Meu Diário
12/03/2020 17h22
RECAÍDAS

            Como entender a decisão de fazer determinada coisa, e sem nenhuma interferência externa não poder cumprir o que foi determinado conosco mesmo? Isso acontece muito com pessoas que se tornaram dependentes de alguma substância química. É a chamada recaída, num comportamento que não queríamos mais praticar. Tenho contato constante com esse tipo de problema, relacionado ao meu trabalho com dependentes químicos. A maioria passa por esse problema, mesmo sabendo que esse comportamento está destruindo suas vidas e de seus familiares.

            Porém, esse comportamento de recaídas não está presente apenas em quem é dependente químico, é bem mais comum do que podemos imaginar. Inclusive para pessoas que tem preparo psicológico e sabem como funciona diversos mecanismos de instintos e motivação. Todos esses mecanismos deveriam estar subordinados à vontade racional, que é o elemento que é acionado pelos mecanismos de avaliação e diagnóstico do nosso sofisticado córtex cerebral, principalmente nas áreas pré-frontais.

            Enfrentei esse problema e vi quanto poderoso é esse mecanismo psicológico que está subordinado aos mecanismos biológicos, que podem estar associado à sobrevivência do corpo. Durante este período de Quaresma, procuro fazer uma dieta rigorosa para reduzir o sobrepeso que adquiri ao longo do ano. Sei que o melhor seria uma adaptação alimentar para não gerar o sobrepeso, mas racionalmente eu preferi ter o prazer da alimentação mesmo gerando o sobrepeso, para neste período fazer a correção nos 40 dias. Consigo fazer isso, pois associo este momento ao compromisso espiritual que mantenho nas minhas convicções.

            Já estou com 15 dias neste compromisso cujo referencial objetivo é a perda de peso que deve acontecer a cada dia, auxiliado pelo exercício físico quando eu exagero na alimentação. Acontece que enfrentei uma verdadeira queda de braço entre o desejo do corpo e a vontade racional aliado ao compromisso espiritual, e, venci no primeiro round e perdi desastradamente no segundo.

            No primeiro round, ao chegar em casa exagerei no consumo de frutas. No dia seguinte fiz todo o controle necessário e mantive a perda de peso programada. Porém, na sequência, perdi todo o controle racional e o exagero foi bem maior que no dia anterior. Consumi alimentos num nível que o meu esforço não chega a compensar. Tenho que registrar o aumento de peso superior aos três dias de perda.

            Coloco essa questão para refletir sobre a força desses mecanismos psicológicos que atuam à nível de consciência, mas que podem ter estratégias de eliminar a força do racional. Isso pode servir para a minha compreensão dos meus pacientes dependentes químicos. Como é que sento à mesa, consciente que vou comer de forma limitada, mas de repente surge um comportamento de repetição, de procura por novos alimentos, sem que o racional identifique e acione a vontade para parar o ritmo dos acontecimentos? Parece que um mecanismo a nível subconsciente foi acionado e o racional foi desativado à nível de consciência. Sendo isso verdade, as recaídas serão uma constante, pois não terei a vontade sendo dirigida pelo racional e sim pelos mecanismos inconscientes da preservação do corpo.

            Mas, o racional encontra outra solução. Basta saber das causas das recaídas para que outras estratégias sejam elaboradas. Por exemplo, antes de chegar na mesa, sabendo que posso ser derrotado pelos mecanismos inconscientes, posso deixar previamente determinado o que irei consumir, com o compromisso prévio de não aumentar por nenhuma argumentação racional ou desejo, pois todos estão comprometidos com os interesses do corpo e não do espírito. Veremos o que acontecerá nos próximos embates.


Publicado por Sióstio de Lapa em 12/03/2020 às 17h22
 
11/03/2020 23h36
HOMENS E TEMPOS

            Encontrei na net esse texto que reproduzo abaixo, de autor desconhecido, que serve bem para nossa reflexão:

Homens de 18 anos pilotavam caças spitfire para defender Londres, que era bombardeada por pilotos da Luftwaffe, de 19 anos.

Com a guerra milhões morreram e os que sobreviveram voltaram para casa e tiveram que trabalhar duro para reconstruir seus países, tiveram filhos e envelheceram.

Comiam o que tinha pra comer. Economizavam o que podiam e cuidavam de suas famílias.

Hoje a adolescência vai até os 35 anos. Muitas crises. Mundo cruel. Muitas decisões. Muita pressão. Tudo o que foi construído, até hoje, está equivocado.

Caras de 30 anos tomam todynho, fazem depilação, usam óleos especiais na barba - desenhada. Praticam Tai Chi Chuan.

Depois de uma semana árdua de trabalho, de 6 horas com 2 de almoço - digitando em teclados ergonômicos, reúnem-se com amigos, igualmente estressados em bares modernos - com ar condicionado, com mesas posicionadas segundo feng chui, ao som de Pablo Vitar e Ludmilla.

Pedem suflê de mandioquinha com alho poró, com traços de curry e framboesa selvagem - e harmonizam-na com caipirinha de aguardente de alecrim, com mixed de saquê e vinho crianza catalão, com adoçante natural destilado da casca da mini-jaca colombiana.

Finalizam com uma taça de café gourmet gelado (descafeinado, é claro), aromatizado com favas de baunilha de Madagascar e raspas de limão siciliano.

Conclusão: Tempos difíceis criam homens fortes. Homens fortes criam tempos fáceis. Tempos fáceis criam homens fracos. Homens fracos criam tempos difíceis.

            Texto curto, mas coloca com precisão fatos que mostram o pendular da sociedade, ora com mais facilidades, outras com maiores dificuldades. Tudo isso em decorrência das facilidades ou dificuldades que os jovens tenham vivido. O mesmo efeito também pode ser observado à nível familiar. Naquelas que passam por maiores dificuldades, desde que tenham uma orientação correta, também podem criar tempos com maiores facilidades no futuro.

            Hoje vivemos numa sociedade que apresenta muitas dificuldades em decorrência da facilidade, de uma educação sem limites que foi colocada à disposição dos jovens, onde os pais não cumpriram com seus papeis. Hoje sofremos as consequências, professores que são ameaçados e até surrados por alunos, bandidos que circulam livremente pelas ruas, armados, enquanto os cidadãos se trancam dentro dos seus comércios ou residências, desarmados.  

            Talvez aprendamos a lição e eduquemos nossos filhos dentro de um padrão coerente com a formação de um bom cidadão.


Publicado por Sióstio de Lapa em 11/03/2020 às 23h36
 
10/03/2020 22h09
O ANJO NEGRO

            Encontrei um texto com este título, como episódio pouco conhecido da História do Brasil. Rafael, o Anjo Negro de Pedro II. Eu não conhecia e como achei interessante, disponibilizo para meus leitores com minhas reflexões.

Rafael, negro veterano da Guerra da Cisplatina, foi encarregado de cuidar de Dom Pedro II, então de tenríssima idade pelo seu pai o Imperador Dom Pedro I, quando este regressou a Portugal.

Rafael, foi mandado vir em 1821 do sul, Pedro I conhecia-o bem. Foi um protetor incansável e extremamente abnegado de Pedro II ainda menino. Dormia no mesmo quarto, evitava que o Imperador chorasse ou se assustasse “com medo das almas de outro mundo” e outras fantasias tão próprias da solidão, em que prevaleciam estudo áridos, religião, serões insípidos e jogos de mesa silenciosamente praticados – era a educação principesca!

Nisso relata-nos Benedito Freitas:

“Incumbido da guarda e proteção de Dom Pedro II ainda em tenra idade, foi de uma dedicação tal que, até determinadas atribuições das Damas, ele as executava com desembaraço e plena eficiência. Dava-lhe os banhos habituais tendo todo o cuidado com a temperatura da água, bem morna sem ser quente, mudava-lhe a roupa e cobria na cama, cabeça de fora, a bela criança pedia ao seu Anjo Negro para contar histórias e outras coisas em que era fértil seu leal servidor.

Certo dia Dona Leopoldina, ficou enternecida ao contemplar Rafael aquecendo a mamadeira do Menino-Imperador. Quando Dom Pedro II não sabia a lição, corria para Rafael pedindo-lhe para o esconder, embora fosse condicionado sempre, que seria a “última vez”….Mais tarde Dom Pedro II ensinou Rafael a ler. Por muito tempo Rafael foi 1º Criado Particular do Imperador e em todas as viagens, mesmo ao estrangeiro, o acompanhou de perto.

A figura quase lendária de Rafael é amplamente descrita no belo livro de Múcio Teixeira, que foi comensal do Imperador por mais de trinta anos, “O Negro da Quinta Imperial”. Rafael contava com 98 anos quando Dom Pedro II foi deposto.

O “Anjo Negro” do Imperador ignorava o doloroso episódio da prisão do seu amo. Múcio conta a cena da comunicação ao leal macróbio, nas seguintes linhas: “Manhã sombria. Uma chuva miúda caíra pela madrugada do dia 16 de novembro de 1889. As vastas alamedas da Quinta Imperial estavam desertas… Rafael, mal raiara a aurora, abandonou seus aposentos, nos baixos do torreão sul, e, muito tremulo, amparado por um rijo bastão, deu início ao seu passeio habitual. Velho e cansado, passara o dia anterior preso ao leito, ignorando que a República havia sido “proclamada” no Brasil.

Vagarosamente caminhava, ouvindo o gorjeio dos pássaros e contemplando, com olhar nostálgico, os lagos sonolentos. Fitava também os bosques sombrios e admirava a Natureza exuberante. Quantas daquelas árvores gigantescas ele vira nascer, florir e envelhecer!

Caminhava e meditava, olhando também para o passado, para a sua longínqua mocidade! Quantos sonhos desfeitos! “Como é triste envelhecer!” – murmurava o velho pajem imperial. Ao chegar ao portão da Coroa, já ofegante, observou com espanto dois soldados que davam “vivas a república”!

Sempre meditando, lentamente regressou ao Paço. Ao aproximar-se do solitário Palácio Imperial, viu o bibliotecário Raposo muito agitado, com cabelos revoltos, andando de um lado para outro lado…

Rafael, muito cansado, curvado e tremulo, sempre amparado pelo seu bastão, dirigiu-se ao bibliotecário do Paço e interrogou-lhe: “Seu Raposo, você enlouqueceu?”  Parando diante do Rafael, o Raposo, como louco, bradou: “Rafael, tu não sabes que ontem foi proclamada a República e que teu Senhor está preso no Paço da Cidade??”.

Rafael, atordoado, deixou cair o forte bastão, no qual a vinte anos se apoiava seu débil corpo; curvado, ergueu-se, cresceu…O seu olhar morto e nostálgico, transfigurou-se, como que iluminado por clarões estranhos. Levantou o braço direito para o céu e exclamou com voz comovente e sonora: “Que a Maldição de Deus caia sobre a cabeça dos algozes do meu Senhor!”

E em seguida rolou por terra: estava morto.”

São as “pequenas” grandes Histórias do Brasil Império, que não são contadas nas Escolas e não fazem parte do currículo, que lamentavelmente fazem-se esquecer nas prateleiras do esquecimento, legando ao Brasil uma cultura de botequim, moldada e forjada pelos sensos comuns grotescos que vemos nas novelas.

Infelizmente isso é verdade. Hoje com 67 anos, sinto-me ludibriado por toda minha vida. Sempre acreditei no avanço histórico que a República trouxera ao Brasil, sem ser informado que isso foi devido a um golpe de estado, sem a participação do povo, e para atender a interesses menores, medíocres e prejudiciais a nação. Hoje começo a ver, por força das novas formas midiáticas de informação, a verdade que a tanto tempo esteve escondida para mim e continua escondida para muitos, a maioria dos meus patrícios.

Mas, o que me conforta é que a verdade mesmo soterrada por toneladas de ignorância e malvadez, sempre vem a tona, e faz a sociedade retomar o rumo positivo da evolução, como todos nós estamos destinados. Esses que, com seus comportamentos trevosos traz tanta dor e atraso à sociedade, certamente terão que pagar suas dívidas. Talvez por isso o nosso planeta ainda seja de provas e expiações, pois têm muitos espíritos voltando para pagar por seus pecados. Por isso, as vezes é contraproducente gerar uma revolução violenta para aliviar o sofrimento de muitos espíritos que estão pagando dessa forma, as dívidas que contraíram, da mesma natureza. Afinal, da lei de Deus ninguém escapa.


Publicado por Sióstio de Lapa em 10/03/2020 às 22h09
 
09/03/2020 20h16
JOGANDO COM DEUS

            Começo a perceber a jogada do Pai. Relembrando o jogo de xadrez onde os jogadores têm cada um sua estratégia pessoal, e só mais adiante é que o adversário vai sabendo onde o outro quer chegar. Pois é isto que está acontecendo entre mim e Deus. Desde a minha infância Ele está do outro lado do tabuleiro da vida. Nessa época, em quase a totalidade das jogadas era Ele que tinha o domínio, geralmente com jogadas de proteção, até da minha própria vida. A partir do meu desenvolvimento, Ele ficava apenas analisando minhas jogadas, ingênuas, sem nenhum sentido transcendental. Mas Ele já podia observar o que havia de bom ou ruim em mim, qual era a minha essência. Foi assim que Ele percebeu a minha intenção de fazer a Sua vontade, mesmo que não houvesse muita determinação ou consolidação do pensamento. Passei por um período que até duvidava da Sua existência. Mas a maioria de minhas ações tinha sintonia com Ele. Aos poucos o Pai foi colocando caminhos mais sofisticados à minha frente, que exigia maior racionalização, poder de imaginação, e verificava se a minha escolha era a que mais se aproximava dEle. Foi assim que entrei por caminhos tortuosos, que se afastavam da cultura humana onde eu estava inserido, mas era coerente com a lei do amor, ensinada por Jesus Cristo, em nome do Pai.

            Dessa forma fui entendendo cada vez mais as mensagens que Ele enviava para mim e os desafios que eu teria que enfrentar.

            Dentro dos diversos contextos que iam tomando forma na minha imaginação com a proposta de consolidá-las à nível prático, veio a ideia da construção do Reino de Deus, anunciado por Jesus, da forma mais eficiente possível. Veio a ideia da criação de uma igreja: Escola-Igreja Trabalho e Amor (EITA). Teria o objetivo de ensinar a todos, independente de filiação religiosa a qualquer outra denominação, sobre a hierarquia da vida dentro de um projeto evolutivo, onde as leis morais trazidas por Jesus e reforçadas pelo espiritismo procurariam ser cumpridas por todos, num contexto de trabalho, solidariedade e amor.

            Essa ideia parecia muito distante da minha prática. Como poderia eu, um professor universitário, à nível de doutorado, defender uma prática pessoal a nível de pastor de ovelhas, perdidas na luta pela sobrevivência, ou na luta pela aquisição de poderes exagerados e iníquos. Qualquer uma dessas condições, o homem perde a sua dignidade de obra prima da criação, conforme o diagnóstico da nossa consciência, recém-saída dos limites dos instintos.

            Começo a perceber agora os lances do Criador. Colocou-me dentro do trabalho da irmandade de Alcoólicos Anônimos, fez ser criada a escola do Evangelho, e agora esse recente trabalho de Evangelho em Família, escolhendo uma casa para falar sobre o Evangelho, sobre o trabalho e sobre doenças como o alcoolismo, tudo leva a uma prática coerente com a igreja que lá atrás foi por mim imaginada.

            Sim, agora eu sei que é o Criador que está do outro lado do tabuleiro, jogando comigo uma partida que integra todos os seres vivos, toda a Natureza. Ele mostra os desvios que o livre arbítrio humano levou à sociedade e agora necessita de voluntários para a correção de rumos.


Publicado por Sióstio de Lapa em 09/03/2020 às 20h16
 
08/03/2020 00h07
AS PROVAÇOES DO JUSTO

Se o justo é punido na terra, quanto mais o será o ímpio e o pecador? “Salomão”.

Naquela tarde ocupavam-se os discípulos de Rabi Jonathan com os Salmos de Davi. Um dos jovens leu em voz alta: “O Senhor prova o justo; porém, ao ímpio e ao que ama a violência, aborrece a sua alma.”

Competia ao mestre comentar e esclarecer essa passagem do Livro. E o doutíssimo Jonathan assim falou:

- Rico senhor foi ter à oficina de um oleiro onde pretendia adquirir vaso de alto preço. O oleiro mostrou ao visitante bela coleção de vasos e começou a experimentá-los, batendo de leve. Mas não experimentava todos. De quando em vez, tomava de um vaso, olhava-o e deixava-o de lado. O comprador lhe perguntou, apontando para os vasos que haviam sido desprezados: “Por que não experimentas também aqueles?” “Não adianta”, respondeu o oleiro, sem titubear, “são vasos trincados. Neles não posso bater. Qualquer deles, à menor pancada, ficaria em estilhaço. Só experimento os sãos, os perfeitos, sem emendas. Estes resistem aos choques mais fortes e podem ser úteis e preciosos.”

“E assim”, rematou o Rabi Jonathan, “à semelhança do oleiro, Deus não experimenta o perverso, deixa-o; e vai tocar no justo que pode resistir e salvar-se.”

Eis o que, a tal respeito, ensinava o bondoso Rabi José ben Hanina: - O vendedor de linho, sabendo que o seu linho é bom, pisa-o e repisa-o, na certeza de que esta operação melhorará o produto. O bom linho, quanto mais batido, mais brilho e valor terá. Mas, quando sabem que o linho é de má qualidade, não se atreve a pisá-lo, pois a fibra se partiria. Pela mesma razão o Senhor não oprime o mau e sim o justo.

Não menos expressivas eram as palavras do Rabi Eleazar: - Certo lavrador tinha dois bois; um fraco e o outro forte e robusto. Em qual deles punha o lavrador a canga? Sobre o mais forte. Assim faz o Senhor com o homem justo.

Este texto de Bereshit Rabbah, 32. Cf. A. Cohen Le Talmud, p. 169, reúne ensinamentos de três rabinos notáveis. Fico a pensar em mim e nas minhas circunstâncias: eu sou um caminho, assim como todos os meus irmãos espirituais, que podemos estar indo em direção a Deus ou não, de acordo com nossas atitudes. Também somos vasos formados do barro da Terra que formou nossos corpos. O Senhor sonda os nossos corações e ver como estamos, se encontra alguma trinca dentro de nós, se estamos em condições de receber choques, ser pisoteados ou receber a canga pesada. Se determinado sofrimento pelo qual passamos, não encontramos justificativa para tal, é porque o Pai está nos colocando a prova com algum propósito que ainda não conhecemos. Semelhante a Jesus que por ser o mais íntegro de suas criaturas, recebeu a missão de encarnar entre nós e ensinar importantes lições, ao custo do enorme sacrifício, que somente ele estava em condições de suportar.

Com essa compreensão, podemos ficar mais confortáveis na sintonia com o Criador, quando passamos por tais provas, pois essa é uma forma de recebermos dEle um certificado de aprovação em nossa caminhada. Não sei localizar bem onde estou sendo tocado pelo Pai. Onde sinto maior dor na minha caminhada? Acredito que seja na missão que Ele implantou na minha consciência de trabalhar pela implantação da família ampliada como forma de se atingir a família universal, junto a pessoas que não compreendem a dimensão desse projeto e se ressentem das minhas atitudes, jogando críticas e represálias. Esse é o choque, o pisoteamento, a canga pesada que recebo.


Publicado por Sióstio de Lapa em 08/03/2020 às 00h07



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr