Sióstio de Lapa
Pensamentos e Sentimentos
Meu Diário
31/10/2025 00h01
ANISTIA OU REPARAÇÃO?

            O que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2023, foi considerado pela nova administração federal um ato golpista, uma intentona bolsonarista. Foi uma acusação injusta, vingativa, contra uma multidão de pessoas que se reuniam em Brasília e nas principais capitais do país, para protestar contra a fajuta eleição que não mostrava para os eleitores onde estavam seus votos.



            Era uma manifestação pacífica, como sempre ocorreu em todo o país. Os manifestantes não portavam armas de qualquer tipo, e sim bandeiras do Brasil e Bíblias cirstãs. Eu mesmo fui para frente de igreja em Ceará-Mirim e nos portões do exército em Natal, com um quadro de Nossa Senhora Aparecida, rezando para que ela nos livrasse das garras do comunismo, com a ajuda dos militares, como aconteceu em passado recente.



            Portanto, essa acusação foi veiculada por um jornalismo descompromissado com a verdade e alinhado com as falsas narrativas, divorciada da justiça que estava mancomunada com os verdadeiros golpistas que estupraram nossa frágil democracia.



            Empurraram nas massas hipnotizadas pelas telas de televisão pagas magistralmente por nosso dinheiro público para justificar as prisões devido a um crime que nunca existiu.



            A população que não faz parte da gangue e consegue discernir a verdade da mentira, sabemos que nunca existiu o crime pelo qual se aplicaram penas escabrosas com o objetivo de amedrontar as pessoas que saiam as ruas na defesa da liberdade, e sempre dentro dos direitos constitucionais.



            Sobre essa injustiça se organizou uma frente de reivindicacoes pedindo que se aplique a anistia aos presos devido o 8 de janeiro. Acredito que esse pedido esteja equivocado, pois se não houve crime, não poderia haver prisão. E se houve prisão indevida, não se deve pedir por anistia e sim por reparação.



            Assim, podemos pedir ajuda aos princípios de Alcoólicos Anônimos que tem em seu oitavo passo o seguinte teor: “Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a fazer reparações a todas elas”.



            Esta é a atitude mais coerente com a verdade, com a justiça. Trazer o reconhecimento dos danos causados aos inocentes. É um passo em direção à honestidade e responsabilidade. O Estado reconhece os prejuízos que causou às pessoas em consequência da luta desonesta pelo poder, causando danos físicos, emocionais, financeiros e morais.



            Dessa forma se dá uma preparação para o perdao e reparação, agindo para se dispor sinceramente para compensar os erros, e que exige humildade e coragem, atributos que não se verifica nos golpistas de togas, faixas e colarinhos brancos.



            Ah, se eles tivessem essa hombridade, seriam curados das dores de consciência, se tivessem. Montariam a lista de pessoas prejudicadas e passariam a curar suas consciências das culpas e ressentimentos, abrindo espaço para relacionamentos mais saudáveis.



            Mas essas pessoas estão muito longe da humanidade que os alcoólicos demonstram. Eles não são capazes do amor e empatia, não conseguem se colocar no lugar do outro, daqueles que fizeram sofrer injustamente por suas atitudes no passado. Não conseguem crescer espiritualmente, pois isso exige princípios como justiça, humildade e boa vontade.



            Isto é o que devemos lutar para ser aplicado aos nossos irmãos que até hoje se encontram presos ou condenados injustamente. Que sejam reconhecidos os erros cometidos sobre os inocentes, transformando a culpa dos algozes em suas responsabilidade para fazer as devidas reparações.



            Anistia não, reparação sim!


Publicado por Sióstio de Lapa
em 31/10/2025 às 00h01
 
30/10/2025 00h01
RESISTÊNCIA ESPIRITUAL

            Apesar das lições de Cristo e do quanto seu Evangelho se difundiu pelo mundo, as trevas continuam alcançando cargos de poder e nos mantendo presos em suas garras.



            Lembremos do profundo simbolismo naquela atitude de Paulo e Silas, nas trevas da prisão. Quando numerosos encarcerados ali permaneciam sem esperança, eis que discípulos de Jesus, embora dilacerados de açoites, começam a orar, entoando hinos de confiança.



            O mundo atual não se mostra também coberto de trevas? Sombras densas que parecem prenunciar à meia-noite do império do anticristo?



            Vejamos o exemplo dolorido dos nossos irmãos presos às centenas, levados para ônibus, por falsos acenos de quem pareciam confiáveis, por estarem reunidos em praça pública de forma pacífica, reclamando pelos direitos de terem os seus votos esclarecidos para a escolha do presidente da nação. Foram infiltradas pessoas perversas no meio dos reclamantes, para esses destruírem o patrimônio público e assim jogarem uma culpa sobre os inocentes. Então foi feito o arrastão levando velhos e crianças, religiosos e vendedores, curiosos e manifestantes... todos jogados em cadeia coletiva, sem o devido amparo legal, quanto menos qualquer compaixão fraterna, empática.



            A nação percebe, impactada, que seus conhecimentos generosos estão eclipsados pelas narrativas enviesadas de uma mídia escravizada pelas verbas publicas das iniquidades. Noções de justiça e direito, instituições de paz e verdade, preceitos constitucionais, são relegados ao esquecimento ou distorcidos em seus princípios.



            As pessoas integrantes dessa rede de sombras, direta ou indiretamente, se comportam como animais furiosos, aproveitando as falsas narrativas construídas por eles mesmos, para deixarem emergir das profundezas de suas almas humanas as bestas selvagens sem nenhum tipo de consideração pela justiça ou pela verdade. Se apresentam guardados pela cobertura da civilização, por seus altos cargos públicos, com togas ou faixas simbólicas e tentam dominar as criaturas empregando o terror, a perseguição, a violência e até assassinatos, por ação ou omissão.



            Quantos jovens podemos contar nos cárceres das desilusões, das drogas, do patrulhamento do pensamento ou doutrinação ideológica. Nesse rastro de perversidades, por baixo das sombras frias, há mães que choram, velhos desalentados, crianças perdidas... Quem poderá contar as angústias da noite dolorosa?  



            Nós, os aprendizes do Evangelho, sofremos igualmente perseguições e calúnias e em quase toda parte somos conduzidos a testemunhos ásperos. Muitos se envolvem nas nuvens pesadas, outros se escondem fugindo dos sofrimentos; mas, os discípulos fiéis, estamos prontos para suportar os açoites e pedradas, e, apesar de trevas tão espessas que cobrem a noite de nossa civilização, continuamos orando nas igrejas e santuários do Espírito eterno, cantando cânticos de esperança e fé, alentando os nossos irmãos e companheiros.  



            Enquanto poucas almas sabem perceber os primeiros rubores da alvorada, por causa da sombra extensa, recordemos o exemplo de Paulo e Silas. Busquemos na prece ativa, o refúgio consolador.



            Se o mundo experimenta a tempestade, procuremos o trabalho e a oração, a fé e o otimismo, porque outro dia glorioso está a nascer e, em Jesus Cristo, repousa nossa resistência espiritual.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 30/10/2025 às 00h01
 
29/10/2025 00h01
O CEGO DE JERICÓ

 



O CEGO DE JERICÓ



“Dizendo: Que queres que te faça? E ele respondeu: — Senhor, que eu veja.”



(LUCAS, capítulo 18, versículo 41.)



O cego de Jericó é das grandes figuras dos ensinamentos evangélicos.



Informa-nos a narrativa de Lucas que o infeliz andava pelo caminho, mendigando... Sentindo a aproximação do Mestre, põe-se a gritar, implorando misericórdia.



Irritam-se os populares, em face de tão insistentes rogativas. Tentam impedi-lo, recomendando-lhe calar as solicitações. Jesus, contudo, ouve-lhe a súplica, aproxima-se dele e interroga com amor: — Que queres que te faça?



Á frente do magnânimo dispensador dos bens divinos, recebendo liberdade tão ampla, o pedinte sincero responde apenas isto: — Senhor, que eu veja!



O propósito desse cego honesto e humilde deveria ser o nosso em todas as circunstâncias da vida.



Mergulhados na carne ou fora dela, somos, às vezes, esse mendigo de Jericó, esmolando às margens da estrada comum. Chama-nos a vida, o trabalho apela para nós, abençoa-nos a luz do conhecimento, mas permanecemos indecisos, sem coragem de marchar para a realização elevada que nos compete atingir.



Parece muito bem o que estamos sofrendo na Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM), quando andamos esmolando com um Livro de Ouro, doações para adquirirmos a nossa sede e para melhor fazermos o trabalho que Deus espera de nós. A realização de conseguir 80 mil reais parece muito elevada. Parece fora do alcance de nossa realidade. Pensamos em desistir ou oferecer os serviços que seriam para Deus, para outra pessoa bem aquinhoada e que pode pagar de uma vez só tudo o que precisamos, bastaria passar a servir a esse outro senhor.



Mas nós temos a oportunidade do encontro espiritual com o nosso Mestre. Certamente quando ele nos vir com ar de preocupação, pedindo ajuda, Ele com certeza se aproximará e fará a mesma pergunta que fez ao cego de Jericó – Que queres que eu te faça?



Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho mencionado no versículo de Lucas, porquanto não é preciso compareçamos diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas.



Basta lhe peçamos o que precisamos para trabalhar melhor: - Senhor, que nós tenhamos a nossa sede.



Com certeza Ele nos fará, com o dom de ver, a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo. O Senhor, portanto, nos fará enxergar todos os fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, e possuiremos o necessário à nossa tarefa divina.



UFRN/CCS/HUOL/DMC/Foco de Luz/AMA-PM/Cons. Consultivo em 27-10-25


Publicado por Sióstio de Lapa
em 29/10/2025 às 00h01
 
28/10/2025 00h01
A CRUZ VAZADA

            A Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM) está agindo com dedicação no sentido de aplicar os ensinamentos do Cristo dentro da comunidade da Praia do Meio e arredores, com sua rede de associados, moradores, amigos e simpatizantes.



            É justo que estejamos associados ao poder público nas suas diversas esferas, principalmente o poder municipal. Seria importante que tivéssemos uma gerência municipal dentro de nossa região, uma espécie de Subprefeito da Zona Leste, por exemplo.



            Dentro desta esfera de poder, poderíamos lutar pela construção de uma enorme Cruz Vazada, voltada para onde nasce o sol e fincada nas pedras que protegem as piscinas naturais das ondas fortes do mar.



            Dentro do espaço vazado da Cruz haveria toda a simbologia que remete o nosso trabalho à vontade do Divino. A Cruz tem duas hastes, uma vertical e outra horizontal.



            Na haste vertical estaria encimada pelo símbolo do Espírito Santo, significando a essência de Deus, do Amor universal, incondicional. Logo abaixo o nome “Foco de Luz” lembrando o Projeto de Extensão Universitária que pretende trazer a Luz divina para a nossa existência material. E finalmente o termo “Humanidade” que está fincada nas pedras, lembrando a nossa origem material, mas que se alcançar a Deus.



            Na haste horizontal estaria as lembranças de nosso relacionamento humano. No lado direito o nome AMA-PM que significa o trabalho apostólico de levar a todos os lugares e povos o Evangelho do Reino de Deus, de forma voluntária, gratuita. Do lado esquerdo teríamos o nome Cooperativa que significa o trabalho fraterno de respeito ao meio ambiente e trazer recursos financeiros para os trabalhadores e assim manterem a dignidade em suas vidas.



            Esta obra comunitária seria de grande valia para a nossa comunidade que tem uma vocação essencialmente turística, que recebe anualmente diversas pessoas de todas as partes do mundo.



            Essas pessoas levariam consigo no retorno aos seus países e regiões, a informação que em Natal existe um símbolo cristão recheado de informações práticas sobre o Evangelho e o seu efeito positivo na comunidade.



            A comunidade, por outro lado, seria respeitada na sua humildade e trabalho honesto, sem querer extorquir nenhuma pessoa, quer seja turista local ou de além-mar, e que todos são considerados como irmãos.



            O primeiro passo para aplicarmos essa ideia dentro da realidade, seria convocar todos os empresários da Praia do Meio, principalmente, para colocarmos estas ideias para avaliação e reflexão. Certamente todos apoiarão um gabinete da prefeitura dentro da comunidade, com contato direto com o prefeito e seus secretários.



            Combinaríamos antes com os dirigentes do clube Pâmpano para usar os seus espaços para essa reunião e outras semelhantes enquanto não conseguíssemos uma sede própria com espaço para tais encontros.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 28/10/2025 às 00h01
 
27/10/2025 00h01
APLICAÇÃO SONHO AMA-PM

 



            De certa forma posso aplicar o sonho dos viajores, citado no texto de ontem, às dificuldades que existem dentro da Associação Cristã de Moradores e Amigos da Praia do Meio (AMA-PM).



            Nós estamos dentro da AMA-PM procurando nos comportar como os primeiros apóstolos, usando nossos talentos e esforços físicos para levar ao irmão o que podemos fazer para atenuar as suas necessidades.



            Sabemos que somos um grupe pequeno, mas com grande potencial. Sabemos que somos os portadores das sementes da Vida eterna, que nos foi dada por Jesus. Agora somos responsáveis por semeá-las nos corações dos nossos irmãos.



            Como fazer nossos irmãos entenderem que o nosso trabalho junto a eles é para cuidar deles, como se estivéssemos cuidando de nós mesmos. E, se ele tiver vocação, intuição ou disposição, pode entrar em nosso grupo com seus talentos e reforçar o nosso trabalho de evangelização, ampliando a família universal e se tornando cidadão do Reino de Deus.



            O sonho com os viajores aponta para uma estratégia que podemos utilizar. A base do nosso trabalho está entre a comunidade da Praia do Meio, zona leste de Natal, e o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) onde se localiza, no Departamento de Medicina Clínica (DMC) o Projeto de Extensão Universitária “Foco de Luz”. Este Hospital tem endereço por sua entrada principal, em Petrópolis, mas pela sua entrada por trás, tem o endereço da Rua do Motor, na Praia do Meio.



            Observamos que essa simbologia do Meio está sempre presente. O HUOL que está entre a rua Getúlio Vargas e a rua do Motor, entre Petrópolis e Praia do Meio.



A própria Praia do Meio, entre as praias da zona sul e as praias da zona norte; está entre o mar e seus pescadores e a terra com seus empresários e moradores.



Assim somos nós, estamos no meio do caminho, entre a vontade do nosso ego, de fazer aquilo que dar prazer aos nossos corpos, e, por outro lado, a vontade do Pai que está sendo exigida por nossa consciência para ser realizada, de fazer ao próximo aquilo que nosso ego quer fazer a nós mesmos.



Estamos próximos de um cruzamento com 4 entradas, próprio para um trabalho coordenado de evangelização na prática, oferecendo um serviço voluntário, mas que pode receber donativos



Então, que tal trabalhar com os viajores domésticos que se locomovem dentro da cidade? Que param nos cruzamentos? Que sofrem o assédio de tantos que se mostram uteis em limpar os vidros dos carros, mesmo que seus motoristas não queiram? É nesta dúvida e conflito que os viajores domésticos se encontram que encontro o paralelo com o sonho. Como oferecer algo que seja útil a esse viajor, além do seu vidro do carro limpo?



Primeiro, é bom conversar com esses “trabalhadores” voluntários dos cruzamentos. Mostrar uma forma de conexão com o trabalho cristão dentro da AMA-PM. Encontrar uma forma de informar aos viajores a importância desse trabalho de natureza cristã e que o próprio viajor pode se tornar um voluntário também, com os seus talentos, dentro da messe divina.


Publicado por Sióstio de Lapa
em 27/10/2025 às 00h01
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