Meu Diário
09/10/2019 00h05
A BONDADE (27)

Judas Tadeu era um homem viajado, conhecia muitas cidades ao longo do rio Jordão, várias línguas, costumes, comércio. Quando jovem, 14-15 anos, se distraia pelas ruas de Jope, quando um velho, uma espécie de mago, o levou para sua cabana. Falou que seu nome era Basílio, tinha 98 anos, e que era seu dever revelar algo que a vida reservava para o jovem. O velho usou um cristal muito polido e brilhante e falou:

- Vi em volta de tua cabeça uma promessa para o futuro.

Tadeu via no cristal o nascimento de uma criança numa estrebaria, até a sua morte na cruz.

- Estás vendo? Diz o mago, tu és um que vai acompanhar esse Mestre, que é a luz do mundo.

O rapaz chorou e o velho advertiu para que essa imagem não saísse da sua mente, que acompanhasse esse personagem divino, que era o homem do Amor.

-Não digas nada do que vistes e ouvistes de mim, reforçou o mago, porque a vida tem segredos dispensados a poucos e que exigem silêncio aos ouvidos de muitos.

Passaram-se os anos. No dia em que encontrou Jesus, Tadeu reconheceu o mesmo personagem da bola de cristal.

Tadeu pensava muito na Bondade. Achava essa virtude uma segurança para os sofredores. Nos caminhos da verdade, ele já havia encontrado muita gente possuidora desse clima de Deus no coração.

Na reunião da noite, sentiu a inspiração de indagar:

- Mestre! Pelo pouco que faço não cabe a mim tomar o teu precioso tempo com perguntas que podem não ser ideais. Mas, o que é a Bondade? Qual sua ação benfeitora na Terra?

O Nazareno, tranquilo, respondeu com alegria:

-Judas Tadeu, a Bondade é uma marca de Deus em nossos corações. O homem bom sempre sabe de onde veio a sua Bondade e o que fazer para conservá-la. Essa virtude é uma das cordas do grande instrumento da vida, e uma das cordas do amor. Se queres irradiar uma melodia perfeita da vida que levas, deves afinar todas as cordas sonoras da alma, para que os dedos de Deus toquem em teu favor.

‘A Bondade é, sem dúvida, um princípio da escrita divina em nós, que nos leva à procura de outras da mesma linha. Contudo, o senso de equilíbrio nos leva a disciplinar essa disposição inspirada pela caridade. A Bondade não pode querer suprir as deficiências que somente o trabalho pode fazer, ou a dor que desperta, ou a corrigenda que conscientiza as pessoas.

‘Quem chega ao ponto de conciliar a Bondade com a justiça faz muitos prodígios na arte de educar as criaturas e, ao invés, como pensas, de afastar as pessoas, elas sentirão, mais tarde, a eficiência de mestre daqueles que andam sempre no fio da balança divina, dando o que devem dar, na hora certa; tirando o que devem tirar, no momento exato.

Houve silêncio. Muitos discípulos andavam exagerando no serviço de assistência. A Bondade estava virando fanatismo, que logo pode passar a ser conivência com certo tipo de vida contrária à moralidade e avessa à lei do trabalho.

Jesus voltou a dissertar:

- Nós, temos muitas coisas que poderemos destinar aos outros, sem envernizá-las com mesquinhos interesses. Todavia, mesmo que o desprendimento acompanhe as dádivas, a sabedoria e o amor nos asseguram que deveremos vigiar o que vamos entregar aos nossos semelhantes a quem vamos dar. A Bondade no lugar certo, é luz que se acende nas trevas, mas onde não chegou a hora pode ser incentivo para a miséria da alma. Já pensastes em se condoer dos insetos de todas de todas as espécies que vivem ao léu, nos campos, e leva-los para dentro de casa? Dos animais, que por vezes, estão enfermos? Dos mendigos que encontrais pelas ruas e estradas, leva-los para vosso convívio, dos doentes, ou dos assassinos ou leprosos, ou dos inconscientes às leis do país? Pois essa seria uma Bondade que se tornaria um distúrbio muito grande, de modo a impedir que alcanceis a vossa paz no lar e na consciência.

‘É muito grandioso ser bom, mas é muito melhor saber ser bom pelas linhas da fraternidade e da razão objetiva. Não estou querendo que esmoreçais na aquisição dessa virtude iluminada por excelência, porém que aprendais a dignificar a Deus pela inteligência que Ele vos deu, amparada pelos sentimentos. É bom que não passeis para nenhum dos extremos da sabedoria e do amor, porque nas margens encontrareis desequilíbrios. No centro das correntezas dos rios, as águas são mais puras.

‘Tadeu, se encontrastes muita Bondade nos teus caminhos, e estas facilitaram o teu bom desempenho, sê grato aos teus benfeitores, não com palavras, pois nem sempre eles podem ouvir, mas sendo bom na mesma temperatura da Bondade que recebeste. Fica sabendo que toda virtude desordenada é ninho de serpentes para o futuro.

‘Por isso é que meu Pai que está nos céus me enviou a vós, para que fundásseis na Terra um educandário onde podereis, com a ajuda da Boa Nova que vos trago da parte dEle, equilibrar as vossas emoções e enobrecer as vossas ideias. Controlar os pensamentos é iluminar a fala.

‘Todas as virtudes que ensinamos já são conhecidas na Terra, pois os profetas e os sábios as espalharam por toda a parte. Mas a Boa Nova de Deus é o educador comum que propicia, com mais amplitude, disciplina para todas as virtudes. Havereis de dar graças a Deus, mesmo que entregueis a vida como semente de luz para esplender nos corações, pelo sangue que derramastes, o interesse maior, de viver, mas de viver bem.

Quero e espero que todos vivais pela Bondade. Não obstante, que essa Bondade não ultrapasse as divisas do seu município, evitando perturbar a capital do coração e o comando da inteligência.


Publicado por Sióstio de Lapa em 09/10/2019 às 00h05
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08/10/2019 00h03
ANOITECER

Caía a tarde, chegava a noite

Plena quarta feira em Natal

Quem diria, chegavam as trevas com alegria

Fim de tarde ao ar, em sintonia

 

Como posso unir o sol à lua

Se um é quente, a outra fria?

Ao longe o astro e o satélite se completam

E de perto se perdem, se destroem.

 

Eis o mistério do anoitecer

Dois corpos devem se distanciar

Mas como vencer a gravidade?

Se todos corpos sofrem atração?

 

A cidade luz debaixo do romance

Desperta frio na barriga, à boca da noite

Se o entardecer foge da luz

A noite chega cheia de sonhos.

 

O frio invade em meio à escuridão

O calor do dia dar espaço ao sereno

Congelado fica o coração

Das estrelas espera a compaixão

 

É tão singelo a troca de energias

O esconderijo do sol cavalheiro

Por entre as nuvens transmite a luz

Para a lua transmitir o brilho como espelho


Publicado por Sióstio de Lapa em 08/10/2019 às 00h03
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07/10/2019 00h03
PRINCÍPIOS E DOGMAS PESSOAIS

            Recebi do site do escritor espiritualista, Dalton Campos Roque, um texto retirado e editado por ele, na sua página www.consciencial.org, do site https://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/principios-e-dogmas-a-etica-e-o-leito-de-procusto.htm. Vejamos o que é escrito, para nossa reflexão.

Princípios e dogmas pessoais, a ética e a inteligência

Muitas pessoas, ao defenderam posições extremadas que ferem o bom senso mais elementar ou que não admitem a possibilidade de avaliar possíveis exceções em determinados casos, alegam, geralmente, que estão apenas seguindo seus princípios éticos.

Tal conduta pode dar a entender que as pessoas capazes de ponderar caso a caso ou de levar em conta as circunstâncias são relativistas sem princípios. Ora, o fato de termos princípios não implica necessariamente que tenhamos de ser dogmáticos. Ou seja, achar que existem verdades absolutas válidas para toda e qualquer situação.

Princípios éticos são ideais regulativos a que “nada de empírico pode corresponder”, como dizia Kant. São modelos ideais que nos ajudam a definir metas possíveis, mesmo sabendo que os ideais em si mesmos jamais poderão ser realmente alcançados.

Um engenheiro que projeta trens sabe que se conseguir reduzir o atrito entre o trem e o trilho, obterá trens mais velozes com menor consumo de energia, mas sabe igualmente que um trem sem atrito é impossível, pois os trens viajam em um meio físico e não no vazio.

No caso de princípios éticos não é diferente. Precisamos de valores ideais, como justiça ou igualdade, para nos orientar em direção a sociedades mais justas e igualitárias, mesmo sabendo que uma situação de justiça ou igualdade absoluta é impossível. Pois nós, seres humanos, estamos sujeitos a contingências e limitações que sempre podem nos levar a cometer erros em nossos julgamentos e ações, levando-nos a tratar alguém de maneira injusta ou desigual.

Mas isso não significa que devemos ficar de braços cruzados frente às injustiças, pois se elas não podem ser eliminadas, pelo menos podem ser reduzidas – e quanto mais trabalharmos para isso melhor será a vida de todos.

O leito de Procusto - Limitação mental é viver dentro da caixa.

Algo bem distinto é desconsiderar os limites que a realidade nos impõe e obriga-la a se adequar aos nossos ideais, como fazem os dogmáticos. Para eles a pureza de seus princípios e a cega observância dos mesmos é tudo o que importa – e qualquer ponderação é vista como fraqueza ou traição a ser combatida.

Uma bela ilustração disso pode ser encontrada na mitologia grega: Procusto é um bandido que assalta viajantes e os obriga a se deitar em seu leito de ferro. Caso a vítima seja maior que o leito, Procusto amputa o excesso de comprimento: se é menor, estica. Como nenhuma pessoa é exatamente do tamanho da cama, ninguém sobrevive.

De modo semelhante agem aqueles que tentam obrigar a realidade a se adequar as suas crenças, aos seus imperativos morais, pouco lhes importando o sofrimento ou até mesmo a morte de outras pessoas.

Muitos usam como subterfúgio para seus atos o argumento de que seguem a vontade de algum deus igualmente intransigente e sanguinário. Mas será que pode existir um deus assim? Um deus que castiga seus filhos, ao invés de compreendê-los e amá-los? Ou será que pessoas ou grupos dogmáticos querem na verdade obrigar o próprio Deus a se deitar em um leito de Procusto?

Assim seguem os intransigentes em seus dogmas políticos, em seus purismos doutrinários, em suas “verdades relativas de ponta”, em sua intransigência dogmática, seja qual for: religiosa, cética, materialista, política, econômica, etc.

Excelente texto! Importante fazermos a vigilância íntima para evitar cairmos no dogmatismo de emparedar nossas convicções como se verdade absoluta fosse. Sofro o impacto emocional de alguns amigos que desenvolvem a forte convicção política que estão certos e que estou totalmente envolvido nas mentiras que existem do outro lado. Não seria melhor nós, amigos que somos, deixarmos de lado o dogmatismo de nossas convicções e avaliarmos com neutralidade os fatos sem contaminação de narrativas tendenciosas?


Publicado por Sióstio de Lapa em 07/10/2019 às 00h03
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06/10/2019 00h03
A PURA VERDADE

            Ao ler o livro “Jornal Nacional – a notícia faz história”, de Memória Globo, de Jorge Zahar Editor Ltda. 2004, vejo no terceiro parágrafo do prefácio que tem o título – A Pura Verdade, escrito por João Roberto Marinho, vice-presidente das organizações Globo e presidente do Conselho Editorial, que diz o seguinte:

            Foi o que Roberto Marinho fez ao longo de toda a sua vida, tendo ao seu lado os irmãos, Ricardo e Rogério Marinho. E é exatamente o que meus irmãos, Roberto Irineu e José Roberto, e eu procuramos fazer até hoje.  Desde o começo, meu pai buscou profissionais competentes, não importando o matiz ideológico. “Os comunistas de Roberto Marinho” não são apenas parte do folclore político, mas a prova de que, para meu pai, importava mais a capacidade de trabalho do que as divergências do pensamento. Ao lado disso, assim como A Noite, de Irineu, O Globo, de Roberto Marinho sempre foi mais voltado para a notícia do que para o debate pseudo-intelectual, muitas vezes estéril, tão em moda nos jornais do início do século XX. Ele tinha a convicção de que a um jornal não cabe formar opinião, mas oferecer ao leitor as informações relevantes para que ele forme suas próprias opiniões. Isso nunca significou abdicar de suas opiniões, mas estas tinham seu lugar adequado nos editoriais do Globo.

            É este jornalismo que não conseguimos ver nas organizações Globo, pelo menos hoje. Onde estão tantas ações positivas feitas pelo atual governo federal que não constam de suas pautas? Onde estão as informações relevantes necessárias para formamos nossas opiniões independente da tutoria de quem quer que seja?

            Esta forma de tratar a notícia nos dias de hoje, é como se fosse colocada em destaque a Mentira vestida com as roupas da Verdade, da parábola que vimos no texto anterior. A Verdade continua circulando entre a gente, mas como fere ao pudor, por se mostrar nua e crua, muita gente vira o rosto, o raciocínio, e prefere seguir as narrativas que chegam travestidas da Verdade.

            Porém, temos uma alternativa hoje, no florescer das redes sociais com tantos canais de comunicações. Podemos ir em busca daquelas fontes que mais se adaptam à verdade conforme intuímos e verificamos pela razão, lógica e coerência. Por exemplo, como aceitar uma fonte que tenta desconstruir um governo que, por sua vez, tenta desconstruir toda uma rede de corrupção que ainda infesta nosso país? Confesso que me sinto, ao ter contato com narrativas tendenciosas, como se tivesse sendo puxado pela orelha para atender a vontade de um padrasto que tem intenções muito diferentes do meu verdadeiro pai. Assim, acredito, existem muitos como eu.


Publicado por Sióstio de Lapa em 06/10/2019 às 00h03
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05/10/2019 00h03
PARÁBOLA - A VERDADE E A MENTIRA

            Encontrei uma parábola do século XIX, dita no Youtube por René Schubert, sobre a verdade. Fui no Google e encontrei uma página “Spin Inominável”, do Natã Campos que aborda a questão e que colocarei aqui para nossas reflexões.

Spin Inominável

SPIN, acrônimo para Sistema Poético Informativo Nato: poético ou patológico, tanto faz : inominável: que não recebeu nome fixo ou cujo rosto ou nome ou arqétipo ou tipo permanente não se conhece ou talvez não exista " (...) que não pode ser designado por um nome, que não tem nome por não se poder definir ou qualificar (...) " : Periodicidade: mensário : Base: o sincronário spin .

14/06/2019 - A verdade Saindo do Poço, Obra de Jean-Leon Gérôme (pintor e escultor francês que fez o citado quadro, 1896).

FORMA: A Verdade Saindo do Poço, Jean-Leon Gérôme

Na imagem, a Verdade, com seu chicote, à procura da Mentira para um acerto de contas...

Segue artigo de Natã Campos

De acordo com uma lenda do século XXI (sic), a Verdade e a Mentira conheceram-se um dia. A Mentira diz à Verdade: “está muito bonito hoje”.

A Verdade olha à volta dela e levanta os olhos para o céu, o dia foi realmente bonito. Passam muito tempo juntos até chegar à frente de um poço. A Mentira diz à verdade: ” a água é muito agradável, vamos tomar banho juntos! ”

A Verdade mais uma vez desconfiada toca na água, ela era realmente agradável. Despem-se e põem-se a nadar.

De repente, a Mentira sai da água, põe as roupas da verdade e foge. A verdade furiosa sai do poço e corre por todo o lado para encontrar a Mentira e recuperar as suas roupas. O mundo vendo a Verdade toda nua vira o olhar com desprezo e raiva.

A pobre Verdade volta para o poço e desaparece para sempre escondendo a sua vergonha.

Desde então, a Mentira viaja por todo o mundo vestido como a verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, e o mundo não quer em nenhum caso ver a Verdade nua.

Quadro: “A verdade saindo do poço” Jean-Leon Gérôme, 1896.

NATÃ CAMPOS Sou Aprendiz de Liberdade e busco ser melhor pai, melhor marido, melhor amigo, melhor profissional e te desafio a buscar a melhor versão de si mesmo todos os dias. Amante da música e sempre em busca de conhecimento que agregue valor. Empreendedor Digital, Palestrante e Psicoterapeuta.

            A parábola para por aqui, mas René Schubert diz no vídeo que há outro final.

            Mas há outro final dessa parábola que diz o seguinte: a Verdade, quando voltou ao poço, recusou-se a vestir-se com as roupas da Mentira e por não ter do que se envergonhar, a Verdade saiu nua a caminhar pelas ruas e vilas. E é por isso que desde então, aos olhos de muita gente, é muito mais fácil aceitar a Mentira com as roupas da Verdade do que a Verdade nua e crua.

            Qual final você prefere?

            O primeiro final é verdadeiro, assim como o segundo. Mas sou mais simpático ao segundo final, prefiro ver a Verdade andando pelas ruas, nua e crua, do que presa dentro de um poço.


Publicado por Sióstio de Lapa em 05/10/2019 às 00h03
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr