Meu Diário
03/05/2020 00h02
OPUS DEI X EITA

            Opus Dei significa “Obra de Deus”, em latim. É uma instituição pertencente à Igreja Católica, que se intitula como uma ferramenta evangelizadora da igreja, com o objetivo de santificar o trabalho cotidiano das pessoas sob as condutas de uma vida cristã.

Todos os batizados são chamados a seguir Jesus Cristo, e a viver e dar a conhecer o Evangelho. A finalidade do Opus Dei é contribuir para essa missão evangelizadora da Igreja, promovendo, entre fiéis cristãos de todas as condições, uma vida plenamente coerente com a fé nas circunstâncias correntes da existência humana e especialmente por meio da santificação do trabalho. É importante colocar esse foco que as vezes se perde, por isso a minha intenção em criar a Escola-Igreja Trabalho e Amor (EITA), com uma visão mais universalista.

A base de todo o espírito do Opus Dei é um princípio cristão fundamental: em virtude do batismo, os cristãos são filhos de Deus. Por isso são Josemaria afirmava que: “A filiação divina é o fundamento do espírito do Opus Dei”. Em consequência, a formação que a Prelazia proporciona fortalece a confiança na providência divina, a simplicidade no relacionamento com Deus, um profundo sentido da dignidade de todo ser humano e da fraternidade entre os homens, um verdadeiro amor cristão ao mundo e às realidades criadas por Deus, a serenidade e o otimismo, com a alegria de deixar o Espírito Santo atuar. Esse ingresso no Opus Dei a partir do batismo, fica dispensado na EITA, que depende da conscientização da pessoa e do compromisso de se esforçar para seguir os princípios evangélicos com o foco no amor e trabalho.

Todos, independentes de orientação religiosa, estão chamados a procurar a plenitude da vida cristã, isto é, a identificação com Jesus Cristo, através das circunstâncias da sua vida e das atividades em que se ocupam. Todas as virtudes são importantes para o cristão: a fé, a esperança e a caridade, apoiadas nas virtudes humanas, tais como a generosidade, a laboriosidade, a justiça, a lealdade, a alegria, a sinceridade, etc. É pelo exercício das virtudes que a alma vai-se configurando com Jesus.

Outra consequência do valor santificador da vida corrente é a transcendência das coisas pequenas que preenchem a existência de um cristão comum. “A santidade 'grande' está em cumprir os 'deveres pequenos' de cada instante”, ensinava o fundador do Opus Dei, sacerdote espanhol Josemaria. São coisas pequenas, por exemplo, os detalhes de serviço, de boa educação, de respeito aos outros, de ordem, de pontualidade, etc.: quando se vive por amor de Deus, esses detalhes são importantes para a vida cristã. 

O eixo da espiritualidade específica do Opus Dei assim como da EITA é a santificação do trabalho cotidiano. O trabalho é santificado quando é feito por amor a Deus, o que traz consigo o esforço para realizá-lo com a maior qualidade possível, perfeição humana possível, com competência e honestidade profissional, e com o desejo de servir aos homens. Quem trabalha assim aperfeiçoa-se e ajuda a aperfeiçoar o próximo. Qualquer trabalho honesto, importante ou humilde aos olhos dos homens, é santificável. Ao incentivar esse espírito, os fiéis do Opus Dei e da EITA procuram contribuir para a construção e o desenvolvimento da sociedade.

Os fiéis da EITA, inspirados na Opus Dei devem se esforçar por dar testemunho da sua fé cristã por ocasião das suas atividades ordinárias e do seu relacionamento humano. O seu apostolado é dirigido a todos os homens, sem qualquer tipo de preconceito, e é consequência do chamado de Jesus a viver a caridade com Deus e com o próximo. Por isso o apostolado é inseparável do desejo de contribuir para a solução das necessidades materiais e dos problemas sociais do ambiente.

Os membros da EITA devemos conciliar a vida interior, a vida de relação com Deus, de um lado, e do outro a vida familiar, profissional e social. Pois há uma única vida, feita de carne e espírito, temporariamente aqui na Terra, no mundo material, e que se torna puramente espiritual quando voltamos á pátria espiritual, onde a vida real se desenvolve e para onde voltamos com os recursos de aprendizado que obtivermos na nossa experiência material, onde o estudo e o trabalho são as principais ferramentas para nos aproximarmos cada vez mais de Deus. Nas atuações profissionais, familiares, políticas, econômicas, culturais, etc., agiremos com liberdade e com responsabilidade pessoal, sem pretender envolver a Igreja ou o Opus Dei nas nossas decisões, nem as apresentar como as únicas congruentes com a fé. É a isto que leva o respeito à liberdade e às opiniões alheias.

Quem conhece a Cristo encontra um tesouro que não pode deixar de compartilhar. Os cristãos são testemunhas de Jesus Cristo e difundem sua mensagem de esperança entre parentes, amigos e colegas, com o exemplo e com a palavra. Ao esforçar-nos ombro a ombro nos mesmos trabalhos com nossos companheiros, amigos e parentes, poderemos ajudar-lhes a chegar a Cristo. Este desejo de dar a conhecer Jesus Cristo é inseparável do desejo de contribuir para a solução das necessidades materiais e dos problemas sociais da comunidade.

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 03/05/2020 às 00h02
 
02/05/2020 00h29
DE ONDE VEM “CRISTO”?

            A denominação “Cristo”, recebida por Jesus, não é uma designação familiar, senão os seus pais seriam José Cristo e Maria Cristo. Percebemos assim que “Cristo” não é o sobrenome de Jesus. 

Os tradutores às vezes escolhem traduzir pelo som semelhante no lugar do significado, em especial para nomes e títulos. Esta ação é conhecida por transliteração. Para a Bíblia, os tradutores precisaram escolher se suas palavras (em especial nomes e títulos) ficariam melhores na língua traduzida através da tradução (por significado) ou através da transliteração (pelo som). Não existe uma regra especifica.

A Bíblia foi primeiramente traduzida em 250 A.C. quando o Antigo Testamento hebraico foi traduzido para o grego. Esta tradução é a Septuaginta (ou LXX) e ela ainda é utilizada hoje em dia. Uma vez que o Novo Testamento foi escrito 300 anos mais tarde em grego, seus escritores citavam a Septuaginta grega em vez de o Antigo Testamento hebraico. Isso afeta as traduções para as Bíblias contemporâneas.

A palavra hebraica “Cristo” no Antigo Testamento era ‘mashiyach’ que o dicionário hebraico define como uma pessoa ‘ungida ou consagrada’. Reis hebreus eram ungidos (cerimonialmente esfregados com óleo) antes que se tornassem reis, consequentemente, eles eram os ungidos ou mashiyach.  O Antigo Testamento também profetizou acerca de um mashiyach especifico. Para a Septuaginta, seus tradutores escolheram uma palavra em grego com um significado semelhante – Χριστός (cujo som se parece como Christos), que vinha de chrio, que significa esfregar cerimonialmente com óleo. Portanto, Christos foi traduzido por significado (e não transliterado por som) a partir do termo hebraico original ‘mashiyach’ na Septuaginta grega. Os escritores neotestamentários continuaram a utilizar a palavra Christos ‘ em seus escritos para identificar Jesus como o mashiyach.

Na Bíblia em português, o termo hebraico Mashiyach do Antigo Testamento é comumente traduzido como ‘o ungido’ e as vezes transliterado como o ‘Messias’. O termo Christos do Novo Testamento é transliterado como ‘Cristo’. A palavra ‘Cristo’ é muito especifica, derivada por tradução a partir do hebraico para o grego, e então transliteração do grego para o português.

Porque não vemos prontamente a palavra ‘Cristo’ no Antigo Testamento de hoje esta relação com o Antigo Testamento é difícil de ser vista. Mas a partir desta analise nós sabemos que na Bíblia o termo ‘Cristo’=’Messias’=’O Ungido’ e que este termo era um titulo específico.

            Quando perguntamos ao espírito Ramatis, se foi registrado qualquer acontecimento na vida de Jesus, capaz de explicar a sua conjunção direta com o Cristo Planetário da Terra, ele responde:

As tradições religiosas podem comprovar-vos que a missão de Jesus teve o seu clímax durante os últimos três anos de sua vida, após ter ele completado 30 anos de idade. O acontecimento que quereis conhecer está evidenciado pelo seguinte significativo simbolismo bíblico: João Batista interpela Jesus e afirma que ele é o Messias. Jesus, pela primeira vez, responde que realmente o era. De outra feita, após o batismo, que define o propósito iniciático de o homem terráqueo se redimir, e que é realizado por João Batista, os apóstolos assinalam, na vidência, que uma pomba imaculada desce sobre Jesus e o inunda de luz do Espírito Santo. Para aqueles que estão familiarizados com as figuras simbólicas de que os Mentores Siderais costumam utilizar-se na projeção, sobre o mundo de formas, de sinais identificadores de determinadas situações importantes no labor messiânico, a "pomba branca" é o símbolo máximo empregado para notificar a ação do Arcanjo Planetário operando na modificação dos grandes ciclos de renovações espirituais.

            O acontecido com Jesus quer dizer que, exatamente naquele momento, o Cristo Planetário pudera vibrar mais diretamente na carne do seu Divino Médium e que, portanto, dali por diante manter-se-ia em contato mais eficiente com a sua consciência. Na realidade, é da ocasião do batismo em diante que se repetem as constantes afirmações de Jesus, assegurando, sem qualquer vacilação: "Eu e meu Pai somos um" ou "Ninguém vai ao Pai senão por mim".

            Na figura de Médium Consciente, ele entregara-se, então, ao indescritível "transe crístico", exsudando o permanente e sublime Amor que o inundava, projetado no Cristo Planetário! Conhecedor profundo da escadaria hierárquica sideral, reconhecendo-se uma consciência ainda ligada ao mundo de formas, o Messias guardava profunda ternura para com o Espírito do Cristo Planetário, que vivia em sua alma, situado hierárquica e imediatamente acima de sua individualidade sideral; sabia o caminho exato para a criatura tomar contato mais direto com o Criador dos Mundos! Como excelso espírito missionário descido à carne, Jesus era o prolongamento vivo do Cristo Planetário da Terra; o "degrau" sideral para a jornada humana em busca da Eterna Ventura Espiritual.

            Portanto, o Cristo escrito e traduzido por diversas Bíblias, pode ter um significado mais amplo, planetário, o que é consistente com os fatos e a compreensão lógica, fazendo de uma certa parábola o entendimento de uma realidade universal.


Publicado por Sióstio de Lapa em 02/05/2020 às 00h29
 
01/05/2020 00h29
ORAÇÃO MAIO 2020 

            Pai, peço-Te coragem e determinação para colocar a vida a Teu serviço, como este é o meu desejo, a minha intenção.

            Devo aproveitar a oportunidade de falar aos quatro cantos, em alta voz, em textos, e principalmente com o exemplo pessoal.

            Ressaltar os princípios ensinados pelo Mestre Jesus que estão esquecidos ou ignorados por nossos irmãos, que estão como se dormissem, dominados por uma força estranha que os impede de ver as iniquidades ao redor, de enxergar, de compreender.

            Sei que correrei riscos, Pai, pois permites aos meus irmãos o exercício do livre arbítrio, mesmo que estejam equivocados. Mas não posso esconder-me sabendo de tudo que Tu me proporcionastes, e fique a esperar que um dia eu seja alcançado e silenciado pelos atores das iniquidades, que me prendam e façam de mim o que quiserem, pois com certeza farão isso, caso percebam e decidam.

            Sim, Pai, minha vida terá mais valor se for empregada em algo de maior significado e mais utilidade. E que maior significado teria que colaborar para a construção da Família Universal, a construção do Teu Reino?

            Além do mais não estarei sozinho. Tenho sempre o Teu amparo e dos espíritos encarnados e desencarnados que colocas ao meu lado.

            Pois é isso, Pai, estarei sempre em Tua companhia, pois Te encontro por onde coloco o meu olhar, além da companhia dos teus enviados. Eles haverão de me guiar e orientar. Não tenho ainda a sensibilidade necessária para senti-los, desencarnados, perto de mim, mas sei, racionalmente, que eles aí estão.

            Enfim, Pai, como uma das minhas mais constates reclamações era que eu não sabia conversar contigo, vou escolher a pequena frase com a qual comecei esta oração, para servir para falar contigo diariamente, uma forma de mantra: “Pai, quero fazer a Tua vontade e não a minha. Dá-me inteligência rápida, coragem e sabedoria.”


Publicado por Sióstio de Lapa em 01/05/2020 às 00h29
 
30/04/2020 00h29
CESAROPAPISMO

            Foi tão forte a influência do Estado sobre a Igreja que justificou o conceito de Cesaropapismo. O chefe de Estado, o César, tinha a competência de regular a doutrina, a disciplina e a organização da sociedade cristã, que deveria ser papel do Papa. Exercia as funções imperiais e pontificiais que é o traço característico do Cesaropapismo, a subordinação da Igreja ao Estado.

A ideologia do cesaropapismo assenta-se na ideia imperial política bizantina de querer usurpar a autoridade conciliar e o poder papal sobre a Igreja, na qual a política secular e religião são entidades indissolúveis em que o sagrado é parte do temporal, de que o Imperador ("chefe de Estado") é chefe da Igreja.

O cesaropapismo tem suas origens na concepção romana do poder imperial. Desde Augusto (27 a.C. - 14 d.C.), o imperador era o chefe da religião romana. O culto imperial unia a comunidade dos habitantes do Império Romano em torno de orações pelo imperador, o que incluía cerimônias de sacrifícios. A lealdade política e a fé religiosa estavam ligadas, de modo que aqueles que recusam o culto imperial, como os cristãos, eram vistos como inimigos de Roma.

Paulo de Tarso, por meio da Epístola aos Romanos, determinou que as comunidades cristãs respeitassem as autoridades. Desse modo, os fiéis passaram a orar pelo imperador, considerado um instrumento da vontade divina. Mas os cristãos se recusam a adorar os imperadores, vivos ou mortos.

Em 313, o imperador Constantino decretou o Édito de Milão, que concedeu liberdade de culto ao cristianismo. Esse fenômeno levou Eusébio de Cesareia a descrever Constantino como protegido, amado e amigo de Deus, dotado de piedade e virtudes e que, como servo, fora usado para salvação geral ao ganhar os troféus da vitória sobre os ímpios.

A partir da conversão de Constantino, a Igreja passou a ser favorecida, mas foi colocada em situação de sujeição. Constantino passou a intervir em todos os assuntos da Igreja, convocando e presidindo conselhos, e ditando fórmulas de fé. As decisões conciliares passaram a ser apoiadas por leis imperiais. Constantino afirmava que a providência divina atuava em conjunto com ele, razão pela qual, como representante de Deus na terra, suas decisões seriam sagradas. Como resultado, para ele as decisões religiosas estariam sob sua autoridade. Por outro lado, esse entendimento foi regularmente contestado por dissidentes religiosos e por aqueles que questionam a fé pessoal do Imperador.

Nesse contexto, Constantino convocou o Primeiro Concílio de Niceia, em 325, para solucionar a questão do arianismo. Esse processo de confusão entre o poder temporal e espiritual se acentuou, como consequência, qualquer ataque à Igreja passou a ser equivalente a uma traição a Roma, o que gerou perseguições contra os judeus, praticantes de outras religiões e cristãos dissidentes. A heresia passou a ser um crime passível de ser julgado pelos tribunais civis do Império.

Em 27 de fevereiro de 380, o cristianismo se tornou a religião oficial do Império Bizantino, por meio de Decreto do Imperador Teodósio I (Igreja estatal do Império Romano). A Queda do Império Romano do Ocidente interrompeu o processo de controle da Igreja pelo Estado no ocidente.

O imperador fazia valer seu poder sobre a Igreja emanando normas, sancionando decretos dos concílios ecumênicos, convocando os tribunais eclesiásticos e determinando sua competência, cuidando da exata aplicação das leis canônicas, controlando a correta administração dos bens da Igreja, nomeando os titulares dos ofícios eclesiásticos (patriarca, arcebispos, bispos, abades). No Ocidente, a Igreja tinha a obrigação de informar ao imperador ou a seu representante na Itália, o exarca (autoridade bizantina representante do imperador) de Ravena, o nome do papa eleito (quase sempre gregos ou sírios de nascimento), além de pagar um tributo correspondente.

No período compreendido entre a fim do Império Romano do Ocidente (476) até o século VIII, os imperadores bizantinos nomeavam os patriarcas dentre uma lista tríplice ou por sua livre vontade. A eles cabia julgar os titulares de cargos eclesiásticos podendo depô-los se assim quisesse (vários papas e patriarcas foram depostos pelo imperador).

            Desta forma o Cristianismo foi impregnado dos valores mundanos, do poder temporal, formando sua hierarquia e mantida até hoje. Saber quais são os ensinamentos de Jesus e aplica-los, é um desafio para o cristão que está dentro desta sociedade religiosa.


Publicado por Sióstio de Lapa em 30/04/2020 às 00h29
 
29/04/2020 00h27
ÉDITO DE TESSALÔNICA

            Após sair da clandestinidade, no império Romano, o cristianismo passou a se firmar com o apoio do imperador constantino, mas guardando questões como dogmas, que a racionalidade não podia penetrar. O próximo passo para fortalecer o cristianismo, mas carregado de dogmas e poderes, foi a sua oficialização. Para isso vamos observar o Édito de Tessalônica, como está mostrado na Wikipédia.

O Édito de Tessalônica ou Salonica, também conhecido como Cunctos Populos ou De Fide Catolica foi decretado pelo imperador romano Teodósio I a 27 de fevereiro de 380 d.C. pelo qual estabeleceu que o cristianismo tornar-se-ia, exclusivamente, a religião de estado, no Império Romano, abolindo todas as práticas politeístas dentro do império e fechando templos pagãos.

O imperador Teodósio herdara um império dividido e sumido numa profunda crise. Após longos anos de desordem do século anterior, Diocleciano iniciara a divisão do império em uma metade oriental, mais rica e politicamente estável, e uma metade ocidental menos pujante na sua economia e acossada pela pressão dos povos bárbaros procedentes da Germânia. Apesar da reunificação de Constantino, a queda da metade ocidental e a perda nesta da autoridade imperial eram já iminentes.

O Édito de Tessalônica

A 24 de novembro de 380 d.C., fazia-se público o édito nos seguintes termos:

Édito dos imperadores Graciano, Valentiniano (II) e Teodósio Augusto, ao povo da cidade de Constantinopla.

"Queremos que todos os povos governados pela administração da nossa clemência professem a religião que o divino apóstolo Pedro deu aos romanos, que até hoje foi pregada como a pregou ele próprio, e que é evidente que professam o pontífice Dámaso e o bispo de Alexandria, Pedro, homem de santidade apostólica. Isto é, segundo a doutrina apostólica e a doutrina evangélica cremos na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito de igual majestade e da piedosa Trindade. Ordenamos que tenham o nome de cristãos católicos quem sigam esta norma, enquanto os demais os julgamos dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia. Os seus locais de reunião não receberão o nome de igrejas e serão objeto, primeiro da vingança divina, e depois serão castigados pela nossa própria iniciativa que adotaremos seguindo a vontade celestial. Dado o terceiro dia das Kalendas de março em Tessalônica, no quinto consulado de Graciano Augusto e primeiro de Teodósio Augusto.

Com este édito, o Império Romano na íntegra passava a ter uma nova religião oficial depois de 67 anos de liberdade de culto. O Panteão Romano fora complementado ao longo de muitos séculos com os deuses, deidades e lares domésticos, com o culto aos próprios antepassados e até mesmo com divindades pré-romanas que foram assimiladas durante o processo de romanização em muitos lugares do império. Tudo isto devia ser agora abandonado no culto a uma religião monoteísta e as normas morais que a acompanhavam.

A partir daí o cristianismo passa a se difundir por todos os países com essa vinculação ao Estado, cheio de poderes, orgulhos e vaidades por todo o clero. Isso gerou uma série de comportamentos contrários aos ensinamentos de Jesus, guerras santas e perseguições religiosas..., mas quem queria cumprir os ensinamentos evangélicos? Até hoje observamos as diversas igrejas de denominação cristã cumprindo esses rituais cheios de dogmas, orgulhos e vaidades, mas muito longe do cumprimento das lições do Cristo. Até quando?


Publicado por Sióstio de Lapa em 29/04/2020 às 00h27



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr