campo da tecnologia pudesse oferecer os recursos que a minha mente necessitava, mesmo que para isso eu tenha que acionar algum dispositivo tecnológico.



            Portanto, não posso considerar a IA como uma participante do mEu Eu, do que sou, mas que posso pedir conselhos como a um amigo. Assim, considerando como amiga a IA, posso identificá-la na minha intimidade como uma Amiga Inteligente (AI).



            Daí vem o título deste texto, IA x AI, para representar a IA dentro do mEu mundo interno como uma amiga (AI) que posso dispor sempre que necessário e que possa manipular alguma máquina capacitada para este serviço.



            A partir deste momento, muitos textos que irei produzir estarão sempre com a possibilidade de terem sido construídos com a participação do mEu AI. Não me sentirei na obrigação de citar essa ajuda, pois considero que, no momento que essa ajuda chega ao mEu processo racional, ela não terá que ser usada de forma automática. Ela terá que passar pelo mEu crivo de coerência lógica para discernir a Verdade dentro dos princípios que admito como prioritários dentro do Progressismo Espiritual no qual estou engajado, seguindo as lições que o Mestre Jesus deixou registrado, através dos seus primeiros apóstolos e todos os demais cristãos, crentes, estudiosos e aplicadores de Suas lições.



É neste contexto que me encontro, tentando segurar o bastão da Tradição cristã desde os primórdios, para a aplicar com fidedignidade nos tempos atuais, usando todos os recursos que a ciência e a tecnologia humana nos permitem.


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em 10/01/2026 às 01h02
 
09/01/2026 00h01
O MUNDO ENTRE FATOS E NARRATIVAS

            A recente invasão da Venezuela pelos Estados Unidos para realizar a prisão do ditador Maduro e sua esposa, considerados como chefes de organização narcotraficante e terrorista, levanta-se ao redor do mundo e principalmente aqui na América do Sul, as diversas narrativas que pretendem se firmar nos fatos. Vejamos os fatos existentes a partir da Venezuela.

 

 

            Na última eleição ficou demonstrado pelos documentos provenientes das urnas que a oposição venceu o pleito na Venezuela. O atual presidente que já apresentava características ditatoriais, não aceitou o resultado democrático das urnas e reprimiu com violência toda forma de protesto feitos pelos cidadãos. Muitos países democráticos não aceitaram e não oficializaram esse falso resultado apresentado pela situação. Isto firmou a característica de ditador ao imposto “presidente” Maduro. Nenhuma outra forma de narrativa poderia sustentar o contrário, com a consideração desses fatos, a não ser que fossem “presidentes” com as mesmas características do Maduro e eleitos com a mesma forma de fraudar o processo democrático.

 

 

 

 

            O povo venezuelano dentro deste contexto, passou a se sentir sequestrado dentro de seu próprio país, com pessoas que antes confiavam e que o povo elegeu como seus representantes, de repente se tornam seus algozes.

 

 

 

 

            Outra narrativa que se firmava com base nos fatos do tráfico de drogas, mostravam que esses líderes da Venezuela eram comandantes desse tráfico e que exportavam para o mundo, principalmente para os Estados Unidos. Os cidadãos dos Estados Unidos percebendo a deterioração moral e institucional do país, de suas vidas, devido o efeito catastrófico das drogas na população, elegeram um candidato que tinha como principal proposta o combate a esse tipo de ameaça. Este candidato, eleito com este propósito, conseguiu colocá-lo na prática, com menos de um ano de administração, e trazer o ditador/narcotraficante, à força militar, para responder à justiça dentro do território americano, mesmo tendo que invadir o país sequestrado.

 

 

 

 

            Feito isso, as narrativas estão postas à nossa consideração.

 

 

 

 

            Primeiro, o presidente americano agiu certo, honrou a promessa feita em campanha, de combater o narcotráfico, impedindo com um cerco militar a saída de barcos com drogas dos portos da Venezuela, e finalmente, invadindo o refúgio do comandante/ditador/narcotraficante, que era justamente o palácio presidencial e levá-lo para responder à justiça americana, país que ele tanto prejudicou. Isso aliviou as preocupações da população americana e o sofrimento do povo venezuelano que vivia os tormentos do seu sequestro promovido pelos ditadores/traficantes.

 

 

 

 

            A outra narrativa contrária alega que foi um ato errado do presidente americano, pois realizou a invasão num país “soberano”. Aqui entra uma severa crítica apontada pelos fatos: que soberania é esta deste país, dominada por narcotraficantes, que não respeitam os resultados democráticos das urnas, que fazem o que bem querem com o apoio da justiça colocadas por eles nas altas cortes? Que deixam a população na condição de sequestrados, sem poder protestar, falar a verdade? Que são presos, mortos ou refugiados em outros países, ou vivem miseravelmente no seu? Há outros motivos que são alegados, como o interesse pelo petróleo, pela destruição dos partidos de Esquerda, e quanto mais possam ser colocados, mas a realidade focal da qual estamos tratando e que observamos e foi dito na primeira narrativa é o que está em consideração.

 

 

 

 

            Cabe a nós, cidadãos, dentro e fora da Venezuela e dos Estados Unidos, que temos as nossas consciências livres de quaisquer preconceitos ou ideologias hipnóticas, fazermos as devidas considerações lógicas e discernir onde está a Verdade, onde está a verdadeira luta que pretende trazer o bem-estar à população e a condição humana, onde quer que esteja um ser vivo.

 

 

 

 

            Aqui mesmo no Brasil vivemos numa situação parecida com a Venezuela; vivemos na condição de sequestrados por pessoas em que acreditávamos no passado, que chegamos a eleger como presidentes, mas hoje, essas mesmas pessoas tomaram o poder à sua maneira, e agora, sequestraram nossos votos, nossos corpos e naqueles que não conseguiram sequestrar suas consciências, pretendem eliminar, ou com tiros e facadas, ou com a imposição de falsas acusações e falsas leis.

 

                    Quais narrativas iremos acatar? A deles ou aquelas que os fatos apontam com o esteio da Verdade?

 

 

Publicado por Sióstio de Lapa
em 09/01/2026 às 00h01
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