Meu Diário
27/11/2022 00h01
UM BRADO BRASILEIRO

            A sociedade organizada, coerente, de bons princípios, constrói elementos institucionais para defesa da vida com dignidade para todos, principalmente na garantia da liberdade, o maior bem que a pessoa humana possui e que sempre está sendo cobiçada por terceiros que se consideram em posição de superioridade.



            Por esse motivo é que os cargos de grande responsabilidade na sociedade devem ser exercidos por pessoas de boa índole, de boa formação cultural e espiritual, para que as tendências egoístas próprias da nossa natureza animal não corrompa suas obrigações institucionais, quando em cargo hierarquicamente superior.



            Quais são esses cargos estratégicos responsáveis pela garantia de nossa dignidade humana? Em nossa atual conjuntura brasileira, posso citar os três poderes da República, executivo, legislativo, judiciário. Outro poder que podemos citar é o poder militar, mas este está subordinado ao poder civil, nas suas três esferas, principalmente o executivo, que é o chefe das forças armadas.



            Tudo isso em teoria é muito coerente, tudo disciplinado pela democracia, que é o governo da maioria. Aqui está o problema. A democracia, tão elogiada na teoria, na prática não se aplica. Como pode ser democrático um voto que a pessoa vende por qualquer migalha de pão ou por um cargo ou emprego que ela não tem condições de conquistar pelos seus próprios valores? Então, o egoísmo de pessoas que detém certo poder financeiro, compra a ideologia de políticos, que por sua vez engana os eleitores, nas escolas ou nas comunidades, e aquele voto viciado faz um cargo ser aparentemente conquistado pela democracia. Chegamos a um ponto tão crítico, que pessoas visivelmente deformadas em seu caráter humano, mentirosos, bandidos, assassinos, ladrões, terroristas, já reconhecidos e punidos pela justiça, terem oportunidade de serem candidatos e imaginem... de seres eleitos!? E essas pessoas, conquistando cargos estratégicos com tais artimanhas, agora tem o poder de colocar elementos de sua quadrilha em cargos públicos dentro de instituições importantes, como a justiça.



            Quando acontece uma situação como esta, a sociedade está em franca decadência dos seus valores humanos de dignidade e justiça. Os cidadãos se sentem tolhidos em sua liberdade, sua voz amordaçada, seus bens sequestrados... a quem recorrer, se a própria justiça é a protagonista de tais atos de iniquidade? Parece que a única instituição a qual ainda podemos pedir socorro é a força militar. É composta de pessoas que foram educadas para defender os princípios da Pátria, dentro da justiça, patriotismo e honestidade. São pessoas que não foram contaminadas nem cooptadas pela sedução dos corruptos. Mas, que podemos esperar se tais corruptos se tornam os chefes deles? Aqueles que no passado jogaram bombas sobre eles, agora pegam o bastão da hierarquia e fazem eles defenderem seus furtos e demais atos iníquos? Como tais homens se sentirão ao serem obrigados a fazerem isso?



            Este é o brado que nós, brasileiros honestos e de bom coração, conscientes da ameaça que paira sobre nós, fazemos aos nossos militares: não se deixem colocar a coleira da iniquidade sobre as medalhas de heroísmo que revestem seus peitos, nas lutas por nossa soberania, tanto aqui quanto no exterior; que se lembrem que suas missões é a nossa defesa, e que a nossa destruição, é a destruição da pátria, a destruição da missão mais nobre que deixamos em suas mãos: a defesa da liberdade!



Publicado por Sióstio de Lapa em 27/11/2022 às 00h01
 
26/11/2022 00h01
COPA DO MUNDO X COPA DA LIBERDADE

            O Brasil sempre brilhou nos gramados do planeta, na Copa do Mundo, com seu gingado, criatividade e estratégia com a posse da bola. Temos orgulho dos nossos atletas, da camisa amarela, canarinho, a fazer suas coreografias coletivas que terminavam com um grito uníssono de todos nós: Gooooooool!!!!!!



            Hoje, estamos mais uma vez em clima de Copa. A Copa do Mundo do Futebol está novamente nos gramados com a camisa amarela. A coreografia coletiva volta a funcionar, o drible, o passe, o escanteio, o tiro de meta, a falta, o gingado, a comemoração do gol, tudo isso volta aos estádios.



            Mas o Brasil, agora, está dentro de outra Copa, a Copa da Liberdade. Agora, não são apenas 11 atletas em campo, agora são milhões nas ruas de todas as cidades, homens, mulheres, jovens, crianças, idosos... todos de camisa amarela e bandeira na mão, de forma pacífica, patriótica, religiosa, procurando fazer o gol da Liberdade. E quem é nosso adversário nesta Copa? Qual é o time que nos desafia? O time da Escravidão que já tem vitórias em muitos países, inclusive aqui na América do Sul, ao nosso redor.



            Quais são os atletas do time da Escravidão? A prepotência, violência, injustiça, censura, vaidade, falsidade, covardia, ignorância, brutalidade, vandalismo, e o capitão, a Mentira.



            Quais são os atletas do time da Liberdade? A humildade, serenidade, justiça, livre-arbítrio, coragem, fraternidade, espiritualidade, trabalho, construção, discernimento, e o capitão, a Verdade.



            Nossos atletas do Futebol hoje estão se apresentando, lá, sem a nossa torcida, pois a nossa Copa da Liberdade, aqui, diz respeito a nossa qualidade de vida, a nossa dignidade humana. E tenho certeza que eles estão mais engajados com nossa vitória aqui do que a vitória lá. A vitória aqui mostrará ao mundo o vigor de nossa brasilidade em defesa dos verdadeiros princípios humanos, que estamos dispostos a deixar o conforto e segurança de nossas casas para ficar nas ruas, bradando aos céus e aos homens de bons princípios, a conquista de nossa vitória.



            Sim, faltou dizer quem são os dois técnicos das duas seleções: pela Escravidão, o técnico é Lúcifer, famoso por se querer ser como Deus; pela Liberdade, o técnico é Jesus, o humilde carpinteiro de Nazaré que aceitou o cargo a pedido do Pai.



Publicado por Sióstio de Lapa em 26/11/2022 às 00h01
 
25/11/2022 00h01
ASCENÇÃO DOS PORCOS – 4-ANTA

            Vejamos uma fábula da floresta, por Caio Coppola, publicada há 3 semanas no Youtube, que considero uma pérola de criatividade dentro da verdade coberta pela mentira e que vou apresentar dividida para não ficar muito cansativa.



            Para sucede-lo o Javaporco queria um animal que andasse de quatro, como ele, mas vaidoso que era, fazia questão que o novo governante não o ofuscasse nem o superasse. Encontrou, finalmente, a candidata perfeita. Essa é a companheira Anta. Anunciou o suíno guinchando de emoção. Confie nela, como vocês confiaram em mim.



            Foi assim que o Javaporco conseguiu uma proeza, elegeu uma autentica Anta para cuidar de toda a floresta. Infelizmente a vaidade do velho suíno cobrou o seu preço. Em alguns meses a Anta já meteu as patas pelos cascos, toda atrapalhada nas suas ações e toda confusa nas suas ideias. Seus discursos incompreensíveis viravam motivo de chacota entre os bichos. Sua incompetência trouxe mais fome e carestia para a floresta.



            Diante desse cenário uma força tarefa de patos e gansos foi designada para investigar os porcos, raposas e lobos.



            Presidindo esse inquérito estava o Marreco, muito austero e sisudo que revelou a floresta o maior esquema de corrupção da história do reino animal.



            Os bichos passavam necessidade porque as provisões de inverno haviam sido saqueadas por membros do conselho. Enquanto os animais do chão recebiam apenas castanha por semana, a elite do reinado se fartava diariamente com frutos saborosos e raízes suculentas, colhidas ilegalmente nas reservas intocadas da selva. Além disso, todo mês lideranças do Conselho ganhavam ração reforçada porque garantia o seu apoio a todas as medidas propostas pelos suínos e sua Anta fantoche.



            Apesar dos esforços para desmentir o Marreco, a verdade sobre o escândalo se espalhou pela selva e diante da comprovação dos crimes, a Assembleia dos animais, por aclamação, decidiu afastar a Anta e enjaular o Javaporco.



            Existem momentos em que a verdadeira justiça se esgueira para a realidade e surge a oportunidade de correção de iniquidades. O Marreco aproveitou de seu cargo na floresta, com o apoio de gaviões que iam em busca de provas e delineavam todo o esquema de corrupção, e confrontou o Javaporco e seus asseclas, locupletados nas riquezas da selva. Tiveram que devolver muitos frutos e nozes acumulados e que enviaram para outras florestas, para acumularem o fruto do roubo longe da vista dos bichos que eles estavam enganando. Porem, o Marreco não imaginava a ousadia da Suprema Corte dos Corvos, mancomunados com a gangue de quatro patas e todos lambuzados na lama, que poderá ser vista nos próximos capítulos.



Publicado por Sióstio de Lapa em 25/11/2022 às 00h01
 
24/11/2022 00h01
ASCENÇÃO DOS PORCOS – 3-CORRUPÇÃO

            Vejamos uma fábula da floresta, por Caio Coppola, publicada há 3 semanas no Youtube, que considero uma pérola de criatividade dentro da verdade coberta pela mentira e que vou apresentar dividida para não ficar muito cansativa.



            Centenas de animais comandados pelo novo sindicato dos castores participaram das reformas do suntuoso complexo que ficou conhecido como “A Granja do Porco”. Lá os convidados eram recebidos com pompas e circunstancias para luxuosos banquetes em que se discutiam os negócios da floresta.



            Embora estivesse com as patas bem longe da lama, o chefe Javaporco não se esqueceu das criaturas do chão. Toda semana, cada animal tinha direito uma castanha, uma castanha contada. Filas quilométricas se formavam para receber o inédito benefício criado pelo pai dos bichos. Algumas poucas vozes críticas reclamavam que o Javaporco havia prometido muito mais que isso. Mas para quem nunca comeu fruta, as castanhas eram uma iguaria.



            Dez anos se passaram, e o velho suíno percebeu orgulhoso que toda sua família porca e todos os seus amigos haviam enriquecido durante o seu reinado. Aliviado e satisfeito, decidiu aposentar-se. Mas, fez questão de manter lobos e raposas no conselho do reino.



            Esta é uma lição que a floresta não consegue absorver, já que a maioria dos animais não possuem um senso crítico para o discernimento da realidade. Por outro lado, a competência dos corruptos favorece que eles permaneçam no poder com força cada vez maior, pois os princípios democráticos são derretidos pelo poder financeiro, falsas narrativas que corroem os princípios de escolas e universidades. Os bichos são ensinados por gralhas e papagaios que aprenderam a repetir chavões, guinchos e piados de ordem, como se fosse a verdade universal. Os poucos animas que saem da gruta e veem a luz, logo são silenciados, suas reputações destruídas e até a vida física.



            É certo aquele ditado, que “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. A floresta não pagou o preço da vigilância e agora sente a perda da liberdade cada vez com mais realidade. Qualquer tipo de expressão vocal emitida pelos animais, que se entenda crítica ao Javaporco ou sua quadrilha de lobos e hienas, logo surge a Suprema Corte dos Corvos, calando o bico dos ousados para não espalhar a verdade ou mesmo obrigando a espalhar a mentira.



            Os bichos nunca acreditaram tanto no poder espiritual, que existe acima do poder material. Mas, intuitivamente, todos se juntaram em vários pontos da floresta, frente ao canil dos cães que foram treinados para proteger a floresta, pedindo que eles não se iludam com quem segura a coleira.



Publicado por Sióstio de Lapa em 24/11/2022 às 00h01
 
23/11/2022 00h01
MUITO ALÉM DO PERDÃO

            Ao ler o livro, indicado pelo Pai, “A História de um Anjo”, escrito pelo médium Roger Bettini Paranhos, feito com a supervisão do Espírito Hermes, irei reproduzir aqui o trecho que fez grande impacto no comportamento que eu iria realizar e nos conflitos de relacionamentos que possam no futuro aparecer.



            Todos haviam encerrado as atividades recreativas, com exceção do grupo de Gabriel. As crianças o olhavam com profunda admiração e ouviam suas palavras com notável interesse. Visto serem todos espíritos evoluídos, apenas aprisionados temporariamente à personalidade infantil, o assunto das brincadeiras não poderia ser outro: sabedoria.



            Aproximei-me e acompanhei o anjo de Deus, conduzindo a brincadeira:



            - Digam-me, por que devemos perdoar aos nossos semelhantes?



            Mal Gabriel terminou a pergunta e um dos jovenzinhos levantou-se, para melhor ser ouvido, e solicitou a oportunidade de dar a resposta, no que foi autorizado pelo divino instrutor.



            - Devemos perdoar aos nossos irmãos, porque compreender as falhas alheias é um ato de amor e respeito a Deus e àqueles que o nosso Pai colocou em nosso caminho. O perdão ilumina o pecador e o ofendido, enquanto a revolta e a crítica alimentam o ódio e afastam-nos da verdade e do amor de Deus.



            O irmão Hermes teve que segurar-me para que eu não caísse sentado, assombrado com o que via, ou melhor ouvia. Divertindo-se com a minha surpresa, o nobre instrutor esclareceu-me:



            - Calma: lembra, eles são espíritos iluminados, estão apenas temporariamente vivendo a fase infantil. Por detrás destes rostinhos inocentes brilha a luz imortal de grandes sábios.



            A explicação não poderia ser mais clara, mas era difícil manter-me calmo e sereno vendo uma criança, que aparentava uns oito anos de idade, dissertar com tanta sabedoria sobre assuntos de que raros idosos na Terra possuem noção tão clara.



            Observei Gabriel, na forma mais natural e descontraída do mundo, aplaudir e parabenizar o jovenzinho com uma expressão de grande reconhecimento pela bela resposta.



            - Parabéns! Parabéns! Disseste bem. Ganhaste mais dois pontos.



            E, então, o sábio professor acalmou o burburinho do aplauso geral e questionou a todos com um olhar sério, mas fraterno.



            - Mas... digam-me. O que é melhor do que perdoar?



            Fez-se um silêncio geral entre as crianças; todas sabiam que não era momento de responder e, sim, de aprender. Gabriel levantou-se e começou a caminhar entre as crianças sentadas no extenso gramado. Sua luz estava realmente impressionante, naquela tarde; tudo nele parecia mais vivo e mais belo. Tudo nele parecia divino! Seu olhar envolveu os pequeninos com um profundo amor, que imediatamente os cativou. O ato fez-me lembrar Jesus. E, então, aquela voz tranquila e agradável invadiu nossos ouvidos:



            - Minhas crianças, melhor que perdoar é não se sentir ofendido. O perdão implica em receber uma ofensa e guardar mágoa, para após exercitar o ato de perdoar, desculpando o agressor. Mas a beleza maior está em não se magoar quando ofendido. Devemos manter nossos braços abertos para receber o agressor e, envolvidos em luz, encaminharmos este irmão para a paz de Deus através do amor, e, não, através da defesa doentia de um determinado ponto de vista.



            Todos permaneceram quietos, meditativos, assimilando a pérola com que Gabriel os havia presenteado. Ao contrário dos homens, em geral, aquelas palavras tocaram fundo nas crianças. Não entraram por um ouvido e saíram pelo outro, como comumente se diz e como ocorre na grande maioria das vezes.



            Acredito que não cabe comentários, só a sugestão de também meditarmos.



Publicado por Sióstio de Lapa em 23/11/2022 às 00h01



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr