Meu Diário
07/01/2021 00h05
RESPOSTA AO JORNAL “O ESTADO DE SÃO PAULO

            Circula nas redes sociais um texto feito por John Kirchhofer, conforme mencionado, como uma resposta feita ao jornal “O Estado de São Paulo”, que vale a pena reproduzir aqui para termos a dimensão da ousadia de um grande veículo de comunicação atingir nossa inteligência e fazê-la aceitar uma narrativa e chavões tão fora da realidade, em tentativa vergonhosa de assassinato de reputação. Pois vejamos o que circula e o leitor pode tirar suas conclusões.

O jornal "O Estado de São Paulo" publicou editorial com o seguinte tema: ‘O País precisa de rumo, que deve ser dado pelo presidente. Até aqui, Bolsonaro não se mostrou, nem remotamente, à altura dessa tarefa e não há razões para acreditar que algum dia estará.'  #Estadão

John Kirchhofer replicou com o seguinte texto:

A cegueira de um grande jornal. É incrível como um jornal da tradição e tamanho do Estadão continue cego às evidências! Preso a um passado que se desmancha, frente a um presente que seus anacrônicos editores se negam a enxergar! O mundo muda numa velocidade estonteante. A mídia impressa caminha para a falência.  O exemplo da editora Abril não lhes serve para abrir-lhes os olhos.

Acorda Estadão! 

Bolsonaro não governará, nem indicará “rumos”, através de discursos eloquentes, retórica brilhante, embromação de longas palavras. Bolsonaro governará com a mais poderosa forma de liderança que o mundo conhece: O EXEMPLO! A VERDADE!

Vocês fazem parte de um tempo em que a admiração por longuíssimos discursos, de uma, duas ou até três horas impressionava as massas e hipnotizava os jornalistas! Era o tempo do fanatismo aos discursos de Fidel Castro, Carlos Lacerda e Leonel Brizola!

Acorda Estadão!

Este tipo de comunicação ACABOU! As recentes eleições Americanas e, aqui, no Brasil, sepultaram este tipo de retórica. E, olhe que a mudança veio como um tsunami! 

99% dos jornais erraram suas previsões sobre a possibilidade de vitória de Bolsonaro. 99% das televisões erraram em seus comentários sobre as chances de Bolsonaro vencer.

99% dos Institutos de Pesquisas apostavam que Bolsonaro perderia para qualquer candidato no segundo turno. 99% dos políticos e partidos deste país não acreditavam na possibilidade de Bolsonaro vencer as eleições. 99% dos jornalistas deste país, zombaram de Bolsonaro e riram de suas fraquezas, quando, de forma franca e verdadeira, dizia que não conhecia de economia e iria deixar esta área estratégica nas mãos de um competente economista. Virou gozação nacional a piada do Posto Ipiranga do Bolsonaro.

Quebraram a cara! Todos! Achavam ridículo um candidato à presidência se apoiar numa citação bíblica para tocar sua campanha a presidente. E Bolsonaro, simplesmente, continuava sua pregação perante multidões crescentes: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Nada mais verdadeiro do que isso!

Lamentavelmente, até hoje, os intelectuais, professores e editores de jornais não se deram por conta de que a verdade pode ser dita em 140 caracteres, ou menos! A verdade cabe num Tweet! Jornais como o de vocês, do velho Estadão, continuam na anacrônica elaboração de editoriais de 1000, 2000 ou 3000 caracteres! Gastam papel em vão! Mas, estão sem saída. Por quê? Porque não sabem fazer outra coisa! Se negam a acordar perante a nova política. A REAL POLÍTICA. A política da verdade. A política que nega a “articulação” política! A política que nega as mentiras políticas, a mentira e a embromação!

Acorda Estadão!

Tanto vocês, como o outrora poderoso "O Globo", baixam, desesperadamente, os preços de suas assinaturas, de 109 para 29 reais mensais, ou seja, tentam vender jornais impressos por 1 real a edição e não conseguem sinal de reação dos consumidores! Estão apavorados com a falência eminente da ex-gigante "Folha de São Paulo"!

Acorda Estadão!

Não é baixando o preço por edição, nem entrega gratuita de jornais, que fará ressuscitar os Cadernos de Classificados! As antigas edições de domingo, que chegavam a pesar mais de um kg de papel, hoje está na faixa de 400 a 300 gramas! E, assim, caminham para ZERO grama de papel impresso! Eu sou assinante, mas não leio mais o papel impresso! Só leio a edição digital em meu celular. Não me sinto mais satisfeito em gastar horas lendo um jornal escrito por professores, intelectuais, doutores, jornalistas, todos sem prática! Todos teóricos! Todos que formaram o séquito dos 99% que apostaram contra a vitória de Bolsonaro! Todos, viajantes de uma Época que ACABOU!

O Povo está cheio de suas opiniões pessimistas! O Povo quer Esperança! O Povo quer VERDADE! O Povo não quer as armações de suas jornalistas, buscando “arruinar” o mandato de um PRESIDENTE recém-eleito! Não adianta escrever mil páginas, negando o que foi ouvido da boca de sua jornalista. Não adianta trocar sinais e afirmar mil vezes que era “fake news”! Pois não eram apenas poucas palavras que sinalizaram a VERDADE. Foram edições e editoriais sinalizando a VERDADE! 

De que adianta esta afirmativa de que não há razões para acreditar que algum dia estará Bolsonaro, preparado para nos dar um “rumo”? Ledo engano dos senhores! Basta o exemplo... Pequenos atos, como cancelar um jantar com show, ao custo de 290.000 reais, que sairiam do bolso do contribuinte, via Embratur e a demissão da presidente do órgão, para que se dê o rumo a este país!

Se o sentido de “rumo”, for o mesmo de “articulação”, “conversa” e outras mais, usadas para esconder o toma lá dá cá, acho que realmente não teremos. Bolsonaro realmente é um cabeça vazia de “ideias” para sangrar os cofres públicos! Eu, sinceramente, não quero o mal para tão tradicional órgão de imprensa. Mas, se puder lhes dar um conselho de leitor, lhes diria: Tomem outro rumo.

Cordialmente

John Kirchhofer, Engº Civil, MD Coppe/UFRJ, MBA Marketing ESPM/RJ, Executivo. Engº de formação, Fotógrafo por paixão: "É Incrível tudo isto...!!! Mais incrível é quem não consegue enxergar a nossa nova história e tudo de maravilhoso que está acontecendo...!!!  O Brasil nunca ouviu tantas verdades e, para alguns, isso é difícil.

O caso brasileiro é único no mundo. É muito maior do que o Brexit, é gigante perto da eleição de Trump. Não tivemos o impacto de uma mudança radical, como a entrada em massa dos muçulmanos no Reino Unido. Não elegemos um bilionário numa eleição com dois partidos, como nos EUA. Elegemos um capitão do Exército, sem dinheiro, sem televisão, sem apoio, sem celebridades. Mostramos ao mundo a quintessência da democracia. Bolsonaro não baixou a cabeça. Peitou uma das maiores empresas de mídia do planeta, os artistas formadores de opinião, a elite acadêmica, as milícias sociais, a máquina Estatal, o Stablishment. Todo o poder estabelecido convulsionava contra o candidato, numa tentativa desesperada de manter seus benefícios escusos. E, ainda assim, ele venceu. Gramsci, na década de 40, disse: "Não tomem quartéis, tomem escolas. Não ataquem tanques, ataquem ideias". O filósofo Socialista esqueceu, porém, que o capitalismo evolui e, com sua evolução, DEU VOZ AO POVO. 

A grande mídia não é mais o principal propagador de notícias. A escola não é mais o principal propagador de conhecimento. Com o advento da internet, podemos nos informar, podemos pesquisar e, principalmente, PODEMOS FALAR.

Atentaram contra a vida do presidente, deixaram-no fora dos compromissos de campanha e, de pijamas e pantufas, NÓS O ELEGEMOS. Derrubamos um plano de poder de 3 décadas, detentor de uma militância violenta e um Estado aparelhado, sem encostar em armas, sem NENHUMA intervenção. Tristes dos "artistas" que não veem a beleza do movimento. Tristes dos estudantes que não veem a importância do momento. Vocês se orgulham de fazer parte da "resistência". EU ME ORGULHO DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA!

🇧🇷BRASIL ACIMA DE TUDO🇧🇷

DEUS ACIMA DE TODOS. 🇧🇷

Copie e cole. Mesmo tendo de repassar de cinco em cinco, pelo Brasil Novo, vale o movimento. O Brasil NÃO entrou em recessão. NÃO teve o congresso fechado. NÃO teve AI5. NÃO houve genocídio à população LGBT. O Brasil NÃO entrou em guerra contra a Venezuela. O Brasil NÃO acabou com a Amazônia e.…NINGUÉM deu falta do Ministério do Trabalho.

Eita ano difícil para esquerda!


Publicado por Sióstio de Lapa em 07/01/2021 às 00h05
 
06/01/2021 00h04
CIRCULO DO MAL DE HITLER (44) – MARTIN BORMANN ENTRA

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XLIV

            INICIO DO QUINTO EPISÓDIO

            É 1935, e enquanto os nazistas dão seus primeiros passos no palco europeu, a sorte de alguns líderes aumenta... e a de outros cai. Todos estão tentando se aproximar do Führer e há muita traição. Todos lutando por posição. Joseph Goebbels está em alta com sua propaganda nazista. Hermann Göring luta contra rivais e seus próprios demônios. Mas Rudolf Hess é o maior perdedor.

            O círculo íntimo parece gatos em um saco brigando entre si, e é Hitler quem segura o saco, e ele deixa a briga continuar. E agora há um novo e perigoso jogador: Martin Bormann. Astuto e implacável, ele agirá nos bastidores para minar todos eles.  

            Esta é a história dos capangas de Hitler, da luta pelo poder, da ambição cega e dos bajuladores que criarão um monstro e alimentarão os horrores brutais do Terceiro Reich.

            O GRUPO DE BERGHOF – ALPES BÁVAROS

            É 1935, Hudolf Hess, vice do Führer, recebe um pedido irrecusável de seu líder. Adolf Hitler quer que ele transforme seu retiro no campo, em Obersalzberg, no que será, de fato, sua segunda sede do governo. Será seu Berghof, sua corte na montanha.

            Para não dizer “não” a Hitler quando ele pede algo, não importa sua posição no círculo, você precisa fazer.

            Hess é o apoiador mais fiel e de longa data de Hitler. Como discípulo dedicado, servir seu líder é sua razão de viver. 

            É preciso lembrar de que Hess é servilmente dedicado a Hitler. Ele atende todos os pedidos. Intelectualmente, ele não é um completo idiota. Ele se considera o braço direito de Hitler e o arquiteto da grande visão nazista que conquistará a Europa. Mas ele não entende que, na maior parte do tempo, os membros do círculo brigam entre si, não com o mundo. E ele não está bem armado para vencer essa batalha. Ele está à deriva nesse mundo maquiavélico de disputas e posicionamento por poder.

            Hess é um homem de ideias. Ele pensa mais que faz. Coordenar uma construção em Obersalzberg, mesmo para seu querido Führer, não é da sua alçada. Não é uma tarefa glamorosa. Ele é nomeadamente o vice do Führer e recebeu a tarefa de remodelar a casa para Hitler.

            Hess decide delegar a tarefa. E ele conhece o homem certo para o trabalho... seu próprio vice, Martin Bormann. Ele pede a Martin Bormann para cuidar do projeto de Obersalzberg.

            Essa será uma decisão muito fatídica, pois dessa delegação vem uma transferência de poder de Hess para Bormann. 

            Martin Bormann não é muito conhecido nos círculos nazistas nem no país. Ele não é um político refinado nem um orador. O que o destaca é sua habilidade organizacional. Se você precisar de auxílio, Bormann faz as coisas acontecerem.

            Bormann é visto como um paspalho, um grosseiro. Ele não é sofisticado e há uma certa noção de classe em ação que o considera um homem bem bruto. Se Bormann entrasse aqui agora, você nem notaria. Ele não é do tipo carismático. Não é como Hitler ou Göring, nem mesmo Goebbels. É um homem quieto. Mas cuidado com o homem quieto. Ele pode ser perigoso.

            Dentro de um ninho de cobras entra mais uma. Rastejando, disfarçada, sem mostrar seu veneno, atuando de forma sorrateira. O homem, Martin Bormann, uma figura burocrática que poderia servir muito bem a uma autoridade de boas intenções, de ética e moral. Mas, da mesma forma, ele atua com a mesma competência dentro do covil dos nazistas, no círculo íntimo de Hitler. Será mais um competidor dentro do balaio de gatos controlado pelo Führer.


Publicado por Sióstio de Lapa em 06/01/2021 às 00h04
 
05/01/2021 00h04
CIRCULO DO MAL DE HITLER (43) – DESGRAÇA SOBRE DESGRAÇA

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XLIII

            Se Goebbels queria demonstração pública de apoio à guerra contra os judeus, a Noite dos Cristais lhe deu isso. Mas a um preço alto. O nível de destruição é alarmante. Göring está chocado. Além de ter sido deixado de fora, está horrorizado pelos saques e pela destruição de bens valiosos.

            Göring era obcecado por bens materiais, então, ver tanta coisa destruída era detestável para ele. Houve 7.500 estabelecimentos de judeus destruídos. E muitos bens valiosos foram saqueados. Isso pode ser muito prejudicial à economia.

            Himmler também está furioso por tudo ter saído de controle. Para ele, esse tipo de vandalismo nas ruas estava no passado do movimento nazista e não poderia acontecer com os nazistas no poder. Ele pressionou para Goebbels ser demitido. Foi um momento crítico para Goebbels. Himmler esperava influenciar Hitler para que ele desse um basta, dizer que já tinha ido longe demais.

            Para Goebbels, a Noite dos Cristais pode prejudica-lo. Isso deu a chance de todos os seus rivais no círculo rodearem como abutres. Hitler interrompe o furor e deixa bem claro o que pensa. No fim, Hitler toma o lado de Goebbels, em uma demonstração pública de apoio a seu ministro da Propaganda.

            Parece que Goebbels se safou dessa. Mas apesar do apoio de Hitler, está claro que os rivais de Goebbels o farão pagar caro. Göring reclama que os danos precisam ser pagos e que Goebbels cuidará disso.

            Göring quer que Goebbels resolva. “Como arrumaremos dinheiro para pagar pelos danos? De onde virá o dinheiro?” encurralado, Goebbels mostra sua esperteza. Ele oferece uma solução simples e poderosa. Apresenta a solução mais diabólica de todas. Ele diz que os judeus pagariam, já que tinham sido os responsáveis.

            Em um momento de perversa inspiração, Goebbels salva sua carreira política. Eles concordam em cobrar uma multa de um bilhão de reichsmarks dos judeus para cobrir os custos da destruição. Eles têm de pagar pelos danos causados a eles pelos Estado, o que é terrível para os judeus. É desgraça em cima de desgraça para eles.

            Goebbels já sobreviveu duas vezes a um possível fim de sua carreira, apesar dos esforços de seus rivais no círculo íntimo. Mas, o principal é que suas ações estabeleceram um precedente. Os horrores da Noite dos Cristais estabeleceram o tom para uma brutalidade crescente contra os judeus. Como nazista, agora não bastava odiá-los, era preciso destruí-los. Mas eles aprenderam a fazer isso discretamente.

            Eles queriam acelerar a eliminação dos judeus, tirando-os da Alemanha e pegando suas propriedades. Mas isso seria feito discretamente. As pessoas não veriam o que acontecia.

            De agora em diante, Himmler cuidará da questão dos judeus. Seu ataque aos judeus será mais discreto. Mas suas brutalidades serão mais chocantes, ao lançar o partido em atos de horror sem precedentes.

            Como o Estado que deveria defender seus cidadãos passa a coloca-los na categoria de criminosos ou vítimas indefesas? Tais atos arquitetados pela cúpula nazista deixa um fedor de podre na sociedade, que não é mais justa... é uma sociedade amedrontada, se fazendo de cegos para não se virem vítimas da perseguição dos malvados. No Brasil, não chega a ter essa dimensão macabra do que ocorria na Alemanha, mas também observamos a ação dos malvados com suas falsas narrativas destruindo reputações e salvando meliantes de suas merecidas punições. Felizmente aqui podemos colocar em confronto as narrativas mais próximas da verdade, e os bons que estão iludidos, podem a qualquer momento saírem da hipnose em que caíram.


Publicado por Sióstio de Lapa em 05/01/2021 às 00h04
 
04/01/2021 00h02
CIRCULO DO MAL DE HITLER (42) – NOITE DOS CRISTAIS

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XLII

            O chamado às armas de Goebbels é calorosamente bem recebido. Mas esse ataque aberto de violência nas ruas vai contra tudo que Himmler argumentava. 

            Himmler investiu muito tempo na construção de um sistema de horror discreto, operado de forma muito brutal e eficiente, mas que não era aparente ao povo. Ele acreditava que políticas antijudeus precisavam ser realizadas de forma sistemática e sem emoção, e que violência nas ruas não deveria fazer parte disso.

            Goebbels não acreditava nisso. Queria um gesto. Ele queria que o povo alemão demonstrasse que compartilhava da convicção do partido de os judeus serem inimigos. 

            Nas horas seguintes, uma enxurrada de telegramas vai e volta entre os departamentos nazistas. A euforia é tanta que Himmler sabe que não adianta se opor. E ele sabe que tem de participar, é o chefa da Polícia alemã. A polícia precisa saber o que deve fazer, que não deve interferir, deve deixar a SA e a Juventude Hitlerista agirem.

            No entanto, Himmler e seu assessor Heinhard Heydrich fazem o possível para limitar o potencial dano. Heydrich passa instruções rigorosas à Polícia de Segurança e à Tropa de Assalto da SA.

            As supostas regras de ataque são rapidamente elaboradas. A ideia é de que nenhuma propriedade alemã seja saqueada ou destruída, e se algo de valor for apreendido dos judeus, não deve ser roubado, deve ser entregue às autoridades. As propriedades de judeus não deveriam ser queimadas ou destruídas, devem ser preservadas. 

            Ciente de um potencial desastre político, Himmler tenta distanciar sua SS dos tumultos iminentes. Ele diz à SS para não usar o uniforme preto, deveriam se vestir como cidadãos comuns.

            Göring não está na cidade enquanto tudo isso acontece, e com Himmler sem forças, Goebbels pode causar um caos. A violência que ele organiza será lembrada como uma das mais chocantes e selvagens na história moderna. A Noite dos Cristais.

            Menos de duas horas após a morte de vom Rath, os tumultos começam. Parece que as Tropas de Assalto não receberam as regras de ataque para preservar bens de valor, em vez disso, houve total carnificina. Casas, propriedades e bens foram queimados e destruídos de toda forma. Sinagogas foram queimadas. Estabelecimentos judeus foram destruídos e saqueados. Mas não destruíram apenas propriedades, pessoas também.

            Pessoas estavam sendo espancadas até a morte com porretes, machados. Foi um verdadeiro massacre, e foi sancionado pelo Estado, sem dúvida alguma. Centenas de sinagogas são queimadas. Casas e estabelecimentos são saqueados. Quase 100 judeus são mortos. Mais de 30 mil foram levados a campos de concentração. Para eles, os horrores estão só começando.

            Interessante como os judeus que moravam na Alemanha se submetem a tais atrocidades. Tudo bem que não reagissem de forma violenta, da mesma forma que eles, mas que fossem para longe de tal país, cujos dirigentes incentivam as brutalidades contra eles, que não existe uma voz ponderada nesse círculo do mal, mas que partissem o mais rápido possível. Talvez o que tenha lhes segurado tenha sido o prejuízo material que iriam ter, pois não conseguiriam levar os seus bens na fuga. Se eles pudessem prever o futuro imediato, certamente isso não seria um obstáculo para reagirem.  


Publicado por Sióstio de Lapa em 04/01/2021 às 00h02
 
03/01/2021 00h02
CIRCULO DO MAL DE HITLER (41) –  GOEBBELS E HIMMLER

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XLI

            A queda de Goebbels é uma oportunidade para Himmler. Embora os planos dele sejam mais discretos, ele aproveita a chance para lutar pelo seu ideal contra os judeus.

            Desde os anos 20, Hitler sonha em reunir a Alemanha com sua pátria, a Áustria. Desde que chegaram ao poder, os nazistas aplicaram pressão crescente para o governo austríaco não ficar no caminho.

            Finalmente em março de 1932 tropas alemãs avançam sobre a Áustria. O país é facilmente absorvido pelo Reich alemão. Muitos austríacos recebem bem a união, mas os que se opõem são rapidamente tratados de acordo.

            Himmler e suas forças da SS rapidamente estabelecem controle sobre a região, e ele age quanto aos judeus. Há quase 200 mil judeus. Himmler pretende transformar a Áustria em um campo de testes de políticas antissemitas.

            A Anschluss, anexação da Áustria, deu a Himmler a oportunidade de fazer experimentos da política contra os judeus. Nos primeiros meses da ocupação, os judeus foram submetidos a uma série de coisas desagradáveis. Suas propriedades foram tomadas, seus negócios, comprados por uma pechincha. Os judeus foram humilhados. Muitos foram levados para campos de concentração.

            Para Himmler e seu capanga, Reinhard Heydrich, seu antissemitismo eficiente está pagando os dividendos. A peça central da política contra os judeus na Áustria era se livrar dos judeus. Não era exterminá-los, mas se livrar deles. Encontrar modos de tirá-los do país, deixando suas riquezas, é claro. Isso foi bem-sucedido.

            Em semanas, eles retiram um grande número de judeus austríacos do recém expandido império alemão. Esse sucesso consolida as reputações de Himmler e Heydrich, enquanto Goebbels, ainda em desgraça pelo caso com Baarová, tem de vê-los ficar com a glória.

            Mas um incidente dramático dá a Goebbels a oportunidade de deixar sua marca na guerra contra os judeus. Um diplomata nazista chamado Ernst vom Rath é baleado e fica gravemente ferido. O atirador foi um judeu.

            Himmler é o primeiro a reagir. Ele vê a agressão como o começo de um ataque total pelos judeus. Ele secretamente informa suas tropas da SS para se prepararem para a luta. Himmler faz um discurso poderoso e violento em resposta ao ataque, e diz que não são apenas os diplomatas que estão sob ameaça dos judeus, que os judeus querem matar todos os alemães, ninguém está seguro.

            No partido, o entusiasmado discurso de Himmler leva a política antissemita dos nazistas a um território mais radical. E o que ele sugere que aconteça? A solução é bem simples e muito violenta. Ele diz para expulsarem os judeus com crescente brutalidade, que logo não haveria lugar no mundo para os judeus.

            Parece que Himmler é quem liderará uma guerra discreta contra os judeus. Mas Goebbels logo retomará a iniciativa. Em nove de novembro, chefes nazistas estão em um jantar de aniversário quando Hitler recebe uma péssima notícia. Vom Rath morreu.

            Hitler discursa completamente furioso, e há relatos de que ele disse: “Retirem a polícia. Os judeus precisam sentir a raiva do povo alemão.” E o que isso significa? Para alguns, significa que isso é uma autorização para um ataque. É permissão para algo acontecer. É o incentivo que Goebbels necessita. Ele viu como uma oportunidade para avançar com a pauta antissemita e melhorar seu perfil ante os rivais.

            Goebbels declara guerra contra os judeus. Mas sua guerra não será em particular, feita pela SS de Himmler, será nas ruas, e o povo alemão deve participar. Ele tem a chance de se redimir perante seu querido Hitler, então, ele fala ao público e os coloca em um verdadeiro frenesi, dizendo que todos os judeus são culpados, os alemães precisam se defender. Ele quer começar uma carnificina. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 03/01/2021 às 00h02



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr