Meu Diário
18/12/2020 00h13
PLANEJAMENTO MENTAL CONSTRUTIVO

            Aproveito o livro que Deus coloca em minhas mãos, “As leis do triunfo e do sucesso”, de Napoleon Hill, organizo o meu pensamento de fazer a vontade do Pai com prioridade, acima, inclusive de meus interesses pessoais

            Entendo que o Poder Superior coloca um trabalho bem elaborado, como este livro, para que eu organize meu pensamento com base nas 16 lições apresentadas.

            O grande plano é a construção do Reino de Deus a partir da implementação da construção da Família Universal. Para alcançar este objetivo, desenvolverei três linhas de ações.

  1. Escola Igreja Trabalho e Amor (EITA) que dará apoio profissional/trabalho a pessoas em dificuldades, principalmente os pacientes. Nesta ação também está incluído os trabalhos com o Projeto de Extensão Universitária, “Foco de Luz” e da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM).
  2. O desenvolvimento do trabalho com o Marketing Multinível (MMN) conduzido pela empresa Polishop, como forma de ensinar de maneira solidária, abrangente e fraterna, a trabalhar e ganhar dinheiro pelos seus próprios méritos, que seja necessário para a sua existência, que possa realizar os seus sonhos, sem ficar na dependência financeira de ninguém.
  3. Interação de familiares e amigos no desenvolvimento e apoio no trabalho de cada um, promovendo ajuda mútua, orientação para a poupança individual e coletiva, em investimentos, em publicidade interna e externa, campanha de integração externa/interna, aprendizagem técnica, histórica, geográfica e política. 

Este é o esboço de toda a operação tática que talvez precise de uma central operacional para avaliação, correção e implementação de rumos. Este é o conceito de Mastermind (mentes desenvolvidas pela cooperação harmoniosa de duas ou mais pessoas que se aliam com o objetivo de completar uma determinada tarefa, qualquer uma que seja) que irei desenvolver ao longo do trabalho.

Este é um período apropriado, final de ano, para apresentar o projeto, inicialmente às pessoas (Carlinhos e Rodrigo) que convidarei para compor o grupo mínimo de Central Operacional, principalmente da terceira linha de ação, integração familiar/amigos.

A primeira e segunda linhas de ações não exigem obrigação de participação de ninguém dentro delas, só porque participam do projeto amplo de integração família/amigos. Vai depender da vocação, motivação e principalmente, chamado de Deus.

O primeiro encontro com as pessoas convidadas para a Central Operacional, irá fazer surgir o Poder Superior no meio de todos, como acontece nas reuniões de Alcoólicos Anônimos, capaz de surgir intuições para corrigir ou incluir ações não previstas e que se mostrem necessárias. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 18/12/2020 às 00h13
 
17/12/2020 20h34
CIRCULO DO MAL DE HITLER (35) – O MAL EXPLÍCITO

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XXXV

            01 de abril de 1933

            No começo do dia os soldados da SA se posicionam no exterior de lojas de judeus com os cartazes: NÃO COMPRE DE JUDEUS! Cartazes são colados: ALEMÃES! DEFENDAM-SE!... E frases antissemitas são pintadas. O trabalho deles era deixar claro que os alemães deveriam boicotar.    

            Cartazes eram colocados em lojas de judeus: “Não comprem dos judeus. Eles são nossa desgraça. Voltem para a Palestina.” Era antissemitismo virulento patrocinado pelo governo em sua forma mais pura.

            Mas, para Goebbels, não foi bem-sucedido como ele esperava. Göring não é o único ambivalente quanto ao boicote. Muitos alemães não apoiam. A SA ficou do lado de fora das lojas, alguns clientes eram intimidados fisicamente, outros diziam: “Vim pegar um pedido.” E a SA deixava claro que não sabia se poderia bloquear fisicamente as pessoas. Se a pessoa tivesse coragem e não gostasse do que a SA estava fazendo, ela entrava. Muitos alemães entravam em desafio aos homens da SA que estavam à porta. A Alemanha ainda não tinha se transformado em um Estado autoritário de completo terror, e as pessoas saíam assim, ilesas de suas ações provocativas.

            Ele queria ter um amplo apoio ao boicote, mas não conseguiu. Foi um fiasco. Foi uma grande decepção para Goebbels, ele teve de engolir sua indignação e aceitar que não tinha dado certo naquele momento. No entanto, como ministro da Propaganda, Goebbels pode transformar o fracasso em sucesso. Ele faz declarações públicas celebrando o boicote, e ameaça dizendo que outros poderão acontecer a qualquer momento. Mas é um blefe.

            Enquanto os fiéis do partido dão apoio total ao antissemitismo, ele percebe que precisa convencer todo o povo alemão. Para fazer isso, ele tem de ganhar a confiança deles. Por ora, o antissemitismo explícito foi recuado. Ele precisa pensar em longo prazo.

            Goebbels e outros antissemitas do partido precisavam pensar em como envolver o povo alemão. Teria de ser feito aos poucos.

            Podemos exemplificar o antissemitismo como o mal explícito. Como pessoas pacatas, vivendo de seus trabalhos, sem envolvimento político, passam a ser hostilizadas e perseguidas em seus próprios ambientes de trabalhos, envolvendo diretamente seus próprios clientes. As pessoas não estão suficientemente informadas do poder virulento do nazismo e continuam acreditando nas suas promessas de recuperação econômica e honra nacional. 

            Aqui no Brasil, a ação maligna da corrupção, para beneficiar a ideologia socialista tanto dentro como fora do país, não foi feita de forma explícita, pela sua própria natureza criminosa. Os agentes públicos responsáveis para evitar tais crimes, se deixaram corromper nas diversas esferas administrativas e jurídicas, principalmente em postos estratégicos cuja indicação era pessoal, do chefe de Estado. Essas ações maléficas que poderiam se tornar o mal explícito só adquiriu esse estágio com o escândalo do Mensalão. Mesmo assim o povo não tinha as condições de reagir contra o fato que já havia sido consumado, como o povo alemão reagia e entrava nas lojas que estavam sendo boicotadas.  Mas tem suas semelhanças.


Publicado por Sióstio de Lapa em 17/12/2020 às 20h34
 
16/12/2020 18h59
CIRCULO DO MAL DE HITLER (34) – AVANÇO DO ANTISSEMITISMO

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XXXIV

            É 1933. Os nazistas estão no poder. Querem transformar suas ideologias distorcidas em realidade. E o marqueteiro eleitoral Joseph Goebbels se volta contra os judeus. Ele desenvolveu um ódio patológico e profundo pelos judeus. Mas seus inimigos mais perigosos estão no círculo íntimo. Entre eles, Hermann Göring.

            Göring podia grampear conversas telefônicas, e ele usava seu poder de forma desonesta. E Heinrich Himmler, que queria o antissemitismo de forma discreta. Era melhor fazer as coisas longe dos olhos do público.

            Enquanto disputam o poder, esses três homens impulsionarão a Alemanha a seu período mais sombrio. 

            Essa é a história dos capangas de Hitler, da inveja, da luta pelo poder e dos bajuladores que criarão um monstro e alimentarão os horrores brutais do Terceiro Reich.

            O AVANÇO DO ANTISSEMITISMO

            24 de março de 1933.

            Em 1933, o Partido Nazista saiu da obscuridade para se tornar o partido mais popular da Alemanha, e seu líder, Hitler, agora é chanceler. Agora ele pode avançar com suas ambições para uma Alemanha nazista.

            Mas por trás da fachada de liderança unida do partido, o círculo íntimo de conselheiros de Hitler logo se dividirá. 

            O leal assessor de Hitler, Hess, torna-se vice do Führer. Mas sua influência logo será superada pelos outros.

            O burocrata Heinrich Himmler já tem o papel de líder da SS. Agora ele começa sua tomada da Polícia alemã. E o herói de guerra Hermann Göring comanda o maior estado da Alemanha. Isso o colocará em conflito direto com o implacável marqueteiro, Joseph Goebbels. E é Goebbels que tomará a iniciativa.  

            Goebbels foi fundamental para levar os nazistas ao poder. Sua máquina de propaganda legitimou o partido e conquistou os alemães ao prometer paz e fim da pobreza. A Alemanha está nas profundezas da Grande Depressão, e ele disse que a prioridade seria corrigir a economia.

            O slogan nazista era... Brot und Arbeit, “Pão e Trabalho”. Coisa básicas que os alemães se acostumaram a não ter, eles prometeram restaurar.

            Mas a economia pode ser uma cortina de fumaça. Uma vez no poder, eles focam uma obsessão de longa data.

            26 de março de 1933

            Hitler convida Goebbels para falar do principal tópico da pauta deles: os judeus. Ele formou o partido sob extremo antissemitismo. “Nossos problemas sempre têm origem nos judeus. É uma grande trama para dominar o mundo, e nós, alemães, sofremos com isso. É um movimento internacional, mas na Alemanha, por causa de nossa precariedade pós-guerra, somos as vítimas. Para avançarmos, temos de nos livrar dos judeus.”

            Goebbels passou a odiar os judeus talvez até mais que Hitler. Ele desenvolveu um ódio virulento, patológico e profundo pelos judeus, e os considerava a fonte de todos os problemas da Alemanha.

            Eles querem enviar uma mensagem clara de que os judeus são inimigos do país. O plano era fazer um boicote nacional aos estabelecimentos judeus. Um grande gesto.

            Goebbels fica encarregado de unir o povo por meio de campanha. Enquanto Goebbels se envolve na tarefa, nem todos estão a bordo. Hermann Göring mantém visível distância. Ao contrário dos outros, ele não é louco pelo antissemitismo virulento de seus colegas. Göring cresceu com um padrinho judeu, Hermann Epenstein. Era um aristocrata rico que tinha um castelo em Salzburgo, Áustria.

            Göring gostou muito de crescer com o luxuoso estilo de vida da aristocracia e tinha grande apreço por Epenstein.

            Göring era mais do tipo antiga elite conservadora, não dessa nova crença de que o judaísmo era um perigo para os alemães. Eu não diria que Göring não era antissemita, ele era, mas sua interpretação disso era mais pragmática.

            Enquanto Göring mantém distância, isso dá a seu rival a chance perfeita par se aproximar do Führer. Ele quer obter o apoio do povo no boicote aos negócios de judeus. Ele tem o controle total sobre a propaganda contra os judeus. É Goebbels quem escreve mordazes artigos antissemitas na imprensa que vão propagar a ideia de que os judeus são malignos, sob a perspectiva nazista.

            Seus preparativos para o boicote estão completos.

            Essa influência maléfica da imprensa, divulgando falsas narrativas para influenciar a opinião pública, experimentamos e ainda estamos sentindo o amargo sabor desse veneno sutil no Brasil. O partido de esquerda que estava no poder fez todo o esforço de dividir o país, colocando grupos contra grupos, raciais, profissionais, de gênero, etc. Saíram do poder central, da presidência, mas a lengalenga do ódio ainda se sente pelas páginas de jornais, pelas imagens da televisão e onda de rádio. A igreja que defende a solidariedade, a justiça, a tolerância, quando não cooptada se torna um alvo desses agentes do ódio, disfarçados em pessoas boas que lutam pelo politicamente correto. Na Alemanha de Hitler, o povo de senso crítico mais afiado, não embarcou de primeira nesse ataque à liberdade, de participar de um boicote que eles não viam sentido. Aqui no Brasil, de povo acostumado à subserviência, facilmente são cooptados pela engenharia do ódio, não conseguem ver criminosos a um palmo diante dos seus narizes. Mesmo que as ações criminosas tenham sido atenuadas, ainda sentimos o seu odor fétido pela atmosfera social que circulamos.


Publicado por Sióstio de Lapa em 16/12/2020 às 18h59
 
15/12/2020 00h14
CIRCULO DO MAL DE HITLER (33) – ASSASSINATO DE RÖHM

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XXXIII

            Em junho de 1934, Hitler prepara um expurgo da SA. Ele cancela seus exercícios militares anuais e diz para tirarem licença. Dispersos no país em pequenos grupos, será mais fácil lidar com eles.

            Uma coisa estranha sobre o expurgo de Röhm foi a ingenuidade dele. Ele parece não ter noção de que é visto como ameaça. Acha que pensa que realmente é útil a Hitler e que a SA ajudará na revolução do jeito que Hitler quer.

            Em junho de 1934, Röhm não fica alarmado ao ouvir boatos de que haverá um ataque contra ele. Vai para Bad Wiessee, um lago na Baviera, passar férias. Esse foi um erro fatal. Göring, Himmler e Heydrich, trabalham incessantemente para desacreditar Röhm, e, finalmente, acham seu trunfo.

            No final de junho de 1934, incrivelmente, foram achadas provas de que Röhm é traidor. Há um documento que mostra que ele recebeu milhões de marcos do governo francês para derrubar Hitler em nome deles. Claro que são provas fabricadas.

            Armados com a aparente prova de que Röhm é um traidor, bem como um degenerado, os conspiradores tentam convencer Hitler a agir rápido. O destino de Röhm está selado.

            Então, acontece um dos atos mais infames de violência política da história. Foi a “Noite das Facas Longas”. E, que facas afiadas! 

            De posse da prova falsificada, em uma ação extraordinária, Hitler, o chanceler da Alemanha, decide agir com as próprias mãos. Ele viaja em um comboio de carros, com escolta de homens armados da SS, até o resort de Bad Wiessee. 

            Às 6h30, Hitler entra no hotel, com seu revólver na mão. Ele vai até o quarto de Röhm. Abriu a porta de disse: “Levante-se, está preso por alta traição.” 

            Röhm, sonolento e confuso, não entende o que está havendo e se levanta. Hitler e seu grupo prendem homens da SA que estão dormindo juntos. Isso é algo que os nazistas usarão após o acontecimento para mostrar que tentavam se livrar da torpeza moral de a SA ser considerada a força homossexual.

            Cumprindo seu papel de cavaleiros puros da ordem nazista, a SS de Himmler reúne 200 oficiais superiores da SA e limpa toda sua decadência. Nas 24 horas seguintes, muitos são executados, baleados. Esta é a oportunidade para a qual Himmler preparou a organização durante muito tempo. Eles demonstram claramente que são instrumentos leal do Führer. Outros homens, incluindo Röhm, são presos.  

            Por consideração pessoal a Röhm, Hitler quer poupar a sua vida, mas é convencido do contrario por Göring e Himmler, que dizem: “Não é bom, mein Führer, matar os subordinados de Röhm, mas poupar o chefão nojento.”

            Depois de chegar tão longe, não havia mais volta.

            No dia seguinte, Hitler oferece uma festa de chá para seus ministros e familiares nos jardins da Chancelaria em Berlim.

            Enquanto o evento acontece, a continuidade da Noite das Facas Longas é como o Poderoso Chefão II. Parece filme de gângster. Há pessoas sendo massacradas, literalmente assassinadas, baleadas.

            Mas há uma morte que Göring e Himmler ainda desejam. Durante a tarde, eles tentam convencer Hitler repetidamente, e ele finalmente cede.

            Hitler ainda está reticente quanto a matar Röhm, então ele manda avisar que ele poderia tirar a própria vida com um revólver. Os guardas da SS entregam um revólver com uma bala a Röhm. Dizem a ele: “Sabe o que fazer, se em 10 minutos não ouvirmos um tiro, atiraremos.”

            Pode ser um xeque-mate, mas Röhm não é traidor. Passam-se 10 minutos. Nenhum som. Lutador até o fim, ele não vai lhes dar esse prazer. 

            Dois homens da SS abrem a porta... e ele diz: “Atirem, ou Adolf Hitler deveria atirar.” Eles dão três tiros no peito dele e um na cabeça.

            A morte de Röhm é o final sangrento do expurgo mortal de Göring e Himmler. Ainda não se sabe quantos morreram naquele fim de semana sangrento. Mas com certeza foram centenas. E isso foi um aviso, não só para a Alemanha, mas para o mundo, que se opor aos nazistas era correr risco de vida.

            Em poucos meses, a antes poderosa SA não passa de uma organização cerimonial. E sem Röhm, os protagonistas do círculo têm um rival a menos.

            Após o expurgo de Röhm, o grupo ao redor de Hitler começa a desenvolver suas próprias bases de poder, seus interesses, mas com Hitler no centro. Era preciso ser leal, não poderia ser como Röhm, ou sofreria as consequências. 

            Duas semanas depois, o enfermo presidente Hindenburg morre e Hitler unifica os cargos de chanceler e presidente, declarando-se o líder supremo da Alemanha: o Führer.

            Agora o círculo íntimo é incontrolável.

            O assassinato de Röhm poderia ser um sinal para a Alemanha e para o mundo, de que o mal estava no poder. Mas não houve um protesto significativo, nem na Alemanha, nem no mundo. Na Alemanha, podemos até justificar. Um crítico do sistema nazista, do círculo íntimo, poderia estar assinando a sua sentença de morte, como acontecia frequentemente com os comunista e judeus. Cada um queria ficar longe do foco perverso desse círculo do mal. Mas, e no mundo? Não havia observadores que levantassem tal crítica? Ou o mundo estava absorvido nas falsas narrativas que davam amis crédito ao que o círculo do mal produzia? Mais uma vez muito parecido com o Brasil, cujas narrativas falsas ou tendenciosas que chegam no exterior, são consideradas como verdadeiras e dignas de reação. Lá, os países podiam estar evitando um confronto que os levassem novamente a uma guerra mundial que eles queriam evitar; aqui, em muitos casos, os países acham conveniente aceitar as falsas narrativas, pois privilegiam os grupos políticos que facilitavam o vampirismo econômico em nossas riquezas naturais.


Publicado por Sióstio de Lapa em 15/12/2020 às 00h14
 
14/12/2020 19h50
CIRCULO DO MAL DE HITLER (32) – TRAMA CONTRA RÖHM

            Interessante procurar saber como o mal pode se desenvolver e ameaçar todos os países do mundo. O que se passou na Alemanha Nazista sob o comando de Hitler e seus asseclas, abordado pela Netflix em uma série sob o título “Hitler’s circle of evil” serve como um bom campo para nossas reflexões.

XXXII

            Himmler obtém êxito e assume o controle das forças policiais estaduais do país, exceto de uma, a Prússia de Göring. 

            Göring mantém sua valiosa Gestapo. E apesar de perder o grande prêmio para Himmler, ele reconhece que seria bom ter o jovem burocrata ao seu lado. Ele logo o recruta como seu adjunto na Prússia. Ele acaba percebendo que Himmler pode ser bem útil. Então, eles decidem trabalhar juntos, mas, claro, Göring é quem tem a superioridade nessa parceria. Mais uma vez, ele subestima Himmler e sua ambição e habilidade em formar uma organização.

            Göring tem um motivo maior para recrutar Himmler. Quer que a força combinada de sua Gestapo, da SS de Himmler e da polícia secreta derrubem alguém que ele vê como ameaça: Ernst Röhm e sua SA. 

            Até 1934, o movimento dos camisas pardas passou de três para quatro milhões de pessoas. Isso começou a subir à cabeça de Röhm. Ele faz discursos pedindo que a SA se torne o exército do povo. Havia uma verdadeira busca por poder dentro do partido por parte dos camisas pardas, que, com alguma justificativa, se viam como os aríetes que abriram os portões para os nazistas.

            A SA mantém a ideia de acontecer uma segunda revolução. Uma junta militar com eles no topo. Embora Hitler e Röhm ainda pareçam próximos, estão ideologicamente em polos opostos.

            Com Hitler amadurecendo politicamente e se afastando da imagem de “tocador de tambor”, convocando homens às armas nas esquinas, Röhm começa a virar um constrangimento a Hitler. “Quem é esse homossexual corpulento associado a ele?”

            A homossexualidade de Röhm nunca foi segredo, mas agora, como líderes legítimos, está virando uma questão explorável para seu rival Göring e seu novo recruta, Himmler. 

            Himmler, que já foi o aliado mais próximo de Röhm, agora se encontra em competição direta com ele. Há uma relação fascinante de amor e ódio entre a SS e a SA e entre Himmler e Röhm.

            Em 1934, Himmler quer a independência de sua nobre SS, para não ser associada ao vandalismo bruto e depravação aparente da SA. Himmler decide que seu antigo camarada Röhm precisa ser controlado. 

            Himmler, o líder da SS, era um grande burocrata, um manipulador brilhante, ele se juntou a Göring para conspirar contra Röhm. Eles consideram que Röhm age contra os desejos deles, e se Röhm for derrubado, eles veem a chance de avanço em potencial para ambos. Eles precisam concentrar os seus recursos, então o aliado de Himmler, Reinhard Heydrich, é trazido a bordo. Com a tarefa de encontrar provas contundentes, ele põe seu SD no caso. Iniciam um programa de vigilância de informações para descobrir o que a SA está pensando. Depois já juntam todo esse material para mostrar a Hitler. 

            Apesar de visar a homossexualidade de Röhm, Hitler não é muito receptivo. Como velhos colegas, ele sabe disso e ignorou a questão, mas os conspiradores sabem como convencê-lo. Göring e Himmler disseram de tudo para tentar persuadir Hitler, fazendo parecer que havia indecência na SA.

            Sem dúvidas, Hitler era homofóbico, e imaginar Röhm e os líderes da SA fazendo orgias homossexuais é algo que ele não suporta.

            Hitler ouve que a influência de Röhm não está corrompendo só a hierarquia da SA, mas também a Juventude Hitlerista. Enojado, Hitler dá permissão aos conspiradores. É temporada de caça a Röhm e sua SA. 

            Himmler ordena que Heydrich encontre informações sobre Röhm, informações fabricadas, mas será o bastante. O jeito nazista é inventar coisas, confrontar a pessoa e condená-la. É o que acontecerá com Röhm. 

            Em um círculo do mal, não solidariedade cristã, de se fazer ao próximo o que gostaríamos fizessem a nós. É exatamente o contrário, se existe alguém que atrapalha a evolução, essa pessoa deve sair do círculo, de preferência com a morte, para não deixar nenhuma possibilidade de reação. Foi isso que aconteceu com Röhm, as pessoas consideradas como amigas, passam a tramar contra ele. Observamos caso parecido no Brasil, com o prefeito Celso Daniel. Por não aceitar os atos de corrupção dentro do seu partido, o PT, para beneficiar as pessoas e não a ideologia, terminou sendo assassinado e os responsáveis até hoje não foram punidos. Mesmo que a corrupção contra o Brasil fosse em benefício ideológico, isso não seria sustentável do ponto de vista ético. Como nos sentimos impotentes, ao ver o desenrolar desses casos e não poder intervir para evitar ou punir os criminosos. O máximo que podemos fazer é não eleger tais criminosos, mas nem isso é possível. As massas ignorantes, subalternas, dirigidas por benefícios pessoais em épocas eleitorais, não tem sentido crítico de agir dentro da honra. E os criminosos conseguem se reeleger, até contando com o apoio de pessoas de bom coração, mas que foram envolvidas pela hipnose das falsas narrativa.


Publicado por Sióstio de Lapa em 14/12/2020 às 19h50



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr