Meu Diário
04/09/2019 03h09
MUNDO NOVO

            Há quase 2000 anos o Cristo nos prometeu um mundo novo, o Reino de Deus que poderíamos iniciar sua construção a partir de nós mesmos, da limpeza do nosso coração de toda sujeira egóicas e deixasse a passagem para a livre expressão do amor incondicional através da família universal.

            Gastamos tempo com o pensamento surfando pelos diversos campos do conhecimento, adicionando ou não experiências, desprezando conceitos vazios de conteúdo, superando escolas de realizações sem estrutura legítima, misturando informações e elaborando princípios válidos por uns tempos, noutros desconsiderados. Enquanto isso, a palavra-roteiro ensinada pelo Cristo continua hoje tão imperiosa e oportuna quanto o fora no momento em que Ele a anunciou.

            As diversas transformações culturais, sociais, científicas e tecnológicas não encontraram meios de invalidar o conteúdo moral e espiritual do Evangelho, apesar da passagem de tanto tempo, através do qual tantas gerações foram consumidas.

            O valioso conteúdo do Evangelho permanece inalterado, sendo diretriz e medicamento para as angústias do coração, das incertezas e intranquilidades da mente, dos conflitos e belicosidades das nações, ou grupos de fanáticos e terroristas.

            A falta de maior estudo e reflexão sobre os ensinos morais profundos do Evangelho, pode levar à falsa crença de que o comportamento evangélico é pieguista dando origem a personalidades fracas e dúbias.

            Olhando melhor, é bem mais fácil a posição agressiva, reacionária, vingativa, quando comparada à resistência pacífica, branda e perseverante nos ideais superiores, sem alarde nem explosões de bravatas exteriores. Esta é muito mais exigente, impondo maior dose de coragem e de abnegação moral do que pode parecer.

            É importante que construamos o Mundo Novo, trazendo de volta a abnegação corajosa dos primeiros cristãos, ainda não contaminados pela letra que mata, e sim intuídos pela estesia sacrificial que produz na alma a imediata transformação para melhor.

            O Cristianismo deve acender nas almas a empatia da fé, fortalecendo a pessoa para enfrentar os desejos da carne e o império do egoísmo, resultando no comportamento moral e filosófico voltado para a luz e dissipando as trevas.

            Nunca como nestes dias, onde o mal e a mentira prevalecem sobre a Terra, a vivência do Evangelho se tornou tão necessária. A dor que inunda tanto os miseráveis que sobrevivem nos lixos, quanto os miseráveis presos em suas mansões com tornozeleiras, é um desafio que precisa ser enfrentado, num vigoroso combate ao comando do Mestre, equipados com amor, fé e razão.

            Nesta hora de inquietações, tumultos, dúvidas e incertezas, busquemos no Evangelho a resposta para os magnos problemas do cotidiano. Vamos seguir suas diretrizes de raciocínios e ações, esquecendo as dores e trevas para nos preocuparmos com o auto-burilamento, na incessante faina de ascender e amar. Veremos que é no amor, a verdadeira ciência da vida, que todas as finalidades se encerram e todas as aspirações se concretizam, buscando a direção do Infinito Amor, Deus, Pai.

            Lembremos o exemplo dos nossos irmãos, cristãos primeiros, que iam para o holocausto jubilosos: “Glória a ti, Mestre! Os que estamos procurando construir o Mundo Novo que ensinastes, te saudamos e agradecemos!


Publicado por Sióstio de Lapa em 04/09/2019 às 03h09
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03/09/2019 00h31
OURO (22)

Judas Iscariotes tinha por hábito tomar banho no rio Jordão, considerado sagrado.

Ele era conhecedor das escrituras, mas inquieto pela impaciência de viver. Tinha uma pequena fé que nunca se apagou, com a certeza da existência de Deus e da assistência dos anjos. Admirava o rei Salomão, e se tivesse vivido naquela época não hesitaria em escolhe-lo como mestre, pela sabedoria e poder, escritos e fortuna.

Muitos dos seus companheiros viam no Cristo um espírito muito maior que Salomão. Ele não discutia, mas punha-se a pensar e comparar as coisas. Notava que, em matéria de conhecimentos espirituais e poder de curar, Jesus realmente estava além de Salomão. Mas, na aquisição de ouro e de poder, parece que o Mestre perderia para o filho de Davi.

Judas assistiu Pedro dizer a Tiago, que Jesus filho de Maria, era muito maior que Moisés. E ele, Tiago, que assistira Moisés, em espírito, viu ele indicar o Cristo como o melhor caminho, e ficou a cismar...

Nas suas divagações, Judas tirava a mente do infinito e começava a pensar na Terra, nele, nas pessoas e no porquê de viver. Perdia o sono, visualizando a si próprio como dono do mundo, com todas as suas riquezas, não por ganância intempestiva pelo ouro, mas para sanar a fome e a miséria dos homens, amparar as viúvas, os órfãos, os doentes, e arranjar meios de alegrar os tristes.

O Mestre, pensava ele, dizia que temos valor, mais que os lírios do campo que se vestem melhor que Salomão em todo seu esplendor e com todo ouro do mundo. Mas como ele, Judas, poderia encontrar esse valor dentro de si?

Judas estava sentado do lado de fora da casa da reunião, quando Pedro chegou, um pouco mais cedo para fazer a limpeza. Judas, tomou a iniciativa e pegou os apetrechos de limpeza e começou a limpeza. Os dois trabalharam juntos, e depois, em assembleia com o Mestre, Tomé foi tomado pela inspiração e fez a prece da noite.

Ao término, Pedro notando certa tristeza em Judas que estava sentado ao seu lado, disse ao seu ouvido: “pergunta ao Senhor alguma coisa que te passa pela mente”. Judas levantou e indagou:

- Senhor! Peço que me esclareça o que o ouro significa para nós. Qual é a sua verdadeira função nas nossas vidas e a sua posição perante as coisas de Deus? Além dele, como ficam os poderes de César pela Palestina e pelo mundo?

            Jesus, olhando Judas compreensivelmente, expôs com veemência e sinceridade.

- Judas, tudo no mundo tem o seu valor, no lugar em que foi designado a servir. Se porventura recolhesses toda a fortuna do mundo em tuas mãos para sanar a dor e todos os infortúnios das criaturas, será que elas iam corresponder a bondade de Deus manifestada por seu intermédio e se comprometer a fazer o que somente a dor e os problemas têm a capacidade de realizar dentro de fora da alma?

‘A compaixão nasce sempre da caridade, mas, quando ela passa dos limites que a vigilância determina, ela se põe em conivência com aqueles que se esquecem dos deveres do espírito, de progredir para viver bem, e de viver para progredir.

A dor que expressa a feição de todos os infortúnios, é uma mecânica universal, que sempre harmoniza as coisas na vida, incluindo a harmonia das almas.

É bom que penses nisso, Judas, em tirar as dores do mundo, para que possas entender quais os meios reais de tirá-las. Em cada pessoa existe uma chave que, levemente tocada, destranca as portas mais íntimas do coração, atingindo a consciência. Mas fique sabendo que somente a própria criatura pode e deve destrancá-la com as próprias mãos, pois para isso elas foram feitas.

Se queres saber, é justo que entendas: não existe, na acepção verdadeira do termo, mal em ninguém nem no mundo. Vives em certa ilusão acerca disso, porém é uma ilusão que, mesmo sendo passageira, coopera para o despertar do homem divino que está dentro do homem humano.

O silêncio foi uma ajuda para a meditação. Judas estava com a cabeça entre as pernas, mas os ouvidos aguçados registravam as dissertações de Jesus.

Parecia que nos ares tocava uma sintonia que os ouvidos não percebiam, mas que o entendimento alcançava com nitidez. O Messias prosseguiu, com clareza.

Judas, o ouro, nos bastidores da economia das nações, é um portador de paz, como podes notar pelo fenômeno de uma nação bem organizada. Com ele, a coletividade sentir-se-á mais segura e a sociedade, mais humanizada. Na verdade, a posição desse metal instiga nos homens o interesse descomedido que chega até a usura.

As criaturas, geralmente, têm os olhos maiores que as necessidades. Essa preciosidade é que estimula nos seres humanos a vontade de trabalhar, de adquirir mais conforto, de reunir mais terras, gado, animais e casas.

Para bem dizer, eles se esquecem de educar esses desejos e se deixam envolver pelas maléficas ideias de tudo possuir, mesmo que seja em prejuízo dos outros.

Deus abençoou o ouro como uma força poderosa para a paz dos homens e da Terra, porém, a ignorância fez dele todos os meios de principiar as guerras. Se racionares bem, verás que o indivíduo vale mais que todo o ouro do mundo.

Só os dons que tem, não falando de outras coisas que desconheces, correspondem ao maior tesouro do mundo e da vida, porque tem o poder de tranquilizar corações, de ajudar na aquisição da felicidade, de tornar os olhos com maiores poderes de ver as coisas, de aguçar os ouvidos, de sorte a ouvir em muitas dimensões do existir, de valorizar a fala, de maneira que ela possa estabelecer a paz onde quer que seja, de expandir a inteligência a alturas inacreditáveis, de viver alegre com a alegria de Deus.

Meu filho, não turbes o coração com os poderes de César. Esse poder transitório é, por natureza, inquietante. É fogo nas mãos, e chama nos pés, que tira o sossego de quem o possui. E, quanto ao dinheiro bem comedido, é uma forma de Deus nos mostrar por nós mesmos, que vale a pena a educação que se fez nutrir pela disciplina, pois o que devemos é nos fanatizarmos pelo ouro, para que o ouro não domine os nossos sentimentos.

Os grandes reis da Terra, que a ganância levou a juntar milhões de toneladas de ouro e pedras preciosas, quando foram chamados ao posto verdadeiro, não puderam levar as fortunas. Somente o ouro que nos acompanha além do túmulo, Judas, é o ouro da sabedoria e as pedras preciosas do amor, que tem valor transcendental. Se queres ser rico para a eternidade, amontoa a fortuna do espírito, que os céus te abençoarão.

Judas, ainda desorientado, saiu meditativo...


Publicado por Sióstio de Lapa em 03/09/2019 às 00h31
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02/09/2019 00h25
AUTISTAS NO MUNDO NOVO ..

            Por ocasião de uma palestra de Divaldo Franco no Youtube (Colônia Espiritual como é?), postada há uma semana, onde ele aborda a questão dos autistas do ponto de vista espiritual, vale a pena reproduzir aqui para nossa reflexão.

            ... Se nós observarmos a criança moderna, veremos que geneticamente houve a olhos vistos, uma grande mudança. As crianças nascem com uma vivacidade que nos surpreende. Até há uma anedota a esse respeito: que uma criança nasceu com a mão esquerda fechada. Os pais tentaram abrir e nada. A mãe tentou e quando foi na hora do pai, ele disse – vou abrir nem que ele quebre os dedos. Assim, abriu a mão e quando ele olhou estava lá o anticonceptivo.

            ‘Agora temos o autismo, uma certa maneira de ser e se expressar. Nunca tivemos tanta criança autista quanto hoje. E nunca tivemos diagnose tão fácil para poder demonstrar que muitas crianças tidas como hebefrênicas, a loucura dos jovens, a esquizofrenia, são apenas autistas.

            ‘Lidando com autistas nesses últimos cinco meses, tenho aprendido com o médico autista equatoriano, Dr. Juan Danilo Rodrigues, as características típicas e a definição que deu Joanna de Ângelis. É uma certa maneira diferente de expressar-se. O autista é muito inteligente, portador de uma grande memória, não olha diretamente aos olhos de ninguém. Está sempre de vista baixa e tem as radiações do autismo e vários graus, desde o autismo agressivo que se bate na parede ao imobilizado até aqueles que têm sintomas de autismo. E um dos sintomas básicos é que o autismo não tem emoção. Não ama, não odeia, não tem ciúme, não tem mágoa... é algo neutro emocionalmente. E quando Dr. Juan me falava dessas características, eu me lembro de um prêmio nobel de física que se identificou autista e de extraordinários autistas. Hoje, no mundo, artistas, cientistas, chefes de empresa que não obstante o autismo, o alto nível intelectual, intelecto moral, porque não tem tendências sexuais perturbadoras. Quando isso ocorre, já é uma outra patologia. No autismo clássico há uma certa ingenuidade, porque não sentindo emoções, não sente de imediato os prazeres orgásticos. Isso eu fui perguntar aos espíritos, o de que se trata? Porque crianças especiais com várias síndromes, com retardamento da fala, com esta mobilidade quase insuportável, hiperativas, e eles me explicaram. São esses espíritos de outra dimensão, cujo períspirito é diferente do nosso, encarnando-se na Terra e produzindo em nosso sistema nervoso simpático problemas “de natureza autista”, ou certas paralisias cerebrais para poderem aumentar o número de neurônios, abrindo espaço para na terceira ou quarta geração nós termos o biótipo das gerações futuras. Caracteristicamente será mais alto biotipicamente, mais jovial sem essas emoções de baixo nível, porque estaremos no mundo de regeneração. Estaremos com o sistema imunológico muito bem trabalhado, porque o autista tem algo de imunologia que não lhe permite determinadas doenças infanto-juvenis e certas infecções na idade adulta.

            ‘Há um processo imunológico genético e naturalmente algumas mudanças de letras genéticas produzindo desde a infância estados epileptiformes, convulsões prolongadas, como se estivéssemos naquele laboratório, do primata homines para o homo sapiens, que é o elo perdido que Charles Darwin não encontrou.

            ‘Porque enquanto a evolução antropológica foi passo-a-passo, demorando milhões, centenas de milhões de anos, de repente, no mundo espiritual, como afirma Emmanoel, em “A Caminho da Luz”, houve esse salto quântico. O queixo se retraiu, a testa, o crânio, se prolongou e o biótipo macacóide cedeu lugar ao hominídeo, principalmente da chamada raça de Grimaldi, três raças se derivariam os chamados homo sapiens, agora, homo sapiens sapiens. E eu já me atrevo a propor Homo virtualis, porque estamos mais no WhatsApp do que em qualquer coisa. Agora mesmo estou vendo alguém com o telefone na perna, o Ipad aberto, de vez em quando olha para mim e ri, e olha para baixo e ri também. Porque ninguém aguenta meia hora...

            Essa informação de que os autistas estão introduzindo em nosso comando genético informações para a construção de um novo biótipo que será necessário par aqueles que irão povoar a Terra na sua fase de Regeneração, é nova para mim e suscita algumas dúvidas. Se fazemos tanto esforço para controlar nossas emoções, burilar nossa alma retirando as impurezas do egoísmo, e depois de termos feito isso, de nos considerarmos cidadãos do Reino de Deus, de repente há uma transformação biológica que elimina as emoções, justamente aquela arena mental que conseguimos conquistar. Se era para evoluirmos através da engenharia genética, por que tanto esforço na reforma íntima, no auto-burilamento?


Publicado por Sióstio de Lapa em 02/09/2019 às 00h25
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01/09/2019 00h31
ORAÇÃO SETEMBRO 2019

            Pai, procuro falar contigo com mais regularidade. Aceitei a Tua existência e importância na minha vida. Reconheço a Tua importância não somente na minha vida, mas na vida de tudo, na natureza, nos universos, em tudo que existe, enfim! Sei que estás sempre perto de mim, que me sondas e me intui, que envia propostas de trabalhos, novos caminhos, novas pessoas, com as vibrações as mais diversas possíveis.

            Sei que ao fazer assim, Tu esperas ver minha decisão, para onde apontará o meu livre arbítrio e de acordo com isso, novas oportunidades serão enviadas para dar o prosseguimento naquilo que é ofertado, e naquilo que decidi seguir.

            O que acho estranho, é que eu sabendo dessa tão grande importância do Senhor em minha vida, da sempre presença ao meu lado, eu não tenha tanto interesse ou motivação para falar contigo, colocar minhas dúvidas, pedir sugestões... é bem verdade que eu faço isso em algumas ocasiões, mas pela importância, eu acreditaria que deveria ser mais frequente.

            Tenho acatado diversas frentes de trabalho, em todas reconheço a Tua presença, a Tua concordância e expectativa no cumprimento ou não da tarefa. Sinto que me ajudas, colocando ao meu lado novas pessoas interessadas em contribuir nesses trabalhos. Meu corpo, que considero instrumento da Tua vontade, é exigido na realização do trabalho que é necessário.

            Lembro do esforço que Paulo de Tarso fez ao reconhecer a necessidade de seguir o Cristo na divulgação do Evangelho pelo mundo, o quanto ele trabalhou debaixo de todas as intempéries, do clima e das incompreensões humanas. Compreendo bem o que ele queria dizer que não mais vivia por si, mas pelo Cristo que ele passou a reconhecer como Mestre, como o Messias há tanto esperado por seus compatriotas.

            Sei que não tenho o grau de conversão sofrido por ele, não senti a voz e a luz do Cristo tão diretamente quanto ele. Tudo para mim se passou de forma lenta, gradativa. Passei por transformações na minha vida, principalmente a íntima, familiar, por aceitar a principal lição do Mestre a passar a praticar o amor incondicional. Destruí a harmonia da minha família nuclear, alicerçada no amor romântico, para construir as primeiras bases da família universal, alicerçada no amor incondicional.

\           Até hoje, Pai, não sinto compreensão ao meu redor sobre essa atitude tomada. Sou sempre acusado de ter me transformado negativamente, de fazer o próximo sofrer, principalmente o próximo mais próximo que são minhas companheiras afetivas. Somente encontro compreensão em Tua lei que está escrita na minha consciência e que até hoje não joga culpa sobre meus atos nesse sentido.

            O máximo que sinto de desconforto são momentos de dúvidas, quando a consciência procura saber se há verdade naquilo que me acusam. Mas sempre volto à minha harmonia interna, pois não vejo em Ti acusações contra mim, pelo contrário, vejo com alegria que sou considerado cada vez cidadão do Teu Reino.


Publicado por Sióstio de Lapa em 01/09/2019 às 00h31
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31/08/2019 00h29
DOUTRINA DE DEUS

            As lições do Mestre Jesus vieram dar foco ao espírito que estava imerso na letra. Dizia Ele que veio explicitar uma doutrina, não dele mesmo, mas daqu’Ele que o enviou. Essa doutrina foi entregue por Jesus mas sofreu alterações, foi desnaturada, falseada pelas interpretações, dogmas e preconceitos humanos. Tudo isso alterou a parte moral, os seus mandamentos e as verdades eternas que ele ensinou.

            A Doutrina de Deus se harmoniza com o espírito e com o progresso dos tempos modernos, sendo a fonte de toda a verdade e de todo o progresso para a humanidade do futuro. Por suas predições e promessas é a luz que conduz a humanidade pelos estágios evolutivos, aos seus fins e destinos.

            Esta Doutrina é para todos a linha de procedimentos presente e futura, traçada a fim de que sigamos com segurança o caminho que teremos de percorrer para a depuração e progresso do espírito. Todos que se afastem dessa Doutrina, entram por falsos caminhos que não beneficiam ninguém.

            Jesus ensinou que o culto em espírito e verdade é todo interior pelo segredo da prece e da caridade; é exterior pelas obras de justiça, de amor, pela ajuda mútua e cooperação na ordem material, moral e intelectual, sob os pontos de vista social, privado e de família.

            O batismo pela água, promovido inicialmente por João, o precursor de Jesus, e mais tarde pelos discípulos do Cristo, foi no seu aspecto material e temporal, os homens e as necessidades da época, o que veio contribuir para iniciar a nova era do Cristianismo do Cristo, a Doutrina de Deus.

            O arrependimento de nossas faltas favorece o batismo pelo Espírito Santo, que nos traz assistência, proteção, auxílio e a colaboração dos bons espíritos. A estes devemos sempre nos esforçar por atraí-los mediante a humildade, a justiça e a caridade, instrumentos e recursos da pureza do coração, da retidão da alma e da prática das boas obras conforme a lei do amor. Assistência, proteção, ajuda e colaboração são concedidas por Jesus e seus auxiliares, às pessoas de boa vontade.

            Devemos sintonizar com o Pai pela prece do coração e não somente com os lábios, pela instrução, pela severidade consigo mesmo e indulgência com o próximo, visando o objetivo final da fraternidade do Reino dos Céus.

            Procuremos cada vez mais tornarmo-nos, pela caridade, pelo trabalho, pelo amor, pela humidade, pelo estudo, pela ciência, pela abnegação, pela cooperação e pela mútua ajuda, com vista ao progresso tanto pessoal como coletivo.

            Sejamos adoradores do Pai em espírito e em verdade, a fim de vivermos todos como um só, porque assim, em nosso planeta, cada um irá viver para todos e todos para cada um, na ordem material, moral e intelectual.


Publicado por Sióstio de Lapa em 31/08/2019 às 00h29
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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr