Meu Diário
18/04/2020 02h30
BOLSONARO X MANDETTA

            O conflito constante que o presidente Bolsonaro enfrenta com aqueles acostumados a se locupletarem com o dinheiro público, que seja de forma legal ou ilegal, se arrasta até hoje em todos os escaninhos do poder. Firme na sua posição de manter a integridade do governo, mesmo com suas atitudes ríspidas e até mal-educadas, mas o presidente conquistou a confiança da maioria dos brasileiros e de todos aqueles que desejam a pátria livre de tantas iniquidades. Vejamos um texto que circula na net neste tempo de pandemia, para vermos mais um reflexo disso:

Entendam A Briga Entre Bolsonaro E Mandetta.

A briga de bastidores entre Bolsonaro e Mandetta jamais será retratada corretamente, nunca acreditem num livro de história.

Para entenderem essa briga, primeiro alguns fatos.

O Exército Brasileiro se preocupou com saúde desde o seu início, preocupado que era com seus soldados.

Possuía três dos melhores hospitais da época e criou a Escola da Saúde do Exército em 1921, Escola de Aplicação do Serviço de Saúde do Exército (1921)e a Escola de Saúde do Exército (1933).

Em 1904 o Exército se viu envolvido com a Revolta das Vacinas, contra a varíola, quando a população se revoltou contra a vacinação.

Por isso epidemias e vacinas foram sempre assuntos discutidos entre nossos militares, mais do que nossos médicos, haja visto.

Os médicos do Exército são também os que mais entendem de malária, em São Paulo nenhum médico jamais viu essa doença.

Mesmo não sendo médico, Bolsonaro teve uma exposição a medicina bem diferente do Mandetta, um ortopedista que praticamente nunca exerceu.

Em março Trump liga para Bolsonaro perguntando qual era a produção brasileira de hydrochloroquina, e que ele deveria investigar por que parecia ser um “game changer”.

Bolsonaro obviamente consultou os seus médicos do Exército, que ele confia mais e que entendem muito desse remédio.

Bolsonaro fica animado e repassa essa informação ao seu Ministro. 

Mandetta simplesmente descartou, “bobagem”, combateu a hipótese a ser testada desde o seu início.

Não sendo médico, Bolsonaro obviamente cedeu.

Mas, começa a perceber que há dois tipos de medicina, a do conhecimento do seu exército, e a do político na área da saúde, que começa a ter sonhos mais altos.

Bolsonaro é duramente pressionado também pelo Guedes, que o alerta contra um confinamento exagerado, que poderia parar a economia, quebrar milhares de empresas, e empossar de vez.

Entre salvar 2.000 velhos em situação crítica, e os 40 milhões de desempregados com o confinamento, Bolsonaro não tem mais dúvidas.

Bolsonaro é o único a perceber que o problema não é salvar vidas do coronavirus e sim salvar a vida econômica especialmente dos 12 milhões de desempregados por exemplo.

Que se não acharem emprego não terão mais um ano de vida se morrerem de forme.

O segundo atrito entre Bolsonaro e Mandetta aparece quando surgem as notícias do Prevent Senior, que anima os médicos do Exercito e do próprio Bolsonaro.

Bolsonaro volta a carga, e recebe mais negativas. 

“São picaretas”, retruca Mandetta, “não é uma empresa séria”, “são um bando de irresponsáveis”, que o Ministro repetiu deselegantemente numa coletiva.

Mandetta sugeriu intervir na Prevent Senior e impedir o uso desse remédio não comprovado, mas que todo médico famoso infectado implorou tomar.

Foi aí que até eu fiquei preocupado.

Fã que eu era da postura segura do Mandetta até aquele momento.

A Prevent Senior é uma empresa vencedora, case mundial, estudada por administradores hospitalares do mundo inteiro, ensinado na Harvard Business School, que eu confio.

Bolsonaro demorou para ser informado da briga pessoal entre o Mandetta e a Prevent Senior.

Que agora já é conhecida pela maioria da imprensa, calada.

Não somente se sentiu enganado pelo seu Ministro, em detrimento da nação, mas ficou furioso com o despreparo e motivação de seu assessor.

Tornaram a hydrocloroquina uma batalha política, em vez de uma decisão do paciente à beira da morte e seu médico.

E total descaso para aqueles não podem ficar um dia sem trabalho.

Em vez de se unirem diante de uma crise, muitos líderes brasileiros estão querendo aproveitar a pandemia para tomar o poder em 2020.

Quando nesses momentos se espera a cooperação de todos, inclusive dos políticos e da imprensa em oposição.

            Este texto não encontrei com autoria, mas mostra uma coerência com os fatos e mais ainda, mostra a falta de compromisso da imprensa com as soluções que podemos ter nos diversos contextos, inclusive orientar a população sem criar clima de pânico como todos estão observando. Mesmo que a verdade chegue deturpada aos milhões de brasileiros, todos confiam na sinceridade do presidente e desconfiam de todos que encastelados em outros poderes descarregam sem intervalo suas baterias contra aquele que representa hoje a honestidade de princípios na presidência da república. 

            Que a espiritualidade superior continue a nos proteger de tanta carga de iniquidades sombreadas pelas falsas e distorcidas narrativas.


Publicado por Sióstio de Lapa em 18/04/2020 às 02h30
 
17/04/2020 00h16
CONSENSO E CONTRASSENSO

    Consenso se entende como concordância ou uniformidade de opiniões, pensamentos, sentimentos, crenças, da maioria ou da totalidade de membros de uma coletividade. Esse consenso pode ter uma falsa premissa que leve prejuízo á comunidade, mas como os membros não conhecem, correm o risco. A ciência é a instituição capacitada para descobrir a verdade no meio da ignorância e corrigir os consensos perigosos. Mas existe uma tendência de ser ouvida a ciência para se liberar ações entendidas como benéficas, que não trazem prejuízos e sim benefícios, mas como a ciência ainda não se manifestou, alguns gestores ficam intimidados em aceitar tais procedimentos como benéficos e de uso permitido. Vejamos o que acontece nesta pandemia que assola o Brasil, segundo o jornal virtual Brasilsemmedo (BSM), num documento redigido pelo professor Marcos Eberlin (PhD) e coassinado por 30 cientistas de diversas áreas em defesa do uso da hidroxicloroquina em pacientes não-graves de Covid-19. Os signatários da carta, todos ligados ao movimento Docentes Pela Liberdade (DPL), somam mais de 60 mil citações em publicações científicas internacionais. Vejamos o texto:
    O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desaconselha o uso da (hidroxi)cloroquina ou sua associação com azitromicina (HCQ + AZT) para doentes não-graves, e justifica sua decisão pela “falta de consenso científico”. “Ciência, ciência, ciência, seguimos a ciência!”, proclama o Senhor Ministro, soando, para muitos, como culto e prudente. Porém, ele está equivocado! 
Pois o que seria essa ciência que o Ministro afirma seguir? E haveria tempo suficiente para esperar por uma resposta, definitiva e consensual, de uma comunidade científica? E quem falaria, de fato, em nome dessa ciência consensual, para anunciar o seu veredito? 
Sou um cientista, químico e bioquímico, e já atuei em várias áreas da medicina e de análises clínicas. Meu grupo desenvolveu um método inovador e rápido de diagnóstico de zika. Minha filha — Lívia Eberlin — desenvolveu uma caneta para diagnóstico seguro de câncer e, juntos, trabalhamos em um método rápido de diagnóstico para o coronavírus. São dados obtidos nesta semana, e, se tais dados forem confirmados, teremos algo muito inovador a oferecer pela ciência. Atuo em ciência há mais de 40 anos, coordenei um grupo de pesquisas com mais de 55 doutores e pós-doutores, já orientei mais de 200 deles, e publiquei mais de 1.000 artigos científicos com quase 25 mil citações. Desculpe a falta de modéstia, mas se ciência é a questão aqui, tenho que dizer que sou um dos cientistas brasileiros mais produtivos da ciência brasileira contemporânea. Atuo, também, em uma área da ciência que estuda nossas origens, na qual uma teoria é apresentada como pleno consenso científico; entretanto, mesmo em meio a este “consenso”, ainda reinam mais dúvidas do que certezas. No fundo, nós cientistas só sabemos que quase nada sabemos!  Mas se um pouco sabemos, que usemos este conhecimento já, aqui e agora!
Com a autoridade científica que meus feitos me outorgam, não tenho dúvidas em declarar que o Senhor Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, se equivoca tremendamente ao clamar por consenso científico nas atuais circunstâncias.  
Consenso, não raro, diz respeito a políticos. Mas como afirma Richard Feynman, um dos maiores físicos e filósofos da atualidade: “A ciência é a cultura da dúvida”. Jamais teremos certeza consensual em ciência! É evidente que o acúmulo de muitos dados ao longo de vários anos de pesquisas pode certificar algumas hipóteses e derrubar outras, provisoriamente. Mas a dúvida sempre persistirá. E é preciso que persista a fim de que a própria ciência avance e se aperfeiçoe.
Portanto, exigir consenso científico e que cientistas em suas sociedades científicas se reúnam e cheguem em uma posição consensual, em meio a uma pandemia, é revelar temor em agir num momento premente como o que vivemos. Para a cloroquina no tratamento do Covid-19, pedir consenso de seres por natureza céticos e questionadores é solicitar o impossível, para justificar uma omissão. É ignorar as evidências que já temos em nome de muitas evidências que até poderão surgir, porém, tarde demais; quem sabe depois da morte de muitos.  É se negar a desviar o Titanic, enquanto se espera um consenso sobre se a mancha no radar é mesmo um iceberg à frente.
Em Portugal, por exemplo, médicos do Ministério da Saúde adotaram o HCQ + AZT para tratar o Covid-19, tomando essa decisão com pouco mas expressivo embasamento científico, frente aos resultados do primeiro estudo do professor Didier Raoult e seu numeroso grupo de pesquisadores e de especialistas do Instituto Ricardo Jorge (onde há pesquisadores com elevada produção científica que estudam a malária e outras doenças tropicais), e do Instituto de Medicina e Higiene Tropical da Universidade Nova de Lisboa. 
Os portugueses esperaram por consenso científico? De duas sociedades científicas? Pediram estudos clínicos multicêntricos com duplo cego envolvendo um número de casos cientificamente válido? Evidentemente que não!  Seria um contrassenso imenso insistir em exigir coisas assim numa hora como esta! Pois estudos desta natureza seriam demorados demais (pelo menos 12 meses), e o vírus que enfrentamos não tem clemência por temerosos e retardatários. Pior, estudos com esta metodologia são difíceis de serem aplicados em doenças infecciosas, pois colocariam em risco a vida dos participantes nos grupos de controle e/ ou de placebo. Na verdade, nem sequer seriam aprovados em muitos Comitês Científicos de Ética. 
Os portugueses, caro Ministro Mandetta, foram bravos, corajosos e plenamente científicos. Usaram as evidências empírico-científicas de que dispunham e não hesitaram: agiram, rapidamente, pois era hora. Siga esse protocolo de sucesso!
Descartar um tratamento com baixo risco e com potencial para salvar muitas vidas, mesmo que possa até não funcionar, dar empate, é uma atitude moralmente inadmissível! E, por que não, cruel. 
Argumentos sobre a não cientificidade do uso de HCQ + AZT, ou, que devemos usá-las somente após ser declarado esse um consenso científico ignoram o que é ciência, como se constroem consensos científicos, sua efetividade em muitos casos, é verdade, mas, outrossim, suas inegáveis limitações, em outros.
Seria muito bom conhecer mais, se tempo tivéssemos, mas os dados disponíveis atualmente clamam com veemência pelo uso da cloroquina, e já!
E quais seriam estes dados? 
A favor da HCQ + AZT temos: 
1.    A cloroquina já é usada há décadas, conhecemos as dosagens, as suas contraindicações.
2.    Africanos a tomam todos os dias, e missionários na África são aconselhados a tomar doses diárias. Muitas vidas na África talvez sejam salvas por essa “feliz coincidência”. 
3.    Não há relatos científicos de muitas mortes ou sérios efeitos colaterais pelo uso da HCT.
4.    Vários estudos fervilham no Brasil e no mundo mostrando sua eficácia. A Prevent os tem aplicado preventivamente em centenas de seus pacientes idosos, com muito sucesso. Uma pesquisa na literatura científica (sciFinder e outros) sobre a HCT retorna muitos registros de seu efeito antiviral, inclusive no tratamento de zika. 
5.    Um dos maiores especialistas em epidemias no Brasil, entre eles um pesquisador sênior e altamente produtivo e respeitado, o Dr. Paolo Zanotto, aconselha fortemente seu uso. 
6.    O pior efeito colateral é a morte, e este efeito colateral ronda milhares no Brasil pelo não uso da HCQ+ AZT! 
7.    Vários médicos têm feito uso próprio da HCQ + AZT, em casos “brandos”, inclusive o coordenador da equipe de Governador Dória em SP, o Dr. David Uip. Por que para ele pode, e para o povo, não pode? Um amigo meu, biólogo e cientista, consultou seu médico, tomou e sarou, em poucos dias. 
 
Contra temos: 
1.    A falta de consenso científico.
Ou seja: é uma goleada cientifica de 7 a 1 a favor da cloroquina ou da dupla HCQ+ AZT.
Caro Ministro, ciência é o pesar das evidências que temos, aqui e agora. É agir hoje, com coragem e esperança. 
Errar é humano, mas errar por esperar consenso científico é isenção hedionda, pois o inimigo já derrubou as nossas muralhas e está a ceifar as vidas de nossas mulheres e filhos. 
Há relatos de pobres morrendo clamando pela cloroquina! Pois os ricos e poderosos, como o Dr. Uip, estão sendo todos tratados por seus médicos particulares com HCQ + AZT, e, por um motivo qualquer que ainda me é obscuro, negando-se a revelar a receita da cura. Médicos não abandonam seus pacientes, e também não lhes negam a receita! 
Mas ainda há tempo e esperança. E, Senhor Ministro, estou certo de que tomará a decisão correta.
Não corra o risco de ter sobre vossa consciência o peso da morte de centenas ou milhares de pessoas que poderão morrer sem sequer ter a chance de testar a terapia.  Seja corajoso, seja científico! Autorize o uso da ciência que temos aqui e agora, a ciência de hoje! 
Ministro: se errar, erre tentando, empatando! Mas se acertar, acerte ganhando, salvando vidas!
*******
Coassinam esta carta os seguintes cientistas:
NOME
Instituição
Marcelo Hermes Lima
Universidade de Brasília
Aguimon Alves da Costa
Universidade Cândido Mendes
Alexandre Barbosa Andrade
Universidade Federal de Ouro Preto
Amilcar Baiardi
Universidade Católica de Salvador
Bruno Lima Pessoa
Universidade Federal Fluminense
Carlos Adriano Ferraz
Universidade Federal de Pelotas
Carlos Prudêncio
Instituto Adolfo Lutz
Cesar Gordon
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Cláudio Antônio Sorodo Días
Universidade Federal da Grande Dourados
Eduardo Gonçalves Paterson Fox 
sem filiação
Elvis Böes
Instituto Federal de Brasília
José Carlos Campos Torres
Universidade Estadual de Campinas
Laércio Fidelis Dias
Universidade Estadual Paulista
Leonardo Vizeu Figueiredo
Escola da Advocacia-Geral da União
Maira Regina Rodrigues Magini
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Marcio Magini 
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Milton Gustavo Vasconcelos Barbosa
Universidade Estadual do Piauí
Ney Rômulo de Oliveira Paula
Universidade Federal do Piauí
Pablo Christiano Barboza Lollo 
Universidade Federal da Grande Dourados
Pedro Jorge Zany P. M. Caldeira
Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Rodrigo Caiado de Lamare
PUC-RJ e University of York
Ronaldo Angelini
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Rosevaldo de Oliveira
Universidade Federal de Rondonópolis 
Rui Seabra Ferreira Junior
Universidade Estadual Paulista
Luís Fabiano Farias Borges
CAPES
Jane Adriana Ramos Ottoni de Castro
Universidade de Brasília
Martinho Dinoá Medeiros Júnior
Universidades Federal de Pernambuco
Marcos N. Eberlin
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Marcus Vinicius Carvalho Guelpeli
Univ. Fed. dos Vales Jequitinhonha e Mucuri
José Roberto Gomes Rodrigues
Universidade do Estado da Bahia
    Excelente atitude destes cientistas brasileiros, desmistificando uma auréola de poder da ciência sobre o consenso, a lógica, a coerência... não é que a ciência seja a culpada, ela é uma ferramenta para ser usada com lógica e coerência, mas os homens que a usam as vezes ficam hipnotizados por seu charme e esquecem de ver as experiências positivas da coletividade que não trazem o jargão científico. 
    O mesmo acontece com a auto-hemoterapia, um procedimentos usado por tanto tempo e por tantas pessoas com tantos benefícios, formando um consenso popular, mas como não tem o consenso científico, foi proibido pelos gestores da saúde publica brasileira. Agora, nós, sabedores do procedimento e da sua utilidade, temos que usar de forma clandestina, ate que esses interventores do consenso popular consigam construir um consenso científico. Esquecem todos esses gestores, que no campo da medicina, por mais que respeitemos a ciência, a nossa profissão é uma arte, onde uma simples caneta bic na garganta ou um choque elétrico na cabeça pode salvar vidas, sem a necessidade do consenso científico. 
    Afinal, na corrida contra a morte, nós médicos somos os técnicos que apontamos caminhos e oferecemos o que de melhor pode ajudar, dependente ou não de consensos, mas usando a consciência, com lógica e coerência, como árbitro.  

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 17/04/2020 às 00h16
 
16/04/2020 01h34
TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

            Nestes tempos de pandemia a ideia da Terceira Guerra Mundial sempre vem á tona. Alguns servem bem para nossas reflexões. Vejamos este que circula na Net, com a assinatura de Adriana Giampietro:

Eu nasci poucos anos depois do fim da última grande guerra, e desde pequena ouço falar que a Terceira Guerra Mundial provavelmente iria dizimar grande parte da raça humana.

Acho que chegamos nela e nem nos demos conta disso. A diferença é que eu, na minha inocência, acreditava que seria uma briga de algum país rico, contra outro país rico, em busca de alguma riqueza maior ainda. Que esses países inventariam bombas terríveis e com toda força bélica iriam demonstrar quem era o mais forte... errei... errei feio... descobri que o país mais forte na terceira guerra mundial, não é o que tem mais armas de fogo. Não é o que investiu em força bélica, ou armamento nuclear. O país que vai ganhar a guerra é aquele que soube investir na ciência, na saúde e em sua infraestrutura hospitalar, porque o inimigo não morre com um tiro, ele é invisível. Mas, em uma coisa eu estava certa... muitos vão morrer.

Essa guerra está aí para inverter valores. Veja: O petróleo, sem consumo, não vale nada, não é mais ouro negro como sempre disseram... O ouro hoje é em gel, e transparente... E só serve para desinfetar. 

Shoppings fechados, lojas desertas. Para que comprar, se ninguém vai ver a bota nova comprada na loja cara logo no lançamento da Coleção outono-inverno?

Carros caros que não saem das garagens. Viagens desmarcadas. A Disney perdeu o encanto e o Donald, dessa vez o Trump, pede para que os americanos fiquem em casa.

Em todas as línguas a palavra mais falada é essa mesmo "casa"... Que ganha um novo significado, além de morada vira "abrigo".

A muralha da China não impediu que o vírus se espalhasse. Deixamos todo o trabalho em cima das mesas e de um dia para o outro, tudo parou... tenho a sensação de que não me despedi de ninguém... fico imaginando que eu não posso perder ninguém, nem ir embora desse mundo sem me despedir. Será que abracei o suficiente? Será que disse a todos o quanto eu os amo... não sei... Essa Guerra me deixou sem chão, verdades tão óbvias apareceram e quebraram paradigmas. 

Precisou que o mundo parasse e o vírus ameaçasse nossa sobrevivência para que os pais percebessem que educação se faz em casa. E que escolas são centros de socialização. Que ensinar não é fácil e que professores são muito mais heróis do que aqueles que o cinema mostra. Eles estão nos hospitais, de máscaras e sem condições de trabalho, exaustos e com saudades de suas famílias.

Se você aprendeu com a sabedoria dos mais velhos, sorte a sua, o mundo depois dessa tsunami será mais jovem, com menos rugas e menos sábio... 

Ou talvez a sabedoria apareça nesse tempo, desde que ele sirva para entendermos que viagens foram canceladas porque a grande viagem que deve ser feita é para dentro de nós mesmos. Para que você entenda que o importante não são os custos, mas os valores.

Que essa guerra sirva para que você reveja seus conceitos, entenda que rico é o trabalhador, sem ele não existe riqueza. Que sem o homem a natureza é mais feliz e o céu mais azul. Que amigos usam a tecnologia para se fazer perto, e que não existe distância para aqueles que se amam. Que vencer uma guerra no sofá é uma benção, e está em suas mãos. Sua casa é sua trincheira e na terceira guerra mundial a granada mais perigosa é água e sabão.

E quando passar, olhe para essa quarentena e veja que ela foi apenas o tempo de incubação, que você precisou para renascer.

Adriana Giampietro

A associação da pandemia com uma perspectiva de Terceira Guerra Mundial tenta mostrar que o país mais preparado para vencer essa guerra que vem da Natureza é a capacidade de usar a ciência para se preservar das doenças, sem o cuidado com a saúde das outras nações. Pelo contrário, usa essa vantagem para consolidar a vitória.

Esta é uma narrativa menos perversa do que aquela que desenvolve o pensamento de uma determinada nação produzir o agente infeccioso capaz de debilitar o mercado financeiro de todas as nações e se aproveitar da situação para consolidar o predomínio político.

Mesmo assim o clima é de uma guerra, pois predomina nos meios governamentais atitudes de aproveitamento político do sofrimento e da ignorância da maioria das pessoas, não importando quantas venham morrer, pelo pânico instalado, pela distorção nos recursos sanitários capaz de conter o problema. 

O poder das sombras cobre o mundo, mas a mensagem do Cristo permanece também mais viva do que nunca e certamente será capaz de conter qualquer atitude perversa e fazer prevalecer a luz da verdade e da justiça. 

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 16/04/2020 às 01h34
 
15/04/2020 00h12
MOMENTO DE CONEXÃO

    Túlio foi um espírito escolhido pela espiritualidade superior que administra o Cosmo para sair do seu planeta original onde tanto aprendera, para o planeta Terra que atravessava momentos dramáticos, dominado pelas iniquidades de tantos corruptos, que distanciavam cada vez mais o povo do Criador.
    Ele não foi indicado para essa tarefa por ser um espírito puro, perfeito, pois o seu planeta também não atingira tal grau de evolução. Porém era uma pessoa de bem, com boas intenções, porém ainda com muitos defeitos. Quando soube que havia essa procura, de um voluntário para descer para um planeta inferior e ajudar na sua evolução, como o Mestre Jesus, este sim, um espirito perfeito, já fizera há dois mil anos, Túlio seguiu sua intuição e se apresentou. Sabia que era portador de vários defeitos e que estes seriam potencializados ao assumir um corpo no planeta terrestre, um corpo cheio de egoísmo e que superava as virtudes de quem as possuía. Era necessário um grande esforço para seguir as lições do Cristo e burilar com o amor tantas arestas provocadas pelo egoísmo.
    Assim aconteceu. Túlio encarnou em família pobre e com muito esforço começou os seus estudos e foi vencendo lentamente o egoísmo natural do corpo que estava agora administrando. Entendeu as lições do Mestre Jesus e começou a coloca-las na prática. Mesmo que os padrões culturais fossem contrários, ele tinha a habilidade de fazer a prática do amor incondicional sem afrontar tanto o amor condicional, uma constante entre os terráqueos. 
    Túlio sentia-se desconfortável no meio dos terráqueos, nesse planeta de provas e expiações. Tinha uma saudade sem explicação do seu planeta de regeneração de onde viera, onde já se vivia a família universal e que o Reino de Deus, como Jesus sinalizara, já estava bem adiantado. Continuava focado na luta pela sobrevivência, para ganhar o sustento para si e sua família, acumular bens materiais, como todos faziam e eram ensinados a fazer. Ele percebia que as lições do Mestre não estavam sendo aplicadas como devia, que devia ensinar o com aprendera e o que intuía no seu coração. Mas continuava se mexendo para todos os lados em função do trabalho, de adquirir recursos para garantir determinado status quo. Todo o seu preparo espiritual associado ao conhecimento adquirido na Terra estava submerso a estes compromissos profissionais e até familiares. Ele não conseguia fazer a conexão do seu potencial com sua missão. Era mais um terráqueo que se dirigia para a morte do corpo físico sem aplicar o que se comprometera junto a espiritualidade superior: ajudar á humanidade terrestre a construir a família universal, iniciar o processo de Reino de Deus a partir dos quantos cristãos e outros membros religiosos que já conseguiram limpar do coração as impurezas do egoísmo.
    O tempo de Túlio estava chegando ao fim e ele não conseguia atingir o momento de conexão entre sua vinda á Terra e seus compromissos espirituais. Recebera tantas mensagens do Criador através de tantos espíritos que seguem a orientação divina, tinha já uma forte intuição do que deveria fazer, mas faltava a conexão, entre o saber e o fazer. Certamente os seus defeitos ainda evidentes, estavam lhe atrapalhando. Entre eles, a preguiça, o pior deles, pois impede o exercício de todas as virtudes, era o maior obstáculo.
    Mas a espiritualidade superior estava atenta á Lei de Evolução que segue a Lei do Amor na administração do Cosmo. O planeta tinha que evoluir, mesmo que para isso fosse necessário dar um choque no globo contaminado pelo vírus do egoísmo, onde cada um usa a lei do mais forte para subjugar os fracos e manter o seu poder nefasto. Permitiu que a consequência de tantas iniquidades originasse a criação de um novo vírus, o ser vivo mais próximo da transcendência para que os corpos humanos se infectassem com facilidade e o medo da morte obrigasse o isolamento de todos em suas casas, favorecendo mais fortes reflexões. Certamente Túlio, como tantos outros espíritos que assumiram missão semelhante, poderiam fazer a conexão esperada pela espiritualidade superior. Afinal, o Criador não coloca missões importantes nas mãos de uma só pessoa, sabendo da imperfeição que todos ainda possuímos.  

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 15/04/2020 às 00h12
 
14/04/2020 00h12
VIVER O AGORA

    É lógico que nossa vida se processa no momento atual, no hoje, no agora. Porém a nossa mente está sempre conectada com as memórias do passado e com as perspectivas do futuro. Isso pode ser tão forte que nosso sentido do agora pode se perder. Podemos ficar tão fixados no passado ou no futuro, que o presente fica em segundo plano. Perdemos a vida, ou nos rastros do passado ou nos reflexos do futuro. O primeiro não pode ser recapitulado, o segundo pode nunca surgir da maneira que imaginamos.
    Isso pode parecer algo difícil de acontecer. Como alguém pode se perder no passado ou no futuro e esquecer a vida presente? Também eu pensava dessa forma, não acreditava que esse desvio fosse tão forte a ponto de esquecermos o presente. Até o dia que passei a atender como paciente uma colega médica, cujo sintoma era justamente esse. Ela era pediatra, médica experiente, bom relacionamento familiar, mas de repente a sua mente passou a se fixar no passado, querendo reproduzi-lo a todo custo. Desenvolveu forte depressão, sintomas obsessivos e compulsivos, já tinha passado por vários colegas psiquiatras, já havia experimentado diversas condutas farmacológicas, psicoterapeutas, sem resultado eficaz. 
    Ao consulta-la observei a fixação da sua mente no passado, queria que determinada época voltasse a acontecer sem que colocasse o objetivo desse retorno. Isso inviabilizava a psicoterapia, pois não havia argumentações, era sempre aquela repetição do desejo de voltar o passado á realidade atual. Os medicamentos, o máximo que podiam fazer era promover a sedação, deixar a energia da mente diminuída, induzir o sono, pois ao voltar a energia mental, novamente o desejo do retorno do passado voltava. Com o quadro clínico dentro dessas características psicóticas, estava indicada a eletroconvulsoterapia, e após consulta e a aceitação dos familiares, a paciente foi encaminhada ao Instituto de Psiquiatria em São Paulo. O procedimento foi realizado com sucesso e a paciente ficou livre dessa obsessão por certo tempo. 
    Este é um bom exemplo do desvio mental grave, do presente para o passado. Percebi dessa forma que devo domesticar minha mente para não se voltar tanto para frente ou para trás. Devo viver o agora como o momento mais importante. Claro que devo aproveitar as experiências do passado e construir perspectivas para o futuro, mas sem viver dentro dessas instancias mentais. Fazendo assim observo o mundo com mais colorido, as oportunidades do amor se mostram mais frequentes, a vida se torna mais rica de opções.

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 14/04/2020 às 00h12



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr