Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
12/07/2026 00h01
CRISTÃOS E COPA DO MUNDO (2)

            Irei reproduzir aqui partes do pensamento do pastor e professor universitário Tassos Lycurgo, num vídeo que ele postou em seu canal do Youtube, em 05-07-26, com 167 mil visualizações em 08-07-26.



            Após vermos os fatos, a hipocrisia, e o que fazer com tudo isso? Vamos lembrar de um mandamento que é uma obrigação de família. Em Hebreus 13:3, diz assim: “Lembrai-vos dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se vocês mesmos estivessem sendo maltratados”. O que isso nos ensina e nos indica? O que as Escrituras estão nos chamando a fazer? Primeiro, elas não estão nos chamando a termos uma espécie de pena à distância, pena de longe. Ela chama você a se colocar dentro da situação.



            A doutrina do Corpo de Cristo, ela é veemente. Lá em 1 Coríntios 12:26, as Escrituras dizem: “Se um membro padece, todos os membros padecem com ele”. Aquele cristão preso do outro lado do mundo não é um estranho por quem você sente uma vaga solidariedade. Ele é o seu irmão, da sua família. O sangue dele é o mesmo que o seu, pois ambos correm da mesma fonte espiritual, e família não abandona família na prisão. Na prática, diante disso que nós vimos, o que fazer? Primeiro, informe-se e informe outras pessoas. O maior aliado do perseguidor é o desconhecimento. Quanto o mundo não souber, o regime age impunemente. Vamos romper o silencio, vamos falar sobre isso, compartilhar os dados, postar, comentar, para que chegue mais adiante, para mais pessoas.



            Também existem organizações sérias que documentam a perseguição há décadas. Vamos buscar, ler e divulgar. A voz multiplicada é o que transforma uma vítima anônima em um caso que o mundo não conseguirá ignorar.



            Segunda ação prática e relevante: oração. Não de forma vaga, porém mais profundo, ore com nome, com país, com direção. Ore pela igreja escondida em cada uma dessas 14 nações da Copa. Isso dá para fazer, como muita gente sabe. Traz uma exposição de legalidade para a ação sobrenatural, poderosa, soberana de Deus sobre esses regimes. A oração da igreja primitiva, abriu literalmente portas de prisão. Está lá em Atos 12:5-7. Você nunca deve subestimar o joelho dobrado do cristão.



            Terceira ação prática, é sustentar materialmente quem está na linha de frente. Existem missões e entidades que levam Bíblias, socorro jurídico, abrigo, amparo às famílias dos mártires. Você não pode ir literalmente até a cela, mas o seu recurso pode chegar lá. É o mesmo princípio do apóstolo Paulo que dependia de igrejas que sustentavam de longe a obra que ele fazia de perto. Em Filipenses 4:15-16.



            Uma quarta ação, é envolver-se na defesa da liberdade onde você está. Porque a perseguição feroz de hoje, lá longe, quase sempre começou com pequenas erosões de liberdades que ninguém levou a sério. Começou com “você não pode dizer isso, não fale dessa maneira”. Começou com a piada proibida, com a opinião cristã tratada como crime de ódio. A liberdade religiosa e a liberdade de expressão são gêmeas. Quem perde uma, perde a outra logo depois. Então, defender aqui, agora, neste momento, o direito do cristão de falar de acordo com a Bíblia, de discordar do que a cultura predominante diz, de viver a sua fé em público, não é exagero de perseguição, é um antídoto importantíssimo. É impedir que o começo de lá vire o fim de agora.



            Uma perspectiva que só a fé enxerga, para não ficarmos apenas revoltados, e revolta sem esperança, apodrece tudo. A história da igreja tem uma lei que os perseguidores nunca aprendem, que o sangue dos mártires é a semente da igreja. Os impérios que tentaram apagar a fé pela força, todos esses impérios caíram. Roma tentou por três séculos e virou pó. E a fé que eles tentaram enterrar, cresceu justamente onde correu sangue. O perseguidor acha que está apagando uma vela, na verdade está plantando uma floresta. Isso não diminui em nada a dor real das vítimas, mas coloca a dor de cada uma delas dentro de uma história que não termina no túmulo.



            Enquanto 5 bilhões de pessoas celebram a maior copa da história, 14 das 48 seleções que participaram, vem de países que perseguem cristãos. No mundo há 388 milhões de irmãos nossos que sofrem por causa da fé em Jesus Cristo. Isso é a maior violação de liberdade religiosa do nosso tempo e ela virou uma espécie de paisagem escondida atras da festa e da maquiagem, do esporte lavagem, o esporte que é usado para lavar a reputação. Entendemos porque o Ocidente se cala, porque o cristão virou uma vítima politicamente inconveniente, porque o dinheiro e a diplomacia falam mais alto. E porque parte do próprio mundo cristão tem vergonha da própria fé. Vimos a incoerência escandalosa: ou os direitos humanos valem para todos, inclusive para quem não ora, para qualquer pessoa, ou esses direitos não são direitos, são privilégios seletivos.



            Para o cristão, tudo que foi falado não é notícia distante, é família que está na cela, na prisão, no cárcere. A Escritura ordena que a gente se lembre dos presos como se estivéssemos presos com eles. E ordena, de forma prática, saber e divulgar o que está acontecendo. Orar com nome, com especificidade, com direção. Sustentar quem está na linha de frente, e defenda a liberdade aí onde você está. Defenda com todas as suas forças a liberdade. Liberdade de expressão, liberdade religiosa, antes que a erosão da liberdade se transforme em perseguição cruel.



            Não ter medo de dizer o obvio que o mundo combinou de calar. Não podemos ter medo de dizer o obvio que o mundo se articulou para silenciar. E poucas coisas são tão obviamente erradas e tão obviamente silenciadas quanto isto. Há um genocídio lento, distribuído de pessoas cujo único crime é amar a Cristo. E o mundo desviou o olhar, porque a vítima é inconveniente demais para a narrativa que o mundo quer levar adiante, quer construir. Nós não vamos desviar, não vamos ficar cambaleantes sobre as nossas pernas. A gente não aplaude a bandeira e ignora o sangue. A gente tem que ver o retrato por completo. E vendo isso, a situação por completo, a gente age, porque quem tem a liberdade que o irmão não tem, tem também a dívida de usar essa liberdade por ele.



            Que a gente seja a voz dos que foram calados. Isso é o mínimo. E para quem crê, é também o máximo.    


Publicado por Sióstio de Lapa
em 12/07/2026 às 00h01
 
11/07/2026 01h01
CRISTÃOS E COPA DO MUNDO (1)

            Irei reproduzir aqui partes do pensamento do pastor e professor universitário Tassos Lycurgo, num vídeo que ele postou em seu canal do Youtube, em 05-07-26, com 167 mil visualizações em 08-07-26.



            Milhões de pessoas assistem a maior Copa do Mundo da história. Das 48 seleções que disputam o campeonato vêm de países que perseguem os cristãos. São nações onde professar a fé em Jesus Cristo pode custar o emprego, a liberdade, a família, ou mesmo a própria vida. As pessoas aplaudem essas seleções, muitos sem saber que nesses países, há irmãos em Cristo que estão presos, escondidos ou enterrados, por acreditar exatamente naquilo que eu e você, que é cristão, acreditamos. No mundo 388 milhões de cristãos sofrem algum grau de perseguição ou discriminação simplesmente por causa da fé. É como se para a maior parte do planeta eles não existissem.



            Vou trazer três coisas principais: primeiro, ter a percepção real dessa perseguição, o número, os países, os fatos verificáveis – a maior violação dos direitos humanos silenciada do nosso tempo; segundo, ter o entendimento do Ocidente, que se diz campeão dos direitos humanos, é extremamente seletivo, porque a causa cristã é ignorada, minimizada, e às vezes ridicularizada; e terceiro, a percepção que isso tem a ver conosco, cristão livre, aqui, agora, e o que as Escrituras ordenam a cada um de nós a fazermos com essa informação?



            De acordo com dados internacionais sobre liberdade religiosa, falam de um espectro que vai da discriminação no emprego, na escola, prisão arbitrária, destruição de igrejas, sequestro, tortura, assassinato.



            Vamos ver a correlação disso com a Copa do Mundo. Uma instituição pontifícia que é ligada a igreja Católica, que acompanha a perseguição religiosa no mundo há décadas, mostra a maior parte de países perseguidores da Igreja, no torneio recente. Esses regimes gastam fortunas para brilharem no palco esportivo mundial, para comprar a imagem de nações modernas, festivas, abertas. É o que se chama de esporte-lavagem, usar o futebol para lavar a reputação. E o mundo compra isso. O mundo aplaude a bandeira no gramado e nunca pergunta o que acontece com o Pastor que naquele mesmo país foi preso por ter uma Bíblia. A Copa vira maquiagem, e a maquiagem funciona, porque, nós espectadores deixamos que a maquiagem funcione mesmo.



            Há um paradoxo enorme, quando comparamos o que é postular com a ausência total de liberdade religiosa, em especial quanto o Cristianismo nesses países. Não estou falando das pessoas, dos funcionários, e sim dos regimes, dos governos, as ideologias que oprimem o Cristianismo. Jamais os povos, que em certos lugares, os cristãos perseguidos são o próprio povo daquela nação, sofrendo nas mãos do próprio Estado. Isso não é uma ideia de nós contra eles, países contra países. Estamos falando da humanidade que ama a liberdade, contra os regimes que esmagam a humanidade onde que que eles se instalem.



            A falsa ideia de que o Cristianismo é uma religião ocidental opressora, basta contrapor que os países perseguidores estão no lugar onde Cristo nasceu, no Oriente Médio. As igrejas mais antigas do mundo estão em algumas das regiões onde mais se persegue o cristão. Não é expulsar um invasor estrangeiro, é arrancar uma raiz que está naquele solo há 2.000 anos, muito antes de várias das ideologias que agora perseguem o próprio Cristianismo.



            Por que a maior violação de liberdade religiosa do planeta, recebe tão pouca atenção? Não é falta de informação. Os relatórios existem, são públicos, são detalhados. Por que o silêncio?  



            Vamos elaborar algumas razoes, fugindo de qualquer teoria da conspiração para esse silêncio absurdo, da perseguição de quase 400 milhões de cristãos.



            Boa parte da narrativa cultural dominante do Ocidente, o cristão foi enquadrado como opressor histórico, nunca como vítima. Criou-se uma espécie de hierarquia de vítimas, a grupos, de acordo com a narrativa e a cultura e o mundo. A narrativa cultural predominante a grupos cuja dor merece manchete e grupos cuja dor é constrangedora de admitir. E o cristão perseguido caiu como principal personagem do segundo grupo. Chamar a atenção para o sofrimento do cristão, complica a narrativa que parece ser pré-projetada, arrumada, construída, artificial, de que o Cristianismo é só poder, colonização e privilégio. Então, a solução mais simples é não olhar para a realidade. Assim, 388 milhões de pessoas se tornaram vítimas, politicamente inconvenientes, e por isso não se fala delas.



            Segunda razão, até mais crua, mais direta, tem a ver com dinheiro e geopolítica. Vários dos regimes que mais perseguem cristãos são parceiros comerciais poderosos, fornecedores de energia, são mercados gigantes. Denunciar com firmeza a perseguição custa contrato, acordo, diplomacia. Então, governos ocidentais fazem uma nota tímida de preocupação, tiram fotos sorridentes com o ditador ali na cúpula e seguem o baile. No caso do Brasil isso acontece a todo momento. A liberdade religiosa vira moeda de troca e quase sempre é a primeira a ser gasta.



            Uma terceira razão, dolorosa e interna, é o seguinte. Parte do próprio mundo ocidental que podemos dizer que é cristão de batismo, tem vergonha da própria fé. Uma elite cultural que acha brega, atrasado, embaraçoso, falar de Jesus Cristo e por isso não move um dedo por quem morre por Jesus Cristo. É o cristão morno do qual o próprio Cristo falou que de acordo com Apocalipse 3:16, é aquele que será vomitado. Gente que ainda usa o rótulo, mas perdeu a coragem do conteúdo, a essência, que se diz cristão, mas vive como se Deus não existisse. É uma situação incrível, porque não existe um defensor pior para uma causa do que o que tem vergonha da causa que diz defender.



Há uma incoerência que é, na melhor das hipóteses, escandalosa. O Ocidente se apresenta como o grande campeão dos direitos humanos, da diversidade, da tolerância, do que ninguém deve sofrer por quem é. Ninguém deve sofrer por ser quem ele é. Isso é um princípio que existe graças ao Cristianismo, aos países de base cristã. Mas, por que, esse princípio tão barulhento para tantas causas, emudece quando a vítima é o cristão? Por que uma igreja incendiada, um pastor preso, uma menina cristã sequestrada e forçada a se converter para outra religião, não geram a mesma comoção, o mesmo hashtag, o mesmo minuto de silêncio? Ou os direitos humanos valem para todos os humanos, inclusive para os que oram, para os que rezam o Pai Nosso, ou eles não são direitos humanos coisíssima nenhuma, são direitos seletivos. E direito seletivo é o nome elegante de privilégio disfarçado de princípio.



            Temos que ser justo com algumas pessoas que se calam, porque nem todo silêncio é maldade. Há um silêncio que decorre de ignorância, gente que não sabe porque ninguém contou a essas pessoas. É por isso que temos que esclarecer e afastar a ignorância desse assunto. A arma mais poderosa contra o silêncio não é o grito da indignação. A arma mais poderosa contra o silêncio é a informação chegando a quem não a conhecia, quebrando a engrenagem da ignorância.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 11/07/2026 às 01h01
 
10/07/2026 00h01
O MANIFESTO CRISTÃO 5. TIRANIA OU TEOCRACIA

Continuando com a digitação do vídeo feito por Francis Schaeffer, da Escola Charles Spurgeon, Teologia com Espiritualidade, Cristo entre o alfa e o ômega, publicado há 9 anos no youtube e registrando 20 mil visualizações em 06-06-2026.



Onde os cristãos que seguem a bíblia estiveram nos últimos 40 anos? Tudo isso aconteceu nos últimos 80 anos. Tenho 70 anos, acabei de fazer aniversário. Então, sou apenas 10 anos mais velho do que quando nada disso era verdade nos Estados Unidos.



 O clima que ocorreu nos últimos 40 anos, onde estávamos, nós, cristãos que acreditamos na bíblia? Não deveríamos nos surpreender, os teólogos liberais não ajudaram em nada. Mas, onde estávamos quando mudamos para esse outro consenso e ocorreram todos os horrores e estupidez do momento presente que se abateram sobre nossa cultura?



Devemos reconhecer que este país está perto de ser perdido, em primeiro lugar por causa de uma conspiração humanista. Acredito que há aqueles que conspiram, mas não é por isso que este país está quase perdido. Está quase perdido não por causa de uma conspiração humanista, mas porque os cristãos bíblicos dos últimos 40 anos disseram que sabiam que a realidade final é este Deus pessoal infinito; que Ele é o criador de tudo. Eles disseram que sabiam disso e não fizeram nada a respeito.



O consenso mudou, houve um grande silêncio dos cristãos deste país. Simplesmente ficaram em silêncio evangélico. Não se levantou a voz. Na verdade, foi como espetar alfinetes no eleitorado evangélico.



Houve um vasto silêncio do que Deus tinha nos dizer, apesar de toda a facilidade que ainda temos, de todas as liberdades que temos, todas as bênçãos secundárias que tivemos com a pregação do evangelho, e deixamos a crítica do avanço sorrateiro do mal escapar por entre os nossos dedos.



Durante a vida da maioria dos que estão aqui, durante a nossa vida nos últimos 40 anos, essas coisas aconteceram. Não são culpados apenas os líderes cristãos. Onde estavam os advogados cristãos? Porque eles não desafiaram essa mudança na visão do que significa a primeira emenda? Onde estavam os médicos cristãos para se manifestarem contra o aumento das clínicas de aborto? E todos os outros empresários cristãos, onde estavam para colocar suas vidas e seu trabalho em risco?



Onde estavam os educadores cristãos quando perdemos nosso sistema educacional? Onde estávamos cada um de nós no que aconteceu nos últimos 40 anos?



Este país foi fundado numa base cristã, com toda a sua liberdade para todos, não apenas para os cristãos. Mas, toda a nossa liberdade, para todos, agora isso está para ser amplamente perdido.



Estamos a avançar rapidamente para uma cultura totalmente humanística.



O Congresso abre com uma oração. Os 13 congressos provinciais que enviaram representantes para formar o nosso país na Filadélfia, consideravam estes congressos provinciais realmente abertos até que houvesse uma oração.



O Congresso em Washington não abre até que haja uma oração. Mas as crianças não podem rezar na Geografia de uma escola pública. Quanto estúpidos podemos ser? Repito, não somos apenas imorais, somos estúpidos!



Não sei o que é pior, ser imoral ou estúpido. Não somos apenas imorais, somos estúpidos em relação ao lugar a que nos permitimos chegar sem perceber. Não há outra palavra que se possa usar para a situação atual que acabei de descrever, exceto a palavra tirania.



É isso que enfrentamos. Uma visão de mundo que nunca nos daria as liberdades que nos foram impostas pelos tribunais e pelo governo. Mantemos os homens que sustentam essa outra visão de mundo, quer queiramos ou não. Mesmo que isso esteja destruindo as próprias liberdades que dão liberdade para os excessos e para as coisas que são erradas.  



Nós que somos cristãos e outros que amamos a liberdade, deveríamos agir hoje como os pais fundadores agiram em seus dias. Aqueles que fundaram este país, acreditavam que estavam enfrentando uma tirania. Tudo o que nós precisamos fazer é ler seus escritos. É por isso que a guerra foi travada para fundarmos nosso país.



Acreditávamos que Deus nunca quis que as nós estivéssemos sob governos tirânicos. Naquela época, fazíamos isso por uma questão pragmática ou econômica. Agora, isso também está envolvido, mas, por princípios eles eram contra a tirania.



Se os pais fundadores se posicionaram contra a tirania, deveríamos reconhecer que neste ano de 1982, se eles estivessem aqui, um deles diria a mesma coisa: o que você está enfrentando é tirania, o mesmo tipo de tirania que combatíamos.



Quando começamos a falar sobre a necessidade de reintroduzir os valores cristãos na discussão, alguém grita que queremos uma teocracia. Devemos deixar bem claro que não somos a favor de uma teocracia, nem de nome, nem de fato.



Mas, devemos mostrar que já enfrentamos uma censura oculta na qual é impossível apresentar a outra visão de mundo. Numa televisão pública é absolutamente impossível dar alguns exemplos.



Quando vivíamos dentro da Cristandade, com reis que obedeciam a Deus através dos papas, a sociedade europeia mostrava mais frutos positivos em todas as áreas, ciência, arte, religião. A hierarquia tendo no ápice a figura de Deus, que procurávamos obedecer, nos deixava com a liberdade para agirmos fraternalmente com todos, considerados como irmãos. Mesmo que isso fosse difícil devido aos nossos instintos animais, mas o progresso nessa área significava irmos burilando o nosso espírito para não interferir com o progresso espiritual que estava em primeiro plano. Com esta visão humanista, que tira Deus do ápice e coloca o próprio homem, observamos que os instintos agora se desenvolvem sem freios, sem limites, alegando motivos científicos e de bem estar geral para eliminar os mais fracos ou transforma-los em animais que devem ser mantidos, vivos e ignorantes, para trabalharem para o bem estar dos líderes, que avançam sem cerimônia no progresso material, atropelando o bem estar do próximo sem nenhuma compaixão. A tirania se instala e a visão cristã é recusada por ser um tipo de teologia que vai construir o mesmo que os tiranos já construíram.  


Publicado por Sióstio de Lapa
em 10/07/2026 às 00h01
 
09/07/2026 00h01
O MANIFESTO CRISTÃO 4. CONCEPÇÃO E VIDA

Continuando com a digitação do vídeo feito por Francis Schaeffer, da Escola Charles Spurgeon, Teologia com Espiritualidade, Cristo entre o alfa e o ômega, publicado há 9 anos no youtube e registrando 20 mil visualizações em 06-06-2026.



A Newsweek de 11 de janeiro publicou um artigo sobre o bebê no útero. As primeiras 5 ou 6 páginas são maravilhosas. Mostram conclusivamente o que todo biólogo sempre soube a vida humana. Ela começa com a concepção, não há outro momento para a vida humana começar, exceto na concepção. A vida do macaco começa com a concepção, a vida do burro começa com a concepção, e a vida humana começa com a concepção.



Biologicamente, não há discussão, nunca deveria ter havido. É um ponto de vista científico, não estou falando de religião. Essas 5 ou 6 páginas abordam com muito cuidado, o fato de que a vida humana começa na concepção.



O problema não é determinar quando a vida humana realmente começa. As 5 páginas anteriores mostraram isso. Mas, quando o valor dessa vida começa a encontrar outras considerações, como a saúde ou mesmo a felicidade da mãe. Não se está falando apenas sobre a saúde da mãe, é uma frase de propaganda. O mesmo sobre felicidade da mãe. Felicidade hedonista, egoísta, pode tirar a vida humana por sua escolha, por lei.



Por lei! Com base em sua escolha individual, do que a faz feliz, ela pode tirar o que foi declarado nas primeiras 5 páginas.



Como sendo, sem qualquer dúvida, uma vida humana, reconhecida, é certo matar essa vida humana? Se isso deixa a mãe feliz? Isso não é diferente de Stalin, Mao Tsé-tung ou Hitler, matando quem eles mataram, pelo alegado bem da sociedade.



Não há nenhuma linha de separação entre as duas comparações, uma segue a outra. Uma vez reconhecida a aceitação da morte da vida humana em bebês, nascidos ou não nascidos, abre as portas para a retirada arbitrária de qualquer vida humana. Foi essa visão que abriu as portas para tudo que se seguiu na Alemanha, antes de Hitler.



É interessante observarmos que a única Suprema Corte no mundo ocidental, que decidiu contra o aborto fácil, seja a Suprema Corte da Alemanha Ocidental. E a razão pela qual eles fizeram isso, é porque eles sabiam, pois é uma história clara, que essa visão da vida humana na profissão médica e na profissão jurídica, combinadas, antes de Hitler entrar em cena, foi o que abriu o caminho para tudo o que aconteceu na Alemanha nazista.



Por isso, a Suprema Corte alemã votou contra o aborto fácil, porque eles sabiam muito bem onde isso leva.



Muitos não são negros nesta plateia, mas se eu estivesse no grupo minoritário deste país, esta noite, eu teria medo. Já vi negros grandes e lindos se levantarem em nossos seminários e dizerem: senhor, você acha que há um viés racial em tudo isso? E eu tenho que dizer – certo, você acertou precisamente. Uma vez que essa porta esteja aberta, há algo a temer.



Nós, cristãos, devemos estar profundamente preocupados. Eu não consigo entender, por que o advogado liberal da união pelas liberdades civis não está morrendo de medo dessa porta aberta para a vida humana?



Todos que entendem alguma coisa de história, qualquer coisa sobre a história do direito, qualquer coisa sobre a história da medicina, deveriam estar assustados. Essa é uma porta assustadora que está aberta.



Já valeria a pena passar grande parte de nossas vidas lutando contra o aborto fácil, porque é a matança de vidas humanas, e é apenas um sintoma do total do que estamos enfrentando.



É o humanismo, o homem como a medida de todas as coisas, vendo a realidade final como sendo apenas material ou energia moldada pelo acaso. Portanto, a vida humana não tem valor intrínseco; portanto, a preservação de qualquer vida individual ou de qualquer grupo de seres humanos, é uma escolha puramente arbitrária da sociedade no momento.



As portas da enchente estão escancaradas. Temo que muitas vezes os cristãos não tenham apenas valores relativistas, porque, infelizmente, os cristãos podem viver com valores relativistas, mas temo que muitas vezes pessoas como os advogados liberais da união das liberdades civis e os cristãos, não tenham apenas valores relativistas. Mas eles também são simplesmente estúpidos em relação às lições da história. Ninguém que conheça sua história, pode deixar de ficar abalado pela virada que fizemos em nossa cultura.



Por causa da mudança no conceito da realidade básica, agora não podemos ficar surpresos quando os teólogos liberais apoiam essas coisas, porque a teologia liberal é apenas humanismo.



Como é importante termos conhecimento dessas questões éticas e morais para subsidiar nosso conhecimento técnico e científico. Lembro que ao terminar o meu curso médico, defendia o direito das mulheres quanto o seu corpo. Orientei de forma errada, contra a minha tendência pessoal, o meu pensamento cristão, a muitas pacientes grávidas pela saída de suas angústias quanto a situação, pelo aborto fácil e consequente resolução dos seus problemas. Afinal, aprendi que a pessoa é proprietária do seu próprio corpo e poderia usá-lo ao seu livre prazer, e o filho gerado seria apenas um percalço em seu caminho, que poderia ser retirado como qualquer parasita que tivesse lhe acometido. Hoje, vejo o quanto estava errado, e espero que o pouco que faço de bondade consiga cobrir os tantos erros que cometi, pedindo perdão a quantas almas que deixei no prejuízo, tanto das mães que perderam seus filhos, quanto dos filhos que perderam as suas mães. Por isso, também, hoje, procuro ver com certa compaixão a quantos irmãos que fazem iniquidades, perversidades, maldades contra o próximo, pois eles podem estar agindo como eu agia no passado.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 09/07/2026 às 00h01
 
08/07/2026 00h01
O MANIFESTO CRISTÃO 3. TIRANIA DOS TRIBUNAIS

Continuando com a digitação do vídeo feito por Francis Schaeffer, da Escola Charles Spurgeon, Teologia com Espiritualidade, Cristo entre o alfa e o ômega, publicado há 9 anos no youtube e registrando 20 mil visualizações em 06-06-2026.



Tudo é relativo, portanto, ao se desvincular da lei de Deus em qualquer conceito, você logo se desvincula de um construcionismo estrito, e cada decisão deve ser vista como uma escolha arbitrária de um grupo de pessoas sobre o que elas podem honestamente pensar que é para o bem sociológico da comunidade, do país, no momento.



Agora, os tribunais estão cada vez mais legislando e, portanto, os poderes do legislador estão cada vez mais diminuídos em relação ao poder dos tribunais. Os que estão a favor do aborto tem sido sábio, sobre isso, nos últimos 10 anos; e os cristãos, muito tolos. Às vezes, me pergunto, porque os que são a favor do aborto têm usado os tribunais para seus fins em vez dos legislativos? Porque os tribunais não estão sujeitos ao pensamento das pessoas, nem a sua vontade, seja por eleição ou reeleição. Consequentemente, os tribunais têm sido o veículo usado para trazer toda essa visão e forçar a nossa população total, principalmente os legislativos. O resultado é um sistema de valores relativista, uma falta de qualquer significado final para a vida. Por que a vida humana teria algum valor?



Na realidade, não apenas nós vamos morrer individualmente, mas toda a raça humana vai morrer um dia. Não precisamos levar em conta a queda das bombas atômicas, um dia em que o mundo ficará muito quente, ou muito frio. Isso é o que nos é dito nesta outra realidade final. E um dia todos nós estaremos mortos, não individualmente, mas toda a vida consciente neste mundo estará morta. Ninguém mais verá os pássaros voando, não haverá mais sentido para a vida.  E eu não falo só academicamente, trancado em um cubículo escolar.



Há muitos jovens e mais velhos que não estão vivendo em um ambiente romântico. Eles percebem qual é a situação, eles não conseguem encontrar nenhum significado para a vida. O significado da poesia negra é o significado das peças negras, é o significado de tudo isso, é o significado das palavras punk rock (gênero musical contracultural, caracterizado pela energia crua, letras de protesto antissistema).



Com base no que estão aprendendo na escola, a realidade final é apenas essa coisa material. Eles não estão errados eles estão certos. Nessa outra base, não há significado para a vida e não apenas não há significado para a vida, mas, não há um sistema de valores fixo.



Descobrimos que a lei se baseia apenas em uma base relativista, e essa lei se torna puramente arbitrária. Isso é trazido à tona, especificamente, e talvez mais claramente nas escolas públicas.



Neste país, nos tribunais deste país, é absolutamente ilegal desde as séries mais baixas até a universidade, que as escolas públicas ensinem qualquer outra visão de mundo exceto esta visão de mundo material, de energia final. Isso é feito independentemente do que os pais possam desejar, isso é feito independentemente do que aqueles que pagam os impostos para suas escolas possam desejar. Essa visão, da falsa visão da realidade sobre a população total não importa.



Descobrimos que recentemente na revista Time, havia um artigo que dizia que havia uma pesquisa que apontava que cerca de 76% das pessoas neste país achavam que seria uma boa ideia ter a criação e a evolução ensinadas nas escolas públicas. Não sei se a pesquisa é precisa, mas assumindo que a pesquisa seja precisa, o que isso significa? Significa que as escolas públicas são informadas pelos tribunais de que não podem ensinar isso, embora 76% das pessoas nos Estados Unidos queiram que isso seja ensinado. Vou dar uma palavra para isso: tirania. Não há outra palavra que se encaixe em tal ponto.



Ao mesmo, tempo descobrimos que a profissão médica mudou radicalmente. No passado a ideia era: como posso salvar esta vida? Mas, para muitos estudantes de medicina agora, não é como posso salvar esta vida, mas, devo salvar esta vida?



Isso está em todo lugar, não é apenas aborto, fanticídio; é permitir que os bebês morram de fome depois de nascerem, se não atingirem o conceito de qualidade de vida que vale a pena ser vivida. Não esqueçamos que muitas vezes leva cerca de 15 dias para esses bebês morrerem de fome. Não há método de aborto que não seja doloroso para a criança.



Descobrimos que a profissão médica mudou muito. Tenho certeza de que há médicos aqui na plateia que pensam de forma muito diferente, que realmente sentem que a vida humana é importante, que não aceitaria isso facilmente.



Precisamos assistir aos programas de TV e ouvir sobre o aumento das matérias sobre eutanásia, permitindo que a criança com síndrome de Down morra de fome se nascer dessa forma. Cada vez mais descobrimos que em todos os lados, a profissão médica mudou suas visões. A visão agora é: vale a pena salvar esta vida?



Vamos refletir que isso também se aplica a nós, que isso não parar somente no aborto, na síndrome de Down. Há na Inglaterra uma organização horrível que ensina aos idosos a cometer suicídio. Devemos ajudá-los a se livrar dos idosos porque são um fardo econômico incômodo?



Quero dizer a todos que começam a minar a profissão médica; o valor intrínseco da vida humana está fundamentado no conceito judaico cristão, de que o homem é único, porque foi feito à imagem de Deus. Seu valor não é porque ele é um consumidor forte, o objeto sexual ou qualquer outra coisa. Seu valor é intrínseco, porque ele é único no universo, pois foi feito a imagem de Deus.



Caso contrário, qualquer compaixão que este país tenha, certamente está longe de ser perfeita e nunca foi perfeita nem depois da reforma. Houve uma era de ouro, mas qualquer compaixão que já tenha existido está enraizada no fato de que nossa cultura sabe que o homem é único pois foi feito a imagem de Deus.



Situação que pode muito bem ser aplicado no Brasil atual, e bem exemplificado nos países onde a ditadura da toga foi instalada para perpetuar os tiranos no poder.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 08/07/2026 às 00h01
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