Meu Diário
19/12/2021 00h01
JUNTANDO PEDRAS

            Francisco entendeu a ordem recebida por sua voz audível, que tinha de reconstruir a Igreja de São Damião. Passou a pedir pedras pela cidade a todas as pessoas, carregando uma carroça puxada por ele mesmo, em roupas andrajosas, com um perfil de mendigo. Para quem antes andava pela cidade em belos trajes, cercado de amigos em noitadas de boemia, era uma mudança radical demais, aproximava da loucura, como muitos já o começaram a ver assim.



            Essa “loucura” de Francisco parecia ser contagiosa. Muitos se engajaram nessa tarefa de levar pedras para a construção da igreja, muitos deixaram seus afazeres de antes e até suas riquezas para seguir o propósito de Francisco.   



            Como uma atividade braçal dessa natureza, associada à loucura de um jovem, desertor da riqueza de um pai e das honras de um rei, pôde atrair tanta gente para se engajar no trabalho da mesma forma que ele? Somente posso explicar por uma forma de fagulha divina, energética, que todos possuímos no nosso espírito, criada pelo próprio Deus. Essa fagulha energética que todos possuímos, mas que a pessoa de melhor sensibilidade é quem tem mais facilidade em deixa-la se incendiar.



Francisco ouviu a voz que incendiou o seu espírito, dominou a sua mente e fez com que a sua vontade fizesse o que Deus queria, mesmo que não entendesse no momento que a meta não seria simplesmente erguer uma igreja de pedra, mas reerguer a igreja que o Cristo havia construído com suas ações e agora estava dominada pela pompa, luxo e mordomias, impregnada pelo poder mundano, longe do poder espiritual.



            Foi o trabalho inicial de juntar pedras que sinalizou os primeiros passos da vontade que Deus queria que Francisco realizasse. As pessoas mais sensíveis, de mais fácil combustão, com esse ato de Francisco, logo se aproximaram e começaram o trabalho que até hoje persiste no mundo todo, não somente na cidade de Assis onde teve início.



            Francisco teve a coragem de deixar suas riquezas paternas, abdicar dos dotes e honras que podia conquistar para carregar as pedras pela cidade como um louco.



            Eis um ponto determinante: coragem! Nada teria acontecido se Francisco, mesmo tendo ouvido a voz, não tivesse a coragem de fazer aquilo que ela orientava.



            Esta é a minha dificuldade, igual aquela do jovem rico que perguntou a Jesus o que fazer para obedecer a Deus. Ele também não conseguiu vender o que tinha, doar aos pobres e seguir o Cristo. O mundo material ainda exercia sobre ele uma forte influência.



            Assim também acontece comigo. Sofro forte influencia, ainda, do mundo material. Sei o caminho que minha Voz Silenciosa já apontou. Apesar de fazer de forma discreta o que é coerente com a tarefa, pouquíssimos percebem a dimensão espiritual que ela traz. Estou ainda muito longe do trabalho explícito que Francisco passou a fazer em obediência a sua voz.



            O meu “juntar de pedras” dentro da tarefa que minha Voz me traz, é aproximar as pessoas fraternalmente, acima de qualquer preconceito de qualquer natureza, desde que esteja em obediência ao Amor Incondicional. Isso implica em deixar a família nuclear em segundo plano e privilegiar a família universal, construindo com essas pedras, as aproximações das pessoas, o Reino de Deus.      



Publicado por Sióstio de Lapa em 19/12/2021 às 00h01
 
18/12/2021 18h01
VOZ SILENCIOSA

            No princípio era a Palavra. Deus se manifestou e criou o mundo através da palavra. FIAT LUX! Faça-se a Luz! Tudo foi criado através da Palavra. E a Palavra se encarnou no corpo de Jesus. Ele sabia para o que veio como filho unigênito de Deus, como o único de tão forte proximidade que se identificava com Ele. A Sua vontade era a vontade dEle. Quem O via, também via a Deus. Ele chegou a dizer a Tomé, que este tinha acreditado porque tinha visto e tocado, mas melhor seria se tivesse a fé de ter acreditado, sem ter visto ou tocado.



            Será que esta é a minha maior prova? Acreditar sem ver nem tocar? Superar todas as dúvidas que a academia, a ciência, possam colocar na minha mente? Aceitar o que a lógica e a coerência, e principalmente a intuição dizem que é o certo? Atender como realidade essa Voz Silenciosa que de dentro de minha consciência diz que sou também um filho próximo de Deus, não tão próximo como Jesus, ou mesmo Francisco de Assis, que ouvia a voz pelos seus órgãos auditivos, e que esperava ser dito o que ele precisava fazer.



            Francisco deixou de lado todos os prazeres mundanos que antes fazia com tanto prazer junto aos amigos. Tinha o apoio de sua mãe, Dona Pica, que percebia que ele tinha o dom de Deus. Da mesma forma tinha o apoio de Clara, uma mulher cobiçada pelo mundo carnal, mas que sintonizava perfeitamente com o mundo espiritual que despertava em Francisco. A Voz que Francisco ouvia e o que deixava ansioso para voltar a ouvir e saber o que deveria fazer, era bem entendida por sua mãe e por Clara. Todos os outros achavam que era loucura, principalmente o seu pai, Senhor Bernardone.



            Eu, não tenho apoios tão fortes e declarados, pelo menos tenho alguns apoios de simpatias pela minha forma fraterna de agir. Mas não tenho o carisma de Francisco, de arrastar consigo tantos amigos para o seu projeto espiritual. Nem tenho ao lado uma companheira espiritual que compreenda e aceite a minha conduta carnal dentro dos princípios do Amor Incondicional, que faz a inclusão de qualquer pessoa dentro do projeto da Família Universal como base do Reino de Deus.



            A voz que escuto não é audível como a que Francisco ouvia, que dava a ele a certeza da realidade. A minha Voz é silenciosa, permeia a minha consciência sem se manifestar através de nenhum sentido físico. Somente a intuição, sentimento mais próximo da loucura que os sentidos físicos, é que me dá uma certeza de realidade. Portanto, Francisco já era considerado louco por sua voz audível para ele, quanto mais eu que não posso alegar ouvir uma voz, e sim sentir uma voz? Como posso explicar esse paradoxo, de uma voz silenciosa? Não estaria isso mais próximo da loucura?



            Francisco entendeu que deveria restaurar a Igreja do Cristo, trazer o foco do trabalho para a humildade e se afastar da pompa e mordomias que o poder eclesiástico havia construído com mais energia dentro do trabalho cristão.



            Eu, entendo que devo praticar dentro do mundo materialista as ações de fraternidade dentro dos critérios do Amor Incondicional, tirar o foco da família nuclear para a família universal, interpretando como sendo esta a vontade de Deus para a construção do seu Reino entre nós, partindo dessa transformação íntima, moral e ética, amando o próximo como o reflexo do Divino.



Publicado por Sióstio de Lapa em 18/12/2021 às 18h01
 
17/12/2021 05h27
GUERRA ESPIRITUAL (03) -  TODOS NÓS: INIMIGOS

            Foi publicado dia 27-11-2021, uma palestra do Frei Tiago de São José, do Monte Carmelo, se referindo à posição de Monsenhor Viganó (Viganò convoca uma Aliança Anti-Globalista: É possível bloquear a N.O.M?), sobre a Nova Ordem Mundial que caracteriza o apogeu da Guerra Espiritual que estamos enfrentando há milênios. Irei abrir agora estes textos seriados que se referem a essa Guerra Espiritual para que tenhamos condições de refletir sobre a realidade atual e podermos nos posicionar convenientemente.



            Monsenhor Viganò diz que “esse golpe de Estado priva o cidadão de qualquer possibilidade de defesa.” É claro, agora eles estão chegando e esse estágio final desse processo e não vão dar a possibilidade de defesa senão vão perder o jogo. Eles sabem que não têm argumentos para instalar toda essa situação racionalmente. Mas, se nós consideramos que já no século 16 já tínhamos uma filosofia irracional instalada no lugar da filosofia escolástica e da filosofia cristã, como que agora, em pleno século 21, você tenha a possibilidade de defesa? Se as pessoas não acreditavam mais na verdade desde os séculos 15 e 16?



            Então ele continua: “Uma vez que os poderes: legislativo, executivo e judiciário são cúmplices da violação da lei.” É o que acontece por exemplo, no Brasil. As pessoas põem esperança em Bolsonaro, mas não percebem que mesmo ele tendo boas intenções, o sistema no qual ele trabalha é perverso. Então, ele não pode ir muito além, porque o sistema vai ter uma forma de impedir que alguém faça alguma coisa para o bem. Por isso ele diz que “todos são cúmplices da violação da lei, da justiça, e dos fins para a qual existem”. É claro, porque a sociedade moderna nem sequer reconhece que o fim para o qual existimos é Deus. Então, eles não reconhecem essa finalidade, não reconhecem o próprio Deus e não querem servir a Deus, como diz o Salmo 2.



            Ele diz que “é um golpe global porque é um atentado criminoso contra todos os cidadãos que se estende a todo mundo, salvo raríssimas exceções.” Eu digo que não há exceção, tudo está hoje tomado em todas as esferas da sociedade.



            Ele diz ainda, “é uma guerra mundial onde os inimigos somos todos nós, mesmo aqueles que involuntariamente ainda não compreenderam o alcance do que está para acontecer. É uma guerra travada não com armas, mas com normas ilegítimas e miseráveis políticas econômicas e intoleráveis limitações dos direitos naturais.”



            Isso é verdade, eles não precisam usar mais as armas, porque elas foram usadas nas guerras anteriores, principalmente nas duas grandes guerras mundiais, para quebrar com aquilo que restava da antiga ordem. Hoje, que eles têm todo esse poder absoluto nas mãos e que têm o consenso entre si, de todas as nações, então eles podem publicar normas ilegítimas que se nós quisermos seguir alguma coisa racional e justa, seremos os inimigos da humanidade, uma vez que todos estão cegos nesta grande impostura.



            Ele continua dizendo que, organismos supranacionais financiados na sua maioria pelos conspiradores desse golpe de Estado, interfere no governo das Nações individuais e na vida e nas relações e na saúde de bilhões de pessoas. Eles o fazem por dinheiro e ainda mais para centralizar o poder de modo a estabelecer uma ditadura planetária. É isso que chamamos o Great Reset do World Economic Fórum e a Agenda de 2030 da ONU. É o plano da Nova Ordem Mundial, em que uma República Universal torne todos os seres humanos escravos submissos, e uma religião da humanidade que apague a fé em Cristo.



            Nesse sentido, Monsenhor Viganò é uma referência de alguém que está tendo uma visão correta das coisas, na medida que ele identifica o plano da Nova Ordem Mundial, com esse projeto dessa República Universal que vai nos escravizar, ou seja, de algo que não é para o bem, e que está necessariamente baseada numa religião universal da humanidade, que vai por sua vez apagar a fé em Cristo. Ou seja, vai colocar simplesmente Jesus Cristo como mais um dos profetas, mais um dos iluminados da humanidade, mas não como o verdadeiro Rei e Senhor, Deus feito homem.



            Parece uma visão lúcida da situação. Mesmo que para a maioria da população, que continua procurando fazer suas atribuições, driblando os obstáculos colocados, mas sem a percepção que estão dentro de uma batalha espiritual de grandes dimensões, e que o tratamento dessas circunstâncias como uma guerra não chega às suas consciências. Muito menos as consequências para a nossa vida de uma vitória do mal, como tudo aponta que isso vai acontecer e conforme o que a Bíblia havia profetizado.



Publicado por Sióstio de Lapa em 17/12/2021 às 05h27
 
16/12/2021 23h59
PASSAPORTE SANITÁRIO

            Irei colocar aqui trecho de 02:49m de uma “Audiência Pública, para Avaliação dos Impactos da Pandemia do Covid-19” para nossa reflexão.



            Ele deveria estar aqui conosco para o debate real cara-a-cara. Por que colocar a população sob pânico? Eu agora tenho 383 mensagens no meu zap, das pessoas dizendo, Doutora, pelo amor de Deus, eu estou grávida de 33 semanas e sou obrigada a vacinar senão não vou receber. Então, Câmara, Assembleia Legislativa, parlamentares presentes, tem de sair daqui hoje uma propositura de suspensão imediata desses prazos. Isso não pode acontecer! Isso é opressor! Isso é desumano! Isso é uma tortura psicológica! Quem vai arcar com as consequências? Essa vacina tem riscos! Essa vacina está dando problemas! Eu tive Covid, não tomei a vacina e não vou tomar! E não tenho nenhuma dificuldade de falar sobre isso! Essa vacina, eu não acredito nela! Respeito quem queira tomar. Oriento e monitoro. Eu monitoro quem vacina. De tempo em tempo eu vigio meus pacientes. Eu peço exames para ver como é que eles estão inflamados ou não. Mantenho todos no meu radar. Mantenho meu pai e minha mãe no radar. Por que? Porque ela forma coágulos. Eu tive uma irmã que morreu de doença autoimune aos 47 anos de idade. Eu não vou me submeter a uma vacina que eu sei que as pessoas estão tendo doença autoimune. Eu não tenho confiança nessa vacina, e olha, as pessoas me procuram e eu declaro para vocês sem nenhum medo, que de cada 10 pacientes em Porto Seguro que eu atendo hoje, 8 tem duas doses de vacina. Então, essa vacina não impede a doença Covid. Para que vacinar a população por obrigação? Tem um motivo. Eu não vou nem falar do motivo que a nossa deputada Janaína Pascoal citou, se é lobby de venda, se tem dinheiro envolvido, ganhos lucrativos? Porque não quero acreditar que estamos vivendo isso por opressão, por fins de recursos de alguém. Mas se a vacina existisse para evitar a doença, sinto muito, não evita! Omicron, não se assustem com Omicron. Essa cepa é leve, branda, ninguém morreu até agora no mundo de Omicron. Não se deixem enganar por uma mídia absolutamente de falácias, que quer colocar o medo no coração de vocês. Não se iludam! Falar que tem de tomar reforço de vacina por causa de Omicron é falácia. Ninguém morreu de Omicron no mundo até hoje. Se vacina é para proteger doença, sinto muito, não protege!



            Observamos um clamor cada vez mais de pessoas ao redor do mundo contra essa estratégia de vacinar compulsoriamente todas as pessoas, sem nenhum argumento coerente, apenas com o terrorismo midiático que não divulga a verdade dos fatos que estão ocorrendo.



            A profecia bíblica do reinado do Anticristo parece estar se formatando cada vez mais, atingindo todos os cidadãos do planeta, que conseguirem sobreviver essa estratégia genocida em desenvolvimento.



            Teremos um único dirigente planetário, uma única igreja, os cidadãos sem liberdade de locomoção, de expressão. O passaporte sanitário é a consequência lógica da bomba biológica apelidada de covid-19 que jogaram contra nós, com todas suas variantes superfaturadas.



            Procuremos seguir a liderança do Cristo, que informou que essa vitória do Anticristo é passageira, que nós superaremos essa onda do mal e faremos prevalecer a vontade do Pai, no caminho evolutivo que todos estamos percorrendo.



Publicado por Sióstio de Lapa em 16/12/2021 às 23h59
 
15/12/2021 19h33
REINO DE DEUS, COMO FAZER?

            Jesus divulgou há dois mil anos que o Reino de Deus estava próximo, que podíamos construir a partir de nossa transformação íntima. Mas tanto tempo já passou e não percebemos surgir tal Reino em nossa sociedade. Sei que algumas pessoas procuraram aplicar as lições de Jesus e se capacitaram como cidadãos desse Reino, mas é uma condição íntima, isolada. Se todos, ou pelo menos a maioria das pessoas da comunidade humana tivessem adquirido essa condição de cidadãos do Reino de Deus, certamente estaríamos vivendo numa sociedade mais justa e fraterna.



            Como fazer essa construção do Reino de Deus? Essa é uma indagação que a Universidade, como instituição pública que tem a missão de educar, produzir e disseminar o saber universal, contribuindo para o desenvolvimento humano, justiça social, sustentabilidade socioambiental, democracia e a cidadania, tem por obrigação responder.



             Como acadêmico, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e na condição de especialista em comportamento humano como Psiquiatra, tenho uma responsabilidade dobrada dentro da Instituição de trazer à tona este debate.



            Na minha especialidade dentro do pensamento e comportamento humano, seus transtornos mentais que geram doenças, que implicam em conflitos pessoais, interpessoais e coletivos, a proposta de Jesus, de criar uma sociedade ideal que Ele denominou como Reino de Deus, se torna o grande objetivo, de conhecer como isso é possível. Para trabalhar esta proposta, tenho que considerar alguns aspectos:



            1o. O ser humano é capaz de aprender, assimilar e praticar as lições necessárias para se tornar um cidadão do Reino de Deus?



            2o. É possível o homem fazer a primeira lição, conhecer a si mesmo, e identificar o egoísmo intrínseco à sua condição humana?



            3o. Se o homem já está transtornado com suas dificuldades pessoais, conseguirá alcançar a condição de Cidadão do Reino de Deus?



            4o. Por que a mensagem do Cristo ainda não conseguiu se realizar após esses 2000 anos de sua existência?



            5o. A ciência pode colaborar com esse projeto da construção do Reino de Deus?



            6o. Dentre as diversas instituições públicas e privadas, qual a mais indicada para gerenciar esse projeto?



            7o. Do ponto de vista coletivo, quais os elementos que impedem a realização dessa proposta do Cristo?



            8o. Essa proposta do Cristo é própria de alguma igreja em particular?



            9o. Alguma nação tem maior proximidade ou compromisso com esse projeto do Cristo?



            10o. O trabalho como professor universitário e como psiquiatra tem sintonia com esse projeto da criação do Reino de Deus?



            São essas perguntas, entre outras que irão surgir, que deverei responder ao longo da caminhada dentro desse projeto. Deverei me apoiar no conhecimento mais aprofundado de diversas pessoas, de diversas formações intelectuais, religiosas ou acadêmicas, para melhor apontar os caminhos que Cristo ensinou a seguir.



Publicado por Sióstio de Lapa em 15/12/2021 às 19h33



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr