O sequestro, no âmbito do direito penal é um crime que consiste na privação da liberdade de uma pessoa mediante violência, grave ameaça, fraude ou qualquer outro meio coercitivo com o objetivo de tirar essa pessoa de sua convivência habitual e mantê-la em local determinado.
Essa conduta fere diretamente o direito fundamental e a liberdade individual, sendo considerada uma das formas mais graves de crime contra a pessoa humana.
O sequestro pode assumir diferentes formas conforme os elementos subjetivos e objetivos presentes na sua realização, podendo inclusive ser qualificado de maneira severa quando envolve determinadas circunstâncias.
Temos como exemplo o sequestro do embaixador dos Estados Unidos aqui no Brasil em 1969, feito pela Ação de Libertação Nacional (ALN) e pelo Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8) em protesto contra o governo militar que era apoiado pelos EUA. Foi uma das ações de guerrilha de maior destaque contra o governo militar (1964-1985). O embaixador foi libertado após 78 horas em troca da libertação de 15 terroristas presos pelo governo militar.
Essa turma que promoveu esse sequestro individual conseguiu evoluir por dentro da democracia, comprada e enganada, para alcançar cargos de poder e infiltrar dentro das instituições que foram construídas para defender a justiça e o Estado de Direito com os seus cumplices.
Chegaram a um ponto em que todos os poderes da nação, legislativo, executivo e judiciário foram tomados, e o cidadão de bem se ver tolhido em suas ações, sem poder se manifestar, caminhar ou se reunir. Não temos a quem recorrer, e nos sentimos sequestrados dentro de nosso próprio país.
Esta é realmente uma grande aula prática de como o mal pode evoluir de forma sorrateira, sem que percebamos a sua essência, e muitas vezes contribuindo de forma enganosa para os seus princípios maléficos, pensando que estávamos trabalhando para desenvolver nossos próprios princípios benéficos.
Tenho como exemplo a minha própria experiência, carregando bandeiras revolucionárias contra agentes que eu pensava estar causando danos à nação, as pessoas humildes que não sabiam se defender. Somente quando fui perceber que tudo que esses revolucionários falavam estavam recheados de mentira, é que me afastei deles e procurei saber onde estava a verdade que eles estavam tão preocupados em ocultar, e ocupar com tanta sagacidade os altos postos do governo.
Agora não temos a quem recorrer na esfera política ou jurídica, sofremos enormes cargas de impostos e vemos o nosso suado dinheiro se perder nas entranhas da corrupção e trabalharmos como escravos, durante quase a metade do ano para garantir a mordomia e iniquidade dessa turma de falsos democratas.
Somente nos resta o poder espiritual, que está atento ao que está se passando e nós, cristãos, temos a certeza de que todo o mal aqui praticado será corrigido pela incorruptível justiça que vem do Alto.
Ave Cristo!
Vivemos no Brasil uma grave crise moral, onde as instituições foram tomadas por pessoas carregadas de iniquidades, numa condição tal que não temos a quem recorrer, pois todos estão sobrecarregados com suas cargas de pecados, e se um cair pela justiça todos os outros podem cair da mesma forma.
Portanto, chegamos ao ponto em que nos sentimos como sequestrados por uma malha de poder sombrio, onde as mentiras e as falsas narrativas são as que são consideradas como corretas e quem defende ou praticam ações afinadas com a honestidade, justiça e bem-estar da coletividade, são perseguidos, presos ou eliminados, quer seja pela morte da honra ou do corpo físico.
A maioria das pessoas no país, aquelas que conseguem usar o senso crítico livre das amarras das sombras, percebe que esta situação precária em que vivemos tem uma pessoa considerada como o antagonista dos bons costumes, da verdade e da justiça, mesmo que desenvolva o mais alto cargo da justiça.
Considerando que o progresso material por onde essas pessoas embriagadas pelo poder, pela corrupção, faz todo o tipo de atrocidades com seus irmãos, sem considerar em nenhum momento a existência do progresso espiritual e que a meta de nossa caminhada é o encontro harmônico entre o nosso espírito purificado e a essência do Pai, do amor incondicional. Dessa forma podemos imaginar o seguinte.
Essa pessoa, o antagonista de nossos corpos, do nosso bem-estar, por não considerar a existência do mundo espiritual e da existência da justiça do Criador, pode, por este motivo, ser considerado como uma pessoa necessitada, que está com sua alma dominada pelas forças luciferinas sem ter consciência disso.
Assim, o adversário em quem encontramos um modelo de perversidade, torna-se uma pessoa doente necessitada de compreensão e ajuda. Este é o nosso ponto de vista, mas intoxicado pelo mal como ele se encontra, jamais irá considerar que esteja errado como algoz e que nós as vítimas é que estejamos corretos.
As lições do nosso mestre ensinam que não devemos desprezar o opositor, por mais injusto que ele pareça. Ele é uma alma doente, cujos sintomas que apresentam sejam justamente aquilo que nos causa dor.
A melhor maneira de aprender a desculpar os outros pelos seus erros, é reconhecer que também somos humanos, capazes de errar, talvez ainda mais desastradamente que este antagonista que agora nos causa tanto sofrimento.
Parece que essas lições de Jesus não possam ser aplicados a tal tipo de antagonista, com tanto grau de perversidade que não imaginamos ser capazes de nos comportar de igual forma. Esse antagonista tem uma opinião e comportamento muito diferente de nosso comportamento cristão, que fazemos tanto esforço para cumpri-lo com integridade.
Talvez seja útil reconhecer que o ódio em forma de vingança, condenação, ressentimento, inveja ou hostilidade, está na raiz de numerosas doenças e que o único remédio eficaz contra semelhantes calamidades da alma é o perdão veiculado pelo amor.
O amigo é uma benção que devemos cultivar, dando graças à Deus pelo encontro permitido, em qualquer circunstância que Ele nos coloque.
Quando pretendemos viver pelo amor, devemos compreender, auxiliar e servir, saindo de nosso egoísmo para o encontro do amor em alguém, mesmo que esse alguém tenha os seus defeitos e que sejam acusados de explorar a nossa amizade.
A amizade verdadeira enxerga o suficiente para ver os defeitos nos corações dos amigos, mas sabe amá-los e entendê-los mesmo assim, procurando ensinar o caminho da fraternidade, longe da falsidade, que é a base da amizade.
O egoísmo será vencido em nós, quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual eles entendam que deve ser a felicidade que procuram, dentro dos bons princípios, sem querer impor a nossa própria ideia de felicidade.
Não devemos pensar que os nossos amigos devem pensar como nós pensamos, desde que eles estejam se comportando dentro dos bons princípios ensinados pelo Mestre Jesus. Precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios, e que geralmente não são semelhantes aos nossos.
A aventura real da amizade é o sentir bem pelos entes queridos, mesmo que passemos anos sem nos ver, morarmos em locais distantes, mas essa chama do amor não consegue ser extinta.
Tenho consciência de que não sou um ser humano perfeito, tenho muitas falhas, conscientes e inconscientes, e mesmo aquelas que tenho a consciência, não consigo corrigir a contento a curto prazo. Assim como espero que os meus amigos me aceitem como sou, tenham paciência comigo, devo da minha parte, aceita-los como são, tendo paciência com eles, que um dia irão corrigir seus defeitos morais.
Toda vez que tentamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de termos trocado convivência e intimidade, desmoralizaremos a nós mesmos. Mesmo que o nosso amigo tente fazer isso conosco, procuremos saber a verdade do que são acusados, e se, na verdade assim procederam, mostrar de forma clara esse princípio solidário da amizade e que deve ser observado com rigor. Caso isso não seja possível, veremos a amizade definhar e morrer, como se estivesse sofrendo um tipo de envenenamento moral.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante. Algumas vezes as pessoas que amamos mudam em direção contrária daquilo que acreditamos ou que elas mesmas professam como importante. Devemos fazê-las ver da inconsistência do que estão praticando, se estão se desviando do comportamento do bem, e nosso papel como amigo é mostrar de forma didática e fraterna o que está acontecendo, promovendo uma reestruturação cognitiva que fortaleça a nossa vontade de caminharmos juntos pelo Caminho estreito ensinado por nosso Mestre, Jesus.
Da mesma forma que eu pratique esforço para corrigir os erros do meu amigo, como uma forma de amor para com ele, agindo como se ele fosse eu, da mesma forma que espero que ele tenha o mesmo esforço para me corrigir com fraternidade quando isso for necessário.
Este contexto da amizade é o elemento que funcionará como o cimento para formar a família universal, com qualquer relacionamento que venhamos a ter, com qualquer pessoa, e que leva à tendência da amizade. Consequentemente, todos esses valores que estamos demonstrando aqui neste texto irão se desenvolvendo. Quanto mais amizade nós dermos, mais amizade receberemos, seguindo a lição do Mestre, amar ao próximo como a si mesmo.
Se o próprio Jesus nos recomendou amar aos inimigos, como um grande teste para vencer o nosso egoísmo inato, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que por sua vez nos oferecem o coração.
No campo da espiritualidade existe um acordo que pode ser feito entre a pessoa humana e a entidade divina, e que chamamos de promessa. Queremos algo muitas vezes impossível que somente a entidade divina pode realizar, então é feita a promessa com esse objetivo: se tal fato acontecer se compromete a pagar alguma promessa colocada como dívida.
Aconteceu esse tipo de acordo comigo, no meu nascimento. Eu sou o primogênito, o primeiro filho do meu pai e minha mãe. Na hora do parto houve dificuldade da minha passagem pelo canal vaginal. A minha mãe que morava no interior, sem a devida assistência médica, era assistida por uma parteira que fazia todo o esforço, com sua habilidade prática de me puxar pela cabeça. Até hoje tenho as marcas na formação do meu crânio, dessas heroicas tentativas.
Mas nada do que se tentava ocorria êxito. Todos já cansados, minha mãe desfalecendo, e felizmente não lembro do quanto sofri como alvo desse esforço que passava a ser coletivo, tido a mãe no centro junto com a parteira e os demais parentes como plateia angustiada.
Todos já temiam pela morte da minha mãe e a minha também. Não se tinha a quem recorrer, as lágrimas já corriam em diversos rostos. Foi quando alguém lembrou que se podia recorrer à divindade. Como era o mês de outubro, foi escolhido o santo mais festejado, São Francisco, para se fazer esse acordo, essa promessa. Se ele conseguisse salvar a minha vida, então eu receberia o seu nome na pia batismal.
Assim aconteceu, consegui sair com vida daquele perrengue e minha família pagou a dívida, recebi o nome de Francisco das Chagas.
Agora, a mãe espiritual de minha companheira está também numa situação precária. Sua doença, leucemia, avança detonando os principais órgãos, pulmão, rins, fígado... está entubada dentro de uma UTI e os médicos, os mais otimistas, que ela tem apenas 15% de possibilidade de sair dessa situação com vida. Os parentes, muito espiritualizados, já estão em constantes orações.
Foi nesse contexto que fiquei a imaginar... por que não se faz um acordo com alguma divindade, ou com o próximo Deus, para que ela supere a doença e possa voltar para casa?
Com a minha formação acadêmica parece que uma promessa, um acordo com a divindade, algo fora de propósito ao bom senso. Naquela UTI o que realmente importa é a aparelhagem ao seu dispor garantindo o funcionamento dos órgãos. Mas, além da minha formação acadêmica está a coerência do meu pensamento com a existência real do mundo espiritual e dos seres divinos, principalmente o Pai, o Todo-Poderoso.
Então eu posso fazer esse acordo com o Pai, pois já aprendi a ser bem próximo dEle, converso com Ele profundamente em todo o início do mês. Acredito que posso fazer por aqui esse acordo com o Pai.
Quais seriam os termos do meu acordo com o Pai? A recuperação da mãe da minha companheira, mesmo que seja por pouco tempo, 3 anos, por exemplo. Caso ela saia daquela UTI sem sequelas que impeçam a sua autonomia e capacidade de pensar, eu me comprometo a ensinar os princípios espirituais durante essa sobrevida que ela vai alcançar. Colocarei todos os meus recursos, acadêmicos e espirituais para que ela tenha um melhor burilamento de sua alma.
Acredito que fiz, desta forma, o meu acordo com o Pai, e registrado de forma transparente, espero com alegria o momento de fazer a minha parte, pagar a promessa e aqui neste espaço, ter os meus leitores como testemunho.
Pai, sei que tenho oportunidade de conversar todo o início de cada mês com o Senhor. Mas, tem momentos que a figura do Pai é importante para ajustar pensamentos e comportamentos do filho.
Reconheço que tenho uma missão, que está ligada à vontade do Senhor, de contribuir para a família universal e assim construir o Reino de Deus do qual já me sinto como um cidadão.
Reconheço que estamos dentro da Guerra Espiritual de característica milenar, que o meu comandante, Jesus Cristo, veio há dois mil anos para ensinar toda a dinâmica da vida, com o progressismo material associado ao progressismo espiritual dentro do contexto evolutivo que abrange toda a Natureza.
Reconheço que dentro da minha missão enquanto cidadão do Reino de Deus e enquanto combatente ao lado do Cristo, existe a fonte do mal dentro de mim, representada pelo Beemote, e as forças externas, luciferinas, ambas citadas na Bíblia.
O meu comportamento dentro do presente, das circunstâncias atuais de minha vida, é o cenário onde se desenvolve todas as ações, tanto dentro do Reino de Deus, quanto no cenário de batalhas, envolvendo mortos e feridos, agressores e agredidos.
O mEu espírito está em batalha constante dentro da arena da minha mente, sabendo que ali está a forte influência do Beemote na forma de instintos que querem trazer o prazer que minha carne deseja, nas diversas formas representadas pelos pecados capitais.
A arma da Verdade que devo usar sempre como um combatente do exército do Cristo, enfrenta as armas da Mentira exposta em falsas narrativas que dominam o contexto social e fazem pressão para me cooptar tendo como aliado o meu Beemote.
Assim, Pai, me sinto bombardeado por essas pressões abstratas sobre o mEu espírito, que quer praticar o amor incondicional, amando ao próximo como se fosse a mim mesmo, seguindo a vontade do Senhor, e ao mesmo tempo imaginando formas de alcançar o prazer carnal, seja pela gula ou pela volúpia.
Este é o meu front pessoal dentro desta guerra milenar com o cenário do combate na minha mente e coração. Procuro seguir a bússola comportamental que o Cristo ensinou, de não fazer ao próximo aquilo que não quero para mim, e sim, fazer ao próximo aquilo que gostaria que fosse feito a mim.
Sinto que agindo assim, Pai, estou dentro da Sua lei, mas sinto que a Verdade deve ser exposta com toda a clareza para que todo esse comportamento seja devidamente registrado como ações efetivas dentro do esforço de Guerra.
O Senhor pode me ajudar nesse sentido? Pode me orientar estratégias mais eficientes das que essa que procuro praticar? O que devo evitar fazer por imaginar que estou sendo correto? Como usar a Verdade de forma prudente, mas não omissa? Contundente, mas não agressiva?
Enfim, Pai, dá-me sabedoria para que eu possa acelerar a minha lenta inteligência, dentro do progresso espiritual onde pretendo evoluir com prioridade.