Meu Diário
13/06/2019 01h35
SOLIDÃO

Eu sou um cálice de carne viva

Cheio de mágoas, de padecer

E dos sorrisos, minha alma priva

E com as lembranças fico a sofrer

 

A brisa passa por meus cabelos

Como carícias pra minha dor

Arrependido, caio em joelhos

Do que ontem fui e do que hoje sou

 

A chuva chega e me traz tristeza

O vento passa e deixa a saudade

Do tempo ido, de felicidade

 

Antes eu vivia com tua beleza

Fui encantado pela paixão

E hoje, triste, vegeto na solidão


Publicado por Sióstio de Lapa em 13/06/2019 às 01h35
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Voce deve sitar a autoria de Sióstio de Lapa e o site http://www.siostiodelapa.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
12/06/2019 00h12
PARADIGMAS DE COMBATENTES

            Segundo Winston Churchill, a tese principal de Adolf Hitler, no livro que ele fez na prisão, o homem era um animal de luta; portanto, sendo a nação uma comunidade de combatentes, ela era uma unidade de combate. Qualquer organismo vivo que deixasse de lutar por sua existência estava fadado à extinção. Um país ou raça que deixasse de lutar estava igualmente condenado. A capacidade de luta de uma raça dependia de sua pureza. Daí a necessidade de livrá-la dos elementos contaminadores estrangeiros. A raça judaica, por sua universalidade, era necessariamente pacífica e internacionalista. O pacifismo era o mais mortal dos pecados, pois significava a rendição da raça na luta pela vida. O primeiro dever de todo país, portanto, era nacionalizar as massas. O objetivo último da educação era produzir alemães capazes de se converter em soldados com um mínimo de treinamento. As maiores revoluções da história teriam sido impensáveis não fosse pela força propulsora das paixões fanáticas e histéricas. Nada teria sido realizado pelas virtudes burguesas da paz e da ordem. O mundo dirigia-se, naquele momento, para uma revolução dessa natureza, e o novo estado alemão devia certificar-se de que sua raça estivesse pronta para as derradeiras e maiores decisões da Terra.

            A política externa podia ser inescrupulosa. Não era tarefa da diplomacia permitir que uma nação afundasse heroicamente, mas certificar-se de que ela pudesse prosperar e sobreviver. A Inglaterra e a Itália eram os dois únicos aliados possíveis da Alemanha. Enquanto a Alemanha não se defendesse por si, ninguém a defenderia. Suas províncias perdidas não poderiam ser recuperadas por apelos solenes aos céus ou respeitosa esperança na Liga das Nações, mas apenas pela força das armas. A Alemanha não deveria repetir o erro de combater todos os seus inimigos de uma só vez. Atacar a França por motivos puramente sentimentais seria uma tolice. O que a Alemanha precisava era de um aumento territorial na Europa. A política colonialista da Alemanha antes da guerra fora um erro e deveria ser abandonada. A Alemanha devia buscar sua expansão na Rússia e, especialmente, nos países bálticos. Nenhuma aliança com a Rússia poderia ser tolerada. Travar uma guerra ao lado da Rússia contra o ocidente seria criminoso, pois o objetivo dos soviéticos era o triunfo do judaísmo internacional. Esses eram os “pilares de granito” da política de Hitler.

            Esse era o pensamento beligerante de Hitler que ele terminou por colocar em prática. No exercício das armas foi provocado a expansão territorial e o genocídio humano que ameaçou dominar o planeta.

            Podemos aplicar esses conceitos de uma nação combatente que cumpre uma missão de dominar o planeta, como foi o caso da Alemanha, com o caso do Brasil, que tem uma missão de ser a pátria do Evangelho e coração do mundo. Também há uma arregimentação dos seus habitantes, só que fazendo exatamente o contrário do que pensava Hitler, com o pacifismo, em busca da construção do Reino de Deus.

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 12/06/2019 às 00h12
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Voce deve sitar a autoria de Sióstio de Lapa e o site http://www.siostiodelapa.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
11/06/2019 00h11
ILUSÃO

O sol se levanta e a mim desperta

Com a luz fresca do arrebol

Pulo da cama, vou para a festa

Tocar a vida, em bom futebol

 

Mas quando abro os olhos e vejo

Que é uma, outra, a realidade

Que nada tenho do que almejo

E que me afogo... tanta saudade

 

O sol não nasce, é pura ilusão

Pois para mim sempre ele morre

Nas areias secas do coração

 

O meu pranto, surdo, deixa fluir

Rio de lágrimas que por mim corre

E que derretem o meu existir


Publicado por Sióstio de Lapa em 11/06/2019 às 00h11
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Voce deve sitar a autoria de Sióstio de Lapa e o site http://www.siostiodelapa.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
10/06/2019 00h10
PLANETA FERRO

            O planeta Ferro pertence também à Via Láctea, difere do planeta Terra porque os seus seres vivos, biológicos, são formados por ligas metálicas, principalmente o ferro. Difere dos corpos biológicos do planeta Terra, pois neste prevalece a água e o carbono na formação dos corpos.

            Esses corpos do planeta Ferro parecem com os carros que dirigimos no planeta Terra. Tem uma diferença básica, eles não são construídos por fábricas como são aqui. Eles se reproduzem entre si como fazem os nossos corpos biológicos de carbono e água.

            No entanto, a dimensão material x espiritual é muito parecida com a nossa. Lá, o espírito penetra no interior do carro para dirigi-lo. Sabe o motorista/espírito que o carro lhe pertence, aciona uma chave, ativa o motor e vai com ele para onde tem interesse.

            O instrumento que garante que aquele determinado carro pertence à determinado espírito, é um documento elaborado pelo “Detran” e que é reconhecido em qualquer lugar do planeta. Semelhante ao que acontece com o nosso corpo, cujo instrumento de pertencimento ao espírito é o cordão de prata.

            Quando o motorista/espírito deseja descansar ou fazer alguma atividade fora do carro biológico, deixa o carro estacionado em algum lugar, geralmente na garagem de sua residência. Semelhante ao que acontece conosco, aqui no planeta Terra. Deixamos o nosso corpo biológico geralmente dormindo na cama e nosso espírito sai do corpo, mantendo o cordão de prata e vai para onde tem interesse no mundo astral.

            Aqui na Terra costumamos ver a influência de um espírito sobre outro, o que chamamos de obsessão, que atrapalha os pensamentos da pessoa e até o comportamento. No planeta Ferro, o espírito ladrão também invade o carro de outro espírito saindo a dirigi-lo pelas estradas. Neste caso a polícia rodoviária, que fiscaliza as estradas para evitar a ocorrência de crimes, costuma fazer barreiras para checar a verdadeira propriedade dos carros em circulação. Naquele caso, são os Centros Espíritas os principais responsáveis para abordar o espírito intruso, num trabalho chamado de desobsessão, que irá instruir sobre a negatividade da ocorrência e como deve ser corrigido o pensamento e comportamento de ambos os envolvidos, onde ambos devem estudar e praticar as lições evangélicas como principais atividades para a harmonia e fraternidade entre os dois, que ao se ampliar tal feito, teremos o redirecionamento da sociedade em busca da construção do Reino de Deus.

            Esse mesmo raciocínio pode ser aplicado em qualquer ponto do Universo, no sentido de melhorar nossa compreensão sobre o processo evolutivo que está em operação nas duas dimensões da vida, material e espiritual.

 


Publicado por Sióstio de Lapa em 10/06/2019 às 00h10
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Voce deve sitar a autoria de Sióstio de Lapa e o site http://www.siostiodelapa.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
09/06/2019 00h07
RESPEITO (11)

O apóstolo Filipe formava com Pedro e André, uma trilogia fecundante das lições oriundas de Deus através do Cristo, e cultivada em Betsaída. Filipe transformou-se numa espécie de repórter da Boa Nova, andando por Betsaída.

Certa vez, parou em frente a uma oliveira em cuja sombra repousava um ancião de quase 100 anos. Tinha os cabelos brancos e o rosto enrugado, sinal que denunciava o mau trato de sua existência. Os olhos meio apagados, eram como despidos de todo o desejo de ver a Natureza, pelo cansaço e enfado de contemplar todos os dias a mesma coisa.

Filipe puxou conversa com o ancião com o intuito de ajuda-lo de alguma forma.

- A paz seja contigo, meu Senhor!

- Quem sois? Quem ousa tirar-me do descanso que, se é que Deus existe, Ele me proporcionou?

- Sou eu, meu velho, Filipe! Um simples homem. Em que poderei servir?

- Servir, servir, servir! – o velho deu uma gargalhada ironizando as boas intenções de Filipe, que falara com carinho sobre o Messias que já estava na Terra.

- Meu amigo, como te chamas?

- Podes me chamar de Sultão, se queres colocar-me, ao menos pelo nome, aonde nunca pude chegar.

Essa forma de responder deu a Filipe a ideia de que o ancião era uma pessoa amargurada na vida, talvez por frustrações no campo político. Procurou palavras coerentes para informar a preciosidade que havia encontrado.

            - Meu velho Sultão! Eu estou aqui para te falar de Deus, um Deus que talvez não soubestes procurar, um Deus que não persegue nem calunia, não ambiciona, não rouba, não odeia, não fala mal de ninguém, não despreza, não desdenha, não é egoísta nem orgulhoso!

            - Esse Deus que pregas não existe!

            - Esse Deus, meu amigo, é o que existe, eu poderei te levar, não a Ele, mas Àquele que o representa na Terra, o Messias que estou tentando te revelar.

            - Messias... Messias... Nós estamos na época dos Messias, eles estão por toda parte. Só aqui, na Galiléia, eu conheço centenas, a quantidade é igual à dos peixes nos rios.

            Filipe procurou argumentar da melhor forma que podia para mostrar ao velho o tesouro que ele havia encontrado.

            - Sultão, meu senhor! Esse de quem te quero falar é diferente desses outros, porque Ele opera prodígios nunca antes vistos por nenhum profeta: dá vista aos cegos, levanta paralíticos, faz ouvir os surdos e devolve a vida àqueles que já consideramos mortos. Esse de quem te falo é Nosso Senhor Jesus Cristo.

            O velho Sultão levantou-se com dificuldade e saiu praguejando contra Deus e Cristo, e chamando Filipe de cão sem dono, que não tinha nem respeito pelos velhos que queriam descansar.

            O discípulo repórter teve vontade de ir atrás e procurar outros meios de convencê-lo, mas algo na consciência lhe dizia: “Basta, Filipe, basta!”

            Ao cair da tarde, os discípulos reunidos com Jesus no casarão de Betsaída, Filipe teve a oportunidade de fazer a pergunta que estava lhe perturbando.

- Jesus, podes nos ajudar, principalmente hoje, a entender o que deve ser o Respeito aos outros? Senhor, estou assustado, pensando no que devo fazer para entender e praticar o que chamas de amor ao próximo.

            O Cristo, cintilando seu tranquilo olhar nos seus seguidores, iniciou sua resposta.

            - Filipe, que a paz de Deus esteja em teu coração. O apreço que devemos ter às pessoas e, em certo ponto até aos animais, exige de nós muita acuidade, muito senso espiritual, cabendo dentro da máxima que sempre repetimos: “não fazer aos outros aquilo que não queremos que eles façam conosco”. Coloca-te no lugar daqueles que esperam o teu Respeito, que logo saberás como deves agir com eles. Nem sempre os conceitos da vida que abraçamos são certos para nossos semelhantes.

            ‘Filipe, é importante quando atingimos determinado progresso na arte de viver bem, mas é meio perigoso o fanatismo. Vestir a capa de missão ou de cumprimento do dever é criar situações melindrosas, fazendo por vezes inimizades. Sei que tens grande dedicação aos velhos e pelas crianças órfãs que atravessam o teu caminho. Porém, não deixes que a piedade se exagere, para que ela não se torne em desespero ou revolta. Procura ajudar à altura das tuas possibilidades e na medida do interesse que o necessitado te mostrar. Sair procurando a esmo a quem socorrer ou a quem doutrinar fará com que a mágoa se instale em teu coração, podendo até enraizar-se, tornando difícil a saída.

            ‘Você, Filipe, não esqueces o velho Sultão um só momento, achando que foste por demais exagerado com o ancião. Poderias ter conversado sobre outros assuntos, sem levares o velho à irritação. Com pouco espaço de tempo, ficarias sabendo da opinião dele acerca da vida espiritual. Assim não fizeste, foste logo tocando no assunto, e o teu tribunal íntimo te acusa, pedindo o reparo e sugerindo que não procedas mais assim.

            ‘Meu filho, o acatamento às pessoas é distinção da alma nobre. Mas saber como respeitar é inspiração da caridade integrada ao amor. Não queiras impor a quem quer que seja, o teu ponto de vista. Não deves forçar as consciências, a título da vontade de Deus, pois Ele, que é o soberano, que não precisava esperar pela harmonia de tudo o que Ele mesmo fez, espera o trigo crescer e prosperar, espera os olivais ficarem no ponto da colheita, espera as fases certas de colher as uvas, espera por algum tempo a procriação das ovelhas, e espera, sorrindo, pela Natureza que nos cerca e pela nossa transformação, da ignorância para a sabedoria. E tu, quem és que não podes esperar?

            ‘Não te preocupes com a velhice do corpo, no tocante a necessidade urgente de fazer com que a alma que o anima desperte para o Criador, pois, em verdade te digo que, em muitos casos, a que está vivendo como criança é verdadeiramente mais velha e amadurecida para as coisas do espírito. Se queres entrar nos corações alheios para levar a Boa Nova do Reino de Deus, isso nos dá muita alegria. Todavia, Filipe, espera que os corações abram as portas dos sentimentos. O fruto verde dificilmente tem sabor e, acima de tudo, é nosso dever respeitar o ambiente alheio. Espera, espera, mesmo sendo convidado, a adentrar o lar que não seja o teu.

            ‘Filipe, é bom que guardes isso na tua cabeça. Ninguém se perde, todos somos filhos do mesmo Pai, criados com o mesmo amor. Se alguém reluta e não aceita a verdade agora, o tempo será o portador dela mais tarde. Eu acho que existe tanta lavoura à espera de colheita que parece perda de tempo preocupar-te com plantios novos, cujos frutos estão verdes. Procura a meditação, a oração que o fanatismo não perturbe e abrace a Deus, meu filho, esperando e trabalhando com fé, que esse mesmo Deus te guiará por todos os caminhos, para que sejas um homem reto, com reta justiça, com reto respeito e com reto amor.

            Assim o Mestre encerrava mais uma importante lição que começava a construção psicológica dos 12 que Ele havia escolhido.


Publicado por Sióstio de Lapa em 09/06/2019 às 00h07
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Voce deve sitar a autoria de Sióstio de Lapa e o site http://www.siostiodelapa.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.



Página 2 de 545 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 » [«anterior] [próxima»]


Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr