Meu Diário
21/02/2020 07h34
DERROTA

            A guerra entre o Bem e o Mal continua a se desenvolver na Terra, enquanto existir a ignorância que faz a gente entrar em desvios da rota correta, gerando o sofrimento para si e para os outros que estão ao redor e sofrem as consequências dos nossos erros.

            Quem não tem consciência dessa guerra, das diversas batalhas que enfrentamos no dia-a-dia, mesmo assim sentem as dores dos seus erros e, principalmente, o erro dos outros. Ficam mergulhadas em tais dores, essas pessoas, sem conseguir introjetar dentro de si o valor das lições de Jesus, não aprenderam a amar, apenas a se apegar ao que Deus coloca ao alcance. Podemos considerar que essas pessoas estão derrotadas? Se elas nem percebem que estão dentro de uma guerra? Se a vida para elas se resume naquilo que possuem do ponto de vista da matéria, que passam toda a vida construindo valores transitórios que um dia irão perder? Ficam tão focadas no que possuem, no que construíram ao longo dos anos, que parece deslocar o controle de suas vidas para outras pessoas com as quais construíram uma relação, e que um dia se foram, mesmo que tenha sido ela a expulsar a outra da sua vida. É mais uma pessoa que está caída no campo de batalha, sem nem ao menos saber que está dentro de uma guerra. Uma derrotada.

            Agora, nós, que já estamos conscientes dessa guerra, que estamos engajados nas fileiras do Bem sob o comando de Jesus, devido não ser mais tão ignorantes e saber que Ele foi enviado pelo Pai para dizer a Verdade sobre o caminho do Amor, estamos protegidos de uma derrota? Não! Sabemos que o Bem triunfará, que a lei da evolução será cumprida, que todos chegarão próximos do Pai e em sintonia com Ele administraremos novos mundos, como Jesus está fazendo agora conosco. Mas, nesse caminhar, enfrentaremos a cada dia novas batalhas em nível individual e coletivo. Cada um de nós, no nível individual estamos passíveis de derrota. Eu posso ser o exemplo. Apesar de tanto estudo, de tanta certeza do mundo espiritual e suas leis, de estar inserido nas fileiras do Bem sob o comando de jesus, mesmo assim tenho derrotas constantes. Deixo de me preparar a cada dia com os recursos da oração, não me empenho para fazer minhas obrigações espirituais, pois não quero passar pelo necessário sacrifício dos interesses da carne.

            Felizmente temos um Pai bondoso e misericordioso, que perdoa os males da nossa ignorância, tanto aqueles que têm a consciência dEle quanto aos outros como nós, que tanto sabemos, mas que isso não tira os nossos esforços para manter o ritmo da evolução. Pelo contrário, sabemos que quanto mais conhecimento adquirimos, mais responsabilidade teremos e que seremos mais cobrados por isso.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 21/02/2020 às 07h34
 
20/02/2020 00h19
MARIA E MARTA

            Sempre que escuto ou leio essa história da Maria e Marta, que se passou na casa delas quando Jesus a visitava, fico com sérias indagações que até hoje não foram devidamente compreendidas.

            Jesus estava conversando sobre o seu tema preferido, do Reino de Deus entre outras lições importantes para que chegássemos próximos do Pai. Maria estava entre a pequena plateia que se enriquecia com as lições. Marta estava na cozinha, fazendo a comida para todos os presentes. Ficou irritada, pois estava trabalhando sozinha para alimentar a todos, inclusive a irmã que poderia estar na cozinha lhe ajudando. Foi reclamar a jesus, e o que foi dito? Que Maria estava certa, que ela escolhera a melhor parte. Compreendo o que Jesus quis dizer com isso, que as lições espirituais que Ele estava oferecendo tinha mais valor que as necessidades materiais que Marta estava providenciando, que era melhor para Maria que ela ficasse ali com Ele.

            Escutei uma palestra sobre o caso, com um viés feminista, ressaltando mais uma vez a inteligência de Maria, de ter saído do jugo da mulher ter que sempre estar na cozinha e para o homem ter sempre que usufruir das melhores coisas.

            Mesmo assim, nem uma nem outra coisa, satisfaz o meu senso de Justiça. Acredito que eu possa me colocar na posição de um dos discípulos de Jesus, agora nesta época, na categoria de um trabalhador de última hora, e fazer uma observação ao Mestre.

            -“Jesus, porque não convidamos Marta para sentar conosco e participar destas importantes lições? Ela apagará o fogo onde está preparando a comida, e depois que o Senhor terminar as lições, iremos em busca da alimentação. Poderemos até ajuda-las, a Marta e Maria, a preparar os alimentos, não nos incomodaremos, se isso for trazer justiça e solidariedade para todos nós.”

            Se alguém naquela pequena assembleia tivesse se comportado assim, como seria a resposta do Mestre? Penso que seria dessa forma...

            -“Bem pensado, Francisco, se Marta tem o mesmo interesse que tem a Maria de ouvir essas lições, de se instruir e praticar o que aprendeu, nada mais justo que venha sentar conosco também. A não ser que ela não tenha o interesse que a Maria tem, e que prefere gastar o seu tempo no preparo da comida e depois ser elogiada e agradecida por isso. Todos ficaremos devendo esse tipo de favor a ela, e isso não deixa de ser um passo a frente no caminho da evolução, o servir a todos sem expectativa de recompensa. O que acontece é que Marta se aborreceu por estar fazendo um serviço sozinha e imaginou que a irmã deveria ter os seus mesmos interesses. Este é o ponto crítico de Marta. Impor ao outro à sua vontade. Fiquei na condição de decidir o certo ou o errado de Maria. É claro que, se Marta estivesse comigo e reclamasse que Maria estava na cozinha e não dava a mínima importância ao que eu ensinava, eu daria resposta parecida. Diria que você, Marta, escolheu a melhor parte da tarefa, mas Maria prefere ficar onde se sente melhor, preparando a comida para servir a todos. Não é isso que eu sempre ensino? Que quem deseja ser o maior, que seja o servidor de todos? Pois Maria agora estar na cozinha se preparando para essa posição de destaque. Está vendo como tudo é relativo?”

            Depois desse diálogo, sai com minha mente atordoada. Sei que as respostas do Cristo são impecáveis. Não consigo assimilar de imediato essa verdade, mas sei que ela existe, que está presente na lição. Por mais que eu não entenda, sei que o Cristo está correto. Se não consigo validar na minha consciência de imediato, pela razão, a intuição me diz que a falha é minha, na minha pouca capacidade de raciocinar. Mas que, com o amadurecimento da minha alma, um dia estarei pleno dessas verdades.

            Talvez eu tenha sido a Maria naquele passado longínquo, tão sedento de aprender as lições do Cristo e até hoje sem compreender bem, e talvez a minha irmã, Marta, no seu ato de servir, tenha tido um melhor aprendizado que o meu.


Publicado por Sióstio de Lapa em 20/02/2020 às 00h19
 
19/02/2020 01h04
SOLDADOS DO CRISTO

            Entramos no Terceiro Milênio, estamos experimentando a Terceira Revelação do Espiritismo, comandada pelo Espírito da Verdade. A primeira revelação foi conduzida por Moisés, a segunda pela vinda do próprio Cristo, explicando a natureza do Pai e como se conduzir para chegar até Ele.

            Nesta Terceira Revelação, considerada como o cristianismo redivivo, onde estamos no papel dos trabalhadores da última hora para construir a família universal, o Reino de Deus. A batalha espiritual está acirrada, as trevas dominam a maior parte das relações humanas, as lições do Cristo são boicotadas pelos agentes das iniquidades, hipnotizando a nação, surrupiando e vampirizando os cofres públicos. As instituições democráticas contaminadas pelo vírus da ignorância, da prepotência, da mentira, da hipocrisia, colocam os valores morais de cabeça para baixo.

            Nós, os soldados do Cristo, temos o dever de manter a nossa consciência livre dessa hipnose coletiva que joga o ódio dentro dos corações e promove as lutas de classe, de etnias, de qualquer nível de intolerância. Os valores da família e de espiritualidade são vilipendiados a olhos vistos, mas pouco bem interpretado por quem já se encontra hipnotizado.

            Que fazer nesse estágio crítico da batalha, onde o Brasil foi escolhido para ser o coração do mundo e a pátria do Evangelho? Acredito que as forças da Luz já fizeram a sua parte, quando possibilitou a eleição de um candidato a presidência que era francamente contra todos esses desmandos e iniquidades que aconteciam entre as pessoas que deviam ser as mais esclarecidas e as mais defensoras da nação. Uma eleição totalmente imprevista por qualquer tipo de análise política, considerando os argumentos da cultura materialista. Acontece que interveio a conduta espiritual, que colocou nas ruas de todos o país milhões de pessoas pedindo pela Justiça do Arcanjo Miguel, que os criminosos fossem punidos, que saíssem do poder aqueles que o alcançaram com mentiras e sortilégios.

            Agora estamos numa condição que os bons devem perder sua timidez e enfrentar as forças do mal, da ignorância. Não que devamos pegar em armas para destruir os irmãos, maldosos por ignorância, a não ser em defesa da nossa própria vida, pois senão não iríamos nos amar o suficiente para amar o próximo. Devemos unir as nossas forças, onde exista um grupo que seja cristão ou que seja obediente a Deus, que não use a mentira e seja de interesse também a formação desta família universal, dessa construção do Reino dos Céus. Basta isso neste momento crítico, que nosso exército cristão, já bastante significativo, consiga exercer a tolerância e a fraternidade para formar a nossa rede do bem, da solidariedade. Não percamos tempo em discutir com quem deseja usar mentira para formar narrativas de interesse sombrio. Deixemos os criminosos contumazes aos cuidados do Arcanjo Miguel e aqueles criminosos arrependidos, que sejamos fieis as lições do Cristo e possamos os acolher ao nosso lado, exercendo a plena misericórdia. Mesmo que tenhamos sido feridos, como o Cristo foi ferido na cruz, e mesmo assim, perdoou os seus algozes, mesmo eles ainda não tendo condições de fazer a crítica dos seus erros, assim como fez Dimas, o ladrão que ao seu lado, arrependido, ganhou de imediato a promessa do paraíso.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 19/02/2020 às 01h04
 
18/02/2020 00h17
PINGO

            Nosso Pai Celestial sempre nos faz surpresas agradáveis, e outras vezes, como se querendo testar nosso nível de virtudes, nos faz passar por experiências desagradáveis.

            Foi assim que aconteceu com Pingo. Um cãozinho da raça Fox Paulistinha ou Terrier Brasileiro, de personalidade inquieta, gentil, esperto, ativo, vigilante, corajoso, alerta, amigável, mas agressivo com desconhecidos. Ele já era idoso, tinha 8 anos. E o dono dele estava desesperado. Havia ganhado dois cães grandes, mestiços com Pitbull, mas Pingo não se intimidava. Partia para cima e batia nos dois constantemente. Tentando contornar o problema, para não deixar os dois cães mofinos, seu dono autorizou a castração, na esperança que, deixando de produzir a testosterona, amenizasse a agressividade. Mas não deu jeito, Pingo continuava com a agressão constante contra os dois intrusos na sua casa.

            Sem outra alternativa, seu dono pensou na doação e falou comigo. Aceitei a oferta e fui pega-lo. Foi dito que ele era um cãozinho muito saudável, pouco adoecia, comia de tudo, gostava muito de pão e era o protetor da casa. Vi a raiva dele contra mim e minhas companhias que iam traze-lo para minha casa. Com muita dificuldade foi colocado na mala do carro. Durante todo o trajeto apresentava um jeito ameaçador, rosnando agressivamente. Com muito cuidado, ao chegar em casa, o tiramos do carro e procuramos faze-lo adaptar-se à nova morada. Pensava que ia demorar um tempo, devido o grau de raiva que ele estava demonstrando. Passou a primeira noite uivando como se chorasse a saudade de sua antiga casa, de seus donos originais. Mas logo ele se acostumou conosco e nós com ele. Conquistou amor de quem nunca pensava amar algum animal, principalmente um cachorro. Realmente, era agressivo com desconhecido e com qualquer ser vivo que ele considerasse uma ameaça. Mas com os seus novos donos e qualquer outra pessoa que ele entendesse que era amigo, ele se tornava também amigo e afetuoso. Ganhou o afeto de todos, só fazia raiva quando ele aproveitava uma oportunidade e corria pela rua afora sem atender o chamado. Era necessário que alguém fosse pega-lo e traze-lo no braço. Quanto a agressividade com desconhecidos era até positivo. Todos sabiam que na casa existia um cachorro vigilante e que não tinha medo de enfrentar o perigo.

            Tudo estava bem harmonizado, até convivíamos com Pingo dentro de casa em muitas ocasiões. Mas, numa tarde de domingo, quando eu estava no lazer com meus irmãos, houve duas quedas de energia que imaginávamos ter sido problemas na Cosern. Estávamos sentindo a falta de Pingo, pois ele sempre ficava perto de nós, querendo aproveitar alguma guloseima. Observamos que ele estava imóvel perto do motor do portão, como se tivesse dormindo. Mas não atendia ao chamado nem aos toques. Observamos que os seus dentes estavam mordendo o fio do motor. Aí entendemos tudo. Ele na sua curiosidade, encontrou a fiação do motor, puxou com os dentes e ao sofrer a descarga elétrica que apagou a casa, também sofreu o apagamento súbito.

            Foi assim a passagem de Pingo por nossas vidas. Não chegou a completar um ano. Foi um pingo de Luz que Deus nos deu a oportunidade de vivenciar, de vê-lo comer pão e banana como se fosse ração, de sentir os seus abraços nas nossas pernas, de seu focinho querendo cheirar nosso rosto. Corria incessantemente para onde fôssemos, como se não quisesse nos deixar desprotegido por nenhum instante. Obedecia com inteligência quando pedíamos para ficar em determinado canto da casa ou que saísse para outro local.

            Tudo bem, nós adultos entendemos que Deus deu também pode levar, afinal tudo é dEle, pode colocar aqui no mundo material, ao lado de quem Ele quer, e pode levar a qualquer hora para o mundo espiritual. Mas quanto às crianças? Que brincavam com ele como se fosse um irmão? Talvez eu tenha que explicar a elas o que Deus quer com isso. Trazer o Pingo de luz como uma amostra grátis do Amor divino, um ser que não se ressente pelas ausências, até pelos gritos que as vezes recebia. Sempre mantinha o seu coto de rabo balançando como a dizer: eu amo vocês, apesar de tudo!


Publicado por Sióstio de Lapa em 18/02/2020 às 00h17
 
17/02/2020 00h16
COMPROMISSO

            Depois de tantos anos estudando e trabalhando, procurando direcionar minha vida para tantos compromissos que surgem a cada momento, surge agora a necessidade dessa reflexão. Qual meu compromisso prioritário neste momento, onde todos os outros são apenas complementos? Vem a minha mente de imediato: construção do Reino de Deus.

            Isso parece um compromisso utópico, lunático, fanático dentro de uma religião ou de uma fascinação. Sei de todos esses conceitos e minha consciência, onde está a Lei de Deus, acata a minha intenção. Resta apenas descobrir com segurança qual o caminho que devo trilhar para atingir esse objetivo. Sei que o primeiro passo é construir este Reino de Deus dentro do coração, seguir as lições de Jesus que nos foi enviado pelo Pai para nos dar as instruções sobre o amor incondicional. É a este Mestre que devo seguir para realizar meu compromisso. Algumas lições importantíssimas já absorvi, como as duas principais leis que devo seguir: primeira, amar a Deus de todo meu coração, de toda minha alma, e de todo meu entendimento, e de todas as minhas forças; o segundo, semelhante ao primeiro, é amar ao próximo como a mim mesmo.

            Dessas duas leis, a primeira faz com que eu veja em tudo ao meu redor a existência de Deus, a tudo devo respeitar e procurar entender, e como consequência, amar. Da segunda lei posso retirar a bússola comportamental que Jesus ensinou e que evita erros de conduta dentro dos relacionamentos humanos, que é a nossa maior e constante prova: fazer ao próximo aquilo que desejo que faça comigo, ou então, não fazer ao próximo aquilo que não desejo que faça comigo.

            Pronto, eis os atributos necessários para iniciar minha caminhada em busca do meu compromisso, com disciplina e responsabilidade. Nessa jornada irei encontrar obstáculos vindos do egoísmo que alimenta nossa existência material, a partir dos meus próprios instintos que defendem meus prazeres e interesses corporais, materiais. Todos estão representados nos sete pecados capitais: gula, preguiça, luxúria, soberba, avareza, ira e inveja (ciúme). Coloquei-os na ordem do mais forte para o mais fraco, para mim.

            Esses pecados capitais que se expressam na forma de egoísmo, que todos nós, seres humanos possuímos em maior ou menor grau, são as principais barreiras existentes no mundo material, e que dificulta a formação da família universal e construção do Reino de Deus. O máximo que conseguimos institucionalizar foi a família nuclear, que reproduz no seu seio as mesmas forças egoístas que observamos no indivíduo.

            Acredito que já estou preparado para tal compromisso, sinto que Deus coloca ao meu lado as pessoas e circunstâncias para que tais tarefas sejam realizadas com esse propósito. Basta eu ter agora a coragem e determinação de seguir avante e sabedoria para evitar o que não vem de Deus.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 17/02/2020 às 00h16



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr