Meu Diário
27/07/2020 00h25
VIVER SEM O EGO

            Já fiz antes algumas abordagens no sentido de afastar o ego da prioridade na consciência, quando usei a metáfora do corpo como o carro que utilizo diariamente. Quando faço isso, o ego que é a personalidade do corpo, fica sem autoridade. Todos os desejos que o corpo apresenta na mente, passo a considerar como o painel do meu instrumento corporal que Deus me concedeu para minha evolução espiritual. Se ele tem fome ou sede, reconheço que ele precisa dessas substancias como combustível para funcionar e não perecer. Contanto que eu tenha o cuidado de não ingerir alimentos acima das necessidades, como é o desejo do corpo. Também devo evitar substâncias que tragam prejuízo às suas células, mesmo que tragam prazeres, como é o caso das drogas, principalmente as bebidas alcoólicas. Outro cuidado que devo ter é com o desejo sexual. Sei que é importante para a reprodução dos corpos, mas devo compreender que cada organismo que me relaciono tem os mesmos interesses. Portanto, não devo prejudicar os interesses dos outros para beneficiar os meus próprios interesses. Fazendo isso estarei favorecendo principalmente ou exclusivamente ao ego, ao corpo. O Espírito que permite isso fica comprometido com os prejuízos que tenha causado e gera carma a ser pago nesta ou em outras vivências ao longo das existências. 

            Portanto, o ego é o único problema que o Espírito irá encontrar, mas com a capacidade de se reproduzir em diversos, como a luz que passa por um prisma. Assim, o ego ao passar pela mente pode se difundir em ganância, raiva, luxúria, ciúmes, etc. Podar esses galhos e folhas iníquas não vai adiantar, pois novos galhos e folhas irão surgir e o tronco do ego fica cada vez mais forte.

Se não conseguirmos eliminar o ego, reconhecendo ele como a personalidade do corpo, diferente da personalidade do Espírito ao qual devemos colocar em prioridade, na condição de gestor. Lutar contra esses sintomas pecaminosos se torna uma luta inglória, pois eles sempre irão surgir se o ego não for confrontado, controlado e deixado em posição subalterna aos interesses do Espírito. 

A forma de meditar olhando no fundo do ser, procurando o ego, o conjunto de prazeres, desejos e motivações associados ao corpo, examinando cada pensamento e a tonalidade dos sentimentos e emoções que eles carregam, é bastante útil para sabermos o que devemos fazer para corrigir a direção do nosso comportamento.

            Devemos aprender a viver com o ego subalterno aos interesses do Espírito, sabendo que suas necessidades devem ser atendidas desde que sejam em doses suficientes e sem causar prejuízos à terceiros. Dessa forma estaremos caminhando dentro das necessidades evolutivas do Espírito, em direção ao Pai.


Publicado por Sióstio de Lapa em 27/07/2020 às 00h25
 
26/07/2020 00h23
DESENVOLVIMENTO DA SENSIBILIDADE ESPIRITUAL

            Por ocasião do término da primeira disciplina de Medicina, Saúde e Espiritualidade, oferecida de forma remota, pelo Departamento de Medicina Clínica (DMC) da UFRN, foi sugerido na última atividade de avaliação, conduzida pelo professor Salatiel, que déssemos prosseguimento nos estudos na forma de um Projeto de Extensão. 

            A ideia foi acatada com entusiasmo pelos alunos e pela professora Iara, cuja aula de Tanatologia e Conscienciologia, abriu a perspectiva de um trabalho organizado para o desenvolvimento da Sensibilidade Espiritual. 

            Fiquei com a tarefa de fazer um planejamento prévio nesse sentido, que tem como início este texto. Tem o objetivo de colocar para os diversos professores da disciplina o formato da ideia para ser burilada por todos. 

            Apresentarei ao DMC a proposta do Projeto de Extensão – Desenvolvimento da Sensibilidade Espiritual. Face o interesse apresentado por alunos e professores da Disciplina Opcional de Medicina, Saúde e Espiritualidade, no desenvolvimento da sensibilidade espiritual, estabeleceremos parceria com o Instituto de Conscienciologia com esse objetivo. Por ser a Conscienciologia a ciência que estuda a consciência, sinônimo de espírito, princípio inteligente, considerando todos os corpos, dimensões e existências em um enfoque integral e holossomático, se torna o caminho mais apropriado para dar seguimento aos estudos adquiridos na Disciplina Medicina, Saúde e Espiritualidade: Anatomofisiologia Multidimensional, Paradigma Quântico, Consciência de Deus, Energias vibracionais e efeitos com a prece na saúde, Estudo energético do corpo, Espírito e Cérebro, Estados alterados de Consciência, Relação corpo-alma-psique, História e Filosofia da Yoga, A mente como instrumento do Espírito, Medicina vibracional e práticas complementares em saúde, e a Tanatologia. 

            Com essa aquisição de conhecimentos, os alunos estão capacitados a compreenderem a Consciência/Espírito independente do corpo físico, que não é um subproduto do cérebro humano. Entendem que ela pode se manifestar além do corpo físico, como as experiências de quase-morte demonstram.  

            O desenvolvimento da sensibilidade espiritual nos participantes do projeto, parte do primeiro estágio, com os conhecimentos teóricos, que a Consciência se encontra imersa na matéria vitalizada pelo corpo físico, objeto de estudo da academia. O estágio seguinte corresponde à aquisição da capacidade voluntária de projetar a Consciência fora do corpo físico, na dimensão extrafísica, de forma lúcida.

            Atingindo esse último estágio, o participante do Projeto adquirirá maior domínio sobre a sua vida, maior respeito pelo seu corpo físico, instrumento do Espírito/Consciência, que deverá estar associado aos valores morais, do amor incondicional, força motriz do universo, sinônimo de Deus. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 26/07/2020 às 00h23
 
25/07/2020 00h23
MATÉRIA ESCURA 

            Um documentário da Netflix, The Most Unknown, traz diálogos interessantes sobre temas já abordados que é interessante refletirmos sobre alguns, como é o caso do primeiro sobre a Matéria Escura. Vejamos, com a participação de Jennifer Macalady, Ph.D., microbiologista da Universidade de Penn State e Davide D’Ângelo, Ph.D., físico da Universitá degli Studi di Milano.

            JM – Estou indo a um laboratório de física conversar com um físico em seu próprio Habitat, o que é sempre interessante de se ver. Um organismo em seu habitat natural. Sou microbiologista. Espero que o físico seja capaz de comunicar o que ele faz e o porquê em termos que eu consiga entender. Quero manter a mente aberta sobre isso.

            Ela se dirige para o Laboratório Nacional de Gran Sasso, Itália.

            JM – Você é por acaso D’Ângelo?

            DD – Sim, sou eu

            JM – Sou a Jennifer.

            DD – Matéria Escura é algo que não sabemos o que é. Acreditamos que a matéria escura esteja lá, mas nunca a detectamos. 

            JM – O que é Matéria Escura?

            DD – Não sabemos.

            JM – Que legal. Por isso é chamada de escura.

            DD – Exato.

            JM – Sabe, temos matéria escura em microbiologia também. Roubamos o termo.

            DD – Por que o usam?

            JM – Temos evidência que há cerca de 35 trilhões de espécies microbianas e... conhecemos cerca de um milhão. Então, o resto é matéria escura.

            DD – É, acho que faz sentido porque o que chamamos de Matéria Escura é um tipo de partícula nova, que ainda não descobrimos.

            JM – Então, a hipótese é que a Matéria Escura exista porque é consistente com todas as nossas observações. 

            DD – Exato.

            JM – Então, talvez não exista, mas achamos que sim por causa do...

            DD – Até a detectarmos, não podemos afirmar com certeza. Todas as observações apontam para essa direção.

            JM – É muito misterioso.

            DD – Matéria Escura é um dos grandes desconhecidos na física de partículas. De toda a matéria que deve existir, cerca de 85% é invisível. Essas partículas se movem através de nós pelos nossos corpos enquanto conversamos. A maioria passa sem nenhuma interação. 

            JM – Então, como vai encontra-las? Como vai detectá-las?

            DD – Então, por que estamos aqui? Estamos abaixo de cerca de 1.800 metros de rocha. Estamos no subsolo porque os experimentos aqui, seja os que procuram Matéria Escura ou neutrino, ou qualquer outro tipo de evento raro, eles precisam estar protegidos da radiação cósmica. Há prótons ou íons mais pesados que aquecem a atmosfera. Eles criam chuva de partículas que nos atingem na superfície. A montanha é um filtro para isso. Então, quando está aqui, há o chamado “silêncio cósmico”.

            JM – Estamos no silêncio cósmico. Embaixo da montanha. Amo isso.

            DD – Você pode ouvir os raios cósmicos aqui.

            JM – Adoraria ver o novo detector.

            DD – Tudo bem. Ainda não está pronto.

            JM – Tudo bem. Esse é seu novo experimento?

            DD – Sim. Ainda é um protótipo. Vai provar todo o conceito da detecção.

            JM – E então, dessa Matéria Escura que achamos que existe, mas não temos certeza. O cristal que vai colocar aí dentro vai ajuda-lo, e será o melhor detector possível que você sabe construir? 

            DD – Sim. Há cristais lá dentro.

            JM – Como você ver o que o cristal está vendo? Como o cristal conversa com você aqui fora?

            DD – Ele emite luz e há dois fotomultiplicadores em cada lado. Então, você lê os fotomultiplicadores do lado de fora aqui. É bem simples. Você vê a luz e registra. É simples.

            JM – Esse é meu amigo, o físico da Matéria Escura.

            DD – O que é mais simples que isso?

            JM – Confesso que comecei do zero na Matéria Escura. Isso é o que entendo de como funciona.

            DD – Estamos rodando em um mar de partículas de Matéria Escura.

            JM – Há um... recipiente?

            DD – Então, construímos um detector que é... cujo centro é...

            JM – Um cristal especial, cultivado de forma cuidadosa.

            DD – Um cristal de iodeto de sódio.

            JM – Quando o cristal é atingido por essa partícula de Matéria Escura...

            DD – Você vê um pequeno flash de luz.

            JM – Essa luz é detectada por esses aparelhos na borda do recipiente. E esses aparelhos, então, traduzem a luz em um pulso elétrico que vai para um computador que diz: “Oi, Matéria Escura. Estou aqui.” Se você tivesse que... sei que não é o que fazemos, mas se você fosse chutar, onde estaria a Matéria Escura? Dá para chutar? Não arriscaria um chute?

            DD – Ciência não chuta.

            JM – Eu sei que não chuta. Mas, às vezes, sonho com resultados que talvez possa atingir.

            DD – Posso dizer. Aqui, você vê o modelo... o Modelo Padrão Supersimétrico Mínimo para ver Matéria Escura nessa área aqui. Modelo de dimensões extra para ver Matéria Escura nessa área aqui. Esses outros estarão aqui. Esses outros estarão aqui.

            JM – Em minha área, há uns dez anos, se me perguntasse onde estaríamos hoje, teria dificuldade de responder porque estamos... Não estamos só...

            DD – Entendo.

            JM – Não estamos só preenchendo detalhes, estamos examinando uns abismos escuros nos quais não conseguimos enxergar bem. E dependendo de onde a lanterna ilumine primeiro, talvez tomemos uma direção completamente diferente. É difícil, quando se está nesse limite do desconhecido, é muito difícil dizer para onde a ciência vai em seguida. É onde a física da Matéria Escura está agora ou... há algo mais análogo?

            DD – Estamos prestes a conseguir algo que não sabemos o que é. É inacreditável que haja muito mais matéria no universo do que percebemos até agora. Não sabemos o que é. Precisamos descobrir se é verdade, se há Matéria Escura lá, se há outra explicação sobre a qual ainda não pensamos. Porque ciência também é isso. Às vezes você passa anos procurando algo, e no final, ele não está lá. E você tem que mudar a forma como estava pensando sobre as coisas.

            JM – Pessoal, isto é incrível, são estalactites. Está vendo? Um canudo de soda. São estalactites.

            DD – Este lugar não existia há 20 anos, não pode ser.

            JM – Pode sim. Gostaria de saber do que é feito.

            DD – Pode ser sal. Então pode crescer rápido. Vê essas manchas? São todas de micróbios que buscam a luz. Todas. O vermelho é um tipo, o escuro é outro, o verde é outro.

            DD – Então há sabores como neutrinos.

            JM – Sim. Sabores de micróbios.

            DD – Quantos há?

            JM – Há 35 trilhões de sabores.

            DD – É mais que nossos três sabores. Os seus são estéreis?

            JM – Os nossos não são estéreis. Não conhecemos nenhum sabor estéril ainda. Isso seria... uma pergunta interessante. Há um problema em biologia onde achamos que toda a vida, todas as 30 trilhões de espécies, descendem do mesmo ancestral. Mas, e isso significa que é fácil vê-las, porque sabemos o que procurar. Mas se há outro ancestral, não seríamos capazes de vê-lo, por não sabermos pelo que procurar.

            JM – Há quanto tempo procuramos por isso? Essa Matéria Escura? Há quanto tempo a estamos buscando?

            DD – Pelo menos 20 anos em Fond du Lac. Talvez mais. Claro, se você vir a Matéria Escura, ganhará o Nobel. Se não, fará uma boa publicação.

            JM – O que o torna diferente? O que o faz querer pesquisar algo que nem sabemos que existe?

            DD – Deve existir.

            JM – Como sabe disso?

            DD – Ciência é uma jornada que o leva a lugares onde ainda não esteve. Alguns preferem se concentrar na Ciência da Vida. Outros preferem entender como o universo foi construído. Só estudei Física, então não sei como minha mente seria se tivesse estudado outro assunto

            Esse diálogo entre dois cientistas mostra como existem dúvidas e incertezas dentro da ciência. Esta hipótese da Matéria Escura é uma boa aproximação com o mundo espiritual que sabemos da sua existência, temos dados que provam cognitivamente essa realidade, mas que a ciência não tem aproximação. Eu poderia dizer que o mundo espiritual coexiste dentro da Matéria Escura, que ambas permeiam todo o universo material sem com eles oferecerem interação direta. Essas reflexões ainda vão se estender ao longo do tempo.


Publicado por Sióstio de Lapa em 25/07/2020 às 00h23
 
24/07/2020 00h22
EITA E FAMÍLIA UNIVERSAL

            Talvez eu tenha dado o primeiro passo objetivo dentro da proposta da Escola-Igreja Trabalho e Amor (EITA) na construção da Família Universal com base no trabalho e Amor incondicional.

            Fui à casa de Josiane na companhia de Simone. Ela é paciente do CAPS. Fui lá sem motivação sexual, apenas de solidariedade com a sua situação dela, de mãe sem marido, sem emprego, vivendo com os benefícios do INSS, com depressão e com três filhos sob sua dependência e orientação.

            Comprei uma sacola de alimentos por 50,00 reais e fui com Simone ao encontro que havia combinado com ela, as 16h do sábado, dia 18-07-20.

            Estava em casa com os três filhos. Moveis espalhados pelo chão, desarrumados, sem cadeira para sentarmos. Conversamos em pé. Falei da Polishop, que iria levar seus dados para fazer seu cadastro e ela ter a possibilidade de vender para ganhar algum dinheiro. Disse que havia trazido uma sacola de alimentação para eles, e o filho foi até o carro comigo, para pegar.

            Quando cheguei em casa, na volta, ela mandou os dados que eu havia solicitado e abri logo a sua loja. Dei as dicas iniciais e disse que ela iria entrar em contato com Alice quanto a orientação sistemática.

            Foi feito o primeiro passo para uma ligação afetiva, sem foco sexual. Josiane é minha filha espiritual, e seus filhos, são os meus netos. Eu, como o pastor-professor dessa igreja-escola chamada EITA, que tem no trabalho e no amor a sua base, estou conduzindo uma das minhas primeiras ovelhas neste aprisco. Uma das tarefas, talvez a principal, seja a de manter o contato, a aproximação. Este vai ser um dilema, pois quanto mais ovelhas com esse perfil vai entrando no redil, menos tempo irei ter para atender a tantos casos. Tenho que encontrar uma forma de contornar este problema. 

            A estratégia do marketing multinível nos negócios talvez sirva para resolver a problemática da falta de tempo relacionada a entrada de novas ovelhas no aprisco. As minhas indicações diretas serão também minhas responsabilidades diretas. Mas devo procurar associar novas pessoas com as pessoas sob a minha responsabilidade. Essa ligação de Josiane poderia ter sido feita com Neta. A minha ideia de ir na casa dela com Neta e Idiana, seria para fazer essa inclusão com ela. Mas falhei no sentido de ter promovido com mais eficácia essa intuição que recebi. 

            Sinto que o Pai esteja me mostrando caminhos que eu deva seguir para fazer a Sua vontade e não a minha, mas o corpo envia impulsos para minha mente no sentido de boicotar o trabalho que precisa ser feito. Usa a preguiça e outros pecados capitais para desviar o meu foco. Portanto, o trabalho com Josiane ficou parcialmente realizado. Ela foi acolhida, entrou no aprisco, mas com a minha responsabilidade direta, enquanto podia ter ficado com a responsabilidade direta de Neta, com a observação de Idiana. Serviria para reforçar a rede de Neta e motivar Idiana para participar do nosso projeto, tanto com o foco comercial, como com o foco espiritual. 

            Espero ser mais competente nas próximas oportunidades. 


Publicado por Sióstio de Lapa em 24/07/2020 às 00h22
 
23/07/2020 00h19
PROTÓTIPO DA FAMÍLIA UNIVERSAL

            Acredito que eu esteja dando passos seguros na formatação desta família universal que Jesus apontou como base para o Reino de Deus. E parece que os filhos se tornam como “um agente catalisador” importante, ao lado dos instintos biológicos. O primeiro associado ao aspecto espiritual, a fraternidade, força harmônica para manter o fluxo do amor, e o segundo associado ao aspecto material, a sexualidade, força reprodutiva para manter os seres biológicos.

            Procurando desenvolver a vontade de Deus, inteligência suprema que sei, encontra-se em qualquer ponto do universo assim como dentro de mim, procuro manter os meus relacionamentos com essa força motriz divina e bifurcada, na matéria e no espírito, assim como fomos criados. Na primeira bifurcação, material, encontro a energia da sexualidade, mesmo debilitada nas funções biológicas, pelos meus 67 anos, mas íntegra nas funções psicológicas; na segunda bifurcação, espiritual, encontro a energia do amor incondicional, representada na lição deixada por Jesus, de fazer ao próximo aquilo que desejamos ser feito a nós. 

Nesse ponto existe a confluência de forças: as mães que desejam o melhor para seus filhos, por um imperativo biológico e os desejos sexuais por parceiros masculinos; os pais (parceiros masculinos) que desejam as parceiras femininas, por um imperativo biológico para a reprodução dos seus gens. Observamos que prevalece nessa primeira reflexão as forças biológicas associadas à matéria. Como pode entrar nesse contexto as forças espirituais?

O espírito é quem tem as condições morais de entender e praticar o amor incondicional, aquele que não impõe nenhuma condição, que deve seguir a bússola comportamental que o Mestre nos ensinou: fazer ao próximo aquilo que desejamos para nós. Se o meu desejo sexual aponta para determinada parceira feminina, que tem um filho com o qual tem o máximo desejo de fazer o bem, a minha força instintiva deve se aliar ao que ela deseja, sabendo que esse desejo dela é positivo: colocar ordem na vida de uma pessoa sob sua responsabilidade. 

O espírito é quem vai tomar a decisão: seguir os desejos da carne e simplesmente ir em busca do orgasmo e espalhar os seus gens em busca de mais disseminações do seu corpo, ou seguir as lições do Mestre e se aliar as preocupações dessa parceira feminina que é mãe e procura salvar o seu filho? Seguindo este último caminho o espírito se engaja no amor incondicional, trata o filho dela como se fosse seu, dentro de todo seu contexto de atividades, onde pode encontrar outras parceiras femininas, com todo tipo de ideologia com relação ao sexo e a reprodução.


Publicado por Sióstio de Lapa em 23/07/2020 às 00h19



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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr