Meu Diário
20/10/2020 00h19
68 ANOS

            Hoje completo 68 anos. O tempo passa tão suavemente que nem percebemos. Numa hora somos crianças, brincando de rodinha de ferro, na outra somos adultos, já velhos, meditando nas histórias passadas, nas pessoas, nos relacionamentos... tanta gente, tantas coisas...

            Como seria bom pegar tudo que se passou de positivo na minha vida e pudesse contar integralmente com tudo, vivenciar, relacionar, aplicar o amor em todas as dimensões. Era isso que eu sempre procurei na minha trajetória. Evitei ficar preso dentro de qualquer circunstância, viver com exclusividade afetiva com qualquer pessoa, pois sempre pensei que o amor devia fluir com liberdade, sem preconceitos de qualquer espécie. Para ser coerente com essa forma de pensar, entrei em combate com o demônio dos olhos verdes, o ciúme. Foi uma batalha ferrenha, mas me sai vitorioso. Não tenho mais ciúme de nenhuma das pessoas com as quais me relacionei ou me relaciono. Elas podem ter a mesma liberdade que eu tenho de expressar o seu amor, o seu afeto com qualquer pessoa do seu interesse, indo até os níveis mais profundos da interação, o ato sexual, se for conveniente para ambos.

            Acontece que cada pessoa que me relacionei nestes tantos anos de vida, jamais encontrei alguém que tenha vencido o demônio do ciúme. Por mais que tenham conhecimento da minha forma de pensar e de agir, de ter vencido o ciúme, mesmo que decidam viver comigo nessas circunstancias, quando chega o momento de perceberem a troca de afetos com outras pessoas, a raiva e o desespero toma conta da mente e reações.

            Dessa forma, vivo dentro de um universo estranho, arrodeado de pessoas que desenvolvem afeto por mim, mas que a qualquer momento podem se afastar definitivamente da minha convivência, pela incapacidade de resistir a inclusividade da minha forma de amar.

            Perto de chegar num nível de perda da capacidade psíquica, talvez fique na convivência de alguém cheia de ressentimentos, por nunca ter conseguido a exclusividade da minha capacidade de amar, como tanto desejam.

            O que me deixa fortalecido nessa posição, ameaçado de viver o resto da minha vida sozinho, sem o carinho de uma companheira, é porque tenho a convicção de estar cumprindo a vontade de Deus, de estar obedecendo as lições do Cristo, de formatar uma maquete da família universal e assim contribuir para a construção do Reino de Deus. 

            Posso estar sozinho e até repudiado pelas pessoas que mais amo, mas estou satisfeito, se este é o preço que devo pagar para cumprir a minha missão frente ao Pai. Talvez eu tenha muitas falhas em diversos outros aspectos, mas dentro deste nível de relacionamento afetivo com uma parceira, acredito que eu esteja desenvolvendo a contento, mesmo que eu receba críticas severas de todas elas. Mas como eu vejo do lado delas uma série de incoerências frente ao Evangelho do Mestre e principalmente da aplicação do amor incondicional, nenhuma consegue me convencer que eu esteja errado nas minhas elucubrações. 

            Assim estou atravessando esses 68 anos de vida com o sentido de coerência com o Pai, e, apesar de tantos defeitos e fraquezas que possuo, isso me deixa confortável com minha consciência, onde se localiza a lei dEle.


Publicado por Sióstio de Lapa em 20/10/2020 às 00h19
 
19/10/2020 00h18
VINHA DE LUZ 19 – EXECUTAR BEM

            João Batista deu um conselho importante para aqueles que iam ouvi-lo as margens do Rio Jordão, segundo escreveu Lucas (3:13): “Não peçais mais do que o que vos está ordenado.” Essas orientações servem para aqueles que são inquietos, ansiosos; que deixam de fazer um trabalho frutuoso devido a precipitação, a desordens e recapitulações em decorrência. Toda atividade edificante reclama entendimento e engajamento eficaz nas atividades pertinentes.

            A palavra do precursor do Cristo não visa anular ou diminuir a responsabilidade, mas recomenda espírito de precisão e execução nos compromissos assumidos. As realizações prematuras ocasionam grandes desperdícios de energia e atritos inúteis.

            Acredito que eu não esteja agindo prematuramente, pelo contrário, acredito que esteja agindo de forma lenta, retardada, procrastinada. É a outra face da moeda. Não sei qual é a pior, talvez seja a que estou fazendo ou deixando de fazer. Talvez agindo prematuramente, eu gastasse mais energia e causasse atritos, mas pelo menos o trabalho estava sendo realizado de alguma maneira. Da forma que eu não faço, nada é realizado, eu não gasto energia nem crio atritos, mas nenhum trabalho está sendo feito. 

Nos círculos evangélicos da atualidade, o conselho de João Batista deve ser especialmente lembrado, mas também não deve ser esquecido de quem está na ociosidade, sem nada realizar.

Quantos pedem novas mensagens espirituais, sem haver atendido a sagradas recomendações das mensagens velhas? Eu não costumo pedir mensagens para iniciar novos projetos ou atividades. Geralmente peço ajuda para resolver o que já tenho como compromisso na minha mente, as recomendações que o Pai já colocou em minha consciência.

Reconheço minha condição de aprendiz e tenho o cuidado de transmitir a verdade da Boa Nova ao próximo, procurando cumprir a responsabilidade que tenho dentro de casa, alinhando o que falo lá fora com o que pratico dentro do lar que o Pai me permitiu. Ao lado das revelações que chegam à minha mente, assumo a responsabilidade pelo quanto que recebi, dos deveres inalienáveis pelo que aprendi. 

O programa individual de trabalho da alma, no aprimoramento de si mesma, na realização da vontade do Pai, na condição de encarnada ou desencarnada, é lei soberana.

Inútil enganar a si mesmo com belas palavras, sem que estejamos aderidos intimamente a elas, ou recolher-se à proteção de terceiros capitulando na tarefa a ser realizada, na esfera da carne ou nos círculos espirituais que nos são próximos.

De qualquer modo, haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador e o serviço da criatura. Não posso multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo.

Por isso estou sempre pedindo, não novas tarefas, mas sim a capacidade racional de executar o que já tenho determinado dentro de mim com a missão que o Pai desenhou para mim.


Publicado por Sióstio de Lapa em 19/10/2020 às 00h18
 
18/10/2020 00h17
DIA DE CÃO

            Revisitando meus escritos do passado, encontrei um pequeno caderno com textos que fiz ao ser expulso de casa pela minha segunda ex-esposa. Eu acabara de lhe informar que iria nascer uma filha minha, com uma pessoa que ela jamais imaginaria. Eu tive que dizer, dos anos de relacionamento afetivo e íntimo com essa pessoa até o momento da gravidez indesejada e dela assumir que iria criar a filha, mesmo sozinha, pois sabia que eu era casado e que não tinha intenções de deixar a minha esposa. Face a determinação dela, o que eu poderia fazer era assumir o papel de pai. Foi o que fiz, informando a minha esposa o que havia sucedido. Ela, de forma impulsiva, raivosa e agressiva, me expulsou de casa e fui me abrigar num camping, após ter adquirido uma barraca. 

            Esta é a digitação do primeiro texto que escrevi no caderno.

            09-09-96

            Hoje foi um dia de cão. Apesar dos números da data, 09-09-96, todos serem para mim muito simpáticos, não conseguiram evitar os fatos do dia.

            Logo cedo, pela madrugada, acordei sacudido na minha rede, fuzilado com um olhar raivoso da minha companheira. Estava muito machucada por ter ouvido e descoberto coisas dos meus relacionamentos afetivos. Coisas que procurei afastar do seu conhecimento por medo de machucá-la. Só fiz adiar as coisas...

            Que fazer, meu Deus, para evitar essas coisas negativas para quem amo? Evitar sem me sentir alterado, diminuído, acorrentado? Queria tanto fazer-lhe feliz! 

            Será que o preço da felicidade dela é a minha sensação de ruína? A minha sensação de impotência, de perda da liberdade? 

            No entanto, se eu não mudo meu comportamento ela não é feliz. Se eu mudo, não serei feliz. Pela lógica, somos incompatíveis. Apenas um ponto pode salvar nossa felicidade: o amor.

            E qual a grande lição que o amor nos ensina? Amar sem qualquer exigência, amar sem cobranças, pelo prazer de amar. Pois, se querer a reciprocidade é estar propondo um comércio, e o amor é a pior moeda comercial.

            Quando existe reciprocidade no amor, a coisa é linda e se torna profunda. Porém, devemos continuar sem exigir normas, regras ou qualquer outro recurso, pois o amor por natureza é livre e ninguém em qualquer lugar jamais conseguiu o amor pela força, apenas medo. Parece-me que esse é o grande segredo do amor. Amar a pessoa com todos os seus defeitos e bondades. Como se fosse um aleijado ou deficiente de qualquer órgão biológico. Se alguém fosse amar esse deficiente, por acaso iria exigir que ele ouvisse ou enxergasse como as pessoas normais? Coitado do deficiente, jamais seria amado.

            Quando a coisa se passa com o comportamento de alguém, essa exigência parece não ter nenhuma inibição. Pois, se dificilmente ouvimos alguém dizer a um cego que só vai amá-lo quando enxergar, por outro lado, a uma pessoa que tem o comportamento “errado”, frequentemente se diz que só consegue amá-lo se ele se corrigir.

Aparentemente, é realmente mais fácil corrigir o comportamento, do que corrigir um aleijão biológico. Ora, mas se esse comportamento está alicerçado em convicções que a pessoa adquiriu ao longo de toda uma vida de esforços, se debruçando sobre os esforços intelectuais de diversas pessoas em todo o mundo? Se incorporou isso paulatinamente no seu modo de ver e agir no mundo? Se alguém não passou por todo esse processo, e mais importante, se não tiver a mesma motivação, dificilmente entenderá a força desse processo.

            Mais uma vez, para esse impasse só o amor dará a solução: amar sem exigências. Sim, pois quando amamos sem exigências deixamos de sofrer pelo que o outro fez ou deixou de fazer. 

            Isso me lembra também a lição que o pessoal de ajuda mútua – AA, deixou nas orientações de Al-Anon: “Não se envolva emocionalmente com a bebedeira do seu marido! Ame o homem que ali está envolvido com a dependência, apesar de você não aceitar a dependência. Mas saibamos separar as coisas: o homem que está e é dependente, é o centro do amor; sua dependência é alguma coisa que diz respeito a ele e que ele deve sentir até que ponto deve continuar.    


Publicado por Sióstio de Lapa em 18/10/2020 às 00h17
 
17/10/2020 00h16
ESPÍRITO DE CRISTO

            O Pai determinou que eu usasse a estratégia do Marketing Multinível (MMN) para criar a maquete do seu Reino. Será um trabalho onde a fraternidade será aplicada no seu apogeu, transformando o suor do trabalho em virtudes de aquisições materiais para melhor poder ajudar ao próximo que ainda virá.

            O Cristo, enviado do Pai com a missão especial de ensinar sobre o amor, oferece um caminho a seguir conforme João escreveu sobre Ele em 8,12: “Aquele que me segue não andará em trevas”.

            Assim, de posse da estratégia que o Pai me deu e do caminho que o Cristo oferece, estou apto a começar a jornada, a cumprir a promessa, a minha missão.

            Já tenho 16 pessoas dentro dessa estratégia do MMN, mas ainda nenhuma iluminada devidamente por essa compreensão. Ainda estão cegas pelas vantagens e desvantagens que o mundo material pode oferecer. É importante meditar na vida e obra de Jesus, que escolheu 12 pessoas para levar sua missão à frente. Esta é a nossa maior solicitude com todos que estão dentro da estratégia esotérica de formar o Reino de Deus com uma plataforma comercial, empreendedorista.

            O Espírito do Cristo deve se sobrelevar a toda doutrina materialista inerente ao MMN, para ser encontrada mais além a vontade do Pai que nela está escondida.

            À muitos, porém, que ouvindo toda a estratégia impregnada do Evangelho, sentem pouco ou nenhum fervor, é porque lhes faltam o Espírito do Cristo

            Quem, porém, entender e saborear toda a plenitude que este trabalho pode oferecer, toda a magnificência das lições do Cristo, deve esforçar-se para moldar nele, na própria vida, o instrumento do MMN impregnado pelo Evangelho.

            Qual é a vantagem de discorrer profundamente sobre a missão do Cristo, dentro de qualquer igreja, de qualquer religião, se não encontramos a humildade suficiente de ir em busca do próximo para lhe apresentar o plano divino de Deus, mesmo que revestido de benefícios materiais? Com medo de sermos mal compreendidos ou rejeitados? Com medo que o medo do próximo nos acuse de qualquer iniquidade? Fiquemos atentos, pois podem ser criados diversos obstáculos para impedir que deixemos a zona de conforto e procurar ir em busca do cumprimento da missão.

            Em verdade, palavras sublimes não é o que irá ser nossa testemunha frente ao Pai ou frente ao Mestre, e sim o exemplo da vida prática sintonizada com a vontade de Deus ou coerentes com as lições do Mestre. É preferível sentir o pesar, o arrependimento por não seguir as palavras do Mestre, do que ser eficaz em saber-lhes as definições.

            Não importa saber com certeza todas as palavras e conceitos da Bíblia, dos filósofos, se não pratico o amor e a graça de Deus nas diversas circunstancias da minha vida. Isso se tornaria vaidade, pura vaidade, pois tudo é vaidade, exceto amar a Deus e só a Ele servir. A suprema sabedoria consiste em tender para o reino do Céu pelo uso fraterno daquilo que o mundo material pode nos oferecer.

            Podemos olhar ao nosso redor e verificar quanta vaidade nos reveste... vaidade em amontoar riquezas cobiçadas e nelas por a nossa confiança; vaidade em ambicionar honras e querer elevar-se a altas posições; vaidade em seguir os apetites da carne e desejar o que mais tarde será gravemente punido; vaidade em desejar viver muito e esquecer de viver bem; vaidade em preocupar-se só da vida presente, material e não prever a vida futura, espiritual; vaidade em se apegar ao que tão vertiginosamente passa pelo nosso corpo e não trabalhar com pressa pela alegria futura que sempre durará no nosso espírito.

            Lembremos da sentença de Eclesiastes (1,8): “Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir.” Significa que devemos nos desapegar das coisas visíveis e audíveis, pois esse desejo material nunca será saciado. Devemos transportar nossos sentidos para as coisas invisíveis, sintonizadas com Deus, para não manchar nossa consciência e perdermos a graça do Pai. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 17/10/2020 às 00h16
 
16/10/2020 00h15
CRISTO

            Há 2.000 anos Tu andaste entre nós, humilde e de tanta graça. Trazias uma missão dolorosa cuja compreensão Te fez verter suores de sangue. Pelo veículo carnal que administravas, tinhas completo domínio sobre o Behemoth, jamais vimos a expressão dele em Teu comportamento, a não ser quando fizestes a maior confusão com os mercadores do Templo, se aquilo foi verdade. 

            Tuas lições ecoaram por todos os séculos, passados e vindouros. Nós, tão dependentes do Behemoth, citado na Bíblia, temos em Tuas lições um verdadeiro manual de como domesticar essa fera, para que ela atue apenas nos atributos pelos quais Deus a criou: facilitar e administrar a nossa sobrevivência automática, mas sem levar prejuízos ao próximo que tem idênticas necessidades como nós.

            O Mestre se coloca como exemplo, com suas lições teóricas e com seu comportamento prático. Um modelo ao qual devemos seguir como Caminho, Verdade e Vida. Tenho essa convicção de fazer a vontade de Deus seguindo as lições do Mestre Jesus. Mas, confesso, parece que ainda não estou preparado para adentrar essa sala de aula, estudar e procurar imitar, pois não consigo disciplinar adequadamente esse monstro que habita em mim. Como poderei entrar nessa sala de aula tão maravilhosamente divina, se trago em meu veículo corporal as marcas tão evidentes do Behemoth, como o sobrepeso perto da obesidade?

            Parece que tenho de passar por uma fase de desintoxicação dos efeitos mentais dessa fera, ficar 40 dias no deserto como uma prova de controle do meu espírito sobre as tentações ilícitas do Behemoth, assim como o Cristo antes de iniciar sua missão, passou 40 dias no deserto sofrendo as piores tentações do inimigo de nossas almas.

            Há muito tempo eu tento ingressar nessa sala de aula, mas não consigo. Aos 33 anos, imaginei: agora irei pegar o bastão do Mestre que foi morto aos 33 anos de idade. Como naquela corrida de revezamento, eu imaginava pegar o bastão das mãos do Cristo e seguir adiante com a tarefa que ele tinha. Ledo engano! Facilmente me esqueci desse propósito. Ao completar 60 anos, observei que Jesus ao completar 30 anos iniciou sua missão. Então imaginei... já que sou mais fraco e menos competente, o Pai está me dando o dobro da idade do Cristo e daí em diante desenvolverei uma missão própria para mim, mas muito parecida com a do Cristo, e conduzirei o bastão durante 6 anos, o dobro do trabalho missionário do Cristo.

            Mais uma tristeza para a minha alma. Agora, faltando 4 dias para completar os 68 anos, faço uma retrospectiva e me vejo ainda sem o devido fardamento para adentrar a sala de aula do Mestre. Mas o Pai, sempre me aparece com nova chance de redenção. Coloca em minhas mãos um livro com o título “Imitação de Cristo”, escrito pelo padre Tomás de Kempis, em um convento para monges. Nele fala o Cristo, o homem de todos os tempos e lê-se o Evangelho que será pregado até a realização do Reino de Deus.

            Será que é isto que o Pai quer de mim desta vez? Me preparar mais uma vez para adentrar a sala de aula do Cristo pegar o seu bastão e seguir na caminhada até o fim dos meus dias? E como será agora esses novos prazos? 

            Então, chega a intuição. Eu deverei me preparar para pegar o bastão, a partir dos meus 68 anos, lendo e praticando este livro que é uma recapitulação prática do Evangelho. Com o bastão nas mãos, terei o tempo de vida dado a João Evangelista, 94 anos, produzindo todo esse tempo da mesma forma que ele. João mais tarde voltaria à Terra assumindo o corpo biológico de Francisco de Assis, o qual, por milagre, adquiri o seu próprio nome acrescido da partícula “das Chagas”, como prenúncio do sofrimento que eu iria sofrer.


Publicado por Sióstio de Lapa em 16/10/2020 às 00h15



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr