COMUNICAÇÕES
“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.”
(1 JOÃO, capítulo 4, versículo 1.)
Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos religiosos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além, com suas diversas entidades: Espírito Santo, Jesus, Deus, profetas, santos, e todos aqueles que deixando o corpo foram para a pátria espiritual.
Muitas vezes aparecem fracassos, de alcançarmos a graça de nossas reinvindicações em nossas tentativas de comunicações. Nesse particular, se os pedidos são falhos de êxito, é que, na maioria dos casos, o comunicante ou pedinte obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante de amor ao próximo.
O propósito de exclusividade, no sentido de alcançarmos algo de interesse pessoal, material, abre larga porta ao engano. Através dela, espíritos malfeitores que existem no mundo espiritual, com instrumentos nocivos, podem penetrar no templo de Deus em nossa alma, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.
Bela e humana a dilatação dos laços de amor para todos que se mostram nas ações, como filhos de Deus. Amor que une o homem que continua encarnado aos familiares, sanguíneos ou espirituais, que já foram na frente na jornada do Além-túmulo.
Prestemos atenção, nós que fazemos a Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), pois haverá́ sempre quem dispense luz nas assembleias de homens sinceros.
O programa de nossa assistência ao próximo, contudo, não pode ser totalmente organizado por nós, criaturas do Pai, muita vez ignorantes das necessidades próprias.
Em virtude disso, recomendou o apóstolo que o discípulo atente, não para quem fale, mas para a essência das palavras, a fim de certificar-se se o visitante vem de Deus.
UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 13-04-26
A interpretação de um capitão de navio que acolheu o protagonista da história.
Mesmo com o espírito quebrado como está, ninguém pode sentir mais profundamente do que ele as belezas da natureza. O céu estrelado, o mar e cada cena a oferecida por essa região maravilhosa parece ainda ter o poder de elevar sua alma acima da Terra. Um homem assim tem uma dupla existência, pode sofrer miséria e ser esmagado por decepções, mas quando se recolhe em si mesmo é como um espírito celestial envolto em um halo dentro do qual nenhuma dor ou insensatez ousa entrar. Você sorriria do entusiasmo que expresso sobre esse viajante divino? Não sorriria se o vice. Você foi instruída e refinada por livros e pelo afastamento do mundo e por isso é um tanto exigente, mas isso apenas a torna mais apta a apreciar os méritos extraordinários desse homem maravilhoso. Às vezes tento descobrir qual é a qualidade que ele possui que o eleva tão imensamente acima de qualquer pessoa que já conheci. Acredito que seja um discernimento intuitivo, um poder rápido e infalível de julgamento, uma penetração das causas das coisas, ser igual em clareza e precisão. Some-se a isso uma facilidade de expressão e uma voz cujas variações de entonação são música capaz de submeter a alma.
A parte externa dessa avaliação não tem correspondência comigo, a expressão, a voz. Mas no conteúdo interno sim, o discernimento intuitivo, um poder de julgamento, uma penetração das causas das coisas. Foi estas características que fizeram a minha mudança de rumo evolutivo. Quando julguei ser Jesus o modelo de vida mais coerente, procurei ver qual lição mais importante que Ele estava dando e que devia ser cumprida. Foi quando Ele respondeu a uma pergunta sobre a principal lei que deveríamos seguir: “Amar a Deus com todas as forcas, com todo entendimento e amar ao próximo como a si mesmo”. Foi a partir daí que a coerência com essa lei fez eu trocar o amor exclusivo que embasava o meu casamento, pelo amor inclusivo, que permitia tanto a mim quanto a minha esposa, de ter outros relacionamentos afetivos, desde que não desobedecem a principal lei.
Este foi o perfil psicológico, traçado por Mary Shelley sobre o protagonista do seu romance, me trazendo forte identificação.
Tenho uma carência que nunca consegui suprir. Não tenho amigo, quando estou cheio de entusiasmo ninguém compartilha minha alegria. Quando me decepciono ninguém tenta me consolar. Escreverei os pensamentos, mas isso não é suficiente, eu queria companhia de alguém capaz de simpatizar comigo, cujo olhar respondesse ao meu. Talvez você ache romântico, mas sinto profundamente a falta de um amigo. Não há ninguém próximo a mim, gentil e corajoso. Alguém de mente aberta, que pudesse aprovar ou corrigir meus planos, como tal amigo poderia consertar as falhas do seu pobre irmão, sua aceleração na execução, impaciente em relação às dificuldades. Ainda assim, um mal maior é eu ser autodidata. Dos 14 anos até agora vivi solto, só lendo os livros de viagem do tio Thomas. Só aos 14 anos comecei a ler poetas consagrados, mas já não podia experimentar os principais benefícios de tal educação. Só então percebi quão importante seria dominar outras línguas, além da língua materna. Agora tenho 28 anos e de fato sou mais ignorante, porque muitos garotos de 15 anos pensam mais e sonham mais alto. Mas falta organização a meus pensamentos. Preciso de um amigo capaz de não me desprezar por ser romântico e que me ajude a organizar minha mente.
Também tive essa carência, mas por outros motivos. Minha mão não tinha condições de manter a minha alimentação e educação e deixou-me com minha avó, desde a idade dos 5 anos. Ela gerenciava sozinha uma Boite e eu passei a ser o seu auxiliar para tudo que fosse serviço, doméstico inclusive. Ela manteve os meus estudos em escola católica, administrada por Padre Penha que tinha interesse em organizar os alunos em volta do escotismo. Fui escoteiro e era um dos momentos que que saia da minha solidão ou dos trabalhos domésticos. Gostava de ler, principalmente histórias românticas, revistas em quadrinhos. A minha mente solitária, envolvida nas histórias em quadrinhos, me levavam à fantasia, da luta do bem contra o mal e do relacionamento romântico que deveria acontecer com uma alma gêmea e que perdurasse para sempre. Porém, não desenvolvi a habilidade de me relacionar com o sexo feminino. As meninas que despertavam meu interesse eu procurava me afastar, para que elas não percebessem os meus sentimentos por elas. Cheguei aos 18 anos com essa dificuldade de socializar, de namorar, de conhecer até mesmo a forma biológica do ato sexual.
Ao ler o romance de Mary Shelley, “Frankenstein”, doado pela Revista Gazeta do Povo, entendi ser mais uma mensagem de Deus para afinar o meu pensamento na Sua vontade, colocando um texto para ajuste de reflexões.
O que chamou a minha atenção nesse paralelo com meu comportamento, foi uma história colocada no começo da história. Vejamos...
O comandante é gentil e o respeito que os marinheiros têm por ele só aumenta a disciplina leve que exerce. Ouvi sobre ele de forma romântica, por uma moça cuja felicidade dependeu dele. Ele amava uma jovem russa, tinha dinheiro, o pai consentiu com o casamento, mas a moça amava outro, mas pobre. Algo inaceitável ao pai. Meu amigo abandonou o relacionamento, doou tudo ao rival e persuadiu o pai a concordar com a nova união. O velho recusou e meu amigo saiu do país. Só voltou quando soube que ela havia se casado com quem amava. Que sujeito nobre, mas é totalmente autodidata, silencioso e meio rude o que diminui um pouco nosso interesse por ele.
Este comportamento lembra o meu comportamento com MSM. Ela trabalhava na minha casa como secretária do lar, cobrindo a licença gestante de uma colega. Eu me apaixonei por MSM, apesar de sua simplicidade. Saímos para namorar algumas vezes, pois a minha esposa sabia desta minha forma de comportamento, do amor inclusivo. Fomos discretos em nosso relacionamento, mas um dia a minha esposa descobriu e ficou escandalizada, por isso ter acontecido dentro de nossa casa. Eu sai de casa por alguns dias e MSM perdeu o trabalho. A minha forte paixão por ela não era suficiente para destruir o relacionamento com a minha esposa, mas eu queria deixá-la de forma mais confortável e segura na vida. Propus para MSM gerarmos um filho e ela teria por direito parte dos meus salários, e isso seria o suficiente para ela viver melhor com o filho. Ela me surpreendeu, recusou a oferta, pois disse que só teria um filho com a pessoa que se dispusesse a ser o seu companheiro, fato que eu não apontava para ela. Foi de todas as mulheres que eu me relacionei a quem teve um comportamento de tal maneira ética, independente de bens materiais. Apoiei a sua decisão, e no momento que ela encontrou uma pessoa que estava disposta a ser o seu companheiro, e me comunicou isso, de imediato deixamos de ter relações íntimas, respeitando o contrato de exclusividade no relacionamento sexual que eles firmaram. Também fiz todo o possível para ajudá-los financeira e psicologicamente a se firmarem no novo relacionamento, inclusive pagando as passagens e melhores condições de vida em outra cidade. Este foi o ponto de atração da minha mente para a importância que o livro deveria ter nas minhas reflexões e que deveria ter sido enviado por Deus.
Encontrei na plataforma do Recanto das Letras a letra de uma canção, “Compromisso”, composta por Ayrton Borges, música de Regis Danese, que se aplica muito bem à minha relação com o Pai. Vejamos...
COMPROMISSO
Apesar das minhas fraquezas
Eu faço um compromisso com o Senhor
De ser fiel e não fazer mais da minha carne
Mas a vontade do Senhor em mim
Pois eu te peço, Senhor, sela este compromisso
Eu sei que se eu te obedecer
E se Tua voz eu ouvir
E seus mandamentos guardar, serei
Bendito por onde eu passar
As suas bênçãos vou receber
O Teu favor vai me alcançar, eu sei
Pois eu confio nas promessas
Que Tu tens pra mim
Eu faço compromisso
De ser fiel a Ti, até o fim
Enche-me com Teu espírito
Derrama em mim a Tua unção
Eu vou fazer Tua vontade
Andar na Tua direção
Enche-me com Teu espírito
Derrama em mim a Tua unção
Eu vou fazer Tua vontade
Andar na Tua direção
Eu quero andar contigo, Senhor
Eu sei que serei
Bendito por onde eu passar
As suas bênçãos vou receber
O Teu favor vai me alcançar, eu sei
Pois eu confio nas promessas
Que Tu tens pra mim
Eu faço compromisso
De ser fiel a Ti, até o fim
Enche-me com Teu espírito
Derrama em mim a Tua unção
Eu vou fazer Tua vontade
Andar na Tua direção
(Enche-me com Teu espírito)
Eu quero te agradar, Senhor
Eu vou fazer Tua vontade
Andar na Tua direção
Enche-me com Teu espírito
Derrama em mim a Tua unção
Eu vou fazer Tua vontade
Andar na Tua direção
Enche-me com Teu espírito
Derrama em mim a Tua unção
Eu vou fazer Tua vontade
Andar na Tua direção