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Meu Diário
06/11/2025 00h01
ENTREVISTA AO JORNAL AGORARN

 



Psiquiatra do RN defende integração entre espiritualidade e medicina na saúde mental



Médico potiguar defende que a medicina deve tratar corpo, mente e espírito de forma integrada e relata sua trajetória acadêmica, comunitária e espiritual marcada pelo compromisso com a dignidade humana



Redação



01/11/2025 | 05:37



O psiquiatra potiguar Francisco das Chagas Rodrigues, conhecido como Dr. Rodrigues, acredita que a compreensão integral do ser humano — mente, corpo e espírito — é essencial para o tratamento da saúde mental. Em entrevista à TV Agora RN nesta sexta-feira 31, ele defendeu a necessidade de integrar ciência e espiritualidade na prática médica e relatou a trajetória que o levou da vida acadêmica e política à atuação comunitária e espiritual.



“Tem uma ligação muito forte”, afirmou o psiquiatra ao comentar a relação entre espiritualidade e evolução dos quadros psiquiátricos. Para ele, compreender o sofrimento humano exige enxergar o corpo apenas como um “veículo de comunicação”, enquanto a consciência seria a verdadeira essência da vida. “Daqui a pouco, nós não teremos mais esse corpo, mas a consciência permanece viva. Ela não morre com a morte”, disse.



Médico psiquiatra e professor da UFRN, Francisco das Chagas Rodrigues em entrevista nesta sexta-feira à TV Agora RN, Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Dr. Rodrigues leciona a disciplina optativa “Medicina, Saúde e Espiritualidade”. A matéria reúne exemplos de como diferentes religiões e filosofias de vida lidam com o sofrimento humano. “Mostramos para os alunos que existem várias formas de trabalhar a saúde e a espiritualidade no mundo todo”, explicou.



A defesa dessa abordagem, segundo ele, vem da própria observação clínica e do fato de ele seguir a doutrina espírita. Para ele, desequilíbrios emocionais e doenças podem ter origem em condutas morais equivocadas, nesta ou em vivências passadas. “O que você plantar aqui, de forma correta ou incorreta, vai receber os frutos. E esses frutos podem vir depois como doenças que a pessoa ignorante pode trazer, como alucinação, delírio, demência ou doenças físicas.”



Formado pela UFRN, Dr. Rodrigues é doutor pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), onde iniciou seus estudos em psicofarmacologia. “Trabalhava com animais, com ratos e camundongos, vendo os testes dos medicamentos, trabalhando com lítio para mostrar o efeito dele na saúde mental”, lembrou. Sua trajetória acadêmica o levou ao magistério, ministrando aulas de fisiologia em diversos cursos da universidade.



O interesse pela comunidade surgiu ainda nos anos 1980, quando atuou como médico em um posto de saúde do Conjunto Santa Catarina, em Natal. “Eu percebia que o trabalho que eu fazia enquanto médico clínico, era insuficiente para tanta dificuldade que as pessoas tinham com relação à sobrevivência: trabalho, exploração, miséria”, recordou.



A partir dessa vivência, ele passou a se engajar em ações sociais e a enxergar a medicina como instrumento de transformação coletiva. “Percebi que somente o trabalho médico não iria resolver essas questões. Era preciso se envolver com a comunidade”, resumiu.



Hoje, o psiquiatra mantém esse compromisso por meio de ações voluntárias na Praia do Meio, em Natal, onde desenvolve atividades espirituais e comunitárias com base nos princípios cristãos. “A gente faz esse trabalho levando para a comunidade esses princípios, fazendo o bem sem esperar deles nada de recompensa — nem dinheiro, nem voto, nem nada. Fazendo porque eles precisam de ajuda e nós podemos ajudar”, afirmou.



O médico vê essas iniciativas como antídoto ao egoísmo e ao materialismo crescentes na sociedade. “O egoísmo fala mais alto”, alertou, destacando que muitos dos males mentais da atualidade nascem da competição animal e do isolamento fraterno.”



 “Nós estamos percebendo uma grande afronta à nossa qualidade de vida nesse contexto atual. A sociedade vive um progresso materialista, e o mais importante é o progresso espiritual”, avaliou. Para ele, a saúde mental não depende apenas de medicamentos ou terapias tradicionais, mas de uma reorganização ética e moral do modo de viver.



Com mais de quatro décadas de carreira, Dr. Rodrigues observa que as doenças mentais se tornaram mais frequentes e complexas. “A sociedade está mais adoecida”, disse. Ele relaciona o fenômeno à rotina urbana acelerada, ao excesso de telas e à desconexão espiritual das pessoas.



Para o psiquiatra, o desafio contemporâneo é equilibrar o avanço da tecnologia com valores humanos. “O crescimento material é isso: tecnologia e ciência. Mas o crescimento e a evolução espiritual são morais e éticos. Onde está a moral? Onde está a ética da vida com a gente, com os próximos?”, questionou.



Medicina, tecnologia e limites da ciência



Embora reconheça o papel dos medicamentos e das descobertas científicas, Dr. Rodrigues alerta que a ciência sozinha não basta. “O que existe são alternativas que podem até ajudar. Por exemplo, a psicofarmacologia é a minha área. Esses medicamentos são produzidos e colocados no mercado, cada vez mais potentes e eficazes. Mas são caros, e nem todos podem comprar”, explicou. Ele vê a medicina moderna como um campo que precisa recuperar a dimensão humanista e ética.



Segundo o psiquiatra, o avanço tecnológico deve vir acompanhado de reflexão sobre valores e propósito. “Todos estamos evoluindo, tanto do ponto de vista material quanto espiritual. Mas o progresso moral e ético está ficando para trás”, avaliou.



Acolhimento e solidariedade



Dr. Rodrigues afirma que a espiritualidade, quando bem compreendida, amplia a empatia do profissional de saúde e o compromisso com o próximo. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Se nós fizermos isso, estamos irmanados. Não importa a religião que a gente esteja”, citou.



Essa visão o inspira a desenvolver novos projetos, como uma iniciativa voltada ao apoio de mulheres em situação de vulnerabilidade. “Estou entrando em contato com prostitutas e vou até nos bares e boates convidá-las para ver se fazemos uma atividade que lhes mostre um caminho fora desse trabalho tão árduo de profissionais do sexo, que elas proporcionam com tanta falta de dignidade”, revelou.



Ele reconhece que o projeto enfrenta preconceitos, mas insiste em seguir. “Posso até ser discriminado: ‘poxa, o doutor entrando num cabaré para falar com as prostitutas’. Mas é isso mesmo. Quero fazer o bem a elas sem esperar recompensa material”, afirmou.



Cristianismo e missão de vida



A doutrina espírita, segundo o psiquiatra, o ajudou a compreender melhor a dimensão espiritual da vida e o sentido da profissão médica. Ele vê em Cristo um modelo de transformação e liderança ética: “Jesus transformou o mundo com doze pessoas simples. A lição dele é de irmanar todos, como filhos de Deus, para crescermos juntos.”



Para o médico, a coerência entre fé e prática é o que define a verdadeira espiritualidade. “A justiça vai se cumprir quando esse cara voltar para cá e está lá sofrendo o que fez aos outros. A vida real é no mundo espiritual, não é aqui”, reforçou, “aqui na Terra é para provas e expiações, conforme a justiça de Deus que é incorrupta.”



Dr. Rodrigues acredita que o futuro da medicina caminha para a interdisciplinaridade e a humanização. “Nós podemos fazer alguma coisa no Brasil com o pensamento cristão. Quem quiser se recuperar pode vir até nós, pode ser um marginal, pode ser um bandido, ladrão ou corrupto, desde que se arrependa e procure mudar a vida, fazendo as reparações possíveis ao mau que fez”, declarou.



Na próxima semana, o psiquiatra participará do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no Rio de Janeiro, onde apresentará o trabalho que desenvolve na comunidade (Projeto de Extensão Universitária Foco de Luz e Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio ‘AMA-PM’) com base na espiritualidade. “O foco é mostrar que podemos fazer algo concreto na saúde mental, com acolhimento e transformação, assim como Paulo se transformou de perseguidor em apóstolo”, contou.



Ao final da entrevista, o médico resumiu seu propósito: unir conhecimento científico e sabedoria espiritual para devolver dignidade às pessoas. “Nós temos que trabalhar de forma honesta, seguindo a principal lição que Ele nos deu: amar o próximo como a si mesmo. Essa é a essência da saúde mental verdadeira.”


Publicado por Sióstio de Lapa
em 06/11/2025 às 00h01
 
05/11/2025 00h01
ABORDAGEM POPULAR A PESSOA COM SINDROME DE ALICE

            A falta de discernimento da realidade que apresenta a pessoa com Síndrome de Alice no País das Maravilhas é mostrada por um vídeo que circula nas redes sociais, onde a pessoa se mostra indignada com essa falta de discernimento do contexto social, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. Vejamos...



Você está dizendo que o povo de Tocantins da região Norte é inteligente e o povo lá de São Paulo onde você mora é burro. Porque você vota no PT e eu voto em Bolsonaro, é isso?



Você pode me explicar por que a pobreza foge para a riqueza e a riqueza não foge para a pobreza? Por que quando o muro de Berlim caiu foi a Alemanha Oriental que fugiu para a Alemanha Ocidental e não o contrário?



Por que são os cubanos que fogem para Miami e não os americanos para Cuba?



Pode me explicar que são os nordestinos e os nortistas que fogem para o sul e sudeste e não o contrário?



Você pode me explicar por que o Nordeste é governado pelo PT e há fome, miséria, desemprego e analfabetismo durante 500 anos?



Você quer lógica maior do que isso, seu burro?



Você é um idiota, cara? Você é um jumento, você não consegue ver o desenvolvimento das regiões onde o PT não governa, você não consegue ver...



Os continentes mais ricos do mundo é onde não há socialismo.



Se eu te perguntar qual é a cidade do Brasil que tem o maior IDH, Índice de Desenvolvimento Humano? Aquilo que vocês sempre dizem que trabalha para ele?



Essa cidade chama-se Sorriso, no Mato Grosso. Lá é uma cidade totalmente capitalista onde há uma superprodução, uma riqueza, onde praticamente não há fome.



Se eu te perguntar qual a cidade mais pobre, mais miserável, mais desgraçada, que existe um índice de violência gigantesca, de analfabetismo, você vai dizer, que é  Belágua no Maranhão, onde 96% da população vota em Lula. Sorriso, 85% da população rejeita Lula.



Você quer prova maior do que isso? Seu velho infernal?



Você quer ver pobreza maior? Aonde tem o socialismo!



Socialismo que quebrou a Argentina, que quebrou a Venezuela, que quebrou Cuba, que quebrou a Coreia do Norte, veja a diferença da Coreia do Sul, capitalista para a socialista Coreia do Norte, velho desgraçado, filho da p...



Podemos observar em que nível de agressão está o relacionamento humano na atualidade. As pessoas que conseguem discriminar a verdade da mentira, não conseguem entender porque algumas outras pessoas não conseguem fazer isso. Então interpretam que as pessoas que não discernem bem a realidade possuem mau caráter, ou algum déficit mental. É uma possibilidade, mas interpreto como uma doença psíquica, uma forma de síndrome de Alice no País das Maravilhas, que essas pessoas adquiriram de forma sutil e que agora não percebem seus efeitos.



Isso tudo, visto dessa forma, é mais um problema de saúde psíquica do que de segurança pública, que é mais importante a participação de psicólogos e psiquiatras do que de policiais e juízes na sua resolução.  


Publicado por Sióstio de Lapa
em 05/11/2025 às 00h01
 
04/11/2025 00h01
SÍNDROME DE ALICE

            A síndrome de Alice no País das Maravilhas, também conhecida como síndrome de Todd, é uma síndrome que afeta a forma como as pessoas percebem o mundo à sua volta e pode distorcer a sua experiência dentro do próprio corpo e o espaço que ele ocupa. Ela pode incluir distorções da visão e do tempo.



Imagine passar a vida observando os rostos das pessoas se transformando em dragões. Este sintoma é apenas um dos 40 tipos de distorções visuais características da síndrome.



Alguns pacientes descrevem ver diferentes partes do corpo sendo acrescentadas às pessoas à sua frente, como um braço mais curto fixado ao rosto da pessoa sentada à frente deles. Outros sintomas incluem ver pessoas ou objetos se movendo em câmera lenta ou de forma rápida e não natural, ou ainda imóveis.



O escritor Magnaldo de Castro usou o termo no seu livro “Presente no Inconsciente”, quando o protagonista diz para uma jovem que procura novo emprego:



- Você está com a famigerada síndrome de Alice. Os portadores dessa síndrome não sabem que caminho seguir. Marcham como zumbis arrastando suas existências sem propósitos. Tampouco possuem projetos preestabelecidos que iluminem seu ser. São presas fáceis do capitalismo selvagem, do materialismo casual...



A moça reclama dessa comparação com zumbi, mas o professor continua com seus argumentos.



- Você não precisa saber tecnicamente do que trata a síndrome, mas não deixe as necessidades mundanas egoístas a modelarem. O que importa é você se conhecer. O conhece-te a ti mesmo nunca foi levado a sério, deixando as pessoas vulneráveis, caminhando como gado, sendo manipuladas e iludidas.



Esse trecho do livro chamou a minha atenção. Eu não tinha visto ainda esta síndrome e achei muito parecido com as pessoas que se iludem com falsas ideologias que lutam para construir uma sociedade ideal, mas que deixam no rastro de suas ações miséria e destruição.



Essas pessoas iludidas continuam lutando contra uma ideia fantasmagórica que existe na realidade, mas que só percebe o que a ideologia aponta como errado. Temos o exemplo do capitalismo e do cristianismo. Essas pessoas não conseguem ver a construção positiva que essas duas correntes fizeram e fazem dentro dos relacionamentos humanos. Só conseguem ver os erros e que só podem ser corrigidos pela força, pelas armas, pela violência, aprisionamentos e mortes.



Os resultados negativos que as antíteses dessas duas correntes provocam na sociedade estão bem claras às nossas vistas, mas essas pessoas não conseguem perceber. O que justifica essa cegueira psíquica é a existência de um transtorno psicológico, patológico, que essas pessoas adquiriram com a absorção da ideologia nefasta e agora não conseguem livrar suas mentes dessa prisão cognitiva, com as algemas de delírios irracionais.  



É importante que consigamos ver essas pessoas como doentes, como pacientes psiquiátricos, cujo transtorno pode ser transmissível como acontece com as doenças infecciosas. Não podemos tratar essas pessoas com brutalidade, devemos ser compassivos e procurar fazer uma psicoterapia com base em uma reestruturação cognitiva, para alcançar um correto discernimento cognitivo, ajustando a coerência mental com os dados da realidade, identificando as falsas narrativas que servem de instrumento de contaminação e adoecimento.



Somente quando a pessoa alcançar capacidade de ver os dados da realidade e confrontar com suas falsas crenças, criando uma dissonância cognitiva, é que estar apta para retomar autonomia de pessoa humana com sua dignidade restabelecida, conforme o Criador planejou, de amarmos uns aos outros, os mais fortes ajudando os mais fracos, e não os escravizando para conquistar ou manter mordomias.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 04/11/2025 às 00h01
 
03/11/2025 00h01
CONVERSAR

 



CONVERSAR



“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graças aos que a ouvem.”



Paulo. (EFÉSIOS, capítulo 4, versículo 29.)



O gosto de conversar retamente com as palestras edificantes caracterizam as relações de legítimo amor fraternal.



As almas que se compreendem, nesse ou naquele setor da atividade comum, estimam as conversações afetuosas e sábias, como escrivaninhas vivas de Deus, que permutam, entre si, os valores mais preciosos.



É o que procuramos fazer nas reuniões semanais do Conselho Consultivo da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) que se reúne nas segundas-feiras no Departamento de Medicina Clínica, terceiro subsolo do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) onde funciona o Projeto de Extensão Universitária Foco de Luz.



A palavra precede todos os movimentos nobres da vida. Tece os ideais do amor, estimula a parte divina, desdobra a civilização, organiza famílias e povos. Jesus legou o Evangelho ao mundo, conversando.



Por isso fazemos convites a pessoas que mostram um talento especial dentro da comunidade, para que venham conversar conosco, e, se possível, alinhar os seus talentos aos nossos, na integração com a Vontade de Deus, seguindo o Caminho da Verdade que o nosso Mestre Jesus nos ensinou.



E quanto atingirmos mais elevado plano de manifestação prática, mais prezaremos a palestra amorosa e esclarecedora. Pelo gosto de conversar com alguém, da nossa associação ou da comunidade, podemos avaliar se estamos no Caminho correto do progresso espiritual, ou se estacionamos ou entramos em desvios inesperados.



Fizemos recentemente uma festa para nossas crianças, organizada pela AMA-PM (Pr Luzimar), coordenada pela Igreja Atos 2 (Pr William) e apoiada por nossa Cooperativa (Paulo Henrique), além de diversos outros patrocinadores e colaboradores, e que devemos fazer em seguida um evento para expressar nossos sinceros agradecimentos.



Vamos começar a organizar a nossa tradicional festa de final de ano, com um jantar oferecido à comunidade, e também estamos empenhados em conseguir a verba para a compra da nossa sede própria. Tudo isso implica em que devemos conversar muito entre nós e com os diversos irmãos que também estão sintonizados com Deus e que procuram alguma forma de fazer a Sua vontade.



A palavra, dessa forma, é dádiva tão santa que revela aos ouvintes corretos a qualidade do espírito que nos anima, o trabalho que realizamos, ao Deus que servimos, os resultados que atingimos na matéria e a recompensa que esperamos na Vida eterna.



Portanto, conversar é possibilidade sublime. Não relaxemos, pois, essa concessão do Altíssimo, porque pela nossa conversação seremos reconhecidos.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 03-11-25


Publicado por Sióstio de Lapa
em 03/11/2025 às 00h01
 
02/11/2025 00h02
CONFLITOS MENTAIS

            Quando estamos seguindo na trilha do amor incondicional, no Caminho da Verdade ensinado por nosso Mestre, o Senhor Jesus, vamos sempre encontrar obstáculos na forma de conflitos que tendem a desorganização do pensamento, gerando emoções inflamadas que forçam nossa saída do Caminho da Verdade.



            Lembro que na festa do meu aniversário de 73 anos, passei por esse teste na minha consciência. A minha atual companheira se mostra bem dedicada e sintonizada com minha missão, de construir a família universal/Reino de Deus, com base no amor inclusivo associado ao amor incondicional, e não ao amor exclusivo associado ao instinto animal, o que é esperado pela quase totalidade das pessoas, principalmente as mulheres.



            Nesse aspecto, ela está ciente de todas as implicações emocionais que iria sofrer dentro desse relacionamento, e resolveu promover essa festa utilizando os seus talentos de organização de festas dessa natureza.



            Eu achei que tudo foi muito bom, apesar de algumas interrogações no meu pensamento, mas considerando que ela se esforçou ao máximo, dentro de sua natureza, dei esse conceito bom que não alcançou a nota máxima, por causa das falhas que sempre existem em qualquer evento que decidimos promover.



            Não falei nada das faltas/erros que pude perceber na hora, mas achei que poderia ser concertado por mim, chamando a atenção em outros eventos como esse.



            Acontece que houve a exteriorização de críticas feitas por meus irmãos, em off, e que gerou conflito entre mim e minha companheira quando falei pra ela. Ela achava que estava perfeita a festa e recebeu elogios nesse sentido; eu concordei com meus irmãos, reconheci que eles estavam corretos em suas críticas. Por esse motivo achei necessário para fazer este texto colocando as falhas que eu observei e não comentei com ninguém, mas talvez seja Deus querendo que eu faça esta avaliação, conectada com o que deveria ser feito de acordo com a empatia com todos os convidados, e com os que não foram convidados.



            Primeiro, quanto o horário. Não ficou bem esclarecido na minha consciência e para os convidados, a partir de mim, qual seria a hora do início. Eu fazia o convite de forma genérica, que iria começar após as 18h quando eu chegasse do trabalho. Isso acarretou atraso em algumas pessoas que vieram de áreas mais distantes, de outros municípios, e que não poderiam ser culpadas com objetividade. Inclusive, alguns nunca vieram em minha casa, e eu não dei para eles o endereço antecipado ou link de localização, e que perderam muito tempo procurando encontrar o local.



            Segundo, quando eu fazia o convite, eu focava no atrativo de um churrasco, pois sabia que iria ter dois carneiros para assar com todos os seus atributos: carne de carneiro torrada e picado. Mas não atentei que viriam pessoas que não comem carneiro e o churrasco deveria ter uma variedade de carnes. Foi minha falha principal.



            Terceiro, o som que possuímos devia estar devidamente instalado e não ser necessário o próprio convidado que veio para cantar ir procurar na dispensa, de última hora, para viabilizar sua participação com o violão, e evitar a gambiarra que foi instalada.



            Quarto, o convite deveria ter sido feito para todos do convívio íntimo, para evitar o constrangimento da irmã do cantor não ter vindo com ele.



            Quinto, o carneiro que gosto de comer dever ser torrado de forma apurada, sem estar com muito líquido na forma de cozinhado; também não gosto do carneiro assado, acho uma carne muito seca para o meu paladar. Não comi o carneiro assado e comi pouco do carneiro torrado/cozinhado e do picado.



            Sexto, a comida foi pouca, o caldo não serviu a quem chegou atrasado e as outras opções logo se acabaram, deixando sem alternativa os que não comiam carneiro e chegaram mais tarde.



            Não vou colocar aqui os pontos positivos, pois já está colocados no conceito de bom que foi aplicado ao evento pela maioria das pessoas, que falaram de uma festa perfeita, sem motivos para críticas.



            Mas, a grande lição espiritual é a que buscamos. E a lição quem nos traz são as críticas que surgem como forma de nos atentar para o correto, como se fosse a voz de Deus nos advertindo pelas pessoas que mais gostam de nós.



            Não vou colocar aqui como alvo das críticas a minha companheira que estava organizando. O maior alvo das críticas sou eu, que era o aniversariante o foco da festa, que devia ter me preocupado com o bem estar de meus convidados, que eu não servisse como foco de mordomia na festa, que tudo fosse feito para atender os meus desejos. Isso me deixou humilhado frente ao Pai, pois sei que Ele reconhece como o maior aquele que serve a todos, e não aquele que quer ser servido por todos. Sou eu que estou na cadeira do réu, pois eu deveria ter monitorado tudo para ver se meus convidados realmente seriam bem atendidos nas suas expectativas.



            Reconheço de imediato as minhas falhas e peço desculpas a todos por se sentirem frustrados. Que me aceitem como a pessoa imperfeita que ainda sou, mas que me arrependo dos meus erros e estou disposto a compensar a todos que eu prejudiquei, inclusive a minha companheira que pode ter sido acusada pela falha que foi minha.



            Isso levou a um conflito com minha companheira, pois ela não quer aceitar, e com razão, uma crítica que deveria ser dirigida a mim e não a ela, que dentro dos limites dela, fez tudo com perfeição.



            Com esse conflito na minha mente, fui dormir, e ao acordar pela manhã, ao ler o livro “Presente no Inconsciente”, de Magnaldo de Castro, encontrei o trecho onde os protagonistas são atacados pelas forças trevosas do mundo transcendental. Isso arriscava o sucesso de suas missões evangélicas que eles tinham de cumprir seguindo a vontade do Pai. Para sair desse risco a protagonista citou para seu companheiro as belas e profundas lições do Sermão da Montanha, dito pelo Senhor Jesus.



            Como nada acontece por acaso, vou digitar aqui alguns trechos como se estivessem sendo ditados pelo próprio Jesus, para mim e minha companheira, em busca da estabilização da nossa harmonia ameaçada:



            Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus: sim, somos pobres no espírito, ainda nos faltam grandes virtudes para fortalecer nossa alma, para que consigamos ouvir qualquer tipo de crítica e isso não afetar a nossa capacidade de amar, de aprender, de tolerar;



            Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus: devemos evitar que a frustração pelos erros, voluntários ou involuntários do próximo, não se transforme em raiva, em briga, em destruição;



            Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia: ser tolerante com aquele que errou, principalmente quando não houve intenção;



            Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados: com certeza o Pai está providenciando o consolo para os meus convidados que se sentiram injuriados;



            Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos: o Pai não deixará ninguém injustiçado, qualquer que seja o tamanho da injustiça; e



            Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra: este será o nosso destino, de herdar a nova Terra onde o bem superará o mal, não levando brigas ou discórdias onde o relacionamento falho do irmão nos trouxer frustrações.



            Sim, Pai, acolho as Tuas lições e estou pronto para corrigir minhas falhas.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 02/11/2025 às 00h02
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